"Ela é tipo cafeína pura, uma mistura de rotina com um pouco de adrenalina e aventura."

SEXTA-FEIRA CHEGOU e os exames haviam acabado, então todos os alunos teriam o dia livre. No dia seguinte a maioria dos alunos voltariam para suas casas e a nevasca tinha parado então alguns poucos alunos tinham saído para dar um passeio nos jardins coberto de neve. Todos estavam animados com a viagem para casa no Natal. Tiago não estava assim tão animado, pois sabia que iria ficar de castigo.

Rose resolveu finalmente ficar um pouco com suas amigas, pois sabia que sentiria falta delas nas férias.

— Então meninas o que vamos fazer hoje? — Alice disse animada.

— Querem jogar Snap Explosivo? — sugeriu Sophi

— Claro! Mas... Onde? — a morena perguntou pensativa. — Não dá pra gente jogar lá fora, está muito frio.

— E o que acham da Torre de Astronomia? — perguntou Lucy.

No caminho as meninas encontraram Molly II, que acompanhou as garotas no jogo. Rose nunca tinha estado lá antes. O lugar era bem espaçoso e tinha uma vista incrível para as propriedades do castelo.

— É aqui! — disse Mollu II animada de repente depois do jogo.

— Aqui o que Molly? — perguntou Lucy.

— É o lugar perfeito para a festa. — disse Molly II e sorriu. — Vamos aproveitar hoje que a sala está vazia para as férias e daremos uma festinha aqui, apenas alguns alunos.

— Uma festa! — Sophi comemorou animada. — Estou dentro, eu ajudo com a decoração.

— E eu consigo as bebidas. — Lucy disse deitada.

— Vou cuidar da comida. — Alice falou.

— Eu cuido da organização, lista e dos convites. — disse Molly II sonhadora. — Sinto que nasci pra isso. Vou chamar também a Roxy para me ajudar.

— E você Rose? — perguntou Alice e Rose suspirou.

— Estou dentro, eu vou passar na cozinha e posso trazer mais algumas comidas. — falou por fim e as amigas aplaudiram animadas.

— Viram só, fantasmas, quadros e paredes do castelo. — falou Molly II erguendo os braços. — Demorei, mas consegui. Hogwarts está viva novamente!

As meninas se olharam e riram, animadas com a festa que teria durante a noite. Rose não estava em clima para festas, mas achou que talvez a animasse um pouco.

— O que acham de fazer um baile de mascaras? — sugeriu Alice e as meninas gostaram ainda mais da ideia.

— Mas como vamos arrumar as máscaras? — perguntou Rose e Molly II sorriu.

— Sabe querida prima... — disse Molly II e tirou o elástico que prendia seu cabelo. — Quando você anda com marotos, aprende a fazer algumas coisas bem legais.

A ruiva colocou o elástico no chão e pegou sua varinha para transfigurar o elástico em uma linda máscara preta.

— Vou avisar que as mascaras serão distribuídas na entrada para quem não tiver a sua. Agora vamos logo, porque temos pouco tempo para planejar essa festa.

Rose imaginou que levaria mais tempo, mas em apenas duas horas, a Torre de Astronomia já havia se tornado o pub mais legal que ela já tinha visto, não que ela já tivesse entrado em algum, mas já tinha visto alguns em filmes.

As meninas estavam utilizando os dois andares. No de baixo tinha alguns sofás e pufs espalhados para os alunos que quisessem conversar e no de cima, de acordo com Molly II, estaria Teddy com sua banda e o pessoal usaria o espaço para dançar. Suas amigas já haviam protegido toda a torre com o feitiço Abaffiato, que Molly II ficou de refazer a cada duas horas para garantir que nenhum som seria ouvido do lado de fora.

Tiago e Fred II cuidariam das comidas e bebidas no bar improvisado ao fundo do primeiro andar. As meninas estavam transfigurando os instrumentos para a banda de Teddy quando Rose terminou de levar a ultima parte das comidas e colocou atrás do balcão. A festa iria começar apenas às sete horas, então elas ainda teriam bastante tempo para se arrumar.

