First Year at Hogwarts
12 Antes de partir
"Palavras podem mentir, mas as atitudes sempre falam a verdade."
Rose acordou cedo, saiu do castelo e foi para o Lago Negro. Ela sorria se lembrando da noite anterior. Apesar de não ter ficado dentro da festa, para sua surpresa, se divertiu bastante com o Malfoy. Pelo menos até que o conto de fadas acabasse e ela tivesse que voltar para a triste realidade onde por culpa dela o loiro quase tinha morrido. E principalmente, não conseguia esquecer o que tinha feito para conseguir salvar a vida do garoto.
Ela se apoiou na borda do píer para observar o rio semi-congelado. A ruiva pensou que talvez voltar para casa fosse o que ela precisava. Ficar longe de seus amigos por um tempo lhe ajudasse.
— Ros. — a ruiva ouviu a voz atrás dela e deu um pulo para trás quase caindo no lago. — Desculpe assustá-la, mas gostaria que me acompanhasse.
— Não quero ir a lugar nenhum com você. — Rose respondeu e se arrumou em seu lugar.
— O que querias que eu fizesse? — Jason perguntou. — Era um duelo! Que ELE começou! Sou culpado por me defender? Ele TE atacou também, se lembra?
Rose não sabia o que dizer. O corvino estava certo, Scorpius que havia começado a lançar feitiços em Jason e sabia também que o moreno não tinha culpa pelo sonserino ter caído da escada. Ela achava que com o passar dos dias conseguiria olhar para Jason sem se lembrar de Scorpius caindo e depois ensanguentado em seus braços, mas a cena se repetia em sua mente.
— Onde quer que eu vá? — perguntou a ruiva sem se mover.
— Sala de Provas. — respondeu o garoto e ela riu seco.
— Sabe o que é engraçado Jason? Toda esse tempo e pesquisa eram gastos para salvar nossos amigos de algum suposto assassino que entrou aqui na escola. — disse a menina e se levantou. — Mas pra salvá-los, eles precisam estar vivos.
— Eu não tentei matar ninguém! — Jason falou exasperado.
— Mas também não ajudou!
— VOCÊ ME DISSE PARA IR EMBORA!
Rose não aguentou a pressão e começou a chorar, como estava acostumada a fazer nos últimos dias. Jason se aproximou da ruiva e ela o abraçou chorando, ficando assim até que parasse de chorar.
— Eu devia ter ficado contigo, peço desculpa. — Jason falou ainda abraçado com a ruiva quando percebeu que ela já estava mais calma e ela o abraçou mais forte. — Se ainda quiser me ajudar, eu juro que nunca duelarei novamente contra seu amigo, ao menos não fora das aulas.
— Jura? — Rose perguntou surpresa com a proposta do menino e se afastou para olhar nos olhos do corvino.
Os olhos dela estavam vermelhos e seu rosto ainda estava molhado pelo choro. Jason sorriu para ela e assentiu e a menina o abraçou mais uma vez para agradecer.
— Eu te ajudo. — Rose disse e limpou o rosto com sua blusa.
A ruiva acompanhou Jason até a Sala de Provas e viu que o lugar estava diferente desde a ultima vez que estive ali. Todos os frascos que estavam nas prateleiras haviam sumido e a parede onde ficava o mapa das pistas estava vazia.
— Quase tudo está guardado. — explicou Jason entrando na sala. — Pedi a mamãe que deixasse os novos registros para que eu analisasse em casa no Natal.
— Então por que me chamou aqui? — perguntou Rose confusa e Jason pegou a pequena caixa solitária que estava em uma das prateleiras.
— Aqui dentro se encontram os frascos da ultima análise. — disse Jason com as mãos em cima da caixa. — Que foi feita ontem, na noite de lua cheia.
Rose estava tão dispersa conversando com Scorpius que nem tinha reparado na lua, mas assim que Jason mencionou sobre a lua ela se lembrou que tinha a visto.
— O que houve? — perguntou a ruiva. — Deu certo? Funcionou?
— Não exatamente. — disse Jason e abriu a caixa. — Mas houve uma alteração favorável. Os testes foram realizados no inicio da noite e este frasco mostrou uma reação positiva.
