BALLOON BOY: (chega correndo na Área de Refeições, chamando a atenção de geral) GENTE, GENTE! (tropeça e esborracha a cara no chão)

AUTORA: (na cruel dúvida entre rir maldosamente e ficar com pena) eita, BB. Tudo bem? Pra que esse desespero?

BALLOON BOY: (erguendo um olho de bola de gude como q em vê Bia sendo caridosa com ele pela primeira vez na vida) to bem (desgruda a cara do chão com um som de ventosa) é pra avisar… QUE ELES VOLTARAM!

Todo mundo se levanta das mesas afobadamente, correndo pro hall de entrada da pizzaria.

ENNARD: (zangado, andando a passos longos) nem deu tempo de terminar minha empadinha…

Na entrada da pizzaria, sorrindo, estão Rabby e Sammy, já abrindo os braços para a recepção animada e maluca da família e amigos.

AUTORA: RABBY! (abraça a filha, alegre da vida) que saudade, filhota! (se vira para Sammy, abraçando-o também) bem-vindo de volta, Sammy!

RABBY: brigada, mainha. Painho! (abraçando Spring) e… mano? (olha rpa cara de jacu de Snowtrap, antes de abraçar ele também) senti falta de vocês!

CHICA: e nós de vocês (apertando o filho nos braços)

TORI: (puxando Rabby prum canto) e você via me contar TU-DO, menina (lenny face) como foi… que posição… tudinho.

Rabby geme de vergonha.

RABBY: (dando uma risada nervosa) vamos mudar de assunto… que tal?

PEANUT: (rindo) pela cara da coelha, rolou de bondage pra cima.

SPRING: (parecendo decidir não matar a raposa por respeito á melhor amiga da esposa) bem… já que estão de volta, vamos ter que acelerar a mudança de você pro “casômodo”.

BABY: “caso” que?

BALLORA: “casômodo”, Baby. Casa-cômodo. Por que aqui na pizzaria não temos casas. Só umas suítes bizarras.

TOY BONNIE: e eu que decorei tudinho!

SAMMY: (fingindo animação) puxa… obrigado, Toy Bonnie (acrescenta, cochichando) vixe… deve estar com purpurina até no teto...

Meio receosos, Rabby e Sammy acompanham os demais até o seu “casômodo”, que fica ao lado da Safe Room onde Bia e Springtrap ainda moram. Rabby se adianta, abrindo a porta e entrando.

TOY BONNIE: (pulando) e ai?

Para surpresa geral, o cômodo está arrumado naturalmente, pintado em tons neutros. A única coisa que destoa do conjunto de cama, gaveteiro e banheiro – separado do cômodo, ao canto – é um pequeno e branquíssimo berço na quina do quarto.

RABBY: bonito… (olha assustada para o berço) m-mas…

AUTORA: (falando num tom tão baixo e sinistro que o corredor todo fica em silêncio) PARE. BEM. AI (olha pra Toy Bonnie, estalando as juntas dos dedos) explique aquela droga no canto do quarto. AGORA.

DOLLY: (fungando para Tori) o que a Bia tá achando ruim? Minha casa é um chiqueiro, meu quarto é uma merda…

ECHO: ela não tá falando do quarto, boneca inflável.

MANGLE: agora fiquei curiosa também… pra que o berço? (olha de Rabby para Sammy, de Sammy para a cara homicida de Bia, e se dá um facepalm quando a ficha cai) ai meu pai.

Rabby olha de soslaio a cara da mãe, e guincha baixinho.

RABBY: mainha… (engole em seco) se, por um acaso muito extraordinário e anormal… esse berço venha a ser usado… num futuro relativamente possível, mas não exatamente visível… a senhora acharia… ruim?

Todos olham para Bia, que parece ocupada demais olhando para um buraco na parede e mastigando o interior da bochecha, batucando o pé no chão feio a Judy Hopps no filme Zootopia.

AUTORA: (ainda sem olhar) não. Não acharia. Acharia ruim é ser avó aos vinte e dois anos.

HOWARD: (revirando os olhos com a mão an testa). Toma vergonha na cara, sua viada. TUA FILHA TEM A TUA IDADE!

SNOWTRAP: (achando graça) não ia falar nada, mainha. Mas a gente tá com um complexo de Emma Swan desgraçado aqui. E teu neto vai ter idade pra ser seu filho (recebe um olhar psicopata da mãe) q-quer dizer, n-não que vá acontecer. Mas poxa, mainha. Mesmo se um dia você for vovó... vai ser a melhor avó do mundo.

AUTORA: (fungando) mas... mas... (olha desolada pros cantos) e se eu não for uma boa avó...? E se qualquer hora eu começar encher o saco de vocês e todo mundo me jgoar num asilo...? (começa a chorar)

UNIVERSO: ahhhhhhhhh...

SPRING: ah, Bia (abraça Bia, dando risada) sua boba... vai ser uma ótima avó.

PURPLE GUY: (bagunçando os cabelos da Bia,q eu sorri, mais animada, segurando a mãod e Rabby) que bobagem, Bia. Ninguém vai te jogar num asilo.

BALLOON BOY: eu não garanto nada (levanta as mãos em gesto de rendição quando Purple brande seu machado no pescoço dele) ei, brincadeira, carai (fala consigo mesmo) espera só ela começar a ter Alzheimer. Deixam uma pessoa maluca e irresponsável gerir um universo... a fórmula do caos.

AUTORA: (mordida) deve ser por isso que você nunca foi dono de um universo até hoje, BB.

UNIVERSO: OHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH.

PUPPET: (chegando do nada no meio da muvuca, ignorando a cara de bunda de Balloon Boy) e depois, ela já tem sérios problemas de memória (funga) aquela coisa que tá derretendo o forro dentro do fogão da cozinha é sua, Bia?

AUTORA: (gritando) TA QUE PARIU, MEU QUICHE! (sai correndo avoada, sumindo corredor afora)

SPRING: eita. Vou ajudar ela. Até mais tarde, crianças (vaia trás de Bia)

Os demais começam a se dispersar, ainda dando sinais de aprovação e piscadelas maliciosas para o casal recém-chegado, e finalmente somem ao longo dos demais corredores da pizzaria. Alguns minutos depois, Bia volta, parecendo chateada, com as mãos nos bolsos.

AUTORA: não deu tempo (dá de ombros) peguei o quiche e larguei num universo por aí, embaixo de um banco. Ia até dar pro Balloon Boy, mas a bondade falou mais alto (abraça Rabby) espero que aproveitem o "casômodo", meninos.

Assim que Bia deixa o corredor – pegando o que leva á sala de informática, pra procurar uma receita de torta de pão com ovo pra janta – Rabby se entreolha com Sammy, tensa.

SAMMY: então... (fica pálido de repente) nos saímos melhores do que eu esperava.

RABBY: (olhando pra cima, agoniada) fale por você. Infelizmente, para pelo menos cinco de nos, o buraco vai ser mais embaixo...

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TRETA: (olhando por cima de seu manga hentai) que foi? Não olhem pra mim!