Fluxo Romântico
6 Capitulo 06 - Carnaval - Especial
Notas iniciais
Eu estava tão feliz ao lado do Natsu que não percebia o tempo passar, como se fossem segundos os meses passaram correndo, e lá estava eu deitado na praia de mãos dadas com ele, aquele sorriso divino que só de olhar eu me sentia leve e pronto para fazer qualquer coisa:
– Yuki, vamos nadas ?
– Mais agora, vamos tomar banho de sol Natsu.
– Vamos logo seu medroso.
Envergonhado eu me levantei e fui com ele para a água, as ondas estavam altas naquele dia, e eu sentia coisas espetando meus pés:
– Natsu, tem coisas espetando meus pés...
– São bichos que vão te devorar! Respondeu ele me assustando.
– Pata de piadas, isso não é legal.
Ele me olhou friamente e pulou no mar, quando me dei conta uma onda se quebrou em cima de mim e acabou me jogando longe, eu me levantei engasgado e quando percebi, ela tinha me arrastado para a areia, enquanto Natsu mergulhava e pulava as ondas uma a uma, elas quebravam no seu corpo tornando aquele momento excitante.
Um garoto se sentou do meu lado e colocou a mão no meu ombro, acabei levando um susto e pulei para trás:
– Calma, eu queria fazer uma pergunta moço.
– A tá, pode fazer...
– Bem, é que... Você conhece aquele cará ali. Disse ele apontando para o Natsu. Bem é que eu gosto dele desde o primeiro dia que o vi aqui.
– Ei, ele é meu namorado, caia fora! Falei irritado.
– Seu namorado? É o que veremos seu mimadinho.
– Hã!? Mimadinho ? Você nem me conhece, maneire nesse vocabulário.
– Me obrigue. Disse ele enquanto Natsu se aproximava.
– Ei, Yuki, vamos pra casa ?
– Certo... Quando me aproximei dele o garoto se colocou em meio a nós.
– Bom dia, eu estou fazendo uma pesquisa, e você vai participar do carnaval deste ano ?
– Hã!? Eu não sei.
– Não, nós não vamos... Falei de cabeça baixa.
– Vamos lá, eu tenho ingressos para camarotes que tal ?
– Yuki, camarotes, vamos por favor ? Disse ele segurando minhas mãos.
– Natsu... Quer, vá você!
– Sério posso ir mesmo ?
– Pode... Falei e me virei...
– Quando sera ?
– Hoje a noite. Respondeu o garoto.
Eu me senti mal e peguei algumas coisas que eu não podia esquecer na praia, calmamente eu fui para casa sem que Natsu me vi-se, quando olhei para trás estava ele conversando com aquele garoto, uma lagrima desceu pelo meu rosto e com o coração partido eu fui para a nossa casa.
Eu tomei um banho e quando estava saindo do chuveiro escutei a porta bater, com certeza era ele, eu tranquei a porta do banheiro e fiquei me enxugando:
– Yuki abra essa porta. Gritou ele batendo com força.
– Espere eu já vou!
Quando abri a porta ele estava estressado e veio caminhando em minha direção:
– O que foi Natsu ?
– Você me deixou na praia sozinho, como pode.
– Como eu pode... Falei sorrindo.
– É, como pode ?
– Você age como se eu tivesse errado, mais você nem pensa no que fez! Empurrei ele e fui até o quarto.
– Yuki, o que aconteceu ?
– Nada, pode ficar tranquilo.
– Ficar tranquilo, onde você vai com essa roupa ?
– Em nenhum lugar! Falei saindo pela porta.
– Yuki me conta o que esta acontecendo! Falou ele segurando meu braço.
– Me larga Natsu! Puxei meu braço e sai de casa.
Caminhando pelas ruas via o sol descendo sobre as águas, e distraído eu esbarrei num homem que vinha em minha direção de bicicleta, eu fui lançado ao chão e ele caiu em cima de mim com a bicicleta ao nosso lado:
– Desculpa...
– Não, a culpa foi minha, eu estava distraído.
– Eu também, mais eu deveria estar prestando mais atenção por estar de bicicleta.
– Está bem... Falei sendo levantado por ele.
– Qual o seu nome ?
– Yuki, Yuki Swith e você ?
– Me chamo Paul...
– Tudo bem, vou ir para casa, deve estar tarde.
– Espera. Falou ele segurando meu braço e com seus cabelos negros sobre o vento. Quer que eu o acompanhe ?