— Por Merlin! — disse Lucy desesperada. — Não tenho nenhuma roupa!

— Lucy, você é uma bruxa. — disse Molly II e deu de ombros. — É só transfigurar a sua roupa, ou passa lá no meu quarto que eu consigo umas coisas legais pra você.

— Sabe Molly, é que nem todo mundo aprende a transfigurar uma festa nas aulas. — comentou a outra ruiva.

— Isso Lucy! — Molly II disse animada e foi para o segundo andar. — Agora vou mostrar como é realmente uma festa bruxa.

Molly II apontou a varinha para o grande telescópio que tinha no meio da torre e ele se transformou em um grande globo de festa, mas ao invés de ser espelhado e refletir a luz, ele naturalmente refletia estrelas por toda a torre e em sua base saía fumaça.

— Agora sim é uma festa. — Molly II disse orgulhosa.

Rose estava encantada, em pouco tempo o chão ficou cheio de fumaça e parecia que ela estava andando nas nuvens com as estrelas a poucos metros de distância.

— Você realmente nasceu pra isso. — assumiu Sophie. — Tem alguma coisa que você não saiba transfigurar?

— Gato. — Molly II disse com raiva. — Aqueles peludos sempre deixam meus cálices com um rabo pra fora.

As outras garotas riram e logo saíram para se arrumar. Como Rose tinha o Mapa, imaginou que não teria problemas para ir e voltar da festa. Quando ela e Sophi entraram no Salão Comunal seus amigos só falavam sobre a festa de despedida. A animação de todos, deixava Rose um pouco mais animada.

— Nos vemos mais tarde meninos. — Sophie disse se despedindo e puxou rose pelo braço.

Scorpius recebeu a notícia da festa logo depois do almoço e estranhou ao saber que Rose era uma das organizadoras da festa. Ele ainda não tinha falado com a ruiva desde seu acidente e ele também não tinha forçado nenhuma conversa com ela, afinal, se ela não se sentia bem para conversar com ele, depois de ter salvo a sua vida, ele respeitava sua decisão.

Eles jogaram xadrez bruxo por um tempo até que aos poucos os meninos começaram a subir para se arrumar. Scorpius não tinha certeza se deveria ir para a festa e acabou subindo mias tarde. O sonserino ficou feliz que seus amigos estavam com roupas comuns, afinal ele também não tinha levado nenhuma roupa de festa.

— Já está quase na hora da festa Scorp. — disse Mathews. — Você está bem atrasado.

— Tudo bem pessoal, pode ir na frente. — falou Scorpius. — Encontro vocês lá.

Alvo colocou uma camisa verde em cima da calça preta e saiu seguido dos amigos, deixando apenas Scorpius no quarto.

— Vamos lá Scorpius, amanhã você volta para casa, não vai matar um ultimo dia com seus amigos, não é? — disse o loiro para si mesmo e foi tomar banho.

Rose estava em crise novamente e começou a surtar quando suas amigas já estavam prontas para ir.

— Mudei de ideia. — disse a ruiva. — Não vou mais.

— Qual é Rose! — Sophi disse incrédula. — Você faz parte disso tanto quanto eu, você viu como o lugar está incrível, se arruma e vamos logo. Ok, se é assim. Tem certeza de que está pronta para encarar o que Molly II pode fazer a você se furar com ela?

— Muito bem. — disse Rose se levantando. — Me convenceu, mas vai na frente, não quero atrasar vocês, não estou me sentindo bem com esse vestido, vou me trocar de novo.

— Você está linda! — falou a loira. — Mas se não se sente bem, pode se trocar de novo. Só não demora ou vou voltar aqui e te puxar pelos cabelos, nem que seja de pijama.

— Combinado. — Rose riu e voltou a mexer em seu malão atrás de alguma coisa mais confortável do que aquele vestido que havia pegado emprestado de Sophi.

