Notas iniciais
Bem espero que gostem, e conto com os comentarios de vocês o Compartilhem com os amigos e me ajude :3

- Um capítulo a cada três dias -

O tocar

Herdeiro do Submundo. Capítulo seis.


– Então... Qual é o plano? – Alice perguntou olhando pela janela do carro– Simplesmente vamos chegar à montanha, pegar a flor e salvar a humanidade¿ Deveríamos ter algo melhor.

– Não é esse o plano, espero. – Apolo franzia a testa esperando minha resposta.

– Não, não é esse. Vamos subir a montanha, derrotar os monstros e salvar a humanidade... – Dizendo assim, parecia tolice. Eh, esse é o plano.

Alice começou a dar risadinhas. Como ela me irritava.

– Dave, Dave. Eu tenho um plano melhor. Vamos chutar a bunda de alguns monstros, pegar a flor e ficar ricos!

– Como se isso fosse fácil... Esse é o nosso plano, sem mais e nem menos.

– Ok, irritadinho. – Alice debochava-a de minha cara.

Apolo parou o carro e desceu. Logo depois nós também. O vento estava frio, abaixei minha mão em busca do bolso de meu casaco. Alice estava usando uma camisa branca regata, seu cabelo ainda estava preso em um único rabo de cavalo. Como ela não sentia frio... Alice é completamente louca.

– Bem, aqui estamos. Como disse não poderia levar vocês tão longe, mas acho que aqui é o suficiente. – Apolo agora não franzia mais sua testa, ele parecia alegre. – Boa sorte... E bem, não olhem. – Ele começou a se desenvolver luz, estava se transformando em sua forma divina. Virei-me em direção de Alice e ela continuava olhando. Ela está querendo morrer¿! Pulei em sua direção a derrubando em pleno chão frio, e logo depois ocorreu à explosão de luz.

– Você está louca?

Alice deu-se de ombros e saiu em direção oposta a minha.

– Não me de os ombros! Você estava pensando o que, ele deixou claramente que não era para olhar.

– Você parece meu pai, acalme-se. – Era impressionante a calma em sua voz.

– Eu só não quero ter que ficar salvando sua vida toda hora...

– Ok garotão, o caminho é por lá. – Disse ela apontando para um pequeno vale logo após a minúscula cidade.

Não havia o que se discutir. Peguei minha mochila do chão e corri para alcançar seus passos.

O frio havia começado a irritar meu rosto, e já estava ficando de noite. Alice deu a sugestão de acamparmos ao lado de um lago. Um ótimo lugar para quem quer ser devorado por um monstro. Seguimos reto até uma minúscula casa de madeira, a porta era feita de carvalho, igualmente regulada, como toda a cidade. Toco-a e espero barulhos de passos, mas nada. Alice me empurrou para o lado e tentou abrir a porta.

– O que você está fazendo? Não podemos simplesmente entrar...

– Se você não quiser morrer congelado, podemos. – Ela pegou uma faca de sua mochila e passou ao lado da maçaneta. A porta se abriu. – De nada.

Ela entrou em casa e jogou suas botas para o quanto da sala. Impressionante como ela conseguia me irritar com o simples modo dela ser. Alice voltou à sala.

– Não tem ninguém. – Ela se jogou no sofá e ligou o televisor.

– Meu Zeus – Tomei o controle de sua mão. – Você é biruta... Completamente louca!

Ela se levantou e tomou-o de volta de minha mão.

– Você deveria me agradecer por não ter te atirado, você devia agradecer por ter abrido essa casa.

– Agradecer por rouba-la¿ — Estava presta a lhe dar um soco — Você que deveria estar aos meus pés, se não fosse eu você teria virado pó. Você me dá nos nervos. – Desliguei a TV e fui à direção do quarto mais próximo.

Joguei-me na cama e comecei a pensar em Marie. Como eu queria estar com ela... Lembro-me do dia que eu a abandonei, quando percebi cai em mais um sonho.


