Fleurir — Capítulo 8

Conhecendo

"O que se está conhecendo fascina mais sobre o que já se sabe".

— Patric Dias.

— Certo — eu disse recolhendo as coisas pra dentro da caixa de novo — Irei me retirar agora — eu disse seguindo na direção da porta e saindo. Deixando um Sesshoumaru perdido em pensamentos para trás.

XXX

Entrei no quarto e coloquei aquela caixa num canto. Eu não desejava jóias, se quisesse já tinha dado um jeito de conseguir, encomendaria com Toutosai. Soltei meu cabelo e decidi me banhar, já que segundo Sesshoumaru eu estava cheirando a Kurama. Peguei a roupa que usava antes e segui para o banheiro, antes de sair do quarto olhei para ver se Sesshoumaru não estava por perto.

A verdade era que eu havia fugido dele, porque eu senti que se houvesse a oportunidade ele me beijaria, ou eu a ele. E não sei se faz bem para o meu coração deixar que esses envolvimentos aconteçam esporadicamente. Parei de olhar que nem uma tonta pra porta do quarto dele, e segui para o banheiro. Enchi o ofurô de água e entrei, ele era parecido com uma jacuzzi por causa do tamanho, a água esquentando aos poucos. Eu sentia falta da eletricidade apenas pela facilidade de se ter água quente. Eu apoiei a cabeça na borda de madeira e fechei os olhos sentindo o carvão esquentar a água aos poucos, logo ela estaria quentinha.

Assustei-me quando a porta do banheiro fora aberta e fechada rapidamente, merda, eu esqueci de trancá-la?! Virei-me para reclamar com a pessoa, mas parei no movimento, Sesshoumaru estava ali, porém de costas para mim e mais, estava nu. Eu conseguia ver com uma clareza absurda os músculos das costas, nádegas e pernas dele. Senti meu corpo todo vermelho e me cobri o melhor que podia, porque aquele ofurô tinha que ser tão grande? Sesshoumaru se virou e pareceu me notar ali, me senti mais envergonhada ainda ao vê-lo por inteiro.

— Ai — eu resmunguei me virando de costas para ele, a vergonha me dominando por completo — por favor, como não percebeu que eu estava aqui? — eu perguntei ainda de costas com vergonha demais para olhá-lo.

— A porta estava aberta — ele disse e eu ouvia seus passos se aproximando — Cabemos os dois aí — eu sabia que ele estava ao meu lado mas eu não ia olhá-lo. Percebi que ele ia mesmo entrar comigo e me encolhi o máximo que consegui. — Não é como se nunca tivesse ficado nua na frente de alguém antes.

A voz dele estava zombeteira mas eu podia perceber que os âmbares me fitavam, seria paranóia minha se pensasse que ele desejava me ver nua? Quando ele entrou, a água transbordou molhando a maior parte do banheiro. Nossas pernas se tocavam e eu não ousava me mover.

— Nunca... — eu disse depois de um tempo sem coragem de dirigir o olhar para ele. Eu suspirei nervosa e o olhei levemente — Nunca fiquei nua na frente de ninguém.

— Hm — foi tudo o que ele disse, eu me sentia mais envergonhada ainda, porém como iria sair agora? Eu o olhei rapidamente, sentia minhas bochechas ardendo. Minhas mãos estavam roçando nas pernas dele. Os âmbares estavam diferentes, mais desejosos.

Eu observei abertamente o corpo dele, podia ver os músculos dos ombros e peito dele, podia ver as manchas da pele dele e as cicatrizes, estiquei a mão e a toquei sem prestar muita atenção ao o que fazia. Sesshoumaru não me afastou, ele deixou que eu fizesse o que queria. Passei os dedos por suas cicatrizes e depois comecei a traçar um caminho indefinido entre elas, Sesshoumaru olhava para o meu rosto, porém ele me surpreendeu quando me acariciou na bochecha e se inclinou na minha direção, eu já estava inclinada sobre ele e nem havia percebido até aquele momento.

Nossos lábios se tocaram, uma, duas, três vezes… Eu coloquei minhas mãos em seu rosto também, aprofundando nosso beijo. Aquela posição em que estávamos era incômoda para ambos, mas no momento não pareceu importar, eu desci uma de minhas mãos para o ombro dele e Sesshoumaru desceu uma das dele por minhas costas, aproximando ainda mais nossos corpos, meus seios roçavam em seu peito e eu estava agachada entre as pernas dele.

Senti a água se agitar quando ele esticou as pernas dele, por isso ele era tão grande, para a comodidade dele. Sesshoumaru veio mais para frente, colando ainda mais nossos corpos, senti a ereção dele raspar em minha coxa, estava envergonhada, mas o desejo por ele era maior do que a vergonha. Ele desceu ambas as mãos para minha bunda, me levantando, fazendo com que minhas pernas envolvessem seu quadril. Seu membro raspou em minha intimidade e eu gemi contra seus lábios.

