Fleurir

14 Solicitada


Notas iniciais
Yo baby's como vocês estão? Espero que todos maravilhosamente bem. Pois bem, eu vim com mais um capítulo para vocês. Esse capítulo tem um gatilho, mas não se preocupe, não será nada demais, estou apenas avisando pára não se assustarem depois. Sem mais delongas, Boa leitura :)

Fleurir — Capítulo 14

Solicitada

"Um erro, pode até, ter uma solicitada explicação; jamais, uma bem-quista justificação".

— Kabral Araujo.

Eles se retiraram junto de Sesshoumaru. Eu fiquei os observando partir, porém só naquele instante eu parei pra pensar nas palavras de Maruim… "Sesshoumaru tem sorte em tê-la". Minhas bochechas se avermelharam, o que isso quer dizer?

XXX

A frase de Maruim continuou ressoando em minha mente, mesmo depois de eu ter voltado a minha função anterior. Eu não estava mais com o cheiro de Sesshoumaru em meu corpo... Será que ele estava com o meu? Não, ele não iria deixar algo assim a mostra… iria? Meu cheiro estava nele? Senti meu rosto esquentar, mas que merda.

Coloquei a última flecha na aljava. Vinte e quatro flechas, e havia deixado mais quinze previamente produzidas. Eu ainda ficaria mais dois dias no castelo, e depois partiria para o templo novamente. Os pássaros cantavam lindamente na floresta, eu precisava pegar alguns pergaminhos para estudar um pouco, com este pensamento segui para o escritório de Sesshoumaru.

Ajeitei meu kimono e prendi meu cabelo com a fita, o castelo estava mais silencioso agora, talvez por que as coisas estivessem voltando a rotina já que os convidados haviam partido. Virei a direita no corredor, seguindo para o escritório, bati levemente na porta antes de abrir. Sesshoumaru estava ali, como imaginei, mas não estava sozinho. Sentado a frente dele estava um homem, cabelos negros e pele pálida, muito bem vestido, ele se virou e o reconheci no mesmo instante, Ritsu.

— Volto outra hora — eu disse fazendo menção em fechar a porta quando Ritsu a segurou.

— Era você mesmo quem eu estava procurando — os olhos verdes me fitaram por um segundo e ele me dirigiu um sorriso — Entre, por favor.

Ele me deu passagem e eu entrei no cômodo, Sesshoumaru estava impassível em seu lugar, os dourados pousaram em mim um segundo antes de se voltarem a Ritsu. O moreno se dirigiu ao local em que estava anteriormente e eu me aproximei, ficando em pé ao lado da mesa.

— Sente-se — ele disse e eu neguei com a cabeça — Bem, como estava dizendo — ele olhou para Sesshoumaru novamente — meu mestre requisita novamente a senhorita Kagome para purificar o castelo.

— Porque não foi até o templo? — eu perguntei cruzando os braços na altura dos seios. Os verdes analisaram meu movimento, mas nada disse — Requerimentos devem ser feito ao sacerdote.

— Sabia onde te achar — ele disse dando de ombros — era mais próximo.

Eu o olhei e algo em Sesshoumaru me deixou claro que Ritsu mentia. Eu o analisei, ele parecia ser um bom rapaz mas que recebia ordens como ninguém. Se era assim, descruzei os braços e fiz um gesto com a mão, fazendo uma pulseira azul-bebê aparecer em meu pulso. Três minutos depois Takeo entrava pela porta do escritório.

— Qual a emergência? — ele analisou o ambiente da sala e seus olhos pousaram em Ritsu, ele franziu o cenho — Ritsu?

Sesshoumaru e Ritsu olharam para Takeo. Ritsu estava surpreso em vê-lo, Sesshoumaru continuou impassível. Os olhos de Takeo cruzaram com os de Sesshoumaru e Takeo deu um sorriso, ele tinha captado algo.

— Como veio tão rápido? — Ritsu perguntou um pouco alarmado.

— Kagome me chamou — ele se aproximou de mim e levantou nossos braços, as pulseiras em nossos pulsos — É a minha marca de protetor, serve para que ela não morra.

— Ritsu disse que há um requerimento de purificação — eu disse me aproximando da mesa, o olhando — Sabia onde me achar e que era mais rápido — eu me virei para Takeo — podemos ir?

