Flor De Apolo

2 Ventania do luar


Notas iniciais
Bem como sempre um capítulo a cada três dias -

Espero que vocês gostem :)

Ventania do luar

Herdeiro do Submundo. Capitulo dois

Cinco dias já se passaram desde a ‘’morte’’ de Marie, não consigo mais olhar o meu próprio reflexo, mesmo a culpa não sendo minha. Meu sangue ferve, do mesmo modo quando eu encontrei Perséfone no coração congelado. Sinto uma mão tocar minha face e sinto o beijo de Marie novamente, o cheiro do mesmo perfume que ela usava no dia exaltava sobre o ar, ouço suas ultimas palavras ecoarem por minha cabeça, sei que tudo isso é mais uma das ilusões que ando tendo desde sua morte, mas não resisto e continuo a beija-la. Quando vejo estou caído no chão choramingando seu nome, mesmo que seja difícil admitir, sinto saudades de Marie, tudo que eu vejo lembra-me dela, até mesmo o detalhe mais fútil de uma gravata branca com listras amarelas.

Lembro muito bem depois de te encontrado o corpo de Marie congelado por uma flor.

- Eu aceito, Perséfone eu aceito sua missão. – Uma minúscula rosa brotou do chão e um pequeno recado vinha grudado a ela.

Coração congelado

De longe nas colinas se encontra uma flor,

A flor do jovem pensador,

Capaz de produzir as melhores notas,

Capaz de controlar os piores pesadelos

A flor de Apolo.

Sua missão caro valente, é se infiltrar no monte mais alto do ponto mais alto, recupera a flor congelada pelo Titã do tempo e traga novamente a harmonia da primavera.

A flor congelada se for isso que pode mudar minha maldição e libertar Marie. Estou disposto a lutar.

Fico de pé e vou até minha escrivaninha, pego o mapa dos EUA e procuro o monte próximo aos limites dos Deuses, entre todos os montes existentes há dois altos o suficiente para esconder uma flor congelada para Perséfone não conseguir pegar, Monte McKinley ou Cerro de Ponta. Uma coisa que tenho certeza que não é o Cerro de Ponta. Então só me resta do Monte McKinley, um lugar bem difícil de chegar a pé demoraria mais de vinte dias, Marie não tinha esse tempo todo.

Abro a gaveta mais próxima e retiro um dracma de ouro. Ando até o banheiro e ligo a banheira, jogo o dracma para cima e cito.

- Oh Íris deusa do arco-íris, aceite minha oferenda. Mostre-me Perséfone, coração congelado, Além da névoa.

Uma imagem embaraçada começa a aparecer no ar e consigo identificar Perséfone em sua flor. ‘’ O que precisa para sua jornada, Dave?’’ sua voz sussurra em minha cabeça.

- Como faço para me mover o mais rápido possível ao monte¿

‘’Peça ajuda a outros Deuses oras, de noite peça a Ártemis, de manhã a Apolo’’.

- Se fosse fácil chamar atenção de um Deus não estaria pedindo sua ajuda.

Não sei o porquê, mas eu gostava de desafiar Perséfone, ver até que ponto ela me aguenta.

‘’Não se faça de tonto, você tem a ajuda de seu pai, ele é um dos três grandes. Qualquer Deus ficaria honrado em te ajudar. Claro, menos Zeus e Poseidon... Você sabe. ’’

- Você está me mandando para uma missão suicida e não vai me dizer como pedir ajuda de Artémis?

Estou sendo um pouco mimado, mas em parte oque eu digo é certo, estou a caminho de uma missão suicida.

‘’Bem vamos ver. Artémis provavelmente vai pedir para você lutar com uma de suas caçadoras, se você vencer poderá ir com ela até o monte, caso ao contrario, morte na certa ’’.

- Isso me ajudou muito – jogo minha mão entre a imagem e ela desaparece.

Volto para meu quarto e direciono a janela. Está frio. A lua não está lá fora, não sei como encontra Artémis. Ajoelho-me e começo uma oração silenciosa. Deusa da lua e da caça atenda meu pedido, de sua gratidão lhe recompensarei, de sua bondade lhe agradecerei. ‘’ Mesmo que eu nunca tenha concordado em fazer uma oração a um Deus(a), isso era preciso, era preciso para esse momento. Levanto-me lentamente e olho para o céu, que agora estava todo salpicado com pequenas estrelas e ao meio havia uma lua, grande e majestosa.

Minha oração funcionou, penso comigo mesmo, um pequeno sorriso brota em meu rosto, vou poder libertar Marie.

Uma ventania começa á rodar o céu estrelado, que a cada segundo vai ficando mais forte, percebo que esse é o sinal de Ártemis e sua a janela, dou um pulo e sou levado pelo vento.