– Um pouco infantil de sua parte, não? — Uma voz doce e delicada ecoava por uma grande sala rosa bebê, a parede era decorada por vários retratos de artistas famosos, móveis de luxuria, bijuterias e entre outros pertences de ouro. O chão era todo de carvalho, havia acabado de ser lustrado, o brilho daria para cegar qualquer pessoa se fosse mais forte. No outro lado da sala havia uma moça de vestido rosa com pequenos pingentes de ouro, ela usava uma longa luva branca e uma pequena tiara de rubi. Seus cabelos eram loiros e longos, sua pele era clara. Ela era perfeita – Sabe, de brigar com Alice. – Depois de um tempo olhando para a moça percebi quem ela era. Afrodite.

– Afrodite! – Estava fascinado. Sua beleza era deslumbrante. Andei-me até seu trono – Não... Quer dizer sim, eu queria dizer que sim, mas disse não. – Não sabia oque falar, parece que minha língua tinha sido embaralhada e eu não sabia mais como usar as palavras. Espero que não tenha ficado vermelho...

Ela deu um leve sorriso.

– Dave você é muito fofo, – Ela beliscou minhas bochechas. – Mas é muito carrancudo, não pode ser grosso desse jeito com as garotas.

– Ei, eu não sou carrancudo. – Não sabia por que, não estava com raiva.

– Eu sei Dave o que eu tenho para te falar é muito complicado... Ainda mais vindo da Deusa do amor. Você não pode amar Marie.

– Como? — Como assim não poderia amar Marie.

– Você não pode amar Marie, simples. Olha Dave, eu que por acaso juntei o caminho de vocês, você não era para ter encontrado Marie, deveria ter passado direto e ir para sua aula, mas você sempre era infeliz, precisava mudar algo. E eu mudei, fiz você sentir amor.

– Você... – Por um momento senti ódio de Afrodite, mas agora não sei o porquê... Que engraçado.

– Eu não sabia que ela podia ser mortal... Ela parece ser tão inocente. Mas Dave, esse é o recado, você não pode ama-la. Boa sorte.

Quando tentei argumentar o sonho se desfez em vários pedaços e eu acordei assustado.


Agora conseguia sentir ódio, via como Afrodite foi traidora, sentia o ódio aquecer meu corpo. Levanto-me e pego um vaso que estava ao lado da cama e o jogo no chão. O barulho foi mais forte que o esperado, Alice já estava batendo na porta, perguntando o que estava acontecendo.

– Dave, abre a porta! Não é porque você está revoltadinho que vai se matar.

Abro a porta e dou um longo sorriso.

– Oi! Que surpresa... Agradável.

– Surpresa é uma ova. Deixa-me entrar. – Me afastei da porta e Alice entrou. Ela deu uma volta pelo quarto e por fim sentou-se na cama. – Desculpa-me, desculpa-me por ter te chamado de revoltadinho, irritadinho, e tudo o que eu falei ao longo desses dois dias. Só que eu estou tão cansada...

– Não tem nada – Sentei-me ao seu lado. O quarto estava em um profundo silencio, a luz do luar entrava pela janela e o único barulho era de nossas respirações. Nós encaramos por um tempo e por fim cheguei mais perto de seu rosto e a beijei. Ela não hesitou. Seu beijo havia gosto de primavera. Ficamos nós beijando por minutos e até que ela se deitou em minha cama, e eu deitei ao seu lado. Eu a envolvi em meus braços e ficamos assim por um longo tempo

– Dave... Você me ama? — Sua voz era leve e sonolenta.

– Amo – Não... – E você... Ama-me?

– Sim – Ela bocejou e chegou para mais perto do meu corpo.

Sentia-me sujo, estava mentindo para Alice, eu não a amava. Como saberei que ela também não me ama¿.

Alice caiu em um profundo sono e eu a acompanhei, antes de dormi tenho certeza que sussurrei Marie.

Notas finais
Bem espero que gostem, e conto com os comentarios de vocês o Compartilhem com os amigos e me ajude :3

- Um capítulo a cada três dias -