— Não entendo... Qual o problema?
— A reação resolveu o problema de transformação, porém com um curto tempo de ação. — Jason falou e colocou o frasco na mesa. — Durou apenas cinco minutos para a quantidade de sangue na amostra, se injetado num lobisomem duraria no máximo dois minutos. Estávamos certos, mas não foi o suficiente.
— Então estamos com o mesmo problema de todas as outras poções. — ela disse e se sentou.
Ela já havia pensado em poções que durassem mais tempo e seria realmente bom poder retardar a duração da poção, como na Poção Polissuco, mas não sabia de nada que pudesse ajudar, afinal a única coisa que conhecia que era capaz de retardar algo era o sangue de unicórnio.
— E se a gente usasse o sangue de unicórnio? — perguntou Rose. — Ele retarda o processo, não é?
— Funciona apenas em casos de mortes Rose. — explicou Jason. — Além disso, não é um componente a ser utilizado em poções, principalmente se desejamos que seja aprovada pelo Ministério. De todo modo, a transformação é mais como uma doença.
— Algo que pudesse ser curado com um bezoar? — Rose disse após um tempo em silêncio.
— De certa forma. Porém com uma potência de cura maior.
— Algo tipo lágrima de fênix? — perguntou a ruiva e Jason parou por um tempo
— É perfeito! — Jason disse animado e pegou um pergaminho em branco que estava em outra prateleira. — Se juntarmos a lágrima de fênix com veneno de acromântula poderá dar certo! O veneno deve enfraquecer o corpo tempo suficiente pra poção fazer efeito e a lágrima impede a transformação.
Jason parou de escrever e olhou para Rose sorrindo.
— Fico feliz que tenha voltado. Você é brilhante!
— Aprendi com uns amigos. — Rose disse sorrindo de volta para o corvino. — Então nos vemos na volta?
— Na verdade... — disse Jason. — Pensei que poderíamos ir atrás desses ingredientes agora, depois do feriado será mais difícil de conseguir.
Como ainda era cedo, Rose foi com Jason até a enfermaria para ver se a Madame Pomfrey teria guardado em seu armário. A ruiva achou incrível a forma como Jason chegou, cumprimentou a enfermeira e foi direto para seu armário, sem que ela perguntasse o que o garoto queria. Assim como suspeitava, ele deveria passar bastante tempo por lá.
— Achei que teria o veneno de acromântula por aqui. — falou Jason enquanto procurava pela quarta vez o ingrediente no armário.
— Por que não tentamos na sala da professora Rover? — perguntou Rose e viu que o menino estremeceu.
— Não tenho autorização.
— Confia em mim. — disse a garota e sorriu. — Tenho uma ideia.
Quando o moreno terminou de arrumar o que tinha bagunçado no armário da enfermeira, Rose o pegou pela mão e o levou até um corredor que ficava perto do depósito de mantimentos da aula de poções. Rose sabia que era perigoso, mas com sorte, seu plano daria certo.
— Desilusório!— disse Rose para Jason antes que ele pudesse dizer alguma coisa. — Vai lá e pega o veneno.
Jason abriu a porta do armário de poções e entrou enquanto Rose esperava do lado de fora. A garota ia pegar o pergaminho com a cópia do mapa para verificar se havia alguém por perto quando ouviu uma voz que a fez paralisar com a mão no bolso.
— Rose? O que faz aqui essa hora? — a professora Rover tinha acabado de aparecer no corredor.
— Pro-professora! — disse Rose e sorriu. — Estava a sua procura! Estava lendo sobre a poção Felix Felicis e estava com algumas dúvidas.
— Ah, pode perguntar. — a ruiva olhou para o armário e viu que Jason ainda não havia saído. – Essa poção é um pouco avançada para sua idade, além disso, exige muito tempo de preparo.
— É claro. — disse a ruiva. — Depois de seis meses a poção está pronta para ser consumida, mas ela também é muito perigosa se for bebida em excesso, não é?
— Exatamente, mas qual é a dúvida? — Rose olhou para a porta ansiosa pela demora do moreno.
— Quanto exatamente é muito?
— Creio que mais que um gole da poção já seja muito. — respondeu a professora. — Tenho que ir, preciso pegar uns ingredientes antes do Natal.
