Five Nights at Teddy's
5 Plans
P.O.V. Ford
Eu estava curioso. Jeanine tinha um sorriso arteiro na cara, ou seja, ela desenvolvera uma teoria que provavelmente estava certa. E eu queria muito saber qual era.
Também me sentia nervoso, apesar de não demonstrar. A minha quarta noite foi terrível e eu quase fui morto.
ONDE ESTÁ VOCÊ ARTHUR, SEU BOSTA?!
Ah, chegou! Finalmente.
—Eu checaria as câmeras enquanto Jeanine fala-sugeri.
Arthur pegou o celular e arregalou os olhos.
—Jenny sumiu.
—Que ótimo jeito de começar a noite-murmurei.
—Sabe o que seria ótimo para começar a noite?
—O quê?
—Você de boca fechada.
—Ora seu...
—Se começarem de novo prendo os dois dentro da fantasia de Spring Bonnie quando ela atacar-disse Annie.
Jeanine, Arthur e Jamie gritaram, pois não viram ela e Teddy chegarem.
—Ok, deixem-me explicar algo-pediu Jeanine-Jamie me contou que o primeiro vigia morreu na noite um, o segundo, na noite dois e o terceiro foi na noite três. Ford foi atacado na noite quatro, mas conseguiu escapar. Entenderam onde quero chegar?
—Não.
Adivinha quem foi?
É claro, o Burrarthur.
—Cara, como você consegue ser tão lerdo?-perguntei.
—Não comecem!-Annie rosnou.
Eu bufei e Arthur se encolheu. Aw, ele é tão fofo quando está assustado.
Hã...
Eu pensei isso mesmo?
Que merda é essa, Ford?! Para de pensar assim!
—TODOS SUMIRAM!-ele gritou, quase deixando o celular cair.
—Chegue ao ponto logo, Jennie-pedi.
—Do que chamou ela?-perguntou Jamie, erguendo as sobrancelhas.
—Jennie. Agora deixe o ataque de ciúmes para depois, temos coisas mais importantes para...
—CIÚMES?!-ele me interrompeu-Pftt! Sai fora.
—O ponto é-Jeanine falou, enquanto seu rosto corava violentamente-Tudo indica que Spring Bonnie tentará atacar Arthur amanhã. Precisamos de um plano para tentarmos desativá-la, destruí-la, ou sei lá.
—JAKE NA 9I! SISTEMA DE LUZES NÃO FUNCIONA!-gritou Arthur.
—Todos, se escondam!-falei.
—Até eu e Annie? Somos robôs, podemos dar um jeito-Teddy perguntou.
—Não é uma boa ideia que seu colega passe a vê-los como ameaça.
Annie e Teddy se esconderam em um duto de ar. Nós, humanos, nos escondemos em baixo da mesa. Ouvimos os barulhos dos passos rápidos de Jake. Então, parou.
—Será que ele já foi?-Jamie sussurrou.
Peguei o celular das mãos de Arthur e tentei checar as câmeras. Nenhuma funcionava. Observei o aparelho e vi algo interessante na parte de trás.
Saí de meu esconderijo.
—FORD, NÃO!-Arthur tentou me segurar, mas não conseguiu.
Liguei a lanterna do celular e a apontei para a porta. Os olhinhos brilhantes de Jake me encaravam. Pisquei a luz frenéticamente. Vaza daqui, filho da puta!
Percebi uma coisa: piscar a luz não afasta Jake mas, se ele estiver parado, ela o faz permanecer imóvel. Era uma teoria, mas a única escolha era testar.
Arthur saiu de baixo da mesa ao ver que eu me aproximava do robô.
—O que pensa que está fazendo, idiota?-ele sussurrou.
—Cala a boca-retruquei.
Segurei o celular com uma mão e continuei a piscar a luz. Com a outra, peguei uma vassoura, lentamente, para não chamar a atenção de Jake.
Não deu certo.
Ele percebeu o que eu queria fazer e seu sistema deve ter me visto como uma ameaça porque, se eu não tivesse largado a vassoura e me jogado no chão, ele teria arrancado minha cabeça.
Jeanine e Jamie gritaram ao ouvir o barulho do jumpscare de Jake.
O tigre agora seguia em direção a Arthur. Com passos silênciosos, cheguei por trás do robô. Abri o bloco de notas do celular e escrevi: pisque a lanterna na cara dele.