Sesshoumaru parou de me beijar e desceu na direção do meu pescoço, dando um chupão ali e eu gemi de novo, seu membro me estimulando aos poucos, eu gemi o nome dele, mais num sussurro do que qualquer outra coisa. Senti as mãos dele me trazendo para mais perto e seu membro se forçando contra a minha intimidade, obviamente ele encontrou resistência, porém ela logo foi vencida. Senti seu membro duro dentro de mim e ele parou, minhas mãos apertavam os ombros dele devido ao incômodo que eu sentia.

Sesshoumaru me olhou novamente, os âmbares em chamas, me deu outro selinho e me beijou, calmo, me dando o tempo que eu precisava. A água estava quente agora, e nossos corpos unidos. Senti as garras dele passando por minhas costas e segurando no meu quadril, me ajudando a subir e a descer devagar. A água havia acertado nosso ritmo e derramava sempre que eu descia sobre o membro dele. Arranhei as costas dele e apoiei minha cabeça no ombro dele, Sesshoumaru me deu uma leve mordida no ombro, eu me sentia muito incomodada ainda, mas até que estava gostoso.

Meus seios roçavam no peito dele, nossos corpos naquela dança sensual, eu reprimi um gemido na garganta, Sesshoumaru respirava mais pesado contra meu ouvido. Eu sentia que ele estava quase lá, estávamos tão entregues.

Um barulho alto fez com que eu desse um pulo e derramasse a água da banheira. Olhei ao redor meio perdida, eu havia dormido. — Kagome, é você que está aí? — escutei a voz de Rin do outro lado — Eu preciso usar o banheiro.

— Já estou saindo Rin — eu disse me levantando, eu ainda me sentia excitada pelo sonho que estava tendo, que merda foi aquilo? Me sequei o mais rápido que eu pude e coloquei a roupa às pressas, destrancado a porta — Pode usar, desculpa a demora.

A pequena entrou correndo e eu saí seguindo para o meu quarto, terminei de me arrumar ali. Prendi meu cabelo de novo e segui para a varanda ainda descalça. Sentei-me na beirada com as pernas para fora balançando-as. Rin logo estava ali comigo, uma vez que a porta do meu quarto estava aberta.

— Aquele rapaz que veio ontem é seu mestre? — Rin perguntou enquanto terminava de fazer a coroa de flores para ela.

— Ajudante do meu mestre — eu a olhei, ela estava com um kimono roxo e todo florido, combinava bastante com ela — o nome dele é Takeo e já posso dizer que ele é meu amigo.

— Eu tenho amigos também — ela sorriu — eu queria brincar mais, sabe? — eu assenti para ela — Mas não estou mais com idade para isso, é o que escuto as criadas dizendo.

— Se você quiser brincar comigo, eu não ia achar ruim — eu disse arrumando a coroa na cabeça dela — Não sou a melhor em brincadeiras, mas prometo me esforçar! — eu disse fazendo um gesto com a mão, querendo dizer determinação.

E assim fizemos, brincamos um pouco pelo jardim. Eu sentia que Rin ficava mais aberta quando eu estava aqui. Uma vez ela me disse que não se sente muito bem ali, porque os youkais a intimidavam e ela não se sentia segura. Eu fazia de tudo para fazer com que ela se sentisse bem ali, assim como Sesshoumaru faz, da maneira dele.

— Eu gosto muito daqui — eu a olhei, estávamos deitadas na grama, na sombra de uma árvore — desse jardim, antes ficava aqui sozinha, agora tenho você.

— Fico feliz de poder estar aqui com você — eu disse sorrindo para ela — Mas eu não acho legal…

— Senhor Sesshoumaru permitiu que ficasse aqui — ela se apoiou num dos braços, me olhando melhor — Ele mandou que arrumassem aquele quarto e o deu a você — Rin se deitou de novo as bochechas levemente rosadas — Eu queria que você virasse minha mãe…

As palavras dela me surpreenderam e eu sorri — Se você quiser que eu seja sua mãe, eu serei, como sou de Shippou — eu vi a menina dar um sorriso para o nada e depois se levantando — Eu preciso ir agora, tenho aula, podemos brincar mais tarde?

Eu assenti e ela se retirou. Eu me sentei, cruzando as pernas como os índios fazem e senti aquela calmaria me invadir. Era início de tarde e eu já estava mais calma do que havia acontecido com o senhor Feudal. Eu me levantei, eu quero ler alguma coisa, distrair a mente. Fui descalça mesmo e segui na direção do escritório.

— Senhorita Kagome? — me virei, avistando um dos generais de Sesshoumaru — Acho que nunca fomos devidamente apresentados, meu nome é Shio — ele me estendeu a mão e eu a apertei.

— Muito prazer, Shio — eu disse o dirigindo um sorriso — Está aqui a muito tempo?

— Bastante tempo — os dourados me olharam orgulhosos, o cabelo branco era curto — E você, veio de onde?

— Ah, é complicado... — eu disse segurando um dos meus braços — Eu vim de um futuro distante, através de um poço…

Eu contei ao youkai um resumo de minha vinda para cá, ele pareceu verdadeiramente interessado em minha vida e eu não entendia o que podia ter de estimulante ali.

— Conheceu o senhor Sesshoumaru durante esse tempo? — ele bebeu um pouco do líquido que estava em seu copo, não era água, parecia saquê. Estávamos na cozinha, sentados a mesa.

