Fleurir
19 Visita
Notas iniciais
Fleurir — Capítulo 19
Visita
"Você está aqui apenas para uma rápida visita. Não se apresse. Não se preocupe. E não se esqueça de sentir o cheiro das flores no caminho".
— Walter Hagen
E eu agora me sentia em casa, mesmo que eu não estivesse onde vivo, se Sesshoumaru e Takeo estivessem comigo, eu estaria bem. E era apenas isso que importava.
XXX
Escutei os passos ao longe, eu sabia que eles viriam até mim quando soubessem de meu retorno, havíamos chegado do Leste durante a noite e as crianças já estavam dormindo, sabia também que Shippou sentiria meu cheiro. Eu já estava acordada, pela rotina que havia desenvolvido, estava lendo um dos pergaminhos que havia pegado no escritório de Sesshoumaru e havia também os pergaminhos que Satori havia me dado, era tanta coisa a se aprender… E agora que eu era parte Daí-Youkai, eu tinha acesso aos escritos proibidos...
A fusuma fora aberta de uma vez atraindo novamente minha atenção para eles, as duas crianças entraram por ela, Shippou mais a frente de Rin. Eles correram até o futton onde eu estava e pularam no meu colo. — Eu também estava com saudades, meus amores — eu disse os envolvendo em meus braços, sentindo o aroma deles pela primeira vez, com certeza eu gravaria aquele cheiro.
— Você está... Diferente… — Rin comentou enquanto me analisava, e eu deixei que ela o fizesse abertamente — O que aconteceu?
— Além da aparência, seu cheiro também mudou… — Shippou comentou me olhando analiticamente — Está mais forte e o cheiro do Sesshoumaru mais presente.
— Ele me marcou, Shippou — eu o expliquei, vendo sua face mudar para compreensão — e com isso, algumas coisas aconteceram e eu acabei mudando…
— Mudando? — perguntaram juntos e eu sorri.
— Agora eu sou uma youkai… — as crianças a minha frente fizeram uma expressão chocada e eu sorri de novo, eram tão espontâneas — e uma sacerdotisa.
— Mas… como? — Rin se ajeitou sobre as pernas, me olhando de forma pensativa — Uma sacerdotisa é pura, e um Youkai maligno...
— É confuso, eu sei — eu disse acariciando os fios laranja de Shippou que estava deitado em meu colo e fitando a garota a minha frente — Mas basicamente, isso só seria possível se Sesshoumaru me amasse verdadeiramente...
— E você ainda duvidava disso? — Shippou se sentou, fazendo com que eu parasse o meu carinho e o olhasse — Você nunca o viu te olhando, não é?
— É algo bonito de se ver… — Rin comentou assentindo, como se concordasse com Shippou e eu senti minhas bochechas arderem, o que arrancou risos das crianças.
— Pois bem, vamos para cozinha nos alimentar... — comentei fazendo ambas as crianças se levantarem, sorrindo eles fizeram o que eu pedi, seguindo para a cozinha.
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1 mês depois.
— Querido? — chamei-o quando abri a porta do escritório após bater, os âmbares se voltaram para mim e ele deu um mínimo sorriso — Com licença — eu entrei no cômodo fechando a porta novamente. Aproximei-me dele rapidamente, parando ao seu lado.
— Vai agora? — ele perguntou quando me fez sentar em seu colo, envolvendo minha cintura, como sempre o envolvi pelos ombros — Não está muito cedo?
— Não acho… — respondi o olhando nos olhos e ele me deu uma leve mordiscada no queixo — As crianças irão comigo e de lá irei passar no vilarejo, dar notícias…
— Quer que esse Sesshoumaru lhe acompanhe? — se afastou para me observar melhor e eu neguei com a cabeça.
— Não será necessário, — levantei-me do colo dele — Irei levar Arurun e não irei desarmada — eu o beijei antes de me voltar para a porta — Voltaremos em segurança, te amo — e saí em direção a sala de reuniões onde as crianças me aguardavam com minha espada e aljava.
