Flower of science
16 Festa surpresa
Notas iniciais
POV´S MÔNICA
–E foi isso que aconteceu.-digo ainda olhando o piso da sala.-Agora eu vou ser mãe.
Meus pais ainda parecem pasmos depois da longa conversa que acabamos de ter,eles ouviram tudo com atenção e com os rostos incrédulos.Hoje de manhã decidi contar tudo que tinha acontecido desde meu desaparecimento,foi realmente difícil ter que relembrar de tudo,ainda mais quando estava fresco na minha memória.Mesmo que eu tenha aparecido apenas ontem decidi que essa era a melhor ideia,eles precisavam saber:
–Ah filha...-minha mãe me abraça com o rosto ensopado de lágrimas tentando me passar conforto ao mesmo tempo que parecia totalmente abalada assim como meu pai.-Eu não suporto pensar em alguém machucando você.
Retribuo o abraço apesar de estar distante dali como nunca,minha mente navegava em cada dia terrível naquele laboratório,nas experiências e principalmente na Angel morta sobre a cama:
–Ninguém mais irá te fazer mal.-meu pai diz se aproximando e entrando no abraço.
Era tão bom sentir braços familiares em seu volta depois de tanto tempo pensando que jamais voltaria a senti-los.Prendo o nó que se forma em minha garganta,tudo que eu queria era viver em paz daqui para frente:
–Agente vai te ajudar a cuidar desse bebezinho.-diz minha mãe com uma voz doce e chorosa enquanto desfazia o abraço.
Dou um fraco sorriso ainda limpando as lágrimas que escapavam e sem pensar duas vezes os abraço com empolgação:
–Eu amo vocês!!!
Eles pulam para trás surpresos e começam a rir enquanto são fortemente apertados.Lembro do meu compromisso:
–Agora tenho que ir,xau!-saio ainda mais empolgada.
–Ei! Para onde você vai?-meu pai pergunta desconfiado.
–Marquei de sair com o Cebola.-pisco o olho para os dois e logo fecho a porta atrás de mim.
Eles se entreolham segurando uma risada enquanto me olham partir,mas dessa vez eles estavam seguros porque sabiam que eu voltaria.
Quando piso na calçada dou de cara com o meu irmão.Ele estava com as costas apoiadas no muro e com os braços sobre o peito.Adrian estava usando um óculos escuro e um jaqueta de couro preta,ele sorri quando me vê:
–Saindo para algum lugar?
O olho de cima a baixo:
–Eu e que deveria perguntar...você ta saindo para algum lugar?-sorrio maliciosamente,meu irmão estava estranhamente estiloso.
Ele dá um risinho:
–To sim,ta vendo aquela gracinha?-ele aponta uma moto preta com a cabeça.-Comprei.
Arregalo os olhos surpresa:
–Você comprou uma moto?-pergunto abismada.-Com que dinheiro?
Adrian da mais um risinho:
–Economizei cinco anos para ter uma dessas.-ele dá uma piscada marota.-Olha a potencia dessa coisinha! Ta brilhando de tão nova,é a moto do papai,é sim!-adrian alisa a moto fazendo uma voz fina e boba demais.
Reviro os olhos:
–Até hoje eu não entendo essa coisa de vocês meninos por motor e potencia.
Adrian me olha indignado como se eu tivesse o ofendido:
–Querida potencia é tudo,não adianta comprar uma moto bonita se ela não for potente,ok?
Faço uma careta de tédio mas logo lembro da noite de ontem,uma onda de curiosidade faz com que eu me aproxime:
–E ai Adri? Você, a mamãe,e o meu pai...se falaram?
Ele parece ficar duro como se aquele assunto não fosse muito confortável:
–Err...falei.-diz rapidamente e adquire uma postura mais seria.
Cerro o olhos para ele:
–Falou mesmo?explicou tudo? Olha...eu falei para você que iria junto e explicaria tudo mas você insistiu que eu não fosse...
–Eu sei.-ele me interrompe rapidamente.-Eu preferi explicar tudo sozinho,é que...ah eu não sei, a dona Luisa e o Seu Souza são muito legais,mas a única que eu vejo como familia é...você.
Arregalo os olhos surpresa e ele continua:
–Eu sei que eles são meus pais,mas...eu não cresci ao lado deles sabe? É como se eles fossem estranhos,mas com você é diferente...você é doidinha e estressada,é mais fácil de amar.Você é minha irmã.
Dou um sorriso comovente:
–Entendo Adri, não posso te forçar a ver os dois como pais,isso tem que partir de dentro de você e não é de uma hora para outra,então não se sinta culpado por isso.
