Fluxo Romântico
3 Capitulo 03 - Despedida...
Notas iniciais
Eu acordei em mais uma manhã, agora com o tempo meio revoltado, ontem uma neve caia sobre Tokyo, e hoje esta um temporal com raios e trovões, os ventos fortes balançando as arvores perto da minha casa, eu me levantei e fui olhar pela janela as seis da manhã e avistei um cachorro tremendo de baixo de uma arvore e com o tempo não ia dar certo aquele cachorro ficar ali em baixo, coloquei um casaco e desci as escadas, próximo a porta minha mãe tinha colocado um guarda-chuva para que eu pude-se ir a escola já que chovia muito e do lado do guarda-chuva um bilhete. "Yuki eu e seu pai fomos a casa de sua tia que esta doente, voltamos antes da hora de você voltar de sua escola beijos Mamãe..."
Eu me saquei o guarda-chuva e fui para fora, a arvore que tampava o cachorro começou a balançar e uma de suas raízes se soltou, o cachorro parecia confuso e com muito medo então corri para ajuda-lo, me aproximei dele e o peguei no colo, mais antes que eu pude-se correr a arvore se soltou e eu apenas fechei meus olhos, foi naquele momento que eu pensei que iria morrer, que minha vida não tinha valido nada até que, senti algo segurando em minha cintura e me puxando com força, o medo em mim era tanto que quando cai em meio a rua não conseguia abrir meus olhos, até que uma voz familiar veio a mim:
– Yuki, você esta bem ?
Quando abri meus olhos ele estava lá em cima de mim me olhando:
– Natsu, mais, o que você está fazendo aqui ?
– Eu estava indo para a escola até que te vi salvado esse cachorrinho...
– Obrigado por me salvar Natsu, mais agora tenho que ir me trocar e depois ir para escola...
– Yuki espera, eu preciso falar com você...
– Natsu, oque você disse para aqueles garotos no banheiro já me mostrou tudo, quem você realmente é, desculpe mais eu tenho que ir...
– Não. Disse ele segurando em meu braço. — Eu preciso falar com você, agora!
– Você está me machucando, solte meu braço. Gritei puxando meu braço.
Virei-me e caminhei para a calçada da minha casa, mais tive que parar pois ele se colocou em minha frente:
– Yuki, aquilo foi um mal entendido, deixe-me explicar.
– Natsu, acorda, esquece disso, eu não quero mais nada com você. Abaixei a cabeça e entrei em casa.
Sentei perto a porta com aquele cachorro lambendo meu rosto, e minhas lagrimas escorrendo, meus braços ficaram moles e meu coração me mandava sair e o beijar, mais minha mente mandava eu ficar sentado no chão, até que a campainha soou mais uma vez, eu abri a porta meio irritado:
– O que você quer Natsu!
– Calma Yuki, sou eu, Misaki...
– Ha, oi Misaki, entre por favor.
– Obrigada, você viu que uma arvore caiu em cima do ponto de ônibus, haa, e quem é esse cachorrinho fofinho ?
– Eu salvei ele, a arvore ia cair em cima dele.
– Que fofo, qual vai ser o nome dele ?
– Um nome para ele, eu acho que vou chama-lo de Kuhako. Disse olhando para o rosto do cachorrinho enquanto ele me lambia.
– Mais então Yuki, vamos dar um banho nele ?
– Tá bem, vem rápido. Disse segurando a mão dela e subindo as escadas em direção ao banheiro. — Vamos lá então, segura ele ai que eu vou pega uns shampoo de cachorro que minha mãe guarda e umas toalhas velhas.
Eu fui em direção ao quarto da minha mãe enquanto escutava o chuveiro, o cachorrinho latindo e a Misaki gritando, olhei nas portas durante alguns segundos e achei a toalha e o shampoo, fui ao banheiro e lá estavam os dois todos molhados:
– Misaki, mais como você se molhou ? Perguntei rindo.
