"Tudo que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite nele."

ALVO E ROSE CONVERSARAM quase a noite toda, planejando coisas para fazer na nova escola e pensando em como iriam se divertir em Hogwarts. E o moreno contou a ruiva tudo que Tiago havia lhe falado sobre o lugar e as aulas.

A noite foi passando e Alvo foi para o quarto de Hugo dormir, quando viu que a prima estava quase adormecendo. Quando chegou lá encontrou o primo dormindo, então entrou em silencio, se deitou e tentou tirar tudo da cabeça para ver se conseguia dormir mais rápido, mas não adiantou nada. E para Alvo parecia que haviam passado apenas alguns minutos quando escutou:

— ALVO ACORDA! ACORDAAAA SE ARRUMA! — Rose gritava e pulava em cima da cama de Alvo. — Vamos levar o Scott para passear antes de você ir embora. VAI! Se arruma!

— Calma Rose, você parece até a Lil. Se me acordar sempre assim, um dia eu morro. — Alvo respondeu sonolento. — Já estou levantando, vai lá para baixo que te encontro lá.

— Ok, estou indo. Seja rápido. — Rose falou e deu um beijo na bochecha de Alvo antes de sair e descer.

Alvo e Rose aproveitaram muito o dia juntos, com brincadeiras e jogos na companhia de Hugo. E depois de comerem sorvete, Alvo voltou para a casa dos Potter antes de anoitecer.

A semana passou de pressa e o tão esperado sábado chegou.

— Vamos Tiago, levante, vamos ao Beco Diagonal. — disse Harry tentando acordar o filho.

— Já estou indo. — Tiago disse e se virou para o outro lado da cama.

— Tiago, estou falando sério. Vou contar até três. — Harry falou perdendo a paciência. — UM. DOIS. TRÊS. Aguamenti!

Um jato de água saiu da varinha de Harry e caiu direto em seu filho Tiago, que rapidamente se levantou assustado.

— MAS... MAS, O QUE? — gritou Tiago assustado olhando para toda aquela água.

— Eu te avisei. Agora vai se arrumar. — Harry disse sorrindo e com um balanço da varinha ele secou o colchão e o chão do quarto de Tiago.

Tiago foi reclamando para o banheiro, enquanto seu pai ria contente. Harry foi ver como Gina tinha se saído para acordar os outros filhos e ao entrar no quarto de Alvo encontrou o menino penteando o cabelo, já vestido com uma bermuda e uma camisa larga.

— Bom dia meu filho, passei aqui só para ver se tinha acordado. — Harry disse parado na porta do quarto de Alvo.

— Bom dia papai, estava ansioso para finalmente fazer minhas compras no Beco Diagonal. Não acredito que finalmente vou para Hogwarts!

— Meu garotinho cresceu, daqui a pouco já vai se formar e esquecer do pai. — disse Harry emocionado.

— Calma ai papai! Não será tão fácil para o senhor se livrar de mim. — Alvo disse sorrindo e Harry riu antes de ir em direção ao quarto de sua filha. Até que ouviu a voz da menina no andar de baixo desceu.

— Bom dia minhas lindas. — Harry deu um beijo na testa da filha e um selinho na esposa.

— Bom dia papai! Nas férias o senhor nos leva para a França para visitarmos o Louis? — pediu Lílian fazendo cara de cachorrinho perdido.

— Vamos ver se vai dar, ok filha?

— Está bem papai. — Lílian falou e abraçou o pai.

Logo, todos da família estavam no andar de baixo tomando café da manhã. E Alvo não conseguia segurar sua empolgação e olhava no relógio de um em um minuto para conferir as horas.

Harry, Gina, Tiago, Lílian e Alvo foram para o jardim depois que todos terminaram o café para aparatar. Tiago e Alvo iriam com o Harry e Lílian com Gina.

