Flor De Apolo

12 Petrificados


Notas iniciais
Hey pessoas, não seja um leitor fantasma, comente e compartilhe com os amigos o

- Um cap a cada três dias

Petrificados

Herdeiro do Submundo. Capítulo doze.

O silêncio é pregado. Apolo ainda estava em transe. A profecia foi dada. Uma morte foi mencionada.

A porta se fecha quando o vento a toca. Apolo fecha e abre seus olhos novamente, agora havia voltado ao seu tom normal. Ele deu um esboço de sorriso.

- Então, do que estávamos falando? — Ele olha para Marie e olha de volta para mim. – Aconteceu novamente...

- Aconteceu o que?

- Dave, eh. Desculpa, mas agora não é o melhor momento, acho... Acho que tenho que ir, depois a gente se fala, talvez... Eu acho.

Seu corpo começa a se iluminar, pulo para frente de Marie para que nada a aconteça. O corpo de Apolo se explode em um grande flash de luz dourada.

Os olhos de Marie se abrem e ela me encara, um sorriso brotou em meus lábios, ela se aproximou e tocou-lhes com os seus. Não sabia quanto tempo estávamos na montanha, ou há quanto tempo não a beijo, parecia horas, provavelmente em minha cabeça eram meses. Mas, o tempo não importava, ele só serve para nos informar que nos restam pouco tempo de nossa vida, mas quando estou com Marie, o tempo é só uma das tantas coisas que me importo, e posso afirmar de todo o meu coração, Marie é a única coisa que eu me importo.

Aperto os seus ombros contra o encostamento da cadeira. Seus olhos verdes estavam vivos, sua pele era clara e seus cabelos ruivos. Ela me encara e retruca o sorriso. Levantei-me e a soltei, olhei de um lado ao outro, não havia nenhuma porta. Marie se levanta e ronda a sala encostando seus dedos no velho papel de parede, no qual estava desbotado. Havia somente dois quadros, borrados, um de branco e outro de preto. Duas raízes de frutos diferentes. Era isso.

- Marie – gritei – derrube esse quadro a sua direita. – Fui em direção ao quadro preto e o derrubei, havia um enorme corredor, duas raízes, eu e Marie. Frutos diferentes, branco e preto. Caminharam ao altar. A somente um jeito de chegarmos ao fim dessa missão, trabalhando juntos.

Tiro minha camisa e a esfrego no quadro, o borrado preto começa a sair, esfrego mais. Marie percebe o que estou tentando fazer e ela faz o mesmo com o branco. O borrado sai revelando-se metade de um pergaminho rasgado, e metade de vários rabiscos. Tiro-os da moldura e me junto a Marie. O borrado branco havia sumido revelando-se a metade do mesmo pergaminho e do desenho. Tiro-os da moldura e os junto.

Um esquema perfeito, o grego antigo predominava a escrita do pergaminho, ao juntar os desenhos percebo que não são apenas rabiscos, são um mapa, o mapa da montanha.

Marie coloca sua mão sobre a minha, encaro-a.

- Você conseguiu – Ela disse esboçando um sorriso.

- Nós conseguimos. – Nós beijamos.

Encaro novamente o desenho, estava tudo em minha cabeça o tempo todo, existem quinze andares, em cada um habita um monstro diferente, somente duas pessoas conseguiram passar do primeiro andar, e essas duas pessoas ainda predominam este local, eu e Marie.

Um frio percorre minha espinha, algo está errado. Guardo os papeis em minha mochila.

- Temos que ir. – Marie acena com a cabeça e ajudo-a levantar. Fomos até o quadro preto e subo o corredor que havia atrás da moldura, logo depois Marie sobe.

O local era frio, cheiro de monstro predominava o local, o corredor era metálico, não havia nada mais do que ferro. O barulho do impacto da gota ao pingar no chão era o único consolo para essa hora, Marie caminhava devagar atrás de mim, seus passos eram leves, assim então não fazendo muito barulho.

Caminhamos mais um pouco até chegar a um corredor mais extenso, no final dava para enxergasse uma pequena placa. Terceiro andar, perigo. Chegando mais perto percebo que há um pequeno elevador em forma de quadrado embaixo da placa, no qual cabia no mínimo um corpo encolhido, éramos dois.

- Eu vou primeiro – Digo.

- Tudo bem. – Sua voz era fria.