Alvo saiu do Salão Comunal acompanhado dos sonserinos. Ele queria ter ajudado com a preparação, mas Sophi e Rose haviam assegurado que já estava tudo certo e que mais ajuda não seria necessária. O moreno estava preocupado com sua prima, que nos últimos dias estava ainda mais ausente do que de costume, não aparecendo em nenhuma das refeições e ia direto para a biblioteca todas as vezes que surgia algum tempo livre.

Ele esperava que pelo menos essa noite a ruiva se divertisse e ficou um pouco chateado quando Sophi desceu sozinha, mas esperançoso quando ela garantiu que Rose os encontraria na festa. Ao contrário do que pensava no início do ano, estudar em Hogwarts em partes havia afastado sua melhor amiga. Antes, Alvo sabia de todos os problemas e preocupações de sua prima, mas agora, apesar de vê-la todos os dias, se sentia mais afastado dela do que nunca.

— Isso vai ser divertido. — disse Mathews colocando a mascara na entrada para a torre.

Alvo escolheu uma máscara preta e viu Sophi escolher uma branca, que dava contraste com o vestido preto que usava. Assim que todos colocaram as mascaras, Molly II desejou uma boa festa e deixou os sonserinos passarem. Ele estava impressionado com o local e desejou ter visitado a torre de astronomia antes das mudanças, mas duvidava que parecesse um lugar legal.

Ele entrou com seus amigos e foram se sentar em um sofá que estava vago. No andar de cima Teddy tocava com sua banda, ele nunca tinha participado de um show do garoto, mas já tinha ouvido diversas histórias de Tiago e que pelo visto Teddy sempre colaborava com a música.

— Alvo! — Alice reconheceu o moreno e se sentou ao lado dele. — Esse lugar está incrível, não é?

— Sim, bem maneiro.

— Vem vamos dançar comigo. — Alice nem o deixou responder e já estava puxando o sonserino para o andar de cima.

O andar de baixo ainda estava mais cheio que o andar de cima e Teddy cantava uma música agitada. Alice pulava, cantava e dançava ao mesmo tempo. Alvo nunca tinha visto a menina daquela forma e imaginou que Fred II e Tiago estarem cuidando do bar deveria ter alguma relação com isso.

Não muito longe dali o moreno viu seu companheiro de quarto Brian Holfing com Camile Chang. Os dois dançavam em perfeita sincronia e Alvo ficou sem graça por não saber dançar daquela forma.

Talvez Brian não fosse o cara mais feliz de Hogwarts, mas sabia que era um deles com Camile a seu lado. Desde que a viu no barco, a caminho da escola na noite em que chegou, não conseguiu parar de pensar na garota. Ele lembrava que ela havia sido selecionada para a Corvinal e ficou muito feliz quando a garota começou a fazer dupla com ele nas aulas em conjunto. No entanto, a sua felicidade agora dançando com ela era ainda maior.

— Vamos descer um pouco? — falou Camile e o moreno assentiu seguindo ela que o puxava pela mão. Os dois foram para o primeiro andar e se sentaram em um dos sofás aproveitando para tirar as máscaras. — Eu vim nesse lugar antes, é bem bonito, mas com todas essas coisas ficou ainda melhor. Apesar de que eu gostava também do jeito rústico.

— O que veio fazer aqui se ainda está no primeiro ano com a gente? — Brian perguntou curioso.

— Não precisa sentir ciúmes seu bobo. — falou Camile e sorriu. — O professor Thomas pediu para que eu trouxesse alguns materiais aqui pra cima.

Eles conversaram por mais um tempo até que Camile parou de falar e olhou pra a estranha movimentação de alguns alunos da sonserina para a dupla de corvinos que havia acabado de chegar.

— Se a intenção das máscaras era fazer com que alguém não fosse reconhecido, está dando muito errado. — comentou Brian.

Apesar de ter sido abandonada por sua amiga Alice que dançava com Alvo no andar de cima, Lucy estava animada com a festa.

— Oi Weasley. — Mathews disse se aproximando da pequena ruiva.

— E não sabe quem eu sou? — perguntou Lucy cruzando os braços.