Quando chegaram ao Beco Diagonal, Harry seguiu com sua família para a Sorveteria do Florean Fortescue, onde haviam combinado de encontrar a família Weasley. Não demorou muito para que a família estivesse completa e Percy pediu a Hermione que acompanhasse seus filhos, já que precisava ir ao Ministério. Então aparatou com Angelina, deixando os Potter, Hermione, Rony, Fred, Angelina, Roxanne, Rose, Hugo, Victorie, Molly II e Lucy.

Angelina avisou que George os encontraria na loja de logros, pois tinha que trabalhar, e foi com Roxane, Tiago e Fred. Hermione e Gina foram com Victorie, Rose e Lucy. Harry ficou com Alvo e Molly II. Rony com Lílian e Hugo, que ainda não tinham idade para ir á Hogwarts. Assim, divididos em todos foram as compras no Beco Diagonal.

Hermione e Gina conversavam com Victorie sobre o casamento enquanto Rose e Lucy viam seus novos uniformes de Hogwarts na loja da Madame Malkin. Felizmente, Rony não estava com elas para falar sobre a época em que compravam tudo de segunda mão.

Rose checou pela centésima vez a sua lista de material.

Livros:

— Livro padrão de feitiços (1ªsérie), Autora: Miranda Goshwak

— Transformação básica, Autora: Brenda Srech

— História da Magia (1ª série), Autora: Zatery Guiller

— Plantas Magicas Nível 1, Autora: Amélia Rutter

— Bebidas e Poções Magicas, Autor: Arsênio Jigger

Roupas:

— Chapéu Pontudo Simples

— Suéter

— Camisetas

— Sapato

— Gravata

— Veste Simples

Equipamentos:

— Caldeirão

— Faca de prata

— Alfomariz e Pilão

— Kit de Poção

— Uma balança de latão para medir os ingredientes

— Varinha

Os alunos do primeiro ano podem levar gato OU coruja OU sapo.

Não é permitido aos alunos do primeiro ano levar vassouras.

Madame Malkin ajudou a arrumar a roupa das meninas e seguiram com Gina, Hermione e Vic para a Floreios e Borrões.

Não muito longe dali, Alvo com seu pai e Molly II foram para a loja do Sr. Olivaras. Alvo precisava escolher sua primeira varinha e estava ansioso prestando atenção em tudo que ouvia enquanto Molly II mexia em algumas caixas de varinhas.

— Sabe garoto, me lembro de todas as varinhas vendidas, a do seu irmão, carvalho, 27 cm com escama de sereia e flexível. Sabe, a varinha escolhe o bruxo meu caro. Tente essa. — disse o Sr. Olivaras. — Essa tem madeira de carvalho, 25 cm, com cabelo de sereia, flexível.

Alvo testou e caiu tudo de cima da mesa do Sr. Olivaras, quase no pé de Harry e Molly II se segurou para não rir.

— Não, não, definitivamente não. Tente essa. — disse Sr. Olivaras colocando outra varina na mão de Alvo. — Salgueiro, 30 cm, pêlo de centauro.

Alvo testou novamente e o abajur quebrou. Molly II se lembrou de quando foi escolher a sua, assim que ela entrou na loja escolheu uma que tinha uma caixa brilhante e deu certo. Ela não podia imaginar que poderia ser tão desastrosa uma escolha de varinhas. Alvo testou mais de quinze varinhas e nada. Algumas que ele testava derrubavam materiais das prateleiras outras quebravam alguns poucos itens de decoração da loja e nada. Molly II já estava escondida atrás de uma pilha de caixas e Alvo estava desanimado querendo ir embora, mas seu pai e o Sr. Olivaras continuavam o incentivando.

— Tente essa, azevinho, 19 cm, flexível, dente de vampiro. — disse Sr. Olivaras e novamente entregou a varinha ao menino, que não funcionou.

— Ok, já chega, não tem nenhuma varinha que combine comigo. — Alvo falou irritado. — Me deixe ir embora logo papai.