— Takeo também vai? — Ritsu se voltou para ele, estava levemente desconfortável.

— Kagome ainda está em treinamento — Takeo cruzou os braços e o olhou sério — Para um trabalho assim, ainda necessita de supervisão.

— Se já resolveram — Sesshoumaru disse puxando um dos vários pergaminhos para ele — estou ocupado.

Ritsu e Takeo seguiram em direção a porta e quando eu fiz menção de seguir também, Sesshoumaru segurou meu braço. Takeo olhou para nós e revirou os olhos — Vamos! — ele empurrou Ritsu quando ele fez menção de se virar também e fechou a porta. Eu me virei para Sesshoumaru em dúvida.

— O que foi? — ele parecia mais sério do que de costume. Os âmbares pareciam duas pedras ao me encararem.

— É necessário que vá? — ele parecia contrariado ao me perguntar aquilo. Eu não sabia muito sobre sentimentos de youkais, mas sabia que para Sesshoumaru aquela pergunta mexia em seu orgulho.

— É o meu dever no fim — eu o olhei, ele estava parecendo rígido na cadeira, me aproximei dele e ele abriu os braços, permitindo que me sentasse em seu colo — Takeo irá comigo — eu disse para tranquilizá-lo, mas ele não parecia ter ficado tranquilo com essa informação — O problema não é esse, não é?

A mão dele subiu por minhas costas, numa carícia ritmada — Estarei aguardando o seu retorno — ele me deu um selinho.

— Prometo não demorar — eu o abracei e o beijei novamente — Ainda preciso me redimir por ontem, afinal eu deixei a raiva falar mais alto — eu me levantei do colo dele e segui em direção a porta.

— Esse Sesshoumaru não se importa — os âmbares pareceram desejosos por um instante — Sua raiva deixa tudo mais apreciável.

Senti meu rosto quente e apenas acenei um tchau, saindo do escritório. Takeo e Ritsu estavam ali, me aguardando, fui ao meu quarto e me troquei rapidinho. Takeo e Ritsu me aguardavam na entrada do castelo.

— Podemos ir? — Ritsu perguntou dando um sorriso hospitaleiro, Takeo e eu assentimos. Passamos a caminhar para o castelo do Senhor Feudal.

—-

Como antes, o castelo parecia apenas gasto de dinheiro a toa. Não parecia ter energia maligna nenhuma para que houvesse uma purificação, pelo menos eu não sentia nenhuma. Ritsu passou pelo portão e o seguimos, novamente nos encaminhamos para o escritório dele, Ritsu parecia um pouco nervoso.

— Aguardem aqui — ele disse entrando no cômodo, onde sabíamos ser o escritório.

Takeo e eu nos aproximamos da parede, ficando ali. Eu estava ansiosa e não sabia o porque.

— Não sinto energia nenhuma para ser purificada — eu sussurrei para ele que me assentiu, eu passei os olhos pelo corredor voltando na direção dele de novo — Ritsu parecia bem incomodado.

— Ele cheirava a mentira — Takeo comentou baixinho aproximando a cabeça da minha — Porque acha que Sesshoumaru ficou incomodado? — os chocolates me analisaram um instante e ele se aproximou mais — A propósito, seu cheiro estava nele todinho, assim como o cheiro de sexo... — senti minhas bochechas quentes e desviei o rosto. Era assim que Maruim sabia. — Acho que ele está querendo mostrar a todos que você tem dono.

— Não sou um cachorro para ter dono — eu sussurrei irritada, mas entendia os costumes daquele período — Mas fico feliz que ele esteja mostrando da maneira dele que me quer.

— Ele já mostra mais do que pensa, Kagome — Takeo se afastou e assumiu a pose séria, assim como eu, que arrumei o arco e a aljava. A porta fora aberta e por ela passaram Ritsu e Kurama.

Kurama estava muito bem vestido, se fosse em meu tempo diria que eram roupas de alta grife, o kimono azul escuro com detalhe em dourado com uma hakama preta, os fios acobreados soltos até a metade das costas. Ele era muito bonito, mas não me agradava, talvez se houvesse o conhecido de outra maneira... Kurama nos olhou levemente confuso e depois sorriu, mas não era um sorriso hospitaleiro, era um sorriso de escárnio.