Joguei o celular para Arthur, que leu a mensagem, ligou a lanterna do celular e começou a piscá-la no rosto de Jake, mas ele continuou a andar. Segurei seus pés, forçando-o a parar. O menino tigre estava a ponto de olhar para ver quem o segurara, mas Arthur chamou sua atenção ao jogar um cupcake em seu rosto.
Pensei que ele atacaria, mas Jeanine e Jamie correram até Arthur e começaram a piscar as lanternas de seus celulares no rosto de Jake.
Ok, era minha chance. Onde será que está o botão de desligar dessa coisa?
Percebi algo como uma portinha em sua nuca. Arranquei a mesma e estava cheio de fios ali dentro. Havia também algo que não deveria estar ali.
Era um chip. Eu conhecia o sistema dos robôs da Teddy's e nenhum deles tinha um chip lá. Arranquei o mesmo e o corpo do robô tremeu. Recuei um passo e os outros três se afastaram correndo.
—O que aconteceu? Por que estou aqui?-perguntou Jake.
—O que você fez?-Jeanine me perguntou.
Coloquei as mãos nos bolsos.
—Troquei alguns fios de lugar para deixá-lo mais amigável.
Ela me olhou, desconfiada, parecendo não acreditar na minha desculpa esfarrapada.
—Ok, Jake, vou te levar de volta à sua sala. TEDDY, ANNIE, VENHAM COMIGO POR VIA DAS DÚVIDAS-gritei.
Os dois robôs pularam para fora do duto e me seguiram. Quando nos afastamos da sala, perguntei se Jake poderia ir sozinho e ele assentiu.
—Preciso falar algo com vocês. Mas não podem contar aos outros até que eu tenha certeza absoluta de que isso é verdade-falei.
—Se não quer que conte, por que está falando aqui? Arthur pode usar o Sistema de Som-disse Annie.
—Não, não pode-mostrei para eles o celular que estava em meu bolso.
—Como pegou sem ninguém perceber?-Teddy perguntou.
Eu sorri.
—Truques de um mestre ninja.
—Você não é um mestre ninja-disse Annie.
Dei de ombros.
—Mas eu sou foda. Enfim, olhem isso-tirei o chip do bolso e mostrei à eles-Quando tirei esse troço de Jake, ele voltou ao normal.
—Não acha que...-Teddy começou.
—Exato-interrompi, já sabendo onde ele queria chegar-Mas preciso comprovar primeiro. E vou precisar de ajuda. Preciso de três robôs. Com vocês já tenho dois. Há mais algum robô em quem confiem?
—Catherine-disse Annie-Falarei com ela amanhã antes de ir à sala de Arthur.
—Certo. Vamos voltar antes que tentem saber o porquê da demora-falei, guardando o chip novamente.
Chegamos na sala e Jeanine estava discutindo com Jamie. Que novidade...
Arthut procurava algo, provavelmente o celular. Entreguei-o para ele.
—Foi mal, só vi que estava comigo quando eu já tinha saído-eu disse.
Ele pegou-o e voltou a observar as câmeras.
—O plano é o seguinte-Jeanine falou, ignorando Jamie-Arthur vai ficar de isca aqui na sala. Estarei escondida atrás da porta, Ford com Annie na ventilação e Jamie com Teddy no outro canto da sala. Se a Spring Bonnie tentar dar o jumpscare ou sei lá como Ford chama isso, partimos para cima dela e tentamos destruí-la.
Não gostei muito do fato de ela ter usado "tentamos" do verbo "provavelmente não vai dar certo e vamos todos morrer".
—Você não vai ficar sozinha!-retrucou Jamie.
—Que preocupação toda é essa? Eu sei me virar! Não preciso que um dos robôs me proteja!-ela devolveu
—Você se esconde com Annie-falei para Jeanine
—Mas...
—Sem "mas". A menos que amanhã apareça algum outro robô querendo nos ajudar, eu vou ficar sozinho na ventilação.
—Então o plano é me deixar cara a cara com uma possível morte?-Arthur perguntou, antes que começasse mais uma discussão.
—É, só tente não pisar na bola-falei.
Arthur me fuzilou com o olhar e eu sorri cinicamente. Só percebi que já eram seis horas quando Teddy e Annie saíram da sala.
Fui para a casa e separei algumas coisas que achei que seriam úteis.
Eu precisava me preparar.
Tinha meu próprio plano e isso provavelmente me deixaria ainda mais próximo da morte do que Arthur.
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