— Espera garoto, acho que já sei qual pode ser a perfeita para você. — disse o Sr. Olivaras e foi para o fundo da loja e trouxe uma caixa velha. — Não sei como não pensei nisso antes, estava na cara. Teste.

—Que caixa horrível. — disse Molly II baixinho atrás de sua fortaleza de proteção.

Alvo pegou a varinha e para sua surpresa se iluminou quando o menino tocou.

—Ainda estou viva! — Molly II comemorou saindo de trás das caixas e Alvo revirou os olhos sorrindo por ter encontrado sua varinha.

— Vamos meu filho teste. — Harry disse orgulhoso e aliviado por finalmente o menino ter achado uma varinha.

Alvo levantou um pouco e o lustre que ele havia quebrado se consertou. Ele sabia que tinha que falar reparo para algo acontecer, ele realmente havia pensado nesse feitiço, mas ele era muito novo para praticar feitiços mudos. Então apenas sorriu aliviado com a sorte.

— Essa, garoto, é uma varinha de Salgueiro, 29 cm, pena de fênix e flexível. — disse o Sr. Olivaras orgulhoso.

Alvo notou que Harry estava emocionado e sorriu para o pai, mesmo sem saber muito bem se seria por estar vivo ou por ter ajudado o filho na difícil tarefa de escolha da varinha.

— Me dê a varinha para eu embalar. — Sr. Olivaras falou acordando Alvo e Harry de seus pensamentos.

Quando saíram de lá, Alvo não deixou de notar a expressão do pai. Ele ia perguntar o que havia acontecido viu três meninas correndo animadas na direção deles. Eram Lucy, Rose e Alice Longbottom, a filha do seu futuro professor de Herbologia, de cabelos pretos ondulados, até o meio das costas e olhos azuis penetrantes. Ela tinha mudado muito desde o dia da foto que achou no escritório de seu pai.

— Oi Al. — Alice disse e abraçou Alvo. — Tudo bem?

— Oi Alice, sim e você? — respondeu sorrindo e viu Harry indo em direção á loja de doces onde estava sua mãe e Hermione com Victorie e a mãe de Alice.

— Ótima! — Alice disse animada. — Quanto tempo... Já comprou tudo?

— Ainda não. — Alvo respondeu e foi atrás do pai. — Ei, papai! Ainda temos que comprar os livros e passar na Madame Malkin para ver minhas roupas!

— Se não se importam, vou ficar com elas. — Molly II disse rapidamente. Afinal, já tinha tido muito de Destruição Potter pro resto da vida. E não queria saber se sobreviveria caso as roupas começassem a voar ou os livros a caírem.

— Sem problemas. — Harry respondeu sorrindo.

— Meninas, vamos para as Gemialidades Weasley? — propôs Alice.

— Não dá, ainda temos que ir à loja do Sr. Olivaras. — lembrou Rose.

— Oh, Merlin! Por que?? — Molly II falou erguendo as mãos em súplica e as meninas olharam para ela sem entender.

— Se quiser pode ir. — Rose continuou falando com Alice. — E podemos nos encontrar lá depois.

— Isso! — Molly II falou animada. — Vou com ela. Boa sorte pra vocês. Tentem não colocar a loja abaixo.

— Nos vemos lá então. — Alice falou rindo e depois de falar com sua mãe foi caminhando com uma saltitante Molly II em direção à loja de logros.

Alice, sua mãe e Molly II entraram na loja e viram um menino loiro de olhos azuis olhando da calçada com uma cara estranha.

— Eu já volto. — Alice disse e saiu indo em direção ao menino que parecia ter comido uma das vomitilhas. — Você está bem?

— Sim, sim... É só que eu não sei se devo entrar sabe... — respondeu o garoto mexendo ansioso no cabelo. — Meu pai diz que essa loja é uma palhaçada e não devemos nos meter com esse tipo de gente.