— Espera. — a ruiva correu atrás da professora assim que ela abriu a porta do armário. — Eu ainda não entendi, quanto que deve ser tomado, por exemplo, um gole meu, pode ser mais que o seu e quando eu estou com cede dou um gole maior e se eu acabar dando um gole pequeno para durar mais ele vai fazer efeito?
— Senhorita Weasley, se está com cede beba água antes de beber a poção. Se está em dúvida da quantidade que deve ser tomada coloque em um frasco de dose única, assim não tem problemas. — a professora Rover entrou no armário e pegou alguns frascos depois fechou o armário e o trancou com a varinha. — Até logo Weasley.
A professora virou o corredor e Rose pegou sua varinha para tentar abrir o armário, mas antes que lançasse algum feitiço Jason reapareceu em seu lado.
— Ouvi a voz da Prof. Rover, e não como não sabia se ela conseguiria ver o armário se abrindo, esperei que fosse embora. — explicou Jason. — E saí no instante em que ela abriu o armário.
— Você quase me matou de susto menino. — reclamou Rose e bateu no braço do menino. — Pensei que ela tinha te trancado lá dentro.
— Não há motivos para preocupações Ros. — Jason sorriu. — Na verdade, há uma.
— O que foi?
— Encontrei apenas o veneno de acromântula, nada de lágrima de Fênix. Na verdade, é um elemento raro de se conseguir, eu tinha a esperança de darmos sorte e encontrar aqui. — disse Jason e o estômago de Rose roncou de fome. — Me desculpe! Esqueci do café da manhã.
— Sem problemas, é que ontem quase não fui jantar e quase não comi na festa.
— Não a vi com seus amigos, nem sabia que havia ido.
— Eu estava lá. — disse Rose e continuou antes que Jason fizesse mais perguntas. — Vou falar com meu primo e ver se descubro alguma coisa e nos encontramos depois do café da manhã.
A ruiva seguiu com o corvino para o Salão Principal onde teriam a ultima refeição antes de retornarem para casa. Assim que entrou viu que seus amigos estavam quase terminando de comer. Todos se viraram com olhares preocupados para ela e Jason assim que passaram pela porta.
— O que aconteceu? — perguntou Rose se sentando.
— Você está louca?! — Sophi disse com raiva. — Eu estava falando para os meninos que não tinha te visto desde ontem e você não estava no quarto quando chegamos, muito menos foi na festa como prometeu. Então onde você se meteu?
— Eu fui pra festa. — Rose respondeu e começou a comer.
— Como é que você foi se ninguém te viu? — perguntou seu primo Alvo.
— Molly II me viu. — disse a ruiva. — Mas de qualquer forma, pra que tantas perguntas, voltei tarde, foi só isso.
— Sophi disse que você nem tinha passado a noite no quarto. — continuou Mathews.
— Mas eu passei. — Rose disse irritada. Já estava cansada de ter que responder perguntas sobre a noite anterior. — Fui pra festa, voltei tarde e saí cedo para dar uma volta. Acabei encontrando com Jason e aqui estou. Assim está bom para vocês ou vou precisar fazer um relatório mais completo sobre a minha vida em Hogwarts?
Seus amigos não comentaram mais nada enquanto ela comia e desde que se sentou na mesa, a ruiva não olhou para Scorpius. Ela não queria trazer os pensamentos da noite passada para sua mente e tinha uma tarefa mais urgente para ser concluída.
Os sonserinos começaram a falar sobre como deveriam passar o Natal e os presentes que costumavam receber de suas famílias. Todos estavam animados com o primeiro retorno e Rose comeu o mais rápido que pode depois perguntou se seu primo podia acompanhá-la, pois queria conferir seu malão novamente antes que ele fosse levado pelos elfos.
— Então... — disse Rose enquanto andava com o primo pelos corredores. — Você disse que tio Harry foi curado por uma fênix. Sabe como ele a conseguiu?
— O ex-diretor Dumbledore tinha uma, ele dizia que era algo da família. — respondeu Alvo.
— E você já ouviu falar em alguma família que o diretor tinha? — perguntou a ruiva.