— Para minha surpresa, estou andando tanto com os Weasley que sei reconhecer vocês até de costas, Lucy. — Mathews falou e sorriu. — Já que Alice te deixou, quer dançar comigo?

— E Sophi? — Lucy perguntou por curiosidade já que o moreno sempre dava apoio para a loira, mas Mathews entendeu que ela estava com ciúmes e aumentou o sorriso. — Ah, quer saber, nem precisa responder mais.

Ela segurou a mão de Mathews para seguir em direção a pista de dança e parou ao ver que Jason Andrew acabava de entrar com Lysander Scamander. A ruiva não esperava ver Jason ali e pela expressão no rosto de Mathews, ele também não. Lorcan se levantou para cumprimentar o irmão e o sonserino que estava com Lucy a puxou para perto deles.

— O que faz aqui Andrew? — perguntou Mathews de forma ríspida.

— Não que lhe interesse Goyle, mas fui convidado. — Jason respondeu e deu de ombros.

— Eu sei o que fez com Scorpius. — falou Mathews e Lucy sentiu o moreno apertar sua mão mais forte. — Isso não vai ficar assim!

— Ei! — disse Lorcan se colocando no meio dos dois. — Vamos aproveitar a festa Mathews, deixa pra arrumar briga lá fora.

A ruiva estava atrás de Mathews e percebeu que Jason olhava em sua direção. Assim que Mathews resolveu sair e a puxou, fazendo com que seus olhos se encontrassem com os de Jason e notou a mudança na expressão no rosto do corvino, que olhou em volta procurando outra garota de cabelos ruivos.

Scorpius sabia que estava muito atrasado, mas teve problemas para encontrar alguma roupa limpa, afinal como sabia que logo iria para casa, não havia colocado nenhuma roupa para lavar. Ele começava a se animar para a festa e quando chegou viu que haviam mais três alunos na sua frente para entrar, pelo visto não estava tão atrasado quanto imaginou.

O loiro pegou uma mascara cinza e entrou na torre que já estava cheia de alunos. Scorpius procurou por seus amigos e como não os encontrou foi para o segundo que estava ainda mais cheio então foi para a varanda onde tinha uma garota loira olhando para o lago.

— Pode ficar. — disse a garota sem se virar, antes que Scorpius desse a volta e entrasse novamente. — Eu já estava de saída mesmo.

— Espera. — disse Scorpius. — Pode ficar e me fazer companhia, se quiser.

A garota pareceu considerar a ideia e continuou olhando para o lago.

— O que mais gosta no lago? — perguntou Scorpius se posicionando na varanda ao lado da garota.

— A lula gigante. — respondeu a menina para surpresa de Scorpius. — Ela é única espécie dessa em todo o lago, imagina como seria viver em um lugar onde você é único.

— Deve ser bem estranho. — disse o loiro pensativo e a garota se virou levando um susto quando viu Scorpius.

– Tenho que ir. — disse ela e foi sair, mas ele segurou a mão da menina e seus olhos se encontraram.

Rose tirou o vestido e colocou uma calça e uma de suas blusas brancas. Se a festa não passava de transfiguração, ela imaginou que poderia ser a sua própria fada madrinha e transformou a calça em um short preto com bolsos para ela poder guardar o mapa, deixou a blusa mais curta e justa ao corpo e colocou uma jaqueta de couro sem mangas por cima. Por fim pegou um de seus óculos de sol e transformou em uma máscara preta com detalhes em verde.

— Ainda tão Rose. — disse a ruiva se olhando no espelho e pegou a varinha para colorir o cabelo. – Agora sim.

A ruiva, agora loira, chegou na festa e deu o nome para sua prima na entrada da festa que a elogiou e disse que a ruiva estava incrível e que nem a tinha reconhecido. Melhor assim, pensou Rose. Torcendo para não ser reconhecida por mais ninguém.