— Olha... Eu não sei quem é seu pai, mas eu já me meti com eles no passado. São gente boa, apesar de ter um pessoal estranho. — Alice disse a ultima parte pensativa e puxou o garoto pela mão. — Vem comigo, não vai se arrepender.

— Bom eu... — ele ia começar a argumentar e inventar desculpas, mas quando percebeu já estava no meio da loja com diversas coisas voando ao seu redor.

Havia de tudo na loja de logros. Desde poções em forma de balas e comprimidos, a objetos estranhamente animados. Ele nunca havia visto nada igual e queria comprar tudo, só não sabia por deveria começar.

Alice mostrou a ele diversos produtos explicando suas funcionalidades, como um copo de cerveja amanteigada que nunca acabava, caixinhas musicais que tocavam qualquer música, tintas de todas as cores, pergaminhos enfeitiçados que permitia a comunicação de duas pessoas de qualquer lugar e que depois que a mensagem era lida, ela apagava. A garota o levou para um canto que disse ter sentido cheiro de morango, chocolate quente e rosa branca. Bem diferente do que ele sentia.

— Isso aqui é uma poção do amor... — Alice ia explicando e parou quando percebeu que ainda não tinha se apresentado ao garoto. — Desculpe, mas qual é o seu nome?

— Scorpius Malfoy, e a senhorita é? — Scorpius perguntou, admirando as cores da poção do amor.

— Alice Longbottom. — Alice respondeu pensativa, tentando se lembrar de onde tinha ouvido falar sobre um Malfoy.

— Alice! — disse Molly II se aproximando. — Rose chegou e está procurando por você.

— Bom... Alice eu já fiquei tempo demais, foi um prazer te conhecer. — Scorpius disse se despedindo. — Nos vemos por aí.

— Tudo bem, até mais. — Alice respondeu e foi com Molly II atrás de Rose, depois que Scorpius saiu.

Alvo tinha comprado seus materiais e o uniforme. E seguia em direção a loja de logro para encontrar sua família. Seu tio George havia dito para esperarem em frente à loja e quando começou a anoitecer começou uma explosão de fogos incrível em cima da loja. Todos estavam fascinados com os fogos que formavam letras e tomavam formas.

Depois que terminou os Weasley, Potter e Longbottom foram embora. E só voltaram a se encontrar duas semanas depois onde teria o ultimo jantar em família antes das crianças partirem para Hogwarts.

E apesar da animação, a despedida acabou rápido, já que no dia seguinte eles levantariam bem cedo para irem à estação e alguns como Tiago e Fred II nem sequer tinham terminado a mala.

Alvo tentou dormir depois de ser obrigado, junto com todo o resto do bairro, a ouvir Gina brigando com Tiago para terminar sua mala logo, mas estava muito ansioso e ele sabia que a partir do dia seguinte sua vida mudaria completamente. Ele deixaria a sua casa por um longo tempo pela primeira vez, conheceria novas pessoas, aprenderia a fazer magia, descobriria mais sobre o mundo bruxo. A mente de Alvo estava um turbilhão quando finalmente vencido pelo cansaço, ele adormeceu.

Próximo Capítulo:

— Mais uma pergunta. — disse Alvo. — O chuveiro é bom?

— Não é ruim, mas se você se tornar monitor, poderá usar o banheiro dos monitores que é maravilhoso a partir do quinto ano. — Harry respondeu e Alvo se levantou depressa.

— Então quer dizer que vou ter que esperar, com sorte, por CINCO ANOS pra tomar um bom banho? — Alvo disse exasperado e Harry riu. — Eu desisto, não quero mais.

— Vai desistir só por causa do banho? — Harry perguntou.

Notas finais
N/A: Bom... eu achei melhor postar esse no inicio da semana para compensar que eu postei o primeiro capitulo no meio da semana resolvi postar três capítulos essa semana, então para não acabar sendo um dia atrás do outro postei hoje. Espero que gostem e comentem, beijinhooos