Flor De Apolo

7 O primeiro grito


Notas iniciais
Bem pessoal o/ obrigado a todos que estão acompanhando até agora, espero que gostem e lembrem-se de compartilhar com os amigos e comentar ;)

- Um capítulo a cada três dias

O primeiro grito

Herdeiro do Submundo. Capítulo sete.

‘’Seu beijo havia gosto de primavera. ’’

O Sol estava a entrar pela janela quando Alice me acordara. Ela estava mais bonita, sua pele morena cor de azeitona fazia efeito a luz do Sol, seu cabelo caramelado estava bagunçado e ela usava a mesma roupa de quando chegamos uma calça jeans velha e sua camisa verde.

- Dave, acorde. – Ela pousou sua mão em meu rosto – Temos que chegar a montanha ainda hoje.

Ela estava com um sorriso largo, de orelha a orelha. Não posso negar que eu também. Levanto-me e coloco minha camisa surrada, calço meu tênis e pego minha mochila. Logo após Alice se arrumar vamos à busca de algum alimento. Alice caçou dois esquilos perto de um lago congelado, a única coisa que consegui pegar, foi três cascas de árvore comestível. Isso não era útil.

Alice acendeu fogo, me sentia inútil.

- Dave... Hum, tente comer algo por enquanto. O que você conseguiu¿ — Tirei uma das cascas de meu bolço traseiro e Alice fez uma cara de enjoada, provavelmente já havia provado o gosto da ‘’natureza’’ – É, isso é... Bom – Ela se caminhou até mim e pegou um pedaço de minha mão e colocou na boca, sua pele por um momento ficou em um tom esverdeado, mas foi se recuperando após um gole de água – Muito, muito bom. Experimenta. – Peguei um pequeno pedaço da madeira e coloquei em minha boca, no começo sentia um gosto leve, após um tempo estava crocante e logo depois ficou duro como se eu estivesse um uma pequena rocha dentro de minha boca.

- Alice, você tem um gosto extremamente estranho. – Ela me abraçou, sinto uma pontada em minha barriga. Estou traindo Marie¿ Essa pergunta me ocorre a cada passo que dou ao lado de Alice. Ela me deu um beijo na bochecha e sussurrou ‘’me segue’’ e correu para a floresta que havia ao lado de nosso acampamento.

O frio estava impossível de se controlar, minhas bochechas coçavam e meu olho estava irritado. Meus lábios já estavam em um tom arroxeado, tremendo. Meus passos afundavam pela neve que dominava o local, essa seria minha marca, uma prova, a prova que eu e a Alice já fomos alguém, ou que pelo menos acham que são alguém. Uma coisa que nem o tempo poderia apagar, estava em minha memoria.

Alice havia parado na beira de um abismo, um frio ocorreu em minha barriga. As árvores cobriam o local, deixando apenas um feixe para a luz do Sol entrar, no centro havia um lago congelado, o canto dos passarinhos era fraco, mas bonito. Pequenos enfeites de gelo estavam pendurados sobre as árvores.

Estava impressionado com a beleza natural do local, provavelmente deve ter a ajuda de algum Deus...

- Você... Gostou¿ — Alice estava coroando.

- Claro! Está magnifico... Estou sem palavras. – Ela deu um pequeno sorriso e correu para um abraço. Seu corpo estava quente, assim então me aquecendo, sua mão estava enfiada em meu bolso apertando um pequeno fraco que já havia esquecido o sangue de górgona. Ela o puxou para fora.

- O que é isso¿ — Ela apontava para o liquido verde borbulhante, em seu rosto havia preocupação.

- Meu pai me entregou...

- Seu pai... Hades¿

- Sim, conversei com ele algumas horas antes de lhe encontrar.

Alice soltou um suspiro e guardou o frasco de volta em meu bolço, ela se caminhou até o rio congelado e sentou-se. Fui a sua direção e sentei ao seu lado, segurei sua mão e nos aprofundamos em um profundo silêncio.

- Dave, está escutando¿ — O silêncio havia sido quebrado por pequenos ruídos de gelo se rachando, antes que pudesse reagir o lago congelado se rachou e caímos em um longo e profundo escuro.

- Dave, Dave! – Uma voz sem rumo ecoava pelo ar, percebo que é de Alice, caímos em uma caverna, ela era escura e sem vida.

Levanto-me e vou à busca de Alice.

- Dave! – A voz estava mais grave, mas não importava, precisava resgatar Alice. – Dave!