— Temos um pequeno equívoco aqui — ele disse batendo as mãos e nos olhando, depois se voltando para Ritsu — eu pedi para que Ritsu a convidasse para um jantar.

— Ela recusaria — ele disse mais atrás, com a cabeça baixa e eu assenti. Não tinha tempo para essas comodidades — Então pensei em algo que a trouxesse.

— Se for apenas isso, — Takeo disse os olhando, se desencostando da parede — já vamos, Kagome não está em tempo pra isso.

— Certo, deixe apenas que ela me purifique e me abençoe, como da outra vez — ele dirigiu um sorriso afetado na direção de Takeo, e ele fechou a feição — Eu senti que as coisas melhoraram depois que ela o fez para mim.

Eu sabia que não podia recusar algo assim, e Takeo também. Era nossa função abençoar e purificar as pessoas quando elas julgassem necessário, benzê-las. Mesmo que parecesse que não necessitassem. Eu troquei olhares com Takeo, ele não parecia muito contente, mas eu o tranquilizei com o olhar e assenti levemente.

— Estarei a aguardando aqui — ele se apoiou na parede novamente e cruzou os braços, Ritsu também se afastou da porta e ficou aguardando enquanto entrávamos no cômodo.

O cômodo parecia um pouco diferente de antes, mas nada que me importasse. Havia um tatame e um futton no centro, ele se encaminhou para ele e se sentou. Eu coloquei o arco e a aljava em cima da mesa e me aproximei, ele ergueu as mãos no colo e fechou os olhos, como se meditasse, eu parei de frente a ele e coloquei as mãos sobre os ombros dele, me concentrando em purificá-lo.

Eu estava concentrada nisso, entoando os cânticos mentalmente e o abençoando até que senti as mãos dele em meu quadril, abri os olhos assustada e ele me fez cair no chão, fazendo com que eu batesse a cabeça levemente no chão, ele me surpreendeu subindo em cima de mim, prendendo meus braços com suas pernas e sentando sobre minha barriga. Eu tentei reclamar, mas sua mão tampou minha boca.

— Como pode ser tão bela? — ele se abaixou na direção do meu rosto e cheirou meu pescoço, seu quadril ficando próximo do meu — Um desperdício alguém tão bela, ser sacerdotisa.

A mão dele subiu pelas minhas costelas e apalpou meu seio direito, ele seguiu na abertura da minha yukata e tentou invadir minha roupa quando eu forcei minhas pernas e braços, lutando contra ele. Seu corpo me prendia forte ao chão e estava me machucando, mas mesmo assim eu continuava a me debater. Ele estava tentando me estuprar, tinha certeza disso, eu tentei morder a mão dele, mas foi uma tentativa em vão, minha boca estava muito bem tampada. Eu continuei me debatendo, o medo me dominando aos poucos, chegando em seu abraço sufocante. Ele lutava comigo também, tentando me prender ainda mais, e inutilmente tentei usar minha energia espiritual nele, esquecendo-me que ela só funciona contra energia maligna.

A porta fora aberta num rompante, senti as mãos dele se afastando e logo o corpo dele não estava mais sobre mim, senti a pressão se desfazer instantaneamente, eu levantei meu dorso parcialmente ainda assustada, Kurama havia sido arremessado pelas portas da varanda. Takeo estava possesso de raiva, seus olhos vermelhos sangue, os fios azuis espetados. Takeo mostrava o seu lado youkai, o lado sem controle. Ele ia continuar a avançar contra Kurama, mas agarrei a calça dele desesperada, chorando.

— Vamos embora, por favor! — eu só queria sair dali, só queria ir embora. Takeo me olhou melhor e se abaixou ao meu lado, ele deve ter visto algo que o fez mudar de ideia. Ele ajeitou a parte de cima de minha yukata e eu tinha vergonha de olhar para ele.

Senti quando ele me pegou no colo e eu o abracei forte, como um filho quando vê sua mãe, com o rosto escondido no peito dele, avistei Ritsu nos olhando assustado, ele parecia tão surpreso pelo o que havia acontecido, vi quando ele se encaminhou na direção do senhor dele. Takeo pegou minhas coisas em cima da mesa e saiu porta a fora. Eu só sabia chorar baixinho, estava assustada e com muito medo. Eu sentia o vento contra minha face, enquanto Takeo corria, em menos de dez minutos estávamos entrando no castelo, tinha até medo do que minha aparência passava para as pessoas, Takeo ainda me levava no colo e seguiu para o meu quarto, no caminho cruzamos com Jaken. Ótimo.