– Me ajuda e para de falar Yuki. Disse ela me puxando e me derrubando no chão perto do Kuhaku.
Ela se deitou em cima de mim sorrindo me olhando profundamente, enquanto isso Kuhaku descia as escadas molhando minha casa:
– Misaki, o Kuhaku.
– Deixa ele se diverti um pouco, agora feche os olhos.
Quando fechei meus olhos ela me beijou e com suas mãos delicadas acariciava meu pescoço, naquele momento eu mal sabia o que deveria fazer, o que deveria pensar, só que, naquele momento eu me dei conta de que, ela me amava de verdade, e eu comecei a ama-lá naquele mesmo momento, meu coração palpitava rapidamente e parecia que meu corpo ia se rasgar, então me movi e me sentei com ela em cima de mim, minhas mãos foram até suas calças e abaixaram seu zíper enquanto ele abaixava o meu, eu tirei a camisa dela devagar enquanto ela terminava de desabotoar a minha, nossos corpos quentes se tocando estava fazendo com que eu me senti-se nas nuvens até que a campainha soou novamente:
– Merda deve ser a minha mãe com meu pai. Arrumei a calça e coloquei a camiseta meio desabotoada. — Se veste, eu vou trazer o cachorro.
Desci as escadas e abri a porta, e lá mais uma vez estava ele:
– O que você está fazendo aqui, eu pensei que tinha falado que a gente já era ?
– Yuki me escuta por favor, hã, onde você estava ?
– Lá em cima dando banho no cachorro.
– Posso ajudar você ?
– Não, não pode, prefiro ficar dando banho nele sozinho.
– Deixa eu subir logo. Disse ele abrindo a porta e entrando de supetão.
– Natsu saia daqui é uma ordem.
– Vamos dar um banho nele juntos logo. Ele pegou o cachorro em seus braços e subiu as escadas.
– Natsu não, sai daqui.
Já era tarde, ele abriu a porta e viu a Misaki lá sentada no chão meio desarrumada:
– Yuki quem é essa garota ?
– Misaki, minha namorada, por que, algum problema Natsu ? Perguntei a ele segurando ela por entre meus braços.
– Nenhum. Disse ele se virando e largando o cachorro.
Eu desci as escadas atrás dele para verificar onde ele ia, então ele saiu e bateu a porta com força, enquanto eu ficava ali parado olhando a porta, Misaki desceu e me abraçou:
– Não se preocupe Yuki, eu vou cuidar de você.
– Está bem Misaki.
Nós começamos a nos beijar novamente e subimos em direção ao meu quarto, e lá nós dois juntos ficamos nos amando.
Depois que tudo acabou nós nos vestimos e fomos atrás do Kuhaku que estava deitado dormindo em frente a geladeira, eu o peguei no colo e fui ao banheiro junto com Misaki, nós abrimos o chuveiro e como se fosse magica ele ficou quieto enquanto a gente molhava ele, eu olhei para a Misaki e aquele sorriso dela de felicidade por estar dando banho no cachorro era único, passamos o shampoo nele e mais uma vez nós molhamos ele, e por fim o secamos, ele havia ficado tão lindo:
– Nossa agora que reparei, o olho dele é azul, veja Yuki!
– Nossa, é mesmo...
Após secarmos ele deixamos ele perambular pela casa enquanto a gente deitava no sofá juntos enquanto via-mus o filme que passava na TV, eu olhei para ela e a vi dormindo suavemente, então fiquei mais aconchegado e abracei ela forte:
– Bonito não Sr. Yuki ?
– Mãe ? Mais o que você está fazendo aqui essa hora ? Falei meio alto enquanto me levantava.
– Já são onze horas. E quem é essa garota ?
– Misaki, mãe, a gente ta namorando. Disse isso enquanto a olhava bocejar e se levantar.