– Não precisa.
Nós trocamos números e eu fui para minha casa, subi uma rua estreita e perigosa, mais como a noite estava calma e parecia não ter ninguém ali eu andei sem medo, quando cheguei em casa vi um bilhete na mesa:
– Yuki, eu acho que vou chegar tarde, aquele garoto da praia veio me buscar aqui em casa, o nome dele é Mart, estou no tal "Camarote" com ele, até de noite. Li quase chorando.
Amacei o papel e sentei no chão perto da mesa, eu comecei a chorar, meu coração batia cada vez mais rápido, até que tive uma ideia, escrevi um bilhete dizendo que ia para casa de uma pessoa e sai, acabei ligando para o Paul:
– Alo!
– Alo Paul ?
– Sim é ele ?
– Eu posso ir na sua casa passar a noite ?
– A noite ? Mais fazendo o que ?
– Deixa logo, eu não quero voltar para casa, não hoje.
– Está bem, pode vir...
Ele me deu seu endereço e eu fui até sua casa onde ele já me esperava, quando toquei a campainha ele abriu a porta e me deu um abraço, eu me senti protegido naquela hora, ele me soltou e entramos, era pequena a casa mais era linda, eu me sentei junto a ele na mesa, ele colocou a janta no meu prato:
– Por que veio aqui ?
– Hã!? Eu vim pra te ver...
– Você mal me conhece, e se eu fosse um estuprador ?
– Ai eu ia morrer... Falei sorrindo.
– Você é idiota... Falou ele sorrindo.
Num determinado momento ele segurou na minha mão, tentando esquivar eu tirei a mão de baixo da dele, mais, ele se levantou e veio em minha direção, quando ia me beijar o celular tocou:
– Alo...
– Yuki cade você ?
– Estou na casa de um amigo como dizia o bilhete...
– Mais Yuki, você não tinha nenhuma amizade aqui...
– Natsu para de me encher, pode ficar ai, eu ou amanhã...
– Yuki espera, eu fiz algo errado ?
– Até Natsu...
– Yuki não espera...
Foi a ultima coisa que ele disse antes deu desligar o celular, Paul começou a se aproximar de mim de novo, tomou o celular da minha mão e desligou:
– Dessa vez sem intromissões.
Ele me beijou, e lagrimas começaram a descer pelo meu rosto, o Natsu não saia da minha cabeça e eu não sabia o que fazer num momento daqueles, eu simplesmente o afastei de mim:
– Eu preciso ir...
– Não precisa não, dorme aqui, que tal ?
– Não... Agora me solte...
– Me obrigue.
Eu tirei uma navalha, cortei o braço dele, e quando ele saiu de perto de mim eu corri pela porta e fui em bora, andei até chegar perto de casa quando vi a luz acesa e uma sombra como se parece-se dois homens no meu quarto, eu corri desesperado pensando que era o Natsu, entrei em casa e abri a porta do quarto:
– Como pode ? Gritei dando um tapa na cara dele.
– Yuki cala a boca, vai acorda o menino!
– Menino ? Olhei para cama e havia uma criança deitada dormindo.
– Agora me conta o que foi que aconteceu para você sair de casa assim e voltar de madrugada ?
– Você esqueceu não é ?
– Esqueci ? Mais esqueci o que ?
– Seu idiota, hoje é meu aniversario como você pode esquecer, foi até para uma festa e nem se importou comigo!
– Yuki...
– Você é o pior tipo de pessoa!
– Cala essa boca, eu nunca ia me esquecer do seu aniversario seu idiota, eu estava armando uma surpresa!
– Como surpresa se você foi para a festa ?
– Vem aqui agora. Falou ele me puxando pelo braço.
– Me largue!
Ele me levou até a varanda onde me abraçou:
– Desculpa se eu te deixei irritado, olhe para o céu, já está na hora.
– Hora do que ?
Começaram a subir fogos que explodiam formando palavras, que diziam puras verdades, eu abraçado com ele lia calmamente:
– Yuki, eu sei que não sou o melhor para você, me desculpe pelos meus erros, eu te amo tanto, Yuki vou te fazer um pedido, quer casar comigo ?
Ele me abraçou forte, meu coração batia tão rápido e eu não sentia minhas pernas, lagrimas de felicidade desceram pelo meu rosto e com um aperto forte ele perguntou:
– Casa comigo Yuki ?
– Natsu... Falei me virando. Eu aceito! Gritei beijando ele!
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