Fluxo Romântico
5 Capitulo 05 - Desfeche do destino
Notas iniciais
Eu acordei pela manhã e me dei conta que estava sozinho em meu quarto, vesti um shorts e desci as escadas em busca dele, quando me deparei com um bilhete na porta:
– Yuki, tive que sair, talvez a gente nunca mais se veja, até! Natsu. Mais por que ele faria isso ?
Subi para o meu quarto e me deitei na cama, sentia como se algo muito importante estivesse indo em bora de mim para sempre, eu pensei que nunca mais fosse toca-lo até que a campainha tocou, eu mais uma vez desci as escadas e atendi a porta:
– Natsu...
– Yuki eu sinto muito...
– Como assim Natsu ?
– Eu vou ir para o Brasil!
– Brasil, fazer o que lá ?
– Minha mãe vai ir para uma viagem d negócios e vamos ficar por lá mesmo, desculpe Yuki! Disse ele me dando um ultimo beijo e entrando dentro do carro de sua mãe.
Eu fiquei parado na porta sem reação alguma, apenas meus olhos que se desfaziam em lagrimas e meu corpo doía enquanto eu olhava a pessoa que eu mais amava indo em bora, o carro virou a esquina e minha mãe junto de meu pai chegaram de carro:
– Yuki mais o que aconteceu ?
– O Natsu foi em bora! Falei chorando...
– Amor pega as compras eu vou com ele pro quarto!
Minha mãe e eu subimos para o quarto enquanto meu pai tirava as compras do carro:
– Yuki me conta como aconteceu...
– Eu achei um bilhete na porta dele dizendo que nunca mais íamos nos encontrar e então depois ele tocou a campainha e se despediu!
– Mais ele vai voltar.
– Não, ele não vai voltar, a mãe dele foi para uma viagem de negócios no Brasil e vai ficar por lá!
– Mais, ele volta eu tenho certeza.
– Não, você não entende! Gritei indo pro meu quarto e me tranquei.
Eu fiquei deitado olhando pro vazio durante horas, que pareciam minutos, eu não queria mais me mover, não queria mais saber o que iria acontecer comigo a partir daquele momento e apenas fechei meus olhos esperando a morte, e sem perceber eu acabei desmaiando.
Algumas horas depois eu acordei com gritos, minha mãe e meu pai vinham atrás de mim numa maca sendo empurrada por médicos, e eu ali paralisado sem poder fazer nada, com um piscar de olhos eu voltei a desmaiar.
A segunda vez que acordei já estava num quarto com minha mãe segurando minha mão e meu pai dormindo numa poltrona do outro lado do quarto, eu me senti inútil naquele momento, eu não queria que me vissem daquele jeito por culpa de um amor:
– Mãe ?
– Yuki, você acordou finalmente!
– O que aconteceu ?
– Você ficou no seu quarto por exatamente dezessete horas sem comer e beber nada, você acabou desmaiando e troucemos você para o hospital.
– Eu amo vocês dois, mais, podemos ir para casa ?
– Não! Você tem que ficar de repouso o resto da noite aqui, agora volte a dormir Yuki.
– Esta bem. Falei segurando a mão dela forte.
Eu acabei dormindo e sonhando com o Natsu parado na minha frente:
– Natsu, por que você foi embora ?
– Porque eu tinha que ir!
– Você me deixou pra sofrer ?
– Não, Yuki eu te amo.
– Você me ama então prove! Falei me aproximando dele.
Eu e ele andávamos um em direção do outro esperando um beijo quando meu pé se prendeu e eu não consegui me mover, quando olhei para baixo o chão estava derretido e meu corpo começou a afundar:
– Natsu me ajude!
– Yuki! Gritou ele vindo correndo em minha direção.
– Natsu! Natsu! Gritei varias vezes.
Acordei no carro chamando o nome dele e meus pais me olharam tristes, magoado eu olhei pela janela e fiquei apreciando aquele dia lindo que fazia, meu pai ligou o radio para ouvir as noticias:
– O que sera que esta acontecendo por ai!
– Bom dia ouvintes, estamos aqui de Osaka onde esta caindo muita neve, bem o tempo não está sendo generoso hoje, em Osaka esta caindo neve e nas outras partes do nosso pequeno Japão esta um dia ensolarado.
