Flor De Apolo

11 Perguntas


Notas iniciais
Estou melhorando no tempo da entrega haha

Não seja um leitor fantasma, comente e compartilhe aos amigos.

Um capítulo a cada três dias.

Boa leitura

Perguntas.


Herdeiro do Submundo. Capítulo onze.


Meu corpo amanhece frio e fraco, meus ossos doíam e meu olho se enfraquecia ao ver a luz do Sol entrar pela janela.


Marie estava ao meu lado, deitada no chão. Sua pele era branca, às vezes pensava que estava morta, mas via seu peito inchar e desinchar. Seus lábios eram carnudos e obtiam um tom pálido, como o decorrer de seu corpo. O seu longo cabelo ruivo se espalhava pelo chão. Suas pálpebras fechadas, com seus longos cílios ao deitar em sua face.

O Sol enchia a sala de vida. Jurei ter ouvido alguns ruídos vindos da porta. Sua maçaneta deu uma leve girada, e me recuei para fora da cama. Nada entrou.

– Marie – não gritei e nem sussurrei.

Ela abriu os olhos com um sorriso. Como se ela já estivesse esperando eu acorda-la.

– Dave – retrucou-a

– Vamos seguir viajem. Término avisou que estávamos no primeiro andar, e pelo modo que falou, ainda faltam muitos.

Marie se levantou e colocou suas roupas, percebo que ainda estava apenas de cueca. E vou à procura das minhas. Visto-me o mais rápido possível, como se tivesse tempo a perder. Tenho?. Os ruídos ainda me perturbavam, havia alguém além de nós.

Quando abro a porta e vou para o salão principal a espera de Marie, vejo que deixamos o portão para o primeiro andar aberta.

Pequenos ruídos começaram a vir da escada, aonde meu ponto de visão o tornava impossível de ver.

– Marie, vamos logo. – Ela não respondeu, depois de um tempo Marie estava ao meu lado, seguro sua mão. Olho para os degraus antes de subir, a mão de Marie estava suada, em seu olhar havia um vazio profundo, ela estava com medo. A cada degrau o medo aumentava, não sabia o que tinha, qual armadilha seria a próxima. Estava com medo, nós estamos com medo. – Juntos, ok?

– Juntos.

Subimos o primeiro degrau.


Marie soltava alguns grunhidos, meu corpo estava mais cansado do que antes. Estávamos entre o duzentos e trigésimo degrau e o duzentos e vigésimo terceiro degrau. Parei de contar quando cheguei ao centésimo.


Poucas armadilhas havia nos degraus. Flechas envenenadas, fogo grego e entre outras armadilhas fajutas.

Subimos mais vinte degraus. Agora conseguia ver um fim. Faltavam poucos degraus para chegarmos ao segundo andar. Corríamos, nós nos esquecemo das armadilhas. Esquecemos.


Não lembrava-me de muitas coisas, o corpo de Marie começou a cair ao pisar em um buraco, tentei segurar seu corpo por seu braço, mas não consegui. Então, pulei junto com ela. Caímos em um chão frio. O lugar era mal iluminado, havia somente uma lâmpada, a na qual piscava a cada cinco segundos. Estávamos em um extenso corredor, havia uma porta no final com uma pequena placa, segundo andar, estávamos perto.


Marie estava atordoada no chão, segurei seu corpo e a levei junto comigo. O corredor era simples, sua estrutura era feita apenas de cimentos, os azulejos no chão eram cinza. Chegando mais perto da porta, reparo que havia um felino perto da porta, mas não era um felino comum, havia cabeça de uma mulher no lugar de seu rosto. Diminuo meus passos, mas não paro, o caminho parece ter ficado menor, o meu corpo tremia, meus braços estava mais fraco, quase derrubando Marie.

Ao chegar perto da porta, Marie abre os olhos lentamente, deixo-a cair e ela solta um grunhindo, não sei o que fiz. Ela se levanta assustada, olhando de um lado ao outro, até seus olhos se encontrarem com o da felina.

– Dave. – Sua voz era assustada – Não deveríamos estar aqui.

Os meus pressentimentos eram os mesmos, meu coração estava acelerado, a presença dessa mulher metade felino me assustava. Por um momento pensei que ela não nos havia notado, até que ela começou a se mover tampando o caminho da porta. Seu corpo era longo e grande. Pelo cobria-lo por inteiro.