O lugar já estava mais cheio do que esperava que estivesse. No primeiro andar viu Lucy e Mathews conversando no sofá e Jason estava perto do bar conversando com os gêmeos. Sophi estava nos pufes, atrapalhando a noite de Brian e Cinthia. Como não confiava nas bebidas distribuídas por Fred II e Tiago, decidiu ir para o segundo andar onde Teddy fazia o show. Ela olhava de canto que Alvo tentava acompanhar uma animada Alice na pista de dança e suas outras companheiras de quarto dançavam com um grupo de lufanos.

Um garoto da Corvinal e outro que ela não conhecia, a chamaram para dançar, mas Rose negou e foi até a varanda. De lá, ela não podia ouvir nenhum som de dentro da festa, graças ao encantamento que Molly II havia colocado. A torre estava bem diferente de quando chegou lá pela manhã, apesar de o lugar estar lindo, ela não se sentia parte dele.

A sonserina encarava o lago quando outra pessoa chegou. Ela achou que seria melhor voltar para dentro, mas o rapaz pediu para que ela ficasse. A voz do rapaz era suave e ela se sentiu bem com aquele pedido. Rose voltou para onde estava e ficou observando o lago por um tempo. Ela notou que o garoto se movimentou para ficar ao seu lado e depois de um longo minuto em silêncio ele perguntou o que ela gostava no lago.

Ele estava pensativo com a resposta dela e Rose se virou para ver a expressão no rosto do menino, quando viu que era Scorpius levou um susto tão grande que tinha certeza de que se não tivesse grades, teria caído lá no Pátio.

— Tenho que ir. — Rose disse com a voz falhando e ele a segurou pela mão.

Rose ergueu os olhos e seus olhos se encontraram com o de Scorpius pela primeira vez desde o acidente do garoto na escada. Seu corpo estava sem reação e ignorava todos os comandos de sua mente para sair dali o mais rápido possível. A imagem de um Scorpius ensanguentado continuava passando repetidamente em sua mente e ela sentiu uma lágrima escorrer por seus olhos.

— Se quiser pode ir, mas eu agradeceria muito se ficasse mais um pouco aqui comigo. — Scorpius pediu e Rose assentiu sem falar nada antes de se virar.

Definitivamente o sonho de Brian havia acabado. Sophi não parava de conversar com Camile sobre um evento trouxa que tinha ido. O evento tinha durado três dias e na mente do sonserino parecia que já tinha passado mais de uma hora e a loira ainda não tinha nem acabado de contar sobre o primeiro dia.

— Ok, vou pegar mais um pouco de suco de abóbora. — disse Brian e foi se juntar com os gêmeos.

— E aí cara. — cumprimentou Lysander.

— Viu Rose Weasley? — perguntou Jason.

— Não vi, ela não veio com a gente, disse que viria mais tarde. — respondeu Brian. — Eu bem que agradeceria se ela chegasse aqui agora para fazer companhia para Sophi.

— Eu resolvo isso pra você. — disse Lysander e foi até onde a loira e a acompanhante de Brian estavam.

Não demorou muito para que o corvino tirasse Sophi de perto de Camile e Brian sorriu, voltando para o seu par. Pelo visto, ele poderia continuar sonhando um pouco mais.

— Quer dançar? — perguntou para Camile e a garota de cabelos pretos sorriu aceitando.

O casal estava subindo pela escada quando quase foram empurrados por Alvo e Alice. O sonserino estava quase levando a menina que passava mal no colo e a deitou em um dos pufes.

— Ela deve ter bebido bastante, você também notou um gosto diferente nesses sucos de abóbora? — disse Camile enquanto voltava a subir.

— Sim, não duvido que essa bebida esteja batizada. — respondeu Brian e puxou a garota para a pista de dança.

Eles dançavam perto do palco. A banda era muito boa e variava entre músicas originais e populares. Camile dançava de uma forma estranha e as vezes imitava algum animal, mesmo assim para o garoto, ela estava linda. E ele começou a dançar da mesma forma.