Entro e aperto o minúsculo botão do meu lado esquerdo e o elevador começa a subir. O elevador começa a ranger ao chegar mais perto do terceiro andar, abaixo-me mais ainda para conseguir ver o que me aguardava. Meu coração para, clico o botão para descer novamente, não podia ser, fecho meus olhos, o elevador não para. Meu corpo treme, esse podia ser meu fim.

Uma mulher estava de costas, de frente a porta, bloqueando a passagem para o terceiro andar. Seus cabelos eram enrolados em um pano preto, ela usava uma jaqueta longa, que ia de seus ombros aos seus pés. A sala era um tom enjoativo de laranja, o azulejo era branco, estatuas estavam ao decorrer da sala. Estava preste a enfrentar um dos meus piores medos.

Sai-o do elevador, ele não desce como o esperado. Marie não poderia subir.

- Olá – Uma voz áspera se espalhou pela sala – Dave.

Aperto minhas pálpebras e começo a bater desesperadamente a parede, gritava o nome de Marie, mas nada aconteceu.

- Não precisa ter medo querido, – Ela havia se aproximado, não havia percebido, sinto seus cabelos enrolar-se aos meus e me recuo contra a parede. – Sou eu, tia M. Não vou te machucar, será rápido, é só você abrir os seus lindos olhos.

- Nunca, — Ranjo os dentes. — Medusa. — Dou uma cotovelada em sua barriga, viro-me para o outro lado, dando uma volta em torno de Medusa e corro para a saída do terceiro andar, abro meus olhos novamente. Como vou escapar. Tento me lembrar dos mitos, havia uma única coisa que as pessoas temiam em Medusa, seu olhar, não os culpo, seriam petrificados se cometessem tal ato. Mas o que ela temia. Olho para uma das estatuas, ela segura um grande escudo dourado, no qual conseguia ver meu próprio reflexo. É isso. Como atacar aquilo que não se pode ver. Ouço o som de uma flecha cortar o ar. Marie.

- Imunda! – Medusa grita.

Viro-me em direção da voz de Medusa e a vejo-a caída no chão com uma flecha fincada em sua barriga. Logo em cima Marie estava me encarando, com seus olhos verdes abertos. Ela corre em minha direção ignorando Medusa.

- Dave – Marie grita, ela me abraça, lagrimas escorria por seu rosto – Pensava que eu tinha perdido você. Eu... Eu não sabia o que fazer.

- Acalma – A envolvi em meus braços – Vai ficar tudo bem, nada vai nós separar. Está tudo bem agora.

- Você jura? — Sua voz era macia e confortante.

- Juro.

Ela me aperta com mais força, como se tivesse medo que eu fugisse de seus braços. Não era isso que iria fazer, não mesmo.

Ouço um barulho vindo à direção de medusa, ela se levanta. Fecho meus olhos.

- Marie – Minha voz estava insegura – Não olhe. – Ela tocou sua mão e minha face e puxou o escudo de minha mão e me soltou. Não dei nenhum passo, eu sou um covarde. Ouço pequenos ruídos vindos da direção do elevador.

- Você, Marie, é uma traidora do seu próprio san... – Ouço o som de algo cair no chão e logo depois ouço Marie largar seu escudo. Abro meus olhos. Corro em sua direção, ela estava sorrindo, em sua volta havia um asqueroso sangue verde e a poucos centímetros da possa de sangue, havia a cabeça de Medusa.

- Você conseguiu! – Abracei-la. Ela retrucou o abraço. Ficamos ali parados.

Afasto-me depois de um tempo e percebo que há um corte em sua barriga.

- Marie... Marie você está machucada, precisamos tratar disso logo.

- Não... Está tudo bem, vamos prosseguir viajem.

- Marie não está tudo bem, temos que...

- Eu já disse que não! – Ela gritou. Não havia no que insistir.

Seguro sua mão, e juntos caminhamos até a porta.

- Dave... Espera – Seu corpo estava mole, ela caiu no chão.

Seus batimentos estavam lentos, os meus batimentos estavam lentos, seu corpo havia começado a ficar frio, meu mundo começou a ficar frio, seus olhos estavam fechando-se, meu coração estava se fechando. Marie estava morta, e junto contigo levou um pedaço de minha alma.

Notas finais
Ficou muito obvio que era a Medusa? E por favor... Isso dá Marie foi preciso, não me matem.

- Um cap a cada três dias