Ele abriu a porta sem cerimônia e entrou, eu ainda estava agarrada a ele, com medo de soltar e algo me acontecesse. Takeo se sentou comigo entre as pernas ao lado da porta que ele havia acabado de fechar e me acariciou nas costas, eu ainda sentia a energia maligna dele me afetando e os olhos vermelho sangue ainda me fitavam — Está tudo bem agora — ele disse tentando me tranquilizar, naquela voz mudada, eu não sentia medo dele, mas ainda estava assustada, aterrorizada... — Nada vai te acontecer agora…

Eu funguei de novo, chorando ainda mais. Escutei a porta sendo aberta e eu levantei o olhar para ele. Sesshoumaru estava ali, a face preocupada, ele nos olhou e depois franziu o nariz mudando a expressão para uma possessa, ele ia sair de novo quando eu estiquei minha mão, inutilmente, para pará-lo, mas ele não estava ao meu alcance, porém Takeo o fez por mim, segurando a calça dele, como eu tinha intenção.

— Não... — eu choraminguei e os âmbares raivosos se voltaram para mim. Eu estiquei minha mão novamente o puxando para mim pela calça, e ele veio — Fica comigo... — eu disse num fio de voz, já que só sabia chorar e ainda estava assustada.

Soltei de Takeo e Sesshoumaru se aproximou se sentando onde ele estava anteriormente, eu me colei a ele, o agarrando. O cheiro de Sesshoumaru me acalmou, enfiei minha cabeça em seu pescoço e ele envolveu meu corpo, afagando levemente minhas costas.

— Me diga que o matou — ele comentou com Takeo, que estava abaixado a nossa frente, me olhando. Os olhos avermelhados se voltaram para Sesshoumaru. Takeo ainda estava muito irritado, e eu não sabia como me sentir.

Quando entrei no cômodo, depois de perceber uma oscilação estranha na energia dela — ele afagou meu cabelo, como se eu fosse uma criança — e o vi em cima dela — a energia de Sesshoumaru me deu um forte choque e eu me encolhi —eu o arremessei pelas portas da varanda, mas não deve ter machucado muito, Kagome não permitiu que eu o matasse.

Ele me olhou novamente e deu de ombros — Por favor, não faça nada Keo — eu sussurrei em um fio de voz, o olhando chorosa — Não quero que você se manche por tão pouco.

Eu não farei nada querida — ele disse me dirigindo um sorriso e depois olhando para Sesshoumaru, sua voz saiu normal de novo — você poderia ao menos trocar de roupa, esse cheiro não ajudará a acalmar Sesshoumaru...

E era verdade, eu o sentia tenso sob meu corpo. Eu me afastei dele, de forma desajeitada e comecei a desamarrar minha roupa, Takeo se virou de costas para mim se sentando no chão, peguei uma yukata qualquer e pensei um pouco. Eu queria tomar um banho, tirar aquela sensação ruim do meu corpo.

— Vou tomar um banho — eu disse seguindo para o banheiro, deixando os dois youkais ali, não demorei mais do que dez minutos e quando voltei apenas Sesshoumaru me aguardava.

— Takeo precisou ir embora — ele disse quando eu retornei ao meu quarto, estava um pouco mais tranquila — Se sente melhor?

— Sim — eu disse me aproximando dele. Eu ainda estava emocionalmente abalada — Takeo me disse que você estava com meu cheiro em seu corpo... — eu o olhei sem graça, era melhor comentar sobre outro assunto.

— Você não estava com o cheiro desse Sesshoumaru — ele me olhou e eu dei de ombros — Você é minha, Kagome — os âmbares me olharam intensos — E não aceito que outro a toque.

— Não foi culpa minha — eu baixei o olhar envergonhada, sentindo as lágrimas se aproximando novamente. Sesshoumaru se aproximou e me envolveu, fazendo com que eu sentasse em seu colo, eu me aconcheguei a ele — Você me desculpa?

— Não há nada a ser desculpado — ele afagou meu cabelo e me deu um beijo na testa. Eu me sentia cansada e esgotada, e assim, com o carinho de Sesshoumaru me encaminhei para o mundo dos sonhos.