Acordo em pleno uma camada de pedras, sinto dor ao tentar levantar, mas nada que possa impedir de andar.

- Olá – disse uma voz macia ao mesmo tempo impetuosa – Dave.

Ao olha para cima me deparo com uma jovem mulher, aparentava ter vinte anos, mas se olhasse em seus olhos conseguia ver uma senhora. Seus cabelos eram longos e castanhos a mesma cor de seus olhos, uma bela moça.

- Levante – sem hesitar me levantei – Perséfone me disse para tomar cuidado, agora vejo o quão ela é fraca, ter medo de um garoto que vive caindo?.

Uma fúria invadiu meu coração, encolhi meus punhos. Ártemis não é tão gentil quanto eu esperava.

- Bem, não sou eu que te treino mesmo. Siga-me.

Fui andando atrás dela, o local onde estávamos, estava longe de meu campo de visão, era cheio de pedras e nada mais. Logo à frente havia varias barracas montadas em volta de uma fogueira. Varias meninas estavam arrumando as barracas enquanto outras treinavam com arcos e flechas. Caçadoras.

- Essas são...

- Não lhe dei permissão de falar – ela parou e olhou para mim – E sim, essas são as minhas caçadoras, e não lhe dei permissão de olhar para elas.

Abaixo meu olhar e continuei seguindo a Deusa. Quando estava mais próximo das barracas comecei a ouvir alguns cochichos como ‘’é ele’’. Varias delas estavam olhando torto para mim, outras com olhar de dó.

- Ande, tenho uma coisa na qual tenho que te mostrar.

Um frio percorreu minha barriga, não tinha como eu recusar.

Depois do jantar Ártemis convocou todas as caçadoras. Todas fizeram uma roda e no centro estava eu e a Deusa.

- Caçadoras todas já devem imaginar o porquê de estarmos reunidas em volta de um... – ela olhou para mim com um olhar de desprezo -... Garoto. Todas sabem que temos uma pequena ‘’rivalidade’’ com os garotos, principalmente quando eles são do ‘’acampamento meio-sangue’’. E todas também devem saber que temos uma nova caçadora e para treinar ela, vamos fazê-la lutar contra Dave! O herdeiro do Submundo.

Todas ficaram caladas e logo depois o ar se tomou por gritos e aplausos. Eu fiquei imóvel, via varias caçadoras sorrindo, eu ia morrer. Eu estava morto.

- Chame à caçadora! – gritou Ártemis.

Duas caçadoras saíram da roda e foram procurar minha oponente.

- E você Dave, se conseguir vence-la vou ajuda-lo, Você tem dez minutos. Aproveite. – Conseguia ver um sorriso em seu rosto.

Afasto-me do grupo e vou correndo para onde acordei. Eu tenho que ganhar, nem que isso signifique matar alguém, eu vou salvar Marie.

Chegando ao local me encosto-me a uma pedra e começo a chorar, não sei o motivo, têm acontecido tantas coisas. Enxugo meus olhos, não posso deixar Ártemis me ver assim. Já a imagino rindo e debochando de minha cara. Quando olho ao meu lado vejo um quadrado, um minúsculo quadrado com um papel grampeado.

Quando mais precisar, a água estará a te ajudar.

Poseidon.

Obrigado... Tio. Quando eu percebo já havia se passado dez minutos e Ártemis estava à minha procura.

- Ai está você... Vamos, a luta vai começar — Ela agarrou meu braço e me levou a um campo.

O campo em vez de pedras tinha grama ressecada espalhada por todo o lado, árvores e flores dominava o local, as caçadoras estavam do lado de fora me olhando como se eu fosse uma presa, talvez nesse momento eu seja. Uma única caçadora estava presente na arena, delas era a menor, tinha cabelos ruivos, longos e cacheados, usava uma túnica preta que ia de sua cabeça aos seus tornozelos, seu olhar era desafiador, do que se via de sua pele dava para pensar que ela estava congelada, era branca.

- As regras são simples, não tem regras. É permitido o uso de qualquer arma – ela acabou de pegar um arco e o jogou para a garota ruiva – e o campo inteiro pode ser usado, se Dave ganhar, eu o ajudo, se ele perder, não se pode saber ao certo. Então competidores, se apresentem.

Dei um passo à frente e disse gaguejando

— Herdeiro do submundo, príncipe fantasma – firmei minha voz e continuei – Dave Mosesque.

A garota tirou sua túnica e deu um passo à frente. Não podia ser.

- Caçadora, mortal. Marie Twinks.

Notas finais
Espero que gostem :)

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