Fluxo Romântico

2 Capitulo 02 - Coração enganado!


Notas iniciais
Um belo romance que estava prestes a cair por um boato falso, ambos trairam a seus próprios corações.

– Quanto as duas! Gritei com elas. — Ele vai me levar ao cinema...

Me levantei e fui caminhando até o ponto de ônibus onde me sentei esperando o próximo passar e pensando em como seria ir ao cinema com ele e oque aconteceria se eu não fosse, minha vida estava tomando um outro rumo, eu não sabia se era verdade dele de ir comigo ao sinema ou se ele estava tirando sarro da minha cara, mais como eu já tinha aceitado, por que não ir.

Chegando no ponto perto de casa eu desci com varias pessoas, alguns alunos da minha escola que moravam ali perto e mal sabiam quem eu era, outros simples pessoas que eu não sabia nem seus nomes, mais a vida definitivamente é cheia de surpresas, descendo as escada vinha uma garota correndo pela rua, eu apenas observei ela passando do lado dos postes e a neve caindo sobre seu cabelos loiros, seus olhos meio esverdeados e seus lábios rosados pelo batom, ela tropeçou e caiu sobre meus braços, eu olhava para ela e pensava no Natsu:

– Me desculpe, eu sou muito desastrada... Disse ela vermelha...

– Não foi nada, tome mais cuidado quando estiver correndo...

Coloquei ela de pé e fui para casa, mal eu sabia que enquanto andava ela começou a me observa, esperando eu chegar em casa, ela somente se virou quando eu entrei em minha casa e olhei para trás:

– Cheguei!! Gritei avisando meus pais...

Caminhei até a cozinha e vi minha mãe olhando pela janela pensando em algo:

– O que foi mãe, o que esta olhando ?

– Nada Yuki, eu só estava pensando que em 2012 não nevava logo nesse mês.

– Mais lembre-se, os cientistas fizeram um experimento que fez tudo mudar, se distorcer, agora a gente mal sabe oque acontecera no dia de amanhã, hoje ta nevando mais amanhã pode estar um calor extremo, bem, vou subir tenho um compromisso já já...

– Onde o senhor pensa que vai ?

– Cinema com um amigo...

Subi as escadas rapidamente antes que ela pude-se fazer mais perguntas e me tranquei em meu quarto, abri meu guarda-roupa e olhei algumas roupas rapidamente, peguei uma camisa preta e uma calça acinzentada, desci com elas pelas escadas até a sala e comecei a passar elas pensando nos olhos do Natsu, e cantarolava uma musica, meu pai ali sentado no sofá sabia que algo estava errado, mais nada disse.

Eu subi pelas escadas e olhei para o relógio que marcava três e meia da tarde, entrei em meu quarto novamente e escutei a campainha tocando, minha mãe atendeu e começou a conversa na porta, mais a voz de com quem minha mãe falava era familiar, até que ouvi ela dizer para que subi-se em meu quarto, eu fiquei meio arrepiado pensando em quem seria, mais já tinha o Natsu na mente e como se fosse magica ele entrou pela porta do meu quarto:

– Yuki. Vamos dar uma volta antes da gente ir ao cinema ?

– Mais eu nem me troquei ainda.

– Pode se trocar então! Disse ele sorrindo.

– Você não vai sair ? Perguntei assustado.

– A tá bom.

Ele fechou a porta lentamente e eu ali sentado em minha cama, olhando para a porta meio paralisado, escutei ele descendo pelas escadas lentamente, eu comecei a me trocar rapidamente e com um sorriso eu esperava coisas idiotas, como se ele fosse segurar minha mão no cinema ou não, fui ao banheiro escovar os dentes enquanto escutava a voz dele vindo da cozinha falando com minha mãe, desci as escadas e o peguei pelo braço:

– Filho calma. Disse minha mãe.

– Não mãe a gente ta atrasado, vamos logo!

– Tá, até mais senhora...

A gente saiu da minha casa rindo e fomos direto ao parque, e lá sempre que neva fica lindo com as flores brilhando e o lago congelado, nenhuma pessoa teria coragem de ir naquele lago:

– Então Yuki, aquilo que eu te contei no banheiro...

– O que tem aquilo ? Perguntei assustado.

– Nada, eu só queria que soube-se que eu te amo há dois anos e meio.

– Mais Natsu, eu nem sabia direito quem era você até hoje.

– Até hoje, mais saiba eu te amo Yuki Swith.

– Natsu kamui você está me fazendo gostar de você.

Um pessoal passou por nós a acenou para Natsu.