Ele dá um leve sorriso:
–A conversa foi boa,sua mãe estava um pouco...emocionada demais.-Adrian diz me fazendo segurar um riso,”típico da minha mãe” penso.-Mas expliquei tudo para os dois.
Antes que eu fale alguma coisa ouço alguém chegar perto de nos dois:
–Adri,vamos a sorveteria?-era a Alice.
Percebo que na mesma hora o queixo de Adrian parece cair.Alice estava com seus longos cabelos chocolate caindo na cintura e seus olhos cor de mel brilhavam com a luz do sol.Ela usava uma calça jeans preta e uma blusa cinza que mostrava um pouco da sua barriga.Ela estava simplesmente um arraso:
–Então como eu ia perguntando...você ia sair para algum lugar?-brinco com Adrian que parece tão bobo a ponto de nem me ouvir.
Ele dá um sorriso e estende a mão para a Alice:
–Claro,vamos a onde você quiser.
–Err...eu só quero ir para a sorveteria.-ela diz completamente corada.
Adrian parece despertar com água gelada:
–Ah sim,claro,sorveteria...ótima sugestão.
Tapo minha boca com uma vontade irregistivel de gargalhar,Alice revira os olhos com impaciência.Adrian monta na moto e faz um gesto para ela:
–Adrian...você comprou uma moto?-alice pergunta surpresa.
Ele sorri fazendo ela dar de ombros e subir,assim que segura sua cintura com as mãos Adrian parece conter um sorrisinho de satisfação.Ele olha para mim antes de acelerar:
–Boa tarde irmãsinha,se divirta...nem tanto,porque eu estou de olho.-ele pisca e acelera a moto com tudo fazendo um barulho parecido com um rugido feroz.
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Estou encostada no murro,não fazia nem cinco minutos que meu irmão havia ido embora.fito a rua com atenção enquanto os carros passavam normalmente.Era bom se sentir livre desse jeito,sem ficar trancada entre quatro paredes o dia todo com medo de ser pega.
Era a primeira vez em meses que vejo uma paisagem assim...sem muros,janelas ou grades,apenas o vento tocando de leve em meu rosto.A liberdade era algo realmente incrível,mas infelizmente nem tudo havia acabado por completo e no fundo eu sabia disso,Samuel ainda estava solto.
Para mim estava mais do que claro que foi ele que forjou a minha morte e entregou meu casaco ensopado de sangue a policia,claro que foi ele que subornou os policiais.Depois de que meus pais me contaram tudo isso já não me restava duvidas que tinha sido aquele filho da mãe,mas eu tinha esperança que algum dia a justiça fosse feita.
Olho em volta para aquelas pessoas levando a vida normalmente,indo para lá e para cá o dia inteiro,elas tinham um tesouro e nem sabiam,elas eram livres.Aquela rotina normal estava começando a me fazer saudades.Quando passamos por algo ruim na vida ficamos com saudades de muitas coisas mas principalmente das mais simples,aquelas que costumávamos fazer e ver todos os dias e que por causa da nossa correria nem sequer percebíamos o quanto de falta elas poderiam nos proporcionar.
Eu senti falta das pessoas que via todos os dias e que faziam parte da minha rotina:
–Mô!!-alguém chama meu nome,viro para ver quem é.
–Cebola!!-um largo sorriso surge em meu rosto.
Corro e o abraço demoradamente:
–Pensei que você iria me deixar plantada aqui.-falo quando me afasto dele.
Ele sorri fazendo um negativo com a cabeça:
–Claro que não Mônica,só se eu fosse um idiota.-percebo que Cebola esta com as mãos atrás das costas,franjo a testa curiosa.-É porque eu parei para te dar isso aqui...
Ele tira as mãos das costas revelando um buquê de rosas vermelhas,ele mais do que ninguém sabia que eu amava rosas vermelhas.Levo a mão a boca totalmente surpresa,meus olhos se arregalam:
–Cê...elas são...-digo pasma enquanto pego o buquê.-Lindas...
Meu sorriso vai diminuindo até parar em uma expressão triste.Cebola me fita apreensivo:
–Você não gostou?
Abaixo o olhar fitando a calçada.É claro que eu gostei,mas é que...eu precisava dizer a verdade quanto antes:
–Eu amei Cebola,é que...-digo enquanto minhas mãos tocam de leve as pétalas macias.-Eu preciso te contar uma coisa...uma coisa que talvez possa fazer você desistir de mim,e eu vou entender se você fizer isso.
Ele franje a testa confuso:
–Mas nada seria tão grave assim para me fazer desistir de você,eu te esperei por meses...
