Fire and Rage

3 III - Not to Wake the Monsters


Notas iniciais
"Não desças os degraus do sonho Para não despertar os monstros. Não subas aos sótãos - onde Os deuses, por trás das suas máscaras, Ocultam o próprio enigma. Não desças, não subas, fica. O mistério está é na tua vida! E é um sonho louco este nosso mundo..." - Mario Quintana, "Os Degraus".

Ela ajustou o óculos no rosto e posicionou a câmera para a frente, tentando ajustar o foco. Ainda estava um pouco cansada do dia anterior, e tinha que tomar litros de café para se manter acordada. Ela pegou mais um pedaço do chocolate que estava apoiado na beirada da mesa e deu uma mordida, descansando a câmera na bancada.

Arrumou as fotos que estavam em sua mão numa ordem de acordo com a tonalidade da luz. Seu voou de volta para a Inglaterra no dia anterior tinha atrasado, e ela teve que passar a noite em um aeroporto lotado de Paris, praguejando. Não tinha conseguido dormir, e quando finalmente se viu em casa, já era madrugada de uma Segunda-feira,

e daqui a algumas horas teria aula na faculdade.

Anya bocejou e olhou para as milhares de fotos espalhadas na bancada. Ela gostava de fotografar e de pegar a impressão da luz em suas fotos — de como um oceano poderia parecer imensamente mais bonito em um pôr do sol, e de como a neve era ainda mais bonita quando vista em um local pouco iluminado, seus pequenos pontinhos brancos brilhando na escuridão; e era isso que fazia na maior parte do tempo.

E era por isso que, ao chegar em casa de suas intermináveis viagens, ela revelava suas fotos e as organizava em um grande mural que ocupava toda uma parede de seu quarto. Ás vezes, ainda, ela tinha a mania de comprar uma câmera nova toda vez que ia a algum lugar novo, como se a mudança de lente pudesse captar impressões que ela nunca vira antes. Aquela talvez fosse sua qualidade mais humana: o prazer por algo único.

Ela suspirou e esfregou os olhos, tentando espantar o sono, então ouviu uma espécie de tilintar e abriu os olhos, alerta. Onde anteriormente se encontrava apenas várias pilhas de fotos agora estava um prato quadrado cheio de panquecas e com uma porção de omelete no canto. Anya suspirou meio aliviada meio desgostosa.

– O que é isso? – perguntou ela sem se virar, já sabendo quem estava ao seu lado.

– Café da manhã – respondeu Donna – O que é isso? – perguntou ela de volta indicando as fotos na bancada.

– Trabalho.

– Aquilo – ela apontou para o mural cheio de fotos inacabado no outro lado do quarto –, não é trabalho. É capricho.

– O quê? – perguntou ela fingindo estar ofendida – Esse é o trabalho da minha vida! Meu legado.

– Certo – concordou ela com um suspiro – Nós já discutimos sobre isso. O que eu realmente quero saber é aonde a senhorita foi ontem à noite quando desapareceu sem deixar notícias.

– Desapareci? – perguntou ela fingindo curiosidade – Não me lembro de ter visto nenhuma notícia no jornal.

– Eu estou falando sério, garota – disse ela com a cara fechada – Onde você estava ontem à noite?

– Paris.

– O que você foi fazer em Paris no meio da noite?

– Você não soube? – Anya perguntou se virando pela primeira vez na direção de sua governanta – Eu comando uma gangue de tráfico por lá.

– Não é muito difícil de acreditar.

– Você me ofende assim, Donna – ela tentou fazer uma cara triste – Pensei que eu era como uma filha para você.

– Oh, sim – concordou a governanta rindo e se virando para sair do quarto – Sou mãe da líder de uma gangue. Isso deve me dar um bom credencial.

– Ouvi dizer que o tráfico é uma das profissões mais lucrativas do mundo – ela comentou sem interesse começando a mexer em seu prato de panquecas.

– Bom, não existiria outra razão para você estar nesse ramo, certo?

– Concordo.

Ela ouviu a porta batendo ao se fechar e sorriu para o prato de comida. Donna era uma das únicas pessoas no mundo que realmente se importavam com Anya, ou pelo menos era nisso que ela acreditava, já que sua governanta era a única que sempre estava ali quando ela precisava, considerando que seus pais nunca paravam em casa, sempre viajando a negócios e coisas assim.

Donna era só alguns centímetros mais alta do que Anya, e insistia em usar o jaleco e as calças pretas que uma vez Cassandra, a mãe da menina, decidiu que as empregadas deveriam usar, mesmo Anya tendo protestado contra isso sem descanso. Ela tinha cabelos castanhos curtos na altura do ombro, e seus olhos eram de um preto profundo, que fitavam os outros com bondade. Ela não poderia ter mais de trinta anos — mesmo nunca tendo revelado sua idade verdadeira, já que seu rosto era jovem e cheio de vida.

Anya terminou de comer e se levantou para trocar de roupa, percebendo que estava atrasada. Ela ainda mastigava o resto de suas panquecas quando chegou ao seu closet. Seu quarto era grande e dividido em três partes