– Muita coragem vocês dois virem aqui. – disse a mulher – bom reencontrar você... Marie – Marie engoliu seco e a mulher continuou falando – Não sei se lembra de sua querida, colega, mas por vias das duvidas, eu sou a Esfinge.

Meu corpo começa a tremer mais do que antes, conhecia-a de vários contos, fui tolo o suficiente para demorar esse tanto para descobri-la. Marie estava calada, seu olhar havia uma expressão de vazio, estava com medo. Quando a Esfinge foi falar com Marie, soltei em sua frente.

– Pergunte – afirmei minha voz – Pergunte-me.

Ela me encara e Marie sussurra.

– Não precisa fazer isso por mim, eu consigo.

– Eu jurei proteger você – ela segura minha mão e eu a acaricio com meus dedos.

– Se você quer assim, assim será. Mas vou logo avisando, se você errar, não irei lhe matar, – Ela olhou para Marie – Fique calmo, não vou matar Marie também, só que será a vez dela de responder.

– Tudo bem. Aceito.

– Ótimo. Primeira pergunta. Qual é a cor preferida de Marie?.

Minha cabeça começou a latejar, eu... Eu não sei a resposta. Marie, a minha namorada, eu não sei a cor preferida dela, não sei quando ela faz aniversario, não sei nada sobre ela. Esfinge me pegou de jeito.

– Essa é fácil – digo – Roxo.

A Esfinge dá um longo sorriso. Marie suspira.

– Errada. Preto, seria a resposta.

– A cor de seus olhos... – Marie sussurra. Sinto meu coração sendo apertado. Marie vai ser interrogada, a culpa disso tudo, é minha...

– Marie – Sorriso no rosto de Esfinge sumia aos poucos — Sabe as regras, se você acertar três perguntas, você e seu namoradinho babaca passam, se você errar, você e seu namoradinho viram meu jantar. – O seu sorriso havia voltado.

– Tudo bem. – Voz de Marie era fraca.

– Primeira pergunta. Quantos mortais você já matou?.

– Cinco. – Ela reprimia suas palavras. Cinco mortais. Cinco parentes falecidos.

– Segunda. Quem você ama?.

– Dave – Alivio bateu em meu coração, Esfinge sabe quando alguém está mentindo...

– Terceira. Qual é o grau de parentesco do primeiro mortal que você matou¿.

Marie começou a chorar.

– Pare, por favor. – Sua voz se embaraçava ao choro, tornando-se confuso de se intender.

– Pare não é a resposta, – Esfinge sorriu – Tente novamente.

Esfinge soltou um rugido e pulou para cima de mim, desviei de seu primeiro ataque, não sabia quanto tempo iria durar.

– Meu pai! – Marie gritou – O parente foi meu pai.

O silêncio toma conta da sala, esfinge se apoia novamente em suas quatro patas e encara Marie. Ela estrala os dedos e a porta se abre.

– Boa sorte – Ela disse.

Levanto-me e vou para junto de Marie. Sua mão estava fria e seu corpo tremia. Afasto-a em direção a porta e chegamos ao segundo andar.


O segundo andar era uma sala espaçosa, rustica. O chão era de madeira, as paredes eram tampadas com papel de parede avermelhado, poltronas verdes eram espalhadas pela sala, velas iluminava a sala, havia somente uma janela, na qual dava vista para os chalés, onde eu e Alice ficamos mais íntimos.


Marie estava cansada, levei-a para uma das poltronas e a sentei. Sentei-me de seu lado, estava preso, não fisicamente, mas mentalmente. Quando tomei coragem de falar com Marie, ela já havia dormido.

– É você foi muito mal hoje... – Viro-me para o lado e vejo Apolo.

– Boa noite. Não quero falar sobre isso – levanto-me e vou para outra poltrona.

– Entendo... – Apolo havia parado de falar. Coisa que não é de seu costume. Seu corpo começou a se levitar e seus olhos começaram a ficar esverdeados. Ele está recebendo uma profecia.

– Do manto de sangue as raízes nascera. Da guerra ao fim, da flor ao amor, duas raízes de frutos diferentes caminharam ao altar. Por portas entre portas passar, para deter que o mundo acabara. A alma do herói se perdera.

Notas finais
Não seja um leitor fantasma, comente e compartilhe aos amigos.

Um capítulo a cada três dias.