— Nenhuma que papai tenha contado. — Alvo disse e deu de ombros. — Papai disse que a fênix do ex-diretor, Fawkes, sumiu quando o professor Snape matou Dumbledore.
— Será que ela ainda está viva? — perguntou Rose. — Afinal elas renascem das cinzas, não é?
— Não sei dizer, nunca procurei saber por quanto tempo elas vivem. Mesmo morrendo e nascendo de novo, não sei se tem, sabe, tipo um limite.
— Me lembrei agora que eu tenho outra coisa pra fazer. — disse Rose apressada e se virou para sair.
— Espera! — Alvo pediu e foi até a ruiva. — Você não tem mais nada para falar?
— Não que eu me lembre agora. — a sonserina respondeu e viu a expressão de decepção no rosto do primo, mas não podia lidar com problemas pessoais agora, afinal ela tinha pouco tempo. — Acho que já conferi tudo o que eu precisava, nos encontramos no trem. Até logo Al.
Rose saiu correndo e foi se encontrar com Jason perto do lago. Como ainda estava frio e poucas pessoas saíam do castelo, era o melhor lugar para eles poderem conversar com privacidade. A ruiva contou ao corvino o que havia descoberto por seu primo e o garoto ficou pensativo.
— A gente podia visitar o escritório de McGonagall e tentar falar com o quadro do ex-diretor para ver se descobrimos alguma coisa. — propôs a garota.
— Duvido dê para entrar no escritório hoje. — confessou Jason. — McGonagall anda bem ocupada ultimamente, mas talvez possamos encontrar algo se visitarmos o túmulo do ex-diretor.
Jason guiou os dois até os jardins de Hogwarts onde se encontrava o túmulo do ex-diretor Alvo Dumbledore. Quando chegaram, a garota percebeu que no túmulo branco tinha algumas escritas e desenhos.
– J?
— Sim.
— O que esperava encontrar aqui? Sabe... Não acho que Dumbledore foi enterrado com um frasco com a lágrima da Fawkes. — Rose falou e Jason riu.
— Não viemos por isso. — Jason falou passando a mão pelos desenhos no túmulo. — Achei!
— O que... — a ruiva chegou perto de onde estava a mão do menino e viu entre os desenhos, a Fawkes na pedra branca. — Uau! Como ela é linda.
— Sim, olhe. — o garoto apontou para os desenhos em baixo da ave.
— O que é isso? — Rose perguntou confusa ao com os desenhos.
— De fato é uma linguagem.
— Mas o que significa?
— Não sei, posso crer que seja uma pista para encontrar uma fênix. Não colocariam esses desenhos perto dela sem motivos. Lembro-me de já ter visto esses desenhos em algum lugar, mas não me recordo onde. — Jason tirou do bolso um celular e o garoto riu da expressão da ruiva. — Usarei para avisar minha mãe quando chegarmos a Kings Cross. Como não há sinal e muito menos energia elétrica por aqui utilizo apenas para o necessário. É melhor irmos agora, verei se encontro alguma pista e envio uma coruja a ti.
Os alunos voltaram para Hogwarts e entraram na fila dos estudantes que iam para Hogsmeade. Embarcando no trem assim que chegaram. Rose se despediu de Jason e foi se sentar na cabine com seus amigos.
— E a ruiva apareceu. — disse Mathews. — Achei que já tivesse abandonado seus sonserinos favoritos.
— Quem disse que são meus favoritos? — perguntou a ruiva com um sorriso.
— Nós sabemos disso.
— Onde está o resto do pessoal? — perguntou Rose entrando na cabine onde estava Alvo, Scorpius e Mathews. — Cade a Sophi? E Alice e Lucy?
— A Weasley doidinha passou por aqui e chamou as Alice e Lucy. — disse Mathews.
— Molly. — explicou Alvo e Rose se sentou ao lado dele.
— E Sophi disse que iria para outra cabine. — continuou Mathews.
Em algum momento da viagem a ruiva dormiu no colo de seu primo e só foi acordar quando o trem parou na plataforma.
— WEASLEY! — Rose ouviu o grito e abriu os olhos assustada olhando direto para Scorpius, que desviou o olhar para Alvo. — Eu te avisei que ela acordaria.