—-

A noite avançava, já estava escuro a algum tempo. O vilarejo estava silencioso, afinal, ele havia decretado um toque de recolher, odiava que aqueles imprestáveis lhe atrapalhasse descansar. Seu corpo ainda estava dolorido pela queda através da porta da varanda e ainda mancava um pouco. Talvez quando acordasse pela manhã já não sentisse mais nada.

Se espreguiçou e sentiu uma fisgada na lateral do corpo, não se arrependia do que havia feito, se aquele youkai não houvesse vindo junto, teria dado fim ao que começará e ela seria sua, por bem ou por mal. Olhou para o futton no meio da sala, ainda tinha o cheiro dela, sua ereção ficou incomoda dentro da calça tamanho era seu desejo por ela. Não haveria mal se tocar em seu escritório, quantas vezes já não havia feito isso?

Afrouxou a calça e colocou o membro para fora, pensava nela, no corpo dela, do pouco que havia conseguido tocar. Lá fora apenas os sons da mata eram audíveis, todos já dormiam, era meia noite. As portas da varanda haviam sido trocadas por novas, porém ainda estavam sem tranca, mas quem se daria ao trabalho de invadir a casa do Senhor Feudal?

Do lado de fora, em meio a floresta estava ele. Sua raiva crescia cada vez mais, ainda mais com o cheiro que empestiava o local. Os guardas estavam cochilando, não havia ninguém fazendo ronda. Desceu majestosamente da árvore em qual estava, sem fazer o menor ruído. Se aproximou da porta e a abriu, elas deslizaram sem fazer barulho algum era uma noite sem lua, a escuridão escondia a tudo e a todos. O avistou em sua cadeira, se tocando de forma nojenta ao ver dele, ainda mais que o cheiro dela ainda estava espalhado pelo cômodo e pelas roupas dele.

A raiva o atingiu duplamente, ainda mais que ele sabia quem era o motivo para ele estar se tocando, suas garras pingaram veneno, ele tinha uma vontade imensa de retalha-lo apenas por ter tocado em que o pertencia, maculando o cheiro dela e a deixando desesperada. Imperdoável, sua fera interior rugia querendo ela mesma acabar com aquele bastardo. O homem não percebeu que o perigo lhe rondava, estava tão entretido em sua punheta que não percebeu que ele se aproximava por trás.

Sua mão subia e descia em seu membro, os olhos fechados e ele gemia levemente, sua mente fantasiando várias formas que ele poderia tê-la comido, dando um prazer nunca visto por ela. O cheiro dele enojou o outro, a raiva o dominando cada vez mais, ele parou atrás da cadeira quando o outro gemeu mais alto e a porra dele jorrou no chão. Seu prazer ainda estava circulando por seu corpo, quando seus olhos se arregalaram de surpresa ao sentir aquela dor inexplicável.

Olhou para baixo e uma mão havia sido atravessada por seu corpo, seu coração ainda pulsante. Os olhos giraram nas órbitas e as mãos que tentavam chegar ao coração caíram inertes ao lado do corpo. Seu coração ainda pulsou duas vezes antes de parar por completo. Sesshoumaru puxou a mão de volta, passando através do corpo de Kurama novamente e pela cadeira que ele havia quebrado. O coração dele em sua mão, os olhos escarlate se voltaram para o órgão e depois para o corpo morto. Não tolerava que desejassem o que era seu e mais ainda que tocassem sem permissão.

O cheiro do desespero de Kagome ainda estava espalhado pelo cômodo, ele percebeu que o medo que ela demonstrou na presença dele, não havia sido um terço do medo que ela havia sentido ali. Jogou o coração dele ao lado do corpo, mortes por youkais eram feitas aos montes, nunca cogitariam que havia sido ele quem fez. Deu as costas e saiu do mesmo modo que entrou, tinha pressa de retornar, afinal havia deixado sua humana dormindo tranquilamente e não queria que ela desse falta de si.

Notas finais
E ai, o que acharam? Espero que tenham gostado ♥ Aqui a página no Facebook: https://m.facebook.com/NoraCiprianoFanfics/?ref=bookmarks Obrigada por terem lido e comentado pra quem comenta -qqqq. Até os comentários, ou até o próximo capítulo. Bjos baby *m*