Respiro fundo antes de soltar a bomba,era melhor contar de uma vez:
–Cebola...eu estou grávida.
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Eu estava sentada embaixo de uma arvore no campinho ao lado de Cebola,era um lugar calmo em que eu poderia tentar explicar tudo.O dia estava ensolarado e sem uma nuvem sequer no céu.Eu tinha que admitir...eu estava com medo,muito medo,eu não queria perder o Cebola outra vez,suspiro:
–Então eles fizeram uma inseminação em mim,sabe...? o meu ovulo com o...é,você sabe.
Cebola permanecia calado e pasmo como toda a conversa ,isso me dava uma onda de tensão,ele não ia falar nada??:
–Ora por favor Cebola! fale alguma coisa.-imploro impaciente.
Ele pisca os olhos perplexo e fita fixamente minha barriga:
–Ela está grande,como não percebi?-fala para si mesmo.
Olho minha própria barriga,é verdade,ela já estava grandinha com cinco meses,nada demais ,mas o suficiente para ser notada:
–Deve ter sido isso tudo que anda acontecendo desde ontem,parece que ninguém reparou.-digo chateada.
Cebola olha para os meus olhos pela primeira vez desde o inicio dessa conversa,eles parecem ser tomados por uma dor horrível:
–Mônica...eu não fazia ideia do que você tinha passado,só agora eu sei que...-ele nega dolorosamente com a cabeça.-Que foi pior do que eu imaginava.Eu pensava que você poderia estar em cativeiro sofrendo vários tipos de coisa,mas jamais imaginaria você passando por testes tão...cruéis.
Respiro fundo já cansada de ouvir o mesmo lamento de todos.A Magali foi a primeira a saber de tudo desde ontem e desde ai tudo que eu ouço é as mesmas palavras e a maldita pena exalando nos olhos de todos:
–Não sinta pena de mim Cebola.-peço emburrada.
Ele me olha surpreso e depois fita o gramado de um verde intenso:
–Não é pena Mônica,é compaixão.-olho para ele na mesma hora.-Eu passei meses desejando que você voltasse,e as vezes...eu sinceramente queria ter a noticia de que você estava morta,porque daí eu saberia que não estaria mais sofrendo.Não importa o quanto você seja forte,porque no final qualquer pessoa que passa por isso precisa de ajuda e de cuidado,não adianta ser durona agora.
Sinto meus olhos arderem mas me contenho,ele olha para mim enquanto falo:
–Quer saber? Eu senti medo e senti muito a sua falta e a de todos daqui,eu acordava todos os dias sem saber se voltaria a ver vocês,isso é...horrivel.Eu vi o meu maior medo virando realidade...o de ficar sozinha.
Cebola me abraça de repente me fazendo ficar surpresa,era um abraço diferente,ele realmente não queria ficar com pena mas me confortar de verdade:
–As vezes dizem que você só precisa de um abraço,e agora mais do que nunca.
O aperto mais forte fechando os olhos e enterrando meu rosto em seu ombro.Era verdade,um abraço sincero podia ser melhor do que mil palavras:
–Então...você não liga se estou grávida ?
Cebola passa as mãos levemente pelas minhas costas:
–Não,quer dizer...não vejo nada que me impeça de ficar ao seu lado,a culpa não foi sua se isso aconteceu e só pela razão de mesmo assim você querer seu filho...faz com que eu saiba o real motivo de te amar.
Meus olhos piscam de curiosidade:
–E qual é?
–Você nunca abandona quem ama,não importa a situação,você está sempre lá.-ele diz enquanto um enorme sorriso aparece em seu rosto e no meu também.
–Como você sabe que estou sempre lá?-provoco.
–Mais é claro que está-ele responde convencido.-Se não estivesse...não teria aparecido ontem para nos salvar,alias...como você soube que estávamos em encrenca?
Dou um risinho enquanto desfaço o abraço:
–Instinto,vocês vivem aprontando sabe?
Ele ri negando com a cabeça:
–Falando sério!
Reviro os olhos:
–Ta,eu digo...pedi para a Marise uma espécie de programa que monitora a área.
Ele gargalha ainda mais:
–Essa é a Mônica que eu conheço.
Rio, mas antes que eu responda sinto algo.Minhas mãos voam até minha barriga fazendo minha respiração ficar ofegante e meus olhos arregalarem de surpresa:
–O que houve?-Cebola pergunta preocupado.
Sinto uma coisinha pequena chutar minha barriga com força,respiro rápido enquanto um sorriso comovente e completamente bobo surge em meus lábios:
– Meu bebê...ele esta chutando!-meus olhos brilham como nunca antes.