– Yuki espera aqui eu já volto.

Eu olhando de longe vi o Natsu entrar no banheiro com dois outros garotos, eu fui até lá, e fiquei escutando de trás da porta.

– Então Natsu, esse é "Aquela pessoa" que você ama tanto ?

– Não é só um moleque, que eu to fazendo amizade.

– Sei amizade. Disse um dos garotos com tom irônico.

– Aquele menino não é nada para mim, é só mais um idiota no mundo, eu não gosto dele, na verdade, eu odeio aquele moleque!

Naquele momento eu percebi, que tudo não passava de uma ilusão, que o amor que o Natsu sentia por mim era falso, eu não sabia oque fazer até ele abrir a porta do banheiro e me ver ali em sua frente chorando, eu apenas virei as costas e o deixei ali:

– Yuki, espera. Gritou ele enquanto me seguia.

Ele colocou sua mão em meu ombro e a unica reação que eu tive foi lhe dar um tapa, eu abaixei a cabeça e sussurrei para ele:

– Esse é o amor que você disse que sentia.

– Você não esta entendendo muito bem as coisas Yuki...

– Sim, eu estou entendendo o suficiente para saber que você não me ama de verdade, agora me deixe em paz.

– Yuki, mais eu...

– Cala a boca! Você diz que me ama, me ama tanto assim... Eu enganei meu coração por sua causa, me fiz ser oque eu não queria ser, agora suma para sempre!

– Volta aqui Yuki. Disse ele me puxando para seus braços.

– Me solta, eu te odeio Natsu, te odeio!! Gritei para ele e chutei seu saco.

Sem saber oque fazer eu apenas corri para minha casa chorando, e no caminho eu passei pela menina do ponto, mais nem a vi, ela preocupada me seguiu até em casa, eu entrei e subi para o meu quarto chorando:

– Yuki, oque houve ? Disse alto minha mãe preocupada.

Mais nem a respondi, eu me tranquei no meu quarto e alguns segundos depois escutei a campainha, me levantei e desci as escadas, chegando nos últimos degraus vi minha mãe saindo da cozinha e indo para porta:

– Deixa que eu atendo mãe.

Eu abri a porta e comecei a falar coisas sem saber quem era, até que ela colocou seus braços em volta de mim e me abraçou forte:

– O que houve, alguém te fez algum mal ?

– Quem é você ?

– Misaki, a menina que você ajudou no ponto de ônibus.

Meus braços se moveram e abraçaram ela, e ali parado na porta eu abraçava ela com a neve caindo atras dela e o Natsu passando vindo em direção a minha casa com flores, eu olhei para ela me afastando um pouco e a beijei, de olhos abertos olhando para o Natsu, e o que eu menos esperava aconteceu, ela correspondeu como se eu já a conhece-se a anos, o Natsu ali parou e largou as flores no chão, de cabeça baixa e com um olhar triste saiu da frente de minha casa:

– Por que você fez isso ? Me perguntou Misaki.

– Não sei, senti vontade.

– Você esta quente, isso é bom. Disse ela encostando sua cabeça em meu peito.

– Quer entrar ?

– Não estou atrasada, até mais, qual seu nome mesmo ? Disse ela sorrindo meu envergonhada...

– Yuki, prazer em conhece-lá Misaki...

– Tudo bem, até mais. Disse ela me dando um beijo.

Eu entrei para minha casa e fechei a porta enquanto olhava ela ir para a casa dela, e por algum acaso ela morava justamente na direção contraria da casa do Natsu, eu subi ao meu quarto e me deitei, em minha cama eu esperava que as coisas se resolvessem sozinhas como magica, mais eu estava enganado, eu tinha que resolver aquilo eu mesmo, mais como eu não sabia, naquele momento eu não queria mais saber, eu só pensava no que o Natsu fez e em quem seria de verdade a Misaki, meu coração ficou dividido entre ambos e eu mal conseguia pensar direito, só me vinha os dois na mente:

– Não, o Natsu me traiu com aquelas palavras, eu não quero mais ver ele, agora eu já tenho uma pessoa, Misaki, ela tem cheiro de tulipas, o Natsu é aconchegante, ele sabe do que eu gosto por ter me observado durante dois anos e meio, mais as palavras feriram de mais, ai Deus oque eu faço. Disse levantando e me jogando novamente na cama...

Notas finais
Aqui está mais um, espero que gostem... Agora Natsu se tornou algo ruim para Yuki e Misaki aparece no pequeno romance, como sera que isso ira se desenvolver, nem eu sei, to escrevendo de supetão...