— Até mais pessoal. — disse Mathews. — Quero ouvir muitas histórias quando voltarmos.
Mathews se despediu de seus amigos e saiu da cabine apressado, acompanhado de Scorpius. Alvo se levantou assim que sua prima saiu de seu colo e saiu da cabine. Rose o encontrou falando com Alice enquanto ia para a saída do trem.
— E está animado para conhecer a mansão dos Malfoy? — disse Alice.
— Sim, um pouco nervoso. — respondeu Alvo para surpresa de Rose que não sabia que o primo havia combinado de visitar Scorpius.
Quando desceram do trem na estação de King Cross, os alunos saíram correndo para encontrar seus pais. Harry, Rony, Angelina, Percy, Audrey e Andrômeda Tonks estavam juntos na espera dos filhos e netos que saíam aos poucos do trem.
Harry avisou para Alvo que no dia seguinte teria um almoço na Toca, quando estacionou na porta de casa, pouco antes de o garoto ir correndo abraçar sua irmã.
— ME SOLTA AL! — disse Lílian tentando sair de perto dos braços do irmão.
— Jamais. — Alvo respondeu e apertou sua irmã mais forte. — Ninguém mandou você e Hugo decidirem não receber a gente em King Cross. Fiquei muito tempo longe de você, não vou te soltar tão fácil. Me dá um beijo?
— Para Al, PARA!- Lílian gritou. — Se toda vez que você voltar de Hogwarts for assim vou dar um jeito de ficar fora de casa até você ir novamente.
— Poxa Lili, é isso que você diz a um irmão carinhoso que sentiu muito a sua falta? — Alvo disse se fingindo magoado.
Lílian beijou a bochecha do irmão e assim que ele a soltou, a garota saiu correndo para seu quarto.
— E eu não ganho abraço? — perguntou Gina aparecendo na porta da sala e o moreno foi correndo até a mãe para lhe dar um abraço.
Tiago que já havia cumprimentado sua mãe, subiu direto com seu malão para o quarto enquanto seu irmão mais novo aproveitava para contar a seus pais tudo o que havia feito e aprendido na nova escola até a hora do jantar.
— Mamãe, eu posso ir à casa do Scorpius nessas férias? — Alvo perguntou e fez seu pai se engasgar.
— O que disse filho? — Gina perguntou tentando mostrar naturalidade.
— Ele me chamou para ir a casa dele, ficou de me mandar uma coruja enviando o endereço de onde ele mora.
— Pelo que conheço Draco, ele não vai aceitar isso. — Harry falou tão baixo que apenas sua esposa ouviu o que ele havia dito.
— Claro que pode! — respondeu sua mãe ignorando o comentário do marido.
— Sério? Vou escrever pro Scorpius que vocês deixaram. — Alvo disse se levantando da cadeira e indo em direção as escadas. — Obrigado mamãe, obrigado papai.
— Eu disse que essa amizade entre Alvo e a doninha descolorida não ia prestar. — Tiago comentou assim que Alvo saiu da mesa.
— O que esse Scorpius tem de ruim? — perguntou Lili.
— O pai. — disse Harry.
— Tudo. — falou Tiago.
— Nada. — respondeu Gina e olhou com raiva para os dois.
Rose estava deitada, depois de ouvir por horas seu pai reclamando sobre casa da qual ela havia sido selecionada em Hogwarts, quando uma coruja entrou em seu quarto e deixou uma carta. Ela não reconheceu de quem era imaginou que fosse de Sophi, mas assim que começou a ler a carta que havia recebido entendeu de quem era.
Ros,
Eu sabia que já havia visto aqueles desenhos antes, faz parte do livro Durmstrang: um pouco da História. Pesquisei na internet e descobri que são hieróglifos egípcios já fiz a tradução e estou fazendo pesquisas para ver o que mais posso descobrir.
Segue abaixo a tradução:
Na Grécia foi formada
Muito antes já criada
Logo muito procurada
Nove chances lhe era dada
Sua carne desejada
A sua pele incendiada
Quase fora assassinada
Por Dumbledore resgatada
Obs.: Por algum motivo, apesar de egípcios os hieróglifos estavam, por sorte, em norueguês então foi fácil para eu traduzir. Assim que tiver mais notícias eu te aviso.