Cebola parece arregala os olhos surpreso e confuso.Ele olha para minha barriga e inclina a cabeça para o lado como os cachorros fazem quando vão pedir alguma coisa:
–Posso?-ele pergunta sorridente se referindo a tocar em minha barriga.
Faço que sim e ele toca de leve,tão leve que acho que esta com medo,suas mãos estavam geladas e muito cuidadosas.Resisto a vontade de rir com o seu atrapalho.
Sinto outro forte chute que faz os olhos de Cebola brilharem também,ele dá um largo sorriso:
–Uou,parece que é forte como a mãe.
Rio quando ele tira as mãos,e inconsientemente começo a alisar minha barriga(acho que isso é algum tipo de tique de grávida,só pode).Cebola decide perguntar:
–Já sabe o sexo?
Estou tão distraída com aquele momento mágico que demoro para notar sua pergunta,pisco os olhos quando percebo que estava esperando minha resposta e me toco:
–Ah não,ainda não sei.-olho para minha barriga.-Eu estou em duvida entre esperar nascer para descobrir ou saber antes por causa da curiosidade.
Olho para cebola e ele parece tão tocado com o momento como eu,ele sorria de uma maneira boba,acho estranho mas ao mesmo tempo muito fofinho:
–Bem,em todo o caso quero que saiba que quero ficar ao seu lado Mônica,mesmo que vá ser mãe, eu vou ficar ao seu lado e ser muito amigo desse bebê,saiba que se precisar de mim eu estarei aqui e se ele ou ela precisar...eu também vou estar.
Sorrio plenamente e nossas testas se encostam uma na outra,Cebola segura meu rosto entre as mãos:
–Mô...você quer namorar comigo?
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POV´S AUTORA:
Adrian entra emburrado no laboratório.Marise estava concentrada no seu computador de ultima geração e finalmente nota a presença do jovem:
–Que cara é essa?-ela pergunta curiosa.
Ele cruza os braços nem um pouco afim de revelar o que havia acontecido:
–Bem...eu estava ocupado.-diz pensando em Alice que tinha deixado a poucos minutos atrás para atender ao chamado de Marise.-Ocupado de verdade.
Ela franje a testa e um sorrisinho malicioso e discreto surge no canto de seus lábios:
–Hum...sei,ocupado é?
Adrian bufa enquanto batia os pés impaciente no piso:
–É ocupado,mas voltando ao o que me trouxe aqui...
–Ah sim.-Marise sorri sinicamente se divertindo com a raiva do jovem.-Quero que apague todas as câmeras de um shopping hoje a noite.
Adrian dá um passo para trás surpreso:
–Apagar as câmeras de um shopping? Ué porque?
Marise finalmente vira a cadeira em sua direção,sua expressão estava um pouco cansada e seu jaleco branco estava um pouco amassado,mas nada que estragasse sua beleza com os cachos loiros brilhando na luz.Ela parece também ter um pouco de divertimento no olhar:
–A Mônica falou para vocês que eu descobri como tirar as senhas da cabeça dela,pois bem,o banco que tem a conta do Samuel é um banco americano,porque como vocês já sabem nos nascemos e crescemos lá,e o único lugar que tem esse banco aqui na cidade é nesse shopping.-ela aponta para a tela do computador onde mostrava um shopping,não era tão distante do limoeiro,Adrian logo percebe.-Então nos precisamos entrar a noite sem que ninguém nos veja.
Adrian parece ficar um pouco pensativo:
–Mas não dá para fazer um procedimento normal de retirada de dinheiro?
–Não,a conta esta trancada desde quando Samuel se mudou para cá foragido.Essa é a nossa única chance,e ai? O que acha?-Marise morde os lábios com expectativa.
Um sorriso agitado e maroto surge nos lábios de Adrian como sempre aparecia quando ele estava sentindo a aventura e o perigo se aproximar:
–Da uma ralé no shopping fechado? Qual é Marise,isso é tentador demais!-ele cruza os braços sentindo sede por adrenalina.-To dentro!
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Irene caminha pelo piso luxuoso de mármore branca com seus saltos fazendo um barulho elegante ao caminhar,ela sorri com perversidade enquanto falava ao telefone.Samuel a observava sentado no seu sofá vermelho sangue,enquanto estava só de roupão:
–Claro querido...aham...ah ótimo,em que você puder ajudar para pegar aquela desgraçada de vez....ah claro,entendo...-ela fala com o homem do outro lado da linha.-Otima ideia,só precisamos ter um pouquinho de paciência,se pegarmos ela de vez viram atrás de nos,precisamos fazer um plano bem feito para fazer com que caia aos poucos.