— Já vamos mamãe? — Rin perguntou quando me viu e eu assenti, eles me seguiram para fora e Arurun já estava nos aguardando. — Vamos passar o dia fora? — a pergunta dela fora feita depois de montar em Arurun, Shippou também subiu e eu iria correndo.
— Ainda não sei, mas pretendo passar no vilarejo para dar notícias nossas e falar sobre mim... — comecei a andar e Arurun também — Como eu já queria ter aprendido a voar igual a Sesshoumaru...
— E porque não aprendeu? — Shippou perguntou-me curioso e eu dei de ombros.
— Sesshoumaru foi me buscar antes da hora e disse que ele mesmo me ensinaria… — suspirei cansada, essa rotina louca dele as vezes não o deixava folga — Mas nunca tem tempo...
— Ele vai arranjar — Rin disse sabiamente, balançando a cabeça e eu revirei os olhos, essa fé cega dela — Você vai ver.
Acabei assentindo e começava a aumentar a velocidade, assim como o youkai ao meu lado. Seria uma longa caminhada, mas valeria a pena.
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Agora faltava pouco para chegarmos e eu estava levemente ansiosa, como seria a reação deles? Observei as crianças conversando ao meu lado e senti meu coração quente, eu os amava no fim, como se fossem meus.
Meu relacionamento com Sesshoumaru ia cada vez melhor, as coisas estavam finalmente nos eixos e eu só tinha a agradecer, sentia falta de minha família, mas eu havia feito uma escolha e precisava aceitar, pelo menos acabei encontrando o verdadeiro amor da minha existência. Sesshoumaru ainda era um poço de frieza, mas aos poucos ele me deixava penetrar a carapaça dele e já se permitia alguns sorrisos e outras reações mais espontâneas em minha presença. A minha mudança acabou criando reações diversas no castelo.
Como a simples sacerdotisa e humana, havia se tornado uma Daí-Youkai diferente...? Era essa a questão maior, e nada daquilo me importava verdadeiramente, minha aparência havia se tornado em maior parte Daí-Youkai exceto pelos cabelos e olhos, mas ainda assim deixando claro a 'descendência' Daí. E eu me sentia bem com essa aparência e mais, me sentia bonita.
— Kagome? — eu saí de meus devaneios olhando para Rin — Onde estamos?
— Já chegamos querida — eu disse parando na entrada da tribo, alguns lobos já me recepcionavam de forma hostil. Eu os olhei de forma mais imponente que pude, fazendo com que eles recusassem, o cheiro dos lobos era realmente algo desagradável, agora entendia a história do lobo fedido.
— Quem ousa invadir minhas terras? — a voz grossa de Kouga se fez presente e eu senti uma nostalgia me atingir. Ele me analisou brevemente, franzindo o cenho e olhando para as crianças atrás de mim, talvez as reconhecendo.
— Oi Kouga — eu disse lhe dirigindo um sorriso, porém estava em alerta, agora eu vivia em alerta — sou eu, a Kagome — quando disse meu nome a face dele mudou para uma confusa — Vim rever meu velho amigo.
— Mas, como? — ele perguntou se aproximando de mim e cheirando o ar — É o seu cheiro, mas existem outros…
— Um é o de Sesshoumaru, meu esposo — a expressão chocada dele foi engraçada e eu acabei rindo, as pessoas nunca acreditavam que Sesshoumaru estava com alguém — o outro de minha cria.
— Uou, Sesshoumaru? E o cara de cachorro? — perguntou-me confuso — Você não havia ido embora, voltado de onde havia vindo?
— É uma longa história…
— Venham, vamos para minha caverna, conversaremos melhor — seguimos Kouga por um caminho que eu já conhecia, lembranças inundaram minha mente — Ayame, temos visita.
A youkai lobo estava com uma criança no colo e quando nos viu fez a mesma expressão que Kouga. Novamente me apresentei e nos acomodamos na caverna, as crianças foram brincar enquanto ficamos conversando. Contei tudo a eles, desde o momento de meu retorno há 4 anos, até o dia de hoje. Kouga não sabia que Inu-Yasha havia se casado com uma humana e ficou bem irritado com o papo dele não ter me esperado, mas eu não me importava mais com aquilo.