A ruiva leu a carta diversas vezes para decorar o que estava escrito ali. Ela não tinha noção do que significava, mas torcia para descobrir algo de seu primo no dia seguinte. Já era tarde quando a garota respondeu a Andrew que tentaria descobrir o que pudesse e se deitou.
Como de costume a Toca estava cheia no almoço servido por Molly, mesmo que nem toda a família estivesse presente. Rose e Alvo contavam animados para o resto da família sobre a escola e os mais novos ouviam animados. Quando o almoço ia ser servido Rose aproveitou para falar com seu primo.
— Al, você sabe algo sobre as Fênix?
— Só que Dumbledore tinha uma e que a lágrima delas pode curar feridas graves.
— Mas você sabe como encontrar uma?
— Não faço ideia. — Alvo respondeu e ficou pensativo. — Mas por que?
— Li sobre elas em um livro e fiquei curiosa. — mentiu a ruiva.
Logo os Potter e Weasley estavam comendo no jardim. Lili ficou chateada por seus pais não terem deixado que a pequena Potter fosse com Teddy e Victorie quando descobriu que eles passariam o natal na França e por este motivo não iriam no almoço.
— A família cresce, mas vai ficando menor. — comentou Molly II. — Se eles decidirem fazer o casamento na França, vamos poder aparatar para lá? Ou todos teremos que entrar num avião? Será que tem como ir via Rede Flu? Ou vamos arrumar uma chave de portal? Pelo amor dos vestidos azuis de Tia Fleur, vocês não nos fariam viajar até lá em vassouras não é mesmo? Ou com o carro voador do vovô. Eu já disse pra vocês que tenho enjoo naquele carro, não é? E já vou avisando que se eu ficar em cima de uma vassoura por mais de...
— CALA BOCA MOLLY! — Fred II e Tiago gritaram.
— Os dois não fariam o casamento lá, não é mesmo Arthur? — perguntou Molly.
— Claro que não meu bem. — respondeu Arthur pensativo. — Apesar de que seria uma ótima ideia para testar o novo carro voador, os meninos voaram até Hogwarts com o antigo, fico imaginando até onde esse poderia chegar.
— VOARAM ATÉ HOGWARTS? — todas as crianças perguntaram ao mesmo tempo e olharam para seu avô.
— Como vai família! — disse Carlinhos entrando no jardim.
— Meu filho! — cumprimentou Molly e lançou um olhar assassino para Arthur antes de ir dar um abraço no filho. — Chegou na hora certa! Não sabia que tinha voltado.
— Não contou a eles Hermione? — perguntou Carlinhos e a morena sorriu.
— Quis esperar você chegar.
— Contar o que? — perguntou Rony preocupado.
— Infelizmente não poderemos passar o Natal com vocês. — Hermione disse á Molly. — Carlinhos está aqui para me acompanhar em minha visita á Durmstrang amanhã.
— Amanhã? Eu vou junto! — Rose e Rony disseram ao mesmo tempo em uma mistura de surpresa por parte da pequena e indignação por parte do pai.
— O que você quer fazer lá? — Hermione e Rony perguntaram ao mesmo tempo para a filha.
— De qualquer forma, preciso verificar se posso levar alguém comigo. — continuou Hermione antes que sua filha pudesse responder.
— Mais Weasleys que se vão. — disse Molly II e seus primos reviraram os olhos.
Para Alvo não tinha dúvidas de que não importava o motivo sua prima desse por estar tão ansiosa para ir visitar Durmstrang com sua mãe, mas ele sabia que no fundo teria algo haver com Jason Andrew. E o moreno se sentiu chateado por ver que mais uma vez, estava sendo deixado de lado por sua prima. Ele esperava que durante as férias eles pudessem se aproximar, mas com a viagem da garota, seu objetivo ficava ainda mais distante.
Próximo Capítulo:
— Muito obrigada Al. — disse Rose e abraçou seu primo.
Naquele momento, ele sentiu que a ruiva ainda era a mesma de quatro meses atrás. Ela ainda era sua prima sabe tudo de sempre e ele se sentia bem ao lado dela.
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