Samuel ouvia tudo enquanto roçava o dedo em seu queixo curioso para saber quem era o tal homem que a Irene tanto falava,mas de uma coisa ele sabia...esse cara estava sendo bastante útil desde o começo.Ele havia ajudado a Irene a falsificar a morte da Mônica e isso tinha sido algo e tanto,o homem deveria ser perigoso,mas Samuel não temia,pois de todos ele era o pior.
Irene desliga o telefone com um sorriso de satisfação:
–Noticias?-ele pergunta com sua voz sombria.
–Ah sim,muitas.-ela se aproxima fazendo com que deitasse no sofá e logo em seguida sobe em cima dele como um gato perigoso.-Primeiramente temos que esperar a hora certa,vamos deixar a ratinha em paz por um tempinho,é só questão de tempo para que caia na armadilha.
Samuel faz uma careta:
–Quanto tempo exatamente vamos deixa-la em paz?
Irene lança um olhar sedutor:
–O suficiente lindo,vamos deixa-la pensar que esta tudo bem e que esta a salva,meu amigo sabe o que esta fazendo,não terão como descobrir.
–E quem é esse amigo? Sabe que eu não gosto que as coisas saiam do meu controle...
Ela passa o dedo pelos seus lábios fazendo com que ele ficasse em silencio:
–Tenho meus segredos.-fala com a voz picante.
Ele a olha com maliciosa enquanto passa a mão pela sua cintura:
–Você é bem atrevida para alguém com 16 anos.
Irene beija seus lábios fortemente e de um jeito quente,fazendo ambos ficarem sem fôlego,ela completa com divertimento:
–E você é bastante divertido para alguém com 35 anos.
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POV´S MÔNICA:
–Claro que eu aceito!-dou um forte abraço em Cebola fazendo com que deitasse da grama,eu estava por cima dele enquanto não parávamos de rir,por um momento nos encaramos em silencio e um enorme sorriso surge em nosso lábios,falo com firmeza e mais docemente que antes.-Eu aceito ser sua namorada.
Dito isso ele me beija.O beijo começou como um selinho e logo foi sendo aprofundado e cheio de paixão e sentimentos guardados a meses.Ele me beijava com uma emoção esmagadora ,me fazendo perguntar se era realmente real.
Encerro o beijo contra minha vontade:
–Só não repita aquelas palavras do jantar.-peço.
Ele sorri e acaricia minha bochecha:
–Nunca.
Sorrio e volto a ficar sentada na grama assim como ele.Lembro de um assunto um pouco desagradável,mas decido perguntar:
–Em falar nisso...onde está a Irene?-sinto meus lábios endurecerem com esse nome.
Cebola parece ficar vermelho na mesma hora,percebo um sentimento de culpa crescente em seus olhos enquanto me fitava,ele parecia...desconfiado:
–Ela...ela foi embora do colégio,não sei onde está agora.-fala bastante cauteloso.
Cerro os olhos para ele,mas decido não tocar no assunto,nem eu mesma queria saber daquela vadia:
–E ai? Vamos comer em algum lugar?
Os olhos de Cebola se acendem como se tivesse lembrado de um detalhe:
–Ah sim,vem comigo,sei exatamente onde podemos ir.
Levanto com sua ajuda enquanto ele me leva para o tal lugar que eu não fazia menor ideia de onde ficava.
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POV´S AUTORA:
–São eles gente!!-Denise grita para todos enquanto olhava os jovens entrarem no quintal da casa da Magali.Mônica parecia com uma expressão interrogativa lá de baixo.-Ai que tudo!!! Adorooo surpresas!!!
Magali parece nervosa e apressada:
–Ai calma!! Se escondam aqui no terraço que eu vou descer e trazer ela para cá.-ela diz ajeitando o cabelo e descendo as escadas.
Todos obedecem e se escondem no enorme terraço a céu aberto da casa da Magali.o terraço era espaçoso e tinha uma piscina e um espaço com mesas e era cheio de canteiros com flores,era o local onde as meninas costumavam dormir nas noites de pijama enquanto conversavam e olhavam as estrelas.
Quando Magali desce as escadas vê que sua mãe já estava abrindo a porta:
–Mônica querida!-sua mãe abraça a jovem com força.-Que bom te ver outra vez!! Estou feliz por estar de volta,tenho certeza que a garotada também,eles fizer...
–MÃE!!-Magali deixa praticamente um grito escapar para interromper,ela percebe os olhares dos três para ela e sorri amarelo.-Quis dizer...QUE BOM VER VOCÊS!!!
Ela corre e abraça a amiga que sorri.Magali olha para mãe e faz uma careta repreensiva sem que a Mônica veja,Cebola que sabia de toda a situação e se controla para não rir:
–Oi Maga!! Arghh! Não me aperta tanto.