— Graças a isso acabei encontrando o amor de verdade — comentei com ele, enquanto observava as crianças brincando com o pequeno Takahiko, seria assim quando eu tivesse meu filhote?
— Sesshoumaru... Quem diria. — Kouga comentou e eu assenti — Faz tempo que não o vejo, como andam as coisas no Oeste?
— Tudo em ordem, temos cuidado de tudo — disse pensando que agora aquelas terras também eram minhas — e sobre Sesshoumaru, se me dissessem isso na época de Naraku, eu mandaria a pessoa se internar, mesmo que aqui não tenha hospício.
— O que?
— Esqueça, é uma coisa de minha era — acabei sorrindo, as coisas eram tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais, minha amizade com Kouga era uma dessas coisas iguais. — Eu preciso ir, vou passar no vilarejo, ver os outros.
— Venha nos ver mais vezes — Ayame comentou cordial e eu assenti.
— Mande lembranças ao cara de cachorro — Kouga comentou enquanto nos encaminhávamos para a entrada da tribo — Apesar de que ele vai sentir meu cheiro...
— Não só o seu — eu sorri acariciando meu ventre ainda pequeno, eu devia estar com um mês de gestação…
— Tchau Ka — Kouga me abraçou e eu retribuí. Eu gostava dele de verdade, um bom amigo.
— Vamos ver a Vovó Kaede agora? — Rin perguntou quando subiu em Arurun e eu assenti. Sabia que ia enfrentar Inu-Yasha no fim… e eu estava pronta.
—-
— Arurun, vamos mais rápido? — Rin perguntou impaciente e eu apenas revirei os olhos, as crianças estavam eufóricas em poder rever os filhos de Sango, as gêmeas já beiravam o sete anos e o bebê não era mais um bebê, e sim uma criança de quatro anos.
— Já estamos chegando Rin — Shippou comentou ficando em pé nas costas do youkai, o vilarejo já estava a nossa frente.
Eu quis fazer o caminho por trás, ou seja, eu veria Sango primeiro. Sabia que Inu-Yasha iria tirar as conclusões dele, como sempre, e eu não me importava. Ele havia seguido com a vida dele, e eu fiz o mesmo com a minha. A cabana entrou em nosso campo de visão e as crianças brincavam em frente a ela, com a supervisão da mãe. Sango levantou o olhar quando percebeu que nos aproximávamos.
— Crianças — ela cumprimentou a Rin e a Shippou quando os viu, me fitando de forma curiosa. Eu deixei que ela o fizesse, ela se levantou e parou à minha frente — Kagome? — ela perguntou incerta e eu assenti. Os olhos chocolates se arregalaram em surpresa e ela logo veio me bombardear de perguntas.
Contei a ela sobre tudo, a marcação, o treinamento no Leste, minha gestação, a superproteção de Sesshoumaru e outras coisas, Sango pareceu verdadeiramente feliz em saber que eu estava enfim feliz e eu também estava. Ela me colocou a par das coisas do vilarejo e comentou como estava a vida de casada e mãe.
— Você veio apenas com as crianças?
— Eu fui visitar Kouga primeiro, não o vi desde que retornei — comentei enquanto comia mais um pedaço do bolo que ela havia feito — Ele não sabia de meu retorno também…
— Ele quase nunca aparece aqui — A exterminadora disse enquanto se levantava, talvez para começar a preparar o jantar — Acho que nem sabe de Inu-Yasha.
— Agora sabe — disse por fim, fazendo com que ela assentisse em entendimento — Bom, irei ver a Vovó e depois irei embora, antes que Sesshoumaru venha me buscar.
— Youkais são extremamente possessivos com sua fêmea e cria, então cuidado com esses cheiros em você — Sango me olhou preocupada e eu assenti.
— Pode deixar, mas ele confia no taco dele — comentei arrancando risos da outra.
— Certo.
Despedi-me dela e segui para a cabana de Kaede, eu sentia o cheiro de Inu-Yasha de forma mais intensa, agora que era uma Youkai, porém aquilo fez com que eu me sentisse enjoada, e o youki de meu bebê mudar, acho que ele também não gosta do tio. Rin e Shippou vieram comigo, e entraram na cabana primeiro.