Para surpresa de Lucy, o sonserino agia como um verdadeiro cavalheiro. Apesar de andar com ele algumas vezes, eles nunca tinham conversado muito. A pequena ruiva já tinha abandonado sua máscara quando viu Alvo quase carregando sua amiga.

— Ali! — disse a ruiva preocupada e foi correndo até a amiga, seguida por Mathews.

— Ela começou a ficar assim do nada. — Alvo falou rapidamente. — A gente estava dançando e puf, ela quase caiu.

— Tenho certeza de que não teve nada haver com isso Al. — falou sua prima. — Math, pega água lá pra ela, por favor.

Mathews foi o mais rápido que conseguiu e logo voltou com o copo de água.

— Sei o que pode a ajudar. — disse Jason e tirou um pequeno frasco de dentro do bolso. Lucy não perdeu tempo e entregou o frasco para a morena. — Em cinco minutos ela já vai estar bem, mas vai se sentir muito cansada.

— Vou levar ela de volta pra Grifinória. — disse Alvo e levantou a morena, passando o braço dela em volta do pescoço dele para que ela não caísse.

— Já são quase onze horas. — disse Lucy. — Eu vou também.

— Eu ajudo. — Mathews disse e foi para o outro lado de Alice e segurou a menina.

— Obrigada Andrew. — Lucy agradeceu e saiu com os meninos.

Antes de irem, pediram para Tiago verificar no mapa se algum professor ou o zelador estavam por perto e depois do moreno confirmar que eles podiam ir, os quatro saíram em direção ao Salão Comunal da Grifinória, que por sorte não era tão longe da torre de astronomia.

— Muito obrigada meninos. — disse Lucy e segurou a garota da mesma forma como os sonserinos haviam a levado até ali. — Vocês são incríveis e vou ter certeza de lembrar ela disso amanhã.

— Boa noite Lucy. — falaram em uníssono.

Assim que eles se foram, a pequena ruiva falou a senha e entrou no Salão Comunal carregando a amiga. Lucy teve um grande esforço para subir com sua amiga e estava exausta quando finalmente deixou Alice em sua cama. Tudo que ela queria era uma bela noite de sono.

— Lucy! — disse Alice logo depois de Lucy se deitar em sua cama. — E a festa? Vamos dançar!

— Já acabou, Alice. — respondeu a ruiva.

— Mas eu queria tanto dançar e beber mais...

— VAI DORMIR ALICE! — Lucy gritou, pegou seu travesseiro e cobriu sua cabeça.

Depois de se despedir das meninas Mathews quis voltar para as masmorras e foi acompanhado de Alvo. No caminho ouviram a voz de Jason conversando com Lysander.

— Relaxa cara. — disse Lysander. — Qualquer coisa vocês conversam no trem.

— Do jeito que ela está a me ignorar... — Jason falou pensativo. — Apenas gostaria de entender o que está acontecendo. Será que a Ros não gostou do beijo?

A vontade de Alvo era entrar no corredor e dar um soco na cara de Jason, mas antes que pudesse entender o que estava acontecendo, já estava sendo puxado por Mathews pelos corredores para longe dos corvinos.

— Você ouviu isso também! — Alvo falou exasperado quando já estava perto das masmorras.

— Ouvi. — respondeu Mathews seco. — Também estou doido para meter a porrada naquele garoto, mas não quero entrar em detenção hoje.

— Eu não acredito que Rose não me contou! — Mathews tinha soltado o moreno que agora arrumava a roupa amassada.

— Talvez não tenha tido importância pra ela. — Mathews disse e deu de ombros. — De qualquer forma, acho que seria melhor se a gente não contasse pra ninguém, afinal isso é entre ela e o metido a príncipe.

Alvo queria ir até a sua prima e tirar satisfações com ela sobre o que havia acontecido, mas achou que talvez confrontar ela só fosse fazer com que a ruiva se afastasse ainda mais. E considerando que nos últimos dias a garota quase não falava com ele, concluiu que seria melhor esperar que a ruiva lhe contasse.