–Ah foi mal!-ela a solta.-Esqueci do bebezinho!
Cebola olha incrédulo para Mônica:
–Quer dizer que ela já sabia desde ontem e eu não?
Mônica sorri sem graça mas antes que responda Magali interrompe:
–Querido licença,EU sou a melhor amiga dela.-diz convencida.
Cebola revira os olhos se divertindo:
–Então...vamos lá para cima?-pergunta ancioso.
–Lá para cima?-Mônica pergunta confusa.-Porque vamos ao terraço?
Os dois se entreolham enquanto praticamente arrastam a jovem pelas escadas e não respondem nada.
Mônica cansa rapidamente já nos primeiros degraus por causa do seu bebê,mas Cebola segura sua cintura e ajuda que suba o restante.
Os três chegam lá em cima.Mônica olha ao redor,estava tudo calmo...calmo demais:
–SURPRESA!!!-a turma diz em coro enquanto saem de seus esconderijos.
O queixo de Mônica cai até o chão enquanto leva sua mão a boca totalmente surpresa.Depois de tantos meses...todos estavam ali,e por ela.
Mônica sente seu coração esquentar e se comprimir fortemente dentro do peito,seus olhos ardem,ela simplesmente não sabia o que dizer,estava emocionada demais.Era bom se sentir amada e que todos que ama se importam com você.Ela podia sentir o carinho de todos:
–Gente...-sua voz falha enquanto limpa a primeira lágrima que cai.-Vocês são incríveis!! E realmente querem que eu acabe com todo o meu estoque de lágrimas.-diz dando o primeiro soluço.
Todos gritam enquanto batem palmas.Os garotos correm até ela e abraçam coletivamente a amiga,Mônica ri enquanto as lágrimas saem,ela sentiu tanta falta dessa zoeira toda...:
–GENTE CUIDADO PARA NÃO ESMAGAR O BABY MAGIA DA MÔNICA!-Denise alerta para os meninos.
Eles parecem lembrar e abraçam a amiga com mais cuidado.Mônica arregala os olhos surpresa:
–Quem te contou?
Denise dá um sorriso maroto e uma piscadela:
–Querida a noticia é publica e um direito do povo! VIVA A NOTICIA!!
Todos riem.Magali sorri amarelo quando olha para a amiga:
–Err...eu contei,eles iam saber uma hora ou outra pelo o que você tinha passado.
Mônica cerra os olhos fingindo estar zangada mas depois começa a rir:
–Ah sem problema,bora curtir isso aqui!!-ela diz se referindo aos doces e os salgados na mesa.-To comendo por dois querida!
Marina ri enquanto se aproxima para abraçar a amiga,Franja faz o mesmo,Mônica olha para ele:
–Obrigado Franja,eu soube que tentou muito me ajudar o Cê me contou.
Ele sorri:
–Você faria o mesmo por nos,estamos agradecidos por ontem também.
Todos concordam fazendo Mônica ficar comovida:
–Super lindo esse momento da turminha,super cool,agora vocês queriam me dar o favor de servir logo a comida que eu to com fome!-Denise reclama,fazendo todos rirem.
Magali começa a servir a comida nas mesinhas plásticas junto com Marina.Todos estavam sentados e conversando sobre diversas coisas enquanto o sol se punha no céu dourado como ouro.
A vista do terraço era uma das mais bonitas que Mônica conhecia,quase não havia impedimentos para ver o por do sol,era uma paisagem livre e limpa.O sol sempre reinava alaranjado e iluminava as flores dos pequenos canteiros,enquanto os girassóis olhavam contemplamente em sua direção.
Cascuda solta o som,e começa a tocar a musica Applause-Lady Gaga,fazendo as garotas levantarem para dançar.
Os garotos só olhavam maliciosamente para a cena,enquanto faziam comentários entre si.
Mônica assiste a cena enquanto ri com os passes engraçados e ousados das garotas,enquanto os meninos gritavam:
–UHUUUUUUU!!!ARRAZA!
Aninha sem duvida era a que dançava mais,ela deixou todas de queixo caído, Titi parece hipnotizado:
–MÔNICA DELICIA VEM DANÇAR!-Denise chama.
Mônica se recusa:
–Quando botarem uma musica lenta eu vou.-Afinal,estava grávida,não era bom ficar rebolando desse jeito.
Denise pisca em concordância e volta a dançar ao lado da Carmem.
Cebola senta ao seu lado e oferece um suco de morango,ela aceita e agradece com um selinho fazendo o jovem sorrir de um jeito bobo.