— Vovó!
— Crianças! — escutei a voz da senhora os saudando e a movimentação deles, talvez ela os abraçasse.
— Kagome também veio? — a voz de Inu-Yasha flutuou até mim e eu parei de caminhar. Eu estava há três metros da porta, usava meu kimono favorito, o que era igual ao de Sesshoumaru. A movimentação atraiu minha atenção quando percebi que ele vinha para fora — Há um youkai se aproximando!
O hanyou saiu da cabana e me fitou com hostilidade, eu sabia que seria assim, sabia que ele não me reconheceria. Eu continuei parada apenas o observando, os dourados me analisavam e a expressão confusa tomou conta de sua face, porém assim mesmo ele desembainhou a espada.
— Vá embora youkai! — ele me apontou a espada e eu apenas revirei os olhos — Não há nada para você aqui.
— Pare com isso Inu-Yasha — disse levemente irritada, eu não estava com vontade de brigar — Me deixe passar.
— Como sabe meu nome, maldita!? — ele deu dois passos na minha direção e eu entrei em alerta, o cheiro do vento mudou quando percebi a intenção dele usar a Ferida do Vento, revirei os olhos e quando ele atacou, deixei que minha energia espiritual me envolvesse numa barreira, o ataque sendo desviado por ela — Mas… o que?
— Eu mandei parar com isso! — deixei minha barreira se expandir e queimá-lo levemente, os dourados me encaravam surpresos e a expressão de raiva tomou sua face — Eu irei ver a Kaede e meus filhos estão aí dentro.
Kaede saiu pela porta, sendo seguido por Rin e Shippou. A senhora me olhou e negou com a cabeça, se voltando para Inu-Yasha — Porque ataca a menina Kagome?
A expressão chocada de Inu-Yasha para mim foi engraçada, mas eu não demonstrei, apenas continuei a encará-lo em desafio, ele embainhou a espada novamente e me analisou — O cheiro parece com o dela, mas existem outros... Sesshoumaru…
— Kouga também — comentei quando percebi que ele não me atacaria — ele lhe manda recordações.
— Mas… como? — agora ele me fitava que nem um idiota.
— Eu sou esposa de Sesshoumaru, senhora do oeste agora e uma youkai-sacerdotisa — eu os expliquei brevemente a situação e quando percebi que poderia entrar, expliquei detalhadamente a mudança. Não entrei em tantos detalhes como quando contei a Sango, apenas citei a profecia que fez com que a mudança se tornasse real...
— Então sua energia maligna não afeta a sua espiritual e vice-versa? — Kaede perguntou curiosa e levemente embasbacada.
— Nem a mim, nem ao meu bebê — eu comentei enquanto acariciava o meu ventre.
— Você está grávida? — a pergunta veio de Inu-Yasha e eu apenas assenti, ele se levantou e saiu da cabana irritado, Natsumi apenas o olhou partir e depois me olhou magoada, eu reconheci o sentimento... Passei tantas vezes por isso com Kikyou, era um sentimento de troca e de não valer nada.
— Apenas ignore, ele vai voltar — Kaede comentou quando viu Natsumi se levantar e se despedir, alegando ir dormir. Seguiu para o quarto deles, extensão que Kaede fez quando eles se casaram.
— Vou conversar com ele — levantei-me e Kaede assentiu — Eu já volto crianças.
O cheiro de Inu-Yasha era facilmente identificável, ainda mais que eu já conhecia o cheiro de quando eu era apenas uma humana. Ele havia seguido para a Árvore Sagrada, eu segui até ele, o mesmo estava sentado no topo, com Tessaiga entre as pernas, por um momento senti a nostalgia me atingir.
— O que você quer, Kagome? — ele perguntou grosseiro e eu revirei os olhos. Ele nunca mudaria.
— Sua esposa está chateada — eu disse me acomodando, usando a árvore como apoio quando me sentei — Não devia agir dessa forma.
— Keh, eu ajo como quiser, não vai ser nem você, nem ela que me dirá o que fazer — eu sabia que ele estava com raiva e chateado, mas a vida seguiu.