— Sesshoumaru foi uma das primeiras pessoas que conheci, se posso dizer assim — eu disse bebendo um pouco de água — Ele estava em busca de Tessaiga e descobriu onde o túmulo do pai estava escondido…

— Foi quando ele perdeu o braço — o outro concluiu e eu assenti — Nunca ouvi falar de você, ou de ter te visto, eu me lembraria, sabe? — ele me olhou galanteador e eu não sabia o que fazer.

— Bom Shio, eu preciso ir agora, eu ia buscar algo para ler — eu disse me levantando, e ele me imitou — Foi um prazer passar esse tempo com você.

— Se quiser posso ir com você — ele disse esperançoso e eu apenas sorri negando com a cabeça.

— Não é necessário, não quero atrapalhar — eu me virei e segui na direção da saída — Até mais.

Eu voltei pelo corredor, na direção do escritório de Sesshoumaru, sabia que apenas ali eu poderia pegar algo para ler e que eu entendesse. Bati e o ouvi autorizando minha entrada

— Licença, — eu disse entrando e fechando a porta atrás de mim — Posso pegar algo para ler? — eu apontei para a estante, a maioria eram pergaminhos, poucos eram livros de fato.

— Pode — ele disse voltando a escrever no pergaminho que estava sobre a mesa dele. Eu me dirigi até a estante e comecei a dar uma olhada neles.

Escolhi um que falava sobre as divisões dos clãs e terras. Eu sempre quis saber como funcionava. — Vou pegar esse — mostrei a ele e ele assentiu, ele voltou a sua função e eu me senti curiosa sobre um assunto — Posso te fazer uma pergunta? — eu me dirigi até a mesa em que ele estava me sentando em um dos assentos que havia ali.

— Pode — ele disse colocando de lado o pergaminho, queria saber sobre o que era mas desisti.

— Porque você queria Tessaiga? — ele me olhou pensativo por um momento e eu continuei — Sei que achava Inu-Yasha irresponsável para tamanho poder e que ele não saberia usá-la como deveria… — eu me lembrei do passado por um momento — Mas você sabia que não podia tocá-la.

Sesshoumaru me olhou por um segundo e pareceu ponderar se me respondia ou não, e eu aguardei pacientemente — Eu apenas não conseguia aceitar que meu pai havia dado Tenseiga a mim e Tessaiga para ele — os dourados estavam sérios, mas não frios — Eu apenas não aceitava o dever de salvar 100 vidas quando eu queria destruir…

Eu assenti, era um pouco complicado nessa questão, você ser obrigado a ir contra seus princípios… — Eu estava conversando com Shio e ele me perguntou como o conheci... — eu olhei para Sesshoumaru — E acabei lembrando, sabe… — segurei o pergaminho em meu colo.

— Naquele período eu era imaturo, seduzido pelo ódio aos humanos — eu não parei de olhá-lo, ainda mais porque ele me parecia solitário — Hoje eu vejo as coisas um pouco diferente.

— Você protegeu Rin naquela época — eu disse desviando o olhar.

— Protegi a você também — ele comentou e puxou o pergaminho para ele — Agora é minha vez.

— Pode perguntar o que quiser — eu sorri para ele, o incentivando. Sesshoumaru me olhou intensamente e por um momento o sonho brotou em minha mente me deixando vermelha de vergonha, ele ergueu uma das sobrancelhas e eu apenas neguei.

— Como é… — ele pareceu buscar as palavras para a pergunta e eu aguardei — No seu tempo?

Eu fiz um resumo, contei como eram as coisas, descrevi carros, aviões e tudo o que eu tinha de comum em minha vida até voltar ali. Expliquei como eram as roupas, comidas, e várias outras coisas, Sesshoumaru pareceu verdadeiramente interessado.

— Mesmo tendo toda essa praticidade, eu não troco nada pela visão da noite que tenho aqui — eu disse levemente sonhadora — as luzes da cidade ofuscam a lua, e ela não brilha como aqui...

— Para os Daí-Youkai chega a ser uma ofensa — ele comentou pensativo — A lua é como nossa divindade…

— Eu sei — eu comentei alto e me envergonhei — Acho que já vou me retirar, já te atrapalhei demais — eu disse me levantando e dando um sorriso de desculpas.

— Pode ficar — ele disse voltando a escrever no pergaminho — sua presença agrada a este Sesshoumaru.

Novamente o sonho brotou em minha mente e eu não queria que ele percebesse que algo estava errado, pelo menos em mim. Assim mesmo, me levantei e segui na direção da porta, dando uma última olhada em Sesshoumaru antes de me retirar.

Notas finais
E ai, o que acharam? Espero que tenham gostado ♥ Minha fic favorita de todo o universo -qqqq Link de Disgusting: https://fanfiction.com.br/historia/771163/Disgusting Leiam, de coração, façam duas autoras felizes, ela por que merece o mundo ♥ e assim ela posta novo capítulo, e eu fico feliz. Obrigada por terem lido e comentado pra quem comenta -qqqq. Até os comentários, ou até o próximo capítulo. Bjos baby *m*