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Pov´s Mônica:
A luz já brilhava alta e majestosa no céu,não me lembro de ter visto um dia tão aberto a meses,talvez fosse como eu estivesse me sentindo agora.O pessoal ainda dançavam musicas agitadas enquanto se serviam.Eu,Cebola e o Cascão estávamos na mesa conversando os assuntos muitíssimos atrasados,definitivamente.Eu me sentia mais do que confortável em botar as conversas em dias com os meus amigos:
–E foi isso que aconteceu.-diz Cascão.-A Cascuda tirou uma copia do trabalho dela e me deu,nunca mais digo para a professora que meu porco comeu meu dever de casa.
Rio,deveria ter sido hilário:
–Um cachorro comer o deve de casa ainda vai,mas um porco?
Cebola se segura para não rir também enquanto Cascão faz uma careta:
–OIOI PESSOAL!-Denise fala para que todos ouçam.-Chega de musica rápida que eu já to acabada de tanto brilhar,agora ta na hora dos pombinhos se juntarem.
Dito isso ela muda a musica e as caixas de som começam a tocar um ritmo bastante calmo e suave:
–Opa,licença que eu vou chamar a minha Cascudinha.-Cascão diz e sai dali em direção a namorada.
I thousand years toca envolvendo todos no seu ritmo.Olho todos dançarem enquanto as luzes dos canteiros são apagadas,restam apenas a piscina levemente iluminada e o brilho da lua cheia.
Cebola segura minha mão:
–Aceita dançar?-pergunta docemente.
Não consigo resistir aquele olhar pidão:
–Claro.
Levantamos e caminhamos até onde todos estavam.Viro levemente e encaramos um ao outro,Cebola segura minha cintura e minha mão,encosto minha cabeça em seu peito e logo começamos a dançar.
“Um passo mais perto.Eu morri todos os dias esperando por você.Amor,não tenha medo,eu te amei por mil anos,eu te amarei por mais mil.”
Dançamos todos em um mesmo ritmo,totalmente envolvidos pela musica.Vejo Magali e Quin dançarem juntinhos um to outro,Cascão e Cascuda mais parecem em um baile de quinze anos e Marina e Franja olham apaixonadamente um para o outro.
Sinto Cebola mexer em meu cabelo agora longo enquanto dançávamos,para ser sincera eu estava muito mais entretida com o seu cheiro me invadindo e de estarmos dançando tão juntos desse jeito.
“O tempo fica parado.Há beleza em tudo que ela é.Terei coragem.Não deixarei nada levar embora o que está na minha frente.Cada suspiro,cada momento trouxe a isso”
Sorrio sem saber exatamente o porque,sinto que ele faz o mesmo.Sabe aquela sensação de estar em algum lugar e nunca mais querer sair de lá? Eu sinceramente não queria que isso acabasse tão cedo.Eu me sentia gelada sem seus braços em minha volta.
Fecho os olhos e me deixo levar pelo ritmo da musica.
“I have died every day waiting for you ,Darling be afraid i have loved you for a thousand years,i´ll love you for a thousand more.”
Cebola me gira me fazendo sorrir e me puxa para perto fortemente me fazendo rir,só daí percebo o quanto nossos rostos estão perto um do outro.Coro no mesmo instante enquanto desvio o olhar:
–Adoro quando você fica envergonhada.-ele diz em meu ouvido me fazendo ter arrepios por todo corpo.
Cebola segura meu queixo e aproxima nossos lábios um do outro até se tocarem suavemente.Envolvo seu pescoço com os meus braços enquanto damos um selinho demorado que logo é aprofundado e segue conforme o ritmo da musica,lento e suave.
A canção acaba na mesma hora que encerro nosso beijo mordendo seu lábio inferior e um sorriso bobo vai surgindo em seu rosto.
Outra musica começa a tocar,i found you the wanted,essa musica me lembra muito o...:
–GÊMEA!-ouço alguém gritar em cima do pequeno telhado que protegia a área das mesas no terraço.
Todos olham para cima surpresos enquanto Adrian me fitava com seu sorriso irônico e maroto de sempre:
–Esse é seu irmão?-Denise pergunta boquiaberta enquanto o avaliava de cima a baixo.-Jesus abana!!!
Adrian arqueia uma sobrancelha totalmente convencido:
–Modesta a parte...eu sei o quanto sou irresistível.
Reviro os olhos:
–BEM modesta a parte.
As garotas continuam babando por ele com caras brisadas.Adrian sorri glorioso:
–É o sangue garotinha,o que vou fazer se a perfeição está na nossas veias?-ele diz esbanjando charme e pula do alto até cair perfeitamente no chão como um gato,fazendo as garotas suspirarem e os meninos fazerem careta.