Eu olhei para fora e lembrei do dia que encontrei o Natsu, a neve que caia e nós nos beijando no ponto de ônibus, as lagrimas não se conterão e começaram a descer pelo meu rosto mais uma vez:
– O que foi agora Yuki ?
– Nada! Falei alto.
– Está bem se precisar de algo me fale.
– pai eu preciso de algo!
– O que ?
– Quero trabalhar!
Meu pai sem querer demonstrar sorrio e foi até em casa, deixou minha mãe e foi comigo até o trabalho dele, nós saímos do carro e eu olhei em volta só havia lojas e um super mercado na nossa frente, eu e ele entramos e fomos falar com o patrão dele:
– Oi chefe.
– Bom dia, o que você está procurando aqui hoje ?
– Meu filho quer trabalhar será que teria como arranjar um emprego aqui para ele ?
– Sim, estamos precisando de funcionários para limpar o chão!
– Mais quanto eu vou ganhar ?
– Acho que uns setecentos por ai!
– Então está bem.
Meu pai e ele apertarão as mãos e voltamos ao carro, eu sentei no banco de trás pois não queria ficar olhando meu pai.
Eu logo comecei a trabalhar e antes mesmo que eu percebe-se tinham se passado dois anos, e eu já havia economizado um bom dinheiro, fui até meu patrão e pedi a demissão, feliz sem saber o que fazer eu arrumei uma mala e viajei para o Brasil, mais Misaki ficou sabendo do que acontecera e foi atrás de mim, acabou que nos encontramos no aeroporto:
– Yuki!!
– A não, essa menina!
– Espera ai.
– O que você quer aqui ?
– bem eu também estou indo para o Brasil rever uma velha amiga, e acabamos pegando o mesmo voo, e como eu acho que você não tenha nenhum lugar para ficar, perguntei a ela se podia levar um amigo e ela concordou!
– Misaki...
– O que ?
– Obrigado, muito obrigado! Falei abraçando ela.
– Não há de que Yuki, pelo menos voltei a ser sua amiga, e também, eu vou me casar daqui a uns meses.
– Que boa noticia.
nós entramos no avião e fomos para o Brasil, a viagem estava tão entediante que acabei dormindo e acordando no aeroporto do Brasil, eu e Misaki descemos do avião e encontramos com uma amiga sua:
– Misaki!!
– Isa!!
– Como vão as coisas no Japão ?
– Bem e aqui no Brasil ?
– Bem também, cade seu amigo ?
– Ali, Yuki vem cá!
– Oi. Falei meio envergonhado.
– Oi.
– Alguém tem algum assunto ? Perguntei enquanto elas caiam em gargalhadas.
– Bem vamos ao meu apartamento, vamos nos divertir muito!
E lá fomos nós, no apartamento da Isa as coisas era elegantes e deslumbrantes, eu fiquei até sem palavras, ela mostrou meu quarto e o de Misaki, eu logo desfiz as malas e foi para a varanda dela onde eu avistei uma praia:
– Misaki, Isa, podemos ir a praia ?
– Sim, vá se vestir, coloque uma roupa apropriada para isso!
E eu fui saltitando como uma criança que vê a praia pela primeira vez, me troquei e fomos a praia nós três como se eu conhece-se as duas como irmãs, ficamos sentados em cadeiras que a Isa e a Misaki trouxeram, enquanto elas conversavam eu observava a praia e pensava em tudo que eu havia passado, e decidi ir mergulhar, fiquei na água por alguns minutos e depois sai, de cabeça baixa eu não vi um homem se aproximar de mim e sem querer eu esbarrei nele:
– Me desculpe! Falei levantando a cabeça.
– Yuki, o que você faz aqui ?
– Natsu é você mesmo ?
– Sim! Disse ele me beijando na praia em meio a todos.
E assim aconteceu, nós vivemos uma história de amor no Japão para nos separarmos e dois naos depois, podermos nos rever e saber que aquela chama que existia em nós não havia se apagado, então aquilo era amar, amar de verdade.
Mais isso é apenas o começo de um romance!
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