— Devia cuidar melhor de sua esposa — balancei a cabeça em discordância e fiquei o observando o céu, a noite sempre me fascinaria nesse lugar — Nossas vidas seguiram, esqueceu-se…?
— Eu te disse que me arrependi no fim.
— E eu te disse que os sentimentos mudavam — rebati no mesmo instante. — Eu amo Sesshoumaru, me casei com ele e agora teremos nosso filho, fruto desse amor e não adianta mais você chorar as pitangas Inu-Yasha, você quem deu o primeiro passo para o nosso fim e no fundo eu só tenho a te agradecer.
— Eu sei — a voz dele veio de mais perto agora, ele havia descido da árvore — Eu apenas não aceito a ideia de que eu não lhe aguardei quando deveria e que no desespero acabei me apaixonando por Natsumi… — ele apareceu ao meu lado, a expressão triste — Eu não quero perde-la, mas não queria te perder também.
— Não se pode perder algo que nunca teve — comentei sem olha-lo, mas sabia que ele absorvia minhas palavras — Eu estou feliz com Sesshoumaru, deveria ficar feliz por mim, assim como fiquei feliz por você ter realmente encontrado alguém, que você amasse de verdade e não apenas porque essa pessoa era a reencarnação de seu primeiro amor.
— Sabe que eu realmente gostava de você — comentou olhando para o outro lado, acho que não conseguia me encarar.
— Mas não me amava — levantei-me e parei de frente a ele, os dourados se voltaram para mim, ele estava triste — Você continua sendo meu amigo, Inu, nada vai mudar isso — eu o envolvi num abraço e ele retribuiu — Por isso, pare de ferir Natsumi, ela não o merece.
— Bah, como você é chata — o senti sorrindo e logo ele se afastava — Seu cheiro continua bom, mas com esse cheiro do bastardo, não dá pra suportar — os dourados me analisaram abertamente e eu não o repreendi — Você continua aí, mas ao mesmo tempo não. Os olhos, o cabelo, o sorriso...
— Ainda continuo sendo eu — comentei o dirigindo um sorriso, ao longe eu senti o cheiro de Sesshoumaru se aproximar, é claro que ele viria — Apenas mais durável…
Eu comecei a caminhar, e Inu-Yasha me acompanhou, ele devia estar sentindo o cheiro de Sesshoumaru também, chegamos a cabana e nós colocamos a esperar, logo Sesshoumaru descia a nossa frente.
— Querido! — o cumprimentei, o envolvendo num abraço — Não precisava ter vindo.
— Esse Sesshoumaru estava preocupado — eu assenti para ele, ciente de que ele estava realmente preocupado e também que ele sentia os cheiros em mim.
— Já vamos então, — comentei me virando para Inu-Yasha que aguardava um pouco mais distante — Pode chamar as crianças para mim? — ele assentiu e entrou na cabana — Eu estava conversando com ele.
— Esse Sesshoumaru percebeu — provavelmente pelo cheiro dele em mim, eu sabia.
— Ele ainda não aceita muito bem nosso relacionamento e eu estava esclarecendo umas coisas a ele — olhei para a porta da cabana, de onde as duas crianças vinham — Explicando também como ele deve tratar a esposa dele…
— Entendo — Sesshoumaru passou a mão por minhas costas e se aproximou — Também viu o príncipe lobo.
— Sim, eu conheci o filho dele — Sesshoumaru assentiu, e eu sabia que ele acreditava em mim, afinal porque eu mentiria? — ele não sabia de meu retorno.
— Já vai menina Kagome? — Kaede perguntou quando estava mais próxima e eu assenti — Venha me ver mais vezes, não sou mais uma adolescente.
— Pode deixar — fui até ela e a abracei, me despedindo dela. Eu gostava muito de Kaede, quase como se ela fosse mesmo minha avó.
— Tchau crianças e senhor Sesshoumaru. — Kaede despediu-se.
As crianças se despediram dela também e Sesshoumaru apenas meneou a cabeça, montamos em Arurun e com Sesshoumaru ao nosso lado voltamos para a nossa casa.
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