Ele levanta graciosamente e me olha com divertimento:
–Detesto estragar sua festa mas...temos que ir.
Arregalo os olhos surpresa:
–Ir? Ir para onde as nove da noite?
Ele dá um risinho:
–No shopping fazer umas compras.
Meus olhos brilham com expectativa:
–Sério??
–Não.-ele diz simplesmente com um sorriso irônico estampado no rosto me fazendo murchar.
O que eu pensava? O Adrian saindo para fazer compras? impossivel:
–Então...para que vamos ao shopping?
Ele olha ao redor avaliando o local e só depois foca na minha pergunta,seu visual estava dark como sempre e o cabelo negro estava desarrumado:
–Vamos fazer uma operação realmente importante,A Marise ta esperando na vã.
Concordo mas antes de dar um passo a frente Cebola fala:
–Posso ir junto?
Adrian olha para ele como se só tivesse reparado na sua presença agora,ele faz uma cara de tédio antes de responder:
–Sem chance.
Cebola parece ficar indignado:
–Só quero ajudar,sua irmã esta grávida precisa de alguém ao lado dela se algo acontecer.
Adrian parece ter sido atingido por um tapa e cerra os dentes:
–Eu sei cuidar da minha irmã muito bem.
Olho para os dois percebendo o clima que tinha se instalado ali:
–Adri...deixa o Cebola ir,só vamos ao shopping resolver as coisas não é? Então não vejo problema.
Ele parece ficar um pouco relutante mas logo suspira:
–Ta bom.-sua voz fica dura com um tom de aviso enquanto fala com Cebola.-Mas você...é melhor se comportar ou se não faço você ficar cotó,e não é do pé ou do braço que estou falando.
Ele dá um leve risinho fazendo Cebola fazer uma careta.Me despeço calorosamente da turma e agradeço a festa.Tinha sido uma noite incrível que eu jamais iria esquecer.
Magali nos leva até a porta.Assim que piso na rua avisto a vã laranja estacionada,Adrian coloca a mão sobre meu pescoço de um jeito possessivo:
–Vem cá...qual é o lance de você e esse pirralho?-ele pergunta sem fazer a menor questão de disfarçar.
Cebola responde:
–Eu tenho 16 se você quer saber.
Adrian franje a testa o olhando de cima a baixo:
–Eu tenho 18.
–Bem,eu tenho 15!-sorrio tentando aliviar aquela conversa,mas vejo que não adianta e decido responder.-Vocês querem parar com essa competição de testosterona? Obrigada.
–Estamos namorando.-Cebola responde finalmente a pergunta e os dois me ignoram.
Adrian o olha boquiaberto e recebe um sorriso vitorioso de Cebola,mas ouço outra voz:
–Namorando?-Mark esta dentro da vã com a porta aberta.
Engulo em seco ao perceber uma certa decepção em seus olhos,droga! Eu não queria magoa-lo,o Mark foi um grande amigo para mim durante todos esses meses:
–Pois é.-Adrian revira os olhos e volta a olhar para o Cebola.-To de olho em você,então pense duas vezes antes de fazer algo com a minha irmã.
Cebola faz uma cara de tédio:
–E ai turma?entra logo no nosso possante que agente tem hora!-Alice grita de lá de dentro impaciente enquanto Marise analisa algum mapa no volante.
Todos nos entramos e logo Mark fecha a porta da vã com um estrondo que não combinava nada com seu estado calmo de sempre,sinto um sentimento de culpa estranho.
Percebo logo de cara que Alice vira a cara e ignora Adrian,pelo visto o encontro não tinha sido lá essas coisas.Meu irmão faz uma carinha de cachorro pidão mas senta ao meu lado e Cebola no outro.
Mark senta logo atrás com os braços cruzados,viro levemente meu olhar pela brecha entre os bancos,nossos olhos se encontram por um segundo e ele logo desvia e me ignora por completo.
Suspiro e Marise guarda o mapa e finalmente vira para nos:
–E ai galera? Prontos para a operação shopping á meia noite?- ela pergunta com entusiasmo e na mesma hora Adrian grita.
–BORA INVADIR AS AMERICANAS!!!
Gargalho quase sem ar enquanto Marise faz o mesmo e provoca o acelerador com o pé fazendo o motor roncar de um jeito selvagem.Adrian parece quase pular do banco com tanta agitação,perigo e adrenalina invadindo o ambiente,respiro fundo,nenhuma missão com esses doidos chegava a ser normal:
–Apertem o cinto crianças,operação cento e cinquenta milhões...oficialmente iniciada.
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