Às onze horas as pessoas começaram a sair. Tiago olhava o mapa para ver se o zelador ou algum professor estava por perto. E Teddy já tinha acabado o show quando Scorpius e a menina olhavam as estrelas do telhado.

— Como funciona essa escolha de nomes na sua família? — perguntou a garota interessada.

— Não sei dizer, acho que escrevem o nome de todas as constelações em um papel e sorteiam. — respondeu Scorpius e riu junto com a garota.

Eles não haviam parado de conversar desde que se encontraram na varanda. Quando o garoto perguntou se ela queria dançar, a loira sugeriu que ao invés de entrar, eles fossem até o telhado e usou o feitiço de levitação para levar os dois até o telhado. Depois ficaram conversando por horas.

— E na sua família como fazem a escolha de nomes? — perguntou o loiro.

— Pessoal lá gosta de repetir nome. — respondeu a garota. — Então é só pegar o nome da mãe, tio, pai, costuma dar certo. Me lembro de uma vez que meu irmão tava chateado com o papai e pegou um passarinho na rua e colocou o mesmo nome nele, aí podia brigar com o animal e descontar a raiva que sentia do papai.

— E ajudou?

— Depois de dois dias ajudei a mamãe a soltar o animal. — a garota respondeu sorrindo. — A gente não aguentava mais meu irmão reclamando pela casa, mas as vezes era engraçado.

Os dois continuaram conversando até decidirem que estava na hora de voltar.

— Essa não. — Scorpius disse assim que a garota o desceu.

— O que foi? — perguntou a loira enquanto descia do telhado.

— Eles se foram. Todos se foram.

A torre de astronomia tinha voltado a ser o que era antes. O palco, os móveis, tudo que estava transfigurado para a festa havia sumido.

— Eu não acredito! — disse a garota exasperada e pegou sua varinha para iluminar o local. — Eu já volto.

A loira disse e desceu correndo para o andar de baixo. Scorpius também acendeu sua varinha e ia descer quando a menina apareceu e disse para que ele a seguisse. Ela pediu para que eles desligassem suas varinhas e o segurou pela mão, o guiando pelo castelo até as masmorras, sem errar sequer uma entrada e avisava o garoto todas as vezes que iam começar a descer pelas escadas para que ele tomasse cuidado. O menino só percebeu que tinha chegado nas masmorras quando ouviu a garota dizer a senha para entrar no Salão Comunal da Sonserina.

— Uau. — disse Scorpius assim que entraram e forçou os olhos se acostumando com a luz. — Você de verdade conhece bem o castelo.

— Posso dizer que sim. — assumiu a garota e foi em direção ao seu dormitório.

— Espera. — pediu Scorpius e segurou a mão da menina fazendo com que seus olhos se encontrassem novamente.

Scorpius não sabia explicar o que sentia. Ele se aproximou da garota e com a outra mão colocou o cabelo da menina atrás da orelha. Ela ainda usava a mascara da festa, assim como ele. O loiro tirou sua mascara e a garota deu um passo para trás.

— Posso ao menos saber seu nome? — perguntou Scorpius com uma voz doce e a loira negou com a cabeça segurando a máscara em seu rosto.

— Boa noite. — respondeu e subiu para seu quarto deixando Scorpius parado no Salão Comunal.

Ele sorriu e subiu para ter sonhos com a loira que acabara de conhecer. Ele não sabia, mas ela chegou em seu quarto, tirou a maquiagem e os feitiços, trocou de roupa e derrotada pelo cansaço deitou feliz com a noite mágica que teve, e com um sorriso no rosto, dormiu a noite toda, como não fazia há um tempo.

Próximo Capítulo:

— ME SOLTA AL! — disse Lílian tentando sair de perto dos braços do irmão.

— Jamais. — Alvo respondeu e apertou sua irmã mais forte. — Fiquei muito tempo longe de você, não vou te soltar tão fácil. Me dá um beijo?

Notas finais
N/A: OOOIII GENTE VOLTEEI, quero agradecer a todos que estão lendo a fic e quero pedir que não sejam leitores fantasmas ok? Aproveitem o capitulo