– Ha bom dia, a senhora deve ser a mãe do Yuki, prazer Misaki. Disse ela sorrindo.
– Prazer... Mais então o que vocês estavam fazendo ?
– Vendo um filme, a gente acabou de dar um banho no cachorro e...
– Cachorro!! Gritou minha mãe, com uma expressão de surpresa.
– Sim mãe, a arvore caiu ali fora e quase matou ele, eu o salvei e o trouce aqui para dentro.
– Eu vi, ia perguntar sobre isso mesmo, mais onde esta ele ?
– Dormindo aqui debaixo do sofá.
– Ai que lindo ele... Disse minha mãe com ele no colo.
– Bem Yuki, já deve ser tarde, até amanhã. Disse ela me dando um beijo.
– Até Misaki...
Ela saiu pela porta e foi em bora, enquanto eu subia as escadas:
– Yuki, vamos na praia ?
– Prais, quando ?
– Hoje mesmo, convide a Misaki para ir conosco...
– Esta bem mãe.
Coloquei meu casaco meio úmido e sai atrás dela, cheguei de vagar atrás dela e a abracei:
– Vou com você até sua casa.
– Fazer o que lá ?
– Minha mãe pediu para que você fosse na praia conosco.
– Tá bem, eu aceito, mais, preciso ver se meus pais deixam, vamos comigo ?
– Pra isso que eu vim aqui.
Nós de mãos dadas passamos correndo e viramos a esquina onde Natsu esperava estava sentado, eu mal o olhei, mesmo assim ele me olhava sem medo do que eu pensa-se:
– Que bom que a chuva passou né ? Perguntei
– Sim, assim podemos correr sem medo de ser molhados.
Chegando a casa dela seu pai já a esperava na porta, ela o abraçou:
– Pai este é Yuki, meu namorado, ele quer saber uma coisa!
– Bem senhor, eu queria saber se a Misaki pode ir comigo e minha família para a praia ?
– Quando ? Perguntou ele com um olhar meio desconfiado.
– Hoje mesmo, a minha mãe já deve ter ido arrumar minhas malas.
– Não.
– Mais pai por que ?
– Já se esqueceu que vamos passar dois dias na casa de sua tia, e já combinamos isso a dois meses.
– Está bem papai. Disse Misaki meio triste enquanto entrava em sua casa.
Eu apenas abaixei a cabeça e acenei para ele e me virei, eu fui para casa e lá minha mãe já esperava trocada:
– Vamos Yuki.
– Mais e o papai ?
– Ele já já estará ai, só foi ao mercado comprar coisas para a viagem.
– Esta bem.
Subi as escadas e fui tomar banho, enquanto pensava na Misaki, o tempo passou rápido de mais e quando percebi estava pronto e esperando meu pai em frente a casa, quando meu pai chegou eu vi a Misaki vindo de longe, fui para perto dela e a abracei:
– Seu pai deixou você ir ?
– Não, eu vim pegar o cachorro, não deve ser bom para ele sair de carro e ir a praia.
– É tem razão, vamos, venha pegar ele, mãe, pai, vamos pegar o cachorro e eu já volto pro carro.
Nós entramos e ela pegou o cachorro no colo rapidamente:
– Yuki, quado você volta ?
– Acho que daqui a dois dias. Disse envergonhado abaixando a cabeça.
– Não fique assim, vá se divertir. Disse ela me beijando.
Saímos de minha casa e entramos no carro.
– Pai pode levar ela até a casa dela ?
– Claro Yuki.
Meu pai ligou o carro e fomos para a casa da Misaki:
– Até daqui a uns dias Misaki.
– Até Yuki. Disse ela selando mais uma palavra com um beijo.
Meu pai acelerou um pouco o carro e saímos de frente da casa da Misaki, e enquanto o carro andava na rua de Tokyo eu não parava de pensar nela e no que aconteceria se ela fosse comigo para a praia.
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