Fluxo Romântico
4 Capitulo 04 - Uma promessa antiga!
Notas iniciais
Dentro do carro meu pai e minha mãe ficaram calados por minutos sem falar uma palavra, coisa estranha já que eles adoram conversa entre si, talvez você por que eu estava ali atrás e escutaria tudo.
Em uma avenida meu pai parou o carro e saiu batendo a porta com força, como se estivesse bravo e logo em seguida minha mãe saiu atrás dele:
– Querido o que foi ?
– Minha irmã vira junto, entre no carro e espere.
– Por que eu deveria esperar dentro do carro quando posso ficar aqui fora com você. Disse minha mãe encostando a cabeça no ombro de meu pai.
– Querida entre no carro e espera! Falou meu pai num tom grosso.
Minha mãe entrou no carro pela porta traseira e se sentou, com raiva bateu a porta e ficou olhando para fora, eu olhei em meu relógio que marcava 15:30, vi meu pai andando em direção a um outro carro que parou atrás do nosso e de lá saiu minha tia com o cabelo amarrado, ela e meu pai conversaram durante alguns minutos se abraçaram e entraram em seus carros:
– Yuki, sua tia quer que você vá junto com ela em seu carro, aproveite e converse com seu primo Mine.
– Mine, quem é esse ?
– Seu primo já se esqueceu dele ? Perguntou meu pai com um olhar enfurecido.
– A tá pai lembrei, já vou. Disse me levantando e saindo do carro.
Caminhei calmamente até o carro de minha tia onde a porta traseira direita se abriu, eu me aproximei dela e encostado na porta esquerda estava ele, um garoto que aparentava ter vinte e dois anos de idade com cabelos castanho escuros e olhos cinzentos, ele me olhou e falou:
– Ola primo Yuki, a quanto tempo...
– É, a quanto tempo mesmo!
Me sentei e minha tia ligou o carro seguindo meu pai, o transito não ajudava a nossa ida até a praia, os carros na frente e a velocidade na qual estávamos indo aparentavam que iriamos ficar ali durante horas.
Alguns minutos depois olhando pela janela, o carro passou por cima de um galho que derrubou Mine adormecido em cima das minhas pernas, eu olhei para ele ali deitado com o cabelo entre o rosto, eu não aguentaria me segura, ele era muito bonito, mais o carro por sorte parou de repente e o jogou no banco onde um homem estava sentado, ele bateu o rosto e se levantou assustado:
– O que aconteceu ?
– Calma, você cochilou e foi praticamente jogado de cara no banco da frente.
– Há, que susto eu tomei. Disse ele dando algumas gargalhadas.
– Tia, quem é esse homem ? Perguntei meio tenso.
– Meu namorado Yuki. Respondeu ela.
Eu me encostei no vidro da janela e fechei os olhos, mal eu sabia que aquele fechar de olhos me levaria a um sono profundo, fiquei imóvel no carro por alguns segundos.
Quando acordei minha tia e o rapaz já não estavam no carro, e eu estava deitado no colo do Mine, calmamente ele levantou meu rosto e se abaixou me beijando, assustado eu não sabia o que fazer e como, meu primo estava me beijando, eu me perguntava o porque daquilo, quando ele me soltou eu assustado perguntei:
– Mine, por que você me beijou primo ?
– Você não se lembra Yuki ?
– Lembrar, mais lembrar do que ?
– Você não presta mesmo Yuki. Respondeu ele saindo do carro e me derrubando.
Assustado eu queria tirar algumas conclusões e fui atrás dele, ele estava parado olhando para a linda praia de Yohana Meahama Beach, e com um lindo por do Sol, eu me aproximei dele calmamente:
– Mine por que você me beijou ?
– Porque eu achei que a gente tinha uma promessa.
– Promessa ?
– Sim, você já se esqueceu ?
Naquele momento vieram lembranças que eu nem sabia que existiam mais.
Mine e eu brincando num jardim elegante, ele subiu numa arvore e se pendurou de cabeça para baixo sorrindo e fazendo sinal para que eu me aproxima-se, estando ao seu lado ele me perguntou:
– Yuki, promete que sera meu para sempre ?
– Mine, para sempre é muito tempo!
– Promete que sera meu Yuki ?
– Sim Mine, mais, se você também prometer que sera meu ?
– Claro! Respondeu ele me dando um beijo.
Quando voltei a mim estava de frente a ele naquele por do Sol deslumbrante e um leve som do mar:
– Então Yuki, você se lembra da nossa promessa ?
– Lembro sim Mine, mais, a gente tinha dez anos, por que você ainda se lembra disso, foi uma promessa boba de criança, esquece Mine.