Meu corpo ficou paralisado, a voz vinha de um homem, ele havia mais de três metros e obtiam pelos por todo o corpo, sua pele era esverdeada e ao olhar bem para seu rosto percebia que ele tinha apenas um olho. Era um ciclope.

- Por que todos os filhos de deuses acabam caindo nessa armadilha! – O ciclope bateu a mão na parede derrubando rochas por toda a área, ele socou mais uma vez e uma rocha caiu em cima de mim. – Estúpidos.

Minha mente estava atordoada, o mundo em minha volta estava girando, meus ossos doíam alguns provavelmente vão estar quebrados. Se eu conseguir pegar minha espada... Ou simplesmente avisar Alice. Alice ela ainda está em algum lugar nessa caverna.

- Tolo semideus, sempre invadindo minhas terrar! – O ciclope resmungava – Será que nunca vai aprender com o Ninguém¿ Ele sim era um herói! Pena que morreu. Ele até roubou-me meu velocino! — O ciclope olhava de um lado para o outro, fazia força para enxergar. Polifemo.

- Espera, você é Polifemo! Mas... Percy havia lhe derrotado, não¿.

O ciclope deu uma grande risada.

- Percy Jackson¿ Aquele filhotinho do deus do Mar¿ Me derrotou¿ — Uma gigantesca lagrima saia de seu único olho. – Não! – O ciclope ficou enfurecido ao ouvir esse nome e começou a bater em todos os cantos da caverna, preciso para-lo. – Você deve ser uma cria de Hades, sinto cheiro de podridão. Você e seus irmãos só trazem guerra ao mundo!

Polifemo estava desmoronando a caverna, havia só um meio de impedi-lo. Afirmei minhas mãos na terra e concentrei toda minha força. Sentia a vibração da terra, não sabia oque estava ocorrendo. Meu corpo estava sedento por sangue, minha garganta estava seca, ela queria... Sangue.

Dois esqueletos apareceram ao meu lado levantando as pedras, meu corpo não havia ferimento, estava imune. Alcancei a espada e a saquei. Estava pronto para lutar, corri em direção ao ciclope, estava mais rápido que o normal, meus pés estavam leves e meu peso havia sumido.

Polifemo estava atiçado, corria de um lado ao outro, seus passos eram lentos, não seria difícil ataca-lo. Faço-o um corte em sua cintura, ele não reagiu. Corto-o suas costas, mas mais uma vez ele não reagiu. Seu corpo continuava imune. Ele estava pegando pequenas rochas e tentando acertar-me, fui pela lateral e fiz um corte novamente em sua cintura. Dessa vez um liquido verde escorria por suas pequenas pernas.

Estava cada vez mais difícil de lhe ferir, seu corpo estava arranhado, mas nenhuma reação veio do mesmo. Minha espada é de curto alcance, assim então dificultando cada ataque. Ataco uma e mais duas vezes, mas o máximo que consigo é tirar um pouco do liquido verde que escorre de sua cintura. Finco a espada em sua barriga e ela se parte.

- Filhote de Deus, você não é pareô para um dos maiores ciclopes que já existiu! – O frio incomodava meu rosto, a cada golpe que acertava sentia parte de minha alma sendo expulsa por meu corpo e deixando a fúria comanda-lo.

- Vamos ver. – Seguro o cabo junto com a pequena parte da espada que sobrou e pulo mirando em seu olho, ele da um golpe me jogando ao lado.

Ele dava longas gargalhadas ritmadas, a esse ponto não estava mais sã.

Corro desviando de cada pedregulho que estava no caminho, desvio de dois socos e acerto em sua barriga, o ciclope cai no chão e pulo para o ataque. Acertei duas facadas seguidas em suas costas, o liquido verde estava a sair mias frequentemente, acerto um soco em seu queixo fazendo-o se afastar, quando ia lhe dar o último ataque em seu olho, me distraio com meu próprio reflexo. Meus olhos estavam em um tom avermelhado, minha bochecha havia um profundo corte e escorria sangue por minha testa. Quem sou eu¿.

Polifemo me joga para longe, acertando-me contra a parede. Ele alcançou um grade pedregulho, quando estava a jogar, os sons de duas flechas cortaram o ar e Polifemo cai duro no chão.

Uma garota encapuzada aparece entre as sobras, sua pele era branca e seus cabelos longos e ruivos.

- Marie Twinks se apresentando.

Notas finais
Bem pessoal o/ obrigado a todos que estão acompanhando até agora, espero que gostem e lembrem-se de compartilhar com os amigos e comentar ;)

- Um capítulo a cada três dias