Five Nights Screaming
1 Freddy Fazbear
Notas iniciais

Capítulo I : Freddy Fazbear
Olhando para os lados, apenas o que você via eram três animatronics animando as noites das crianças que iam ao Freddy's. Os cinco amigos que lá estavam haviam ido apenas para rir das animações toscas, pois não havia mais o que fazer numa sexta à noite. Bob, o único menino do grupo, tinha cabelos castanhos e olhos da mesma cor. Skyler, irmã adotiva de Bob, tinha cabelos pretos e olhos azuis, vestindo sua inseparável camiseta do Dragon Ball Z. Arabella, a mais calada dos cinco, usava seus cabelos negros presos num rabo de cavalo, enquanto coçava os olhos verdes brilhantes, se segurando para não dormir ali mesmo, na mesa forrada do Freddy's. Callie piscava freneticamente, mexendo os cabelos negros enquanto olhava para um garoto da mesa ao lado. E quanto a Natasha, a loira apenas observava Chica dançar perante às crianças e se perguntava por que Foxy não estava mais presente no espetáculo. Era seu animatronic favorito quando criança.
– Skyler, pede cinco pizzas logo, a gente sabe que você vai comer mais que nós quatro juntos. — resmunga Bob. Skyler riu, pedindo então as cinco pizzas.
– Que tal arriscarmos bebida alcóolica? — pergunta Callie — Qual é gente, já temos dezoito anos mesmo. O máximo que pode acontecer é ficarmos bêbados, o que não vai nos tornar mais diferente do que o normal.
– Podemos tentar. — os olhos verdes de Natasha piscavam devagar enquanto a garota mexia a cabeça em concordância.
Então a noite dos cinco amigos se resumiu em se entupir de pizza e cerveja. Skyler ficou fora de si mais rapidamente, seguida de Bob e Callie. Logo todos os amigos estavam prestes a vomitar no tapete, com o estômago revirando tanto quanto uma montanha russa. Todos eles correram para dentro dos banheiros do local, cada um despejando um jato de vômito mais repugnante que o outro. Eles se recostaram nas privadas e paredes e adormeceram ali mesmo, como se fosse a cama mais confortável de um castelo. E sonharam com coisas que não se sonha todo dia.
Skyler acordou com a mão recostada no porta-papel higiênico. Ela coçou os olhos, procurando ver melhor o que estava a sua volta. Tudo estava escuro, e todas as luzes apagadas. Seus dedos correram pelas paredes procurando o interruptor, e acendendo as luzes, Sacudiu os ombros das três amigas, procurando entender o que estava acontecendo.
– Não...Não vá embora, doce unicórnio. — sussurrava Callie, ainda sem abrir os olhos. Abriu-os dificilmente depois de levar um tapa estalado.
– Acorda logo, brisada — diz Skyler — Acho que a pizzaria fechou. Cadê o Bob?
– Se não me engano, ele é um menino. E se não me engano, meninos vão no banheiro masculino. — diz Arabella, coçando o pescoço.
As garotas caminham até o banheiro masculino, fazendo o mínimo de barulho possível. Encontram Bob com a cabeça dentro da privada, fazendo expressões completamente diferentes. Skyler acordou o irmão, o entregando um pedaço de papel toalha. Ele pergunta aonde estão, e recebe respostas variadas.
– Terra do Nunca — ironiza Arabella
– Na geladeira da sua casa — diz Callie
– No olho do seu... — começa Natasha
– Na pizzaria — interrompe Skyler — Anda, temos que arranjar um jeito de sair daqui. Quantas horas?
– Eita, e ninguém notou a gente aqui? — pergunta Natasha
– Parece que não.
Os cinco amigos andam até um foco de luz em uma sala no fim de um dos corredores, batendo em uma porta de metal fechada. Eles não recebem resposta alguma por alguns segundos, mas em questão de minutos a porta se abre, enquanto um homem alto os chama para dentro. A porta se fecha quase no calcanhar de Bob, fazendo-o soltar um grito de susto.
– Cala a boca! — grita um homem, que aparentava aos cinco amigos ser o guarda noturno do lugar. — Quer atrai-los até aqui?
– Atrair quem? — pergunta Natasha.
– Os animatronics. — sussurra o homem.
– Que animatronics? Os animatronics que fazem as crianças rirem? Você está com medo desses animatronics? — zomba Natasha.
– Primeiramente: Quem são vocês? — pergunta o homem — Não deviam estar aqui a essa hora da noite.
– Longa história. — diz Bob — Eu sou Bob, essas são Skyler, Callie, Natasha e Arabella. Agora me explique: Por que você tem tanto medo de brinquedos de animação infantil?
– Você não entende — diz o cara — Eu sou o guarda noturno. Eu aceitei esse trabalho só pra não ter que viver de pão com ovo e agora eu tenho que...
– Se salvar de animatronics? Acho que ainda estou dormindo. — ri Natasha, um pouco alto demais. O guarda tampa sua boca, fazendo ecoar os sons de panelas se chocando contra o chão. Todos ali presentes se paralisam por um instante.
– Se vocês acham que isso aqui é uma piada, podem sair lá pra fora. — diz o guarda — Vamos ver quanto tempo...Não, quantos segundos vocês vão durar.
Silêncio. Sons de lâminas se arrastando contra a parede tornavam-se mais altos. O guarda abre e checa as câmeras, vislumbrando que um animatronic em uma das salas não estava mais lá. O guarda, o qual trazia o nome "Tyler" bordado no uniforme, sentiu um calafrio na espinha. Chica não estava mais aonde devia estar, Foxy estava com o olhar estreito entre as cortinas, de olhos arregalados, atrás da placa que dizia "Sorry, Out Of Order"
– Eu devo estar esquizofrênica — sussurra Skyler no ouvido de Arabella. As duas se encontravam agachadas no canto da sala com os braços entrelaçados, por Arabella ser a mais corajosa do grupo e Skyler totalmente o contrário.
– Droga! Vou ter de abrir as portas. — resmunga Tyler.
– Por quê?
– A bateria. Ela está em 45%. — responde o guarda. — Tenho um limite de energia por aqui. Temos realmente que ficar quietos agora. Não podemos arriscar nossas vidas mais que isso.
Todos assentem e ficam quietos em seus respectivos lugares. Tyler abre as portas de ferro e acende as luzes checando so espaços vazios por trás das portas. Ele apaga as luzes, se abaixando atrás da mesa de madeira. Bob tremia mais que uma britadeira, enquanto eles ouviam os sons de aproximação dos animatronics. Natasha dá de ombros.
– Vocês estão ficando loucos? — pergunta a loira — Brinquedos de animação assassinos? Vocês devem estar bêbados ainda.
– Cala a boca, Natasha! — sussurra Callie. — Pelo amor de Deus.
– Não tem nenhum animatronic assassino aqui e... — Natasha começa a falar, terminando sua frase com um grito estridente. Logo, no meio do escuro, via-se o sangue espalahado no chão lustrado, e uma lágrima descia no rosto de Skyler. Tyler fechou a porta e ligou as luzes, revelando o corpo morto de Natasha largado no chão. O segurança abre as câmeras, revelando Freddy Fazbear correndo pelos corredores, com sangue nas mãos. Arabella fechou os pulsos.
– São duas horas. — choraminga Bob.
– Se não chegarmos às seis, que preparem nosso enterro. — diz Tyler.
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