– Promessa boba, você acha uma promessa boba, mais para mim foi uma promessa de corpo e alma, eu nunca iria te abandonar Yuki. Disse ele se afastando de mim com a cabeça baixa e uma lagrima escorrendo pelo seu rosto.
Eu ali parado como uma estatua não sabia o que fazer nem o que falar, só fiquei parado olhando ele se afastar de mim.
Alguns minutos depois, eu entrei na casa que ele havia entrado, branca com janelas reluzentes e vidros esverdeados, lá meus pais e minha tia junto a seu namorado estavam sentados na sala bebendo:
– Tia, você sabe para onde foi o Mine ?
– Sim, ele foi para os quartos no andar de cima.
– Obrigado. Disse enquanto corria para subir as escadas.
No andar de cima havia vários banheiros e alguns quartos, entrei num deles onde estava Mine arrumando suas coisas no guarda-roupa, me sentei numa das camas que estava com minhas coisas em cima e fiquei ali parado vendo ele arrumando as suas tralhas:
– Vai ficar ai parado como um cadáver ?
– Não, só estou olhando você arrumando suas coisas.
– Yuki, por que você está aqui, se não gosta de mim ?
– Porque você é meu primo.
Mine calmamente se aproximou de mim e sentou ao meu lado, segurou minha mão e começou a me beijar, aquele beijo era delicioso e parecia ter gosto de chocolate, ele logo me deitou na cama e tirou minha camiseta, eu fiquei olhando para ele meio assustado, ele percebeu a porta aberta e se levantou, fechou a porta e apagou a luz, novamente ele se deitou em cima de mim e tirou sua camisa:
– Mine, não faz isso.
– Calma, feche os olhos e relaxe. Disse ele tirando minhas calças e minha cueca.
– Mine não...
Ele segurou forte em minha perna com uma das mãos e com a outra desabotoou seu shorts, com calma ele ficou nu e deitado em cima de mim, nossas peles e nossos lábios se tocando, ele levantou a minha perna e colocou sua mão na minha bunda suavemente:
– Mine não, chega para agora.
– Não tá bom Yuki ?
– Isso não vem ao caso agora.
– Fica calmo que vai melhora. Falou ele mordendo minha orelha.
Suas mãos nada delicadas ficavam passeando pelo meu corpo e pareciam fazer dançar sobre mim, rapidamente ele colocou seus dedos dentro de mim:
– Mine não, para, para...
– Calma, relaxe que não vai doer nada. Disse ele mexendo seus dedos.
Meu corpo parecia se entregar a ele, mas meu coração e minha alma não desejavam aquilo, como se fosse ironia do destino eu ouvi vozes no corredor e enrolei a parte superior do meu corpo no lençol, Mine nem percebeu o que eu estava prestes a fazer e quando as vozes se aproximaram do nosso quarto eu abri a porta e me joguei contra a parede do corredor, pati a cabeça no piso e cai deitado de bruços, olhei para o lado e meus pais e minha tia estavam espantados com o que estavam vendo:
– Yuki o que esta havendo aqui.
– Calma tio, eu posso explicar, eu tarei ele, pensei que ele ainda gosta-se de mim mais estava errado, ele não me ama mais como antes. Disse Mine.
– Como assim não ama mais ? Yuki você gostava do seu primo ?
– Não pai espera eu explico tudo direitinho.
– Mine seu maldito eu vou te arrebentar! Gritou minha tia sendo segurada por seu namorado.
– Calma amor, não perca a linha.
– Viu eu disse que a gente não deveria se envolver com esses idiotas! Disse minha mãe.
– Idiotas, e você sua rolha de poço! Retrucou minha tia.
– Calada sua vagabunda, vai dar que você ganha mais.
– yuki pegue suas coisas e vamos que o clima ta ficando pesado aqui! Disse meu pai.
Eu entrei para o quarto e acendi a luz, logo atrás de mim entrou Mine meio avermelhado, e pela porta vi minha tia, seu namorado e meus pais pegando suas coisas e descendo as escadas:
– Por que você fez aquilo Yuki ?
– Porque você estava passando dos limites, eu não posso ficar com você Mine.
– Por que não ?
– Por que eu estou namorando, agora, viva a sua vida e me deixe em paz! Falei alto saindo do quarto com a mochila nas costas.
– Yuki, só não se arrependa disso depois.
Eu nem ao menos olhei para trás, apena desci as escadas e entrei no carro do meu pai que acelerou e saiu da quele lugar e nem ao menos tive a oportunidade de ir a praia me divertir:
– Agora Yuki me responda o que aconteceu lá ?
– Amor ele esta meio nervoso pergunte isso depois.
– Depois nada, me responda agora Yuki o que aconteceu lá ? Perguntou meu pai.
– Bem, pai, eu e o Mine quando eramos pequenos fizemos uma promessa que ficaríamos juntos para sempre, e ele levou isso a sério mesmo, então quando chegamos aqui ele me beijou no carro e conversamos um pouco olhando a praia, até o momento que ele entrou e eu fui atras dele me desculpar, mais então, ele fez com que eu cai-se na dele e tentou transar comigo, mais eu não queria, por isso me joguei do quarto quando ouvi a voz de vocês!
– Bom mesmo, não quero saber de nada que envolva Homossexuais!!
Eu fiquei meio assustado com aquelas palavras fortes e me deitei no banco, fechei os olhos e acabei cochilando.
Horas depois eu acordei no carro, e já estávamos próximos a cidade quando vi a Misaki andando com o Kuhaku no colo, achei estranho e olhei no meu relógio que marcavam 22:35, ela se aproximou da estrada e o lançou em cima do carro que por ironia do destino era o do meu pai, ela saiu correndo desesperada e eu fui atrás dela, derrubei ela num beco e subi em cima dela:
– Por que você fez aquilo ?
– Yuki, mais o que você faz aqui ?
– Deu problema na viagem e voltamos e quando chego aqui, você joga meu cachorro de baixo do carro do meu pai, por que aguem em sã consciência faria isso ?
– Porque você ia dividir seu amor que era para seu meu, você ia ter que dividir entre mim e o cachorro!!
– Eu ia dar um amor para você e outro diferente para o Kuhaku!
Naquele momento fui puxado para trás por alguém que me abraçou forte e me fez sentir seguro:
– Me largue eu vou acabar com essa garota!!
– Yuki chega, não vale a pena isso! Disse uma voz familiar.
– Mais é você mesmo. Falei olhando para trás e vendo Natsu me segurando.
Misaki saiu correndo em direção a uma torre de eletricidade enquanto eu era segurado por ele no chão:
– Por que você não me deixou dar uma surra nela? Gritei chorando.
– Porque não ia valer a pena, agora fique calmo.
– Natsu, por que você sempre esta quando preciso ?
– Porque você precisa de mim mais que tudo, agora fique calmo e não faça nada errado. Disse ele me levantando.
Nós dois ficamos de pé um na frente do outro, meus olhos brilhavam como estrelas e o dele ofuscavam, parecia que fogos-de-artificio estouravam na minha cabeça, e sem perceber eu o beijei com meus pais me olhando:
– Yuki mais oque significa isso ?
– Pai espera, eu explico!
– Amor para, tá na cara que eles dois se amam, por que você não aceita que seu filho pode ser Homossexual ?
– Pai olha, ele foi a primeira pessoa que me amou de verdade e que ainda ama, eu sinto isso, e eu sei que eu também o amo!
– Yuki olha, eu não gosto dessa coisa de "GAY" mais...
– Mais... Disse eu com os olhos brilhando!
– Tá legal vocês podem namora, se, não ficarem com gracinhas de falar com a voz afeminada e toda molenga.
– Ta pai!! Eu te amo...
E como se fosse magica naquele momento Kuhaku veio andando até mim e com uma felicidade enorme eu o peguei no colo, e o levantei:
– Kuhaku você tá bem!
Meus pais se aliviaram por não terem matado meu cachorro e foram caminhando na nossa frente:
– Vocês não vem com a gente no carro ? Perguntou minha mãe.
– Não, nós vamos andando!
– Esta certo.
Meu pai e minha mãe foram até o carro enquanto eu e o Natsu caminhávamos pelo beco de mãos dadas e com o Kuhaku entre meus braços, aquele beco nos levou até a rua da minha casa:
– Nossa, mais esse beco é um ótimo atalho!
– Você não sabia ?
– Não, se bem que, meus pais vão dar uma volta gigante para chegar aqui.
– Mais já ta tarde Yuki, vou ir para casa!
– Sua casa é do lado da minha.
– É mesmo! Disse ele sorrindo meu envergonhado.
Eu o peguei pelo braço e puxei para dentro da minha casa, fechei a porta e larguei o Kuhaku na sala:
– Vem vamos logo.
– Onde você vai Yuki!
Subi as escadas rapidamente e Natsu logo subiu atras de mim, nós entramos no meu quarto e ele trancou a porta:
– Me ajuda aqui.
– Claro! Respondeu Natsu me ajudando a tirar minhas roupas.
Pouco a pouco íamos tirando nossas roupas enquanto nos beijávamos, o corpo dele encostando em mim e a janela aberta, quando percebi eu estava deitado com ele na minha cama completamente nu:
– Natsu, eu te amo!
– Eu também te amo Yuki.
– Promete que sera pra sempre meu!
– Seu o que.
– Meu "SEME"! Falei e o beijei.
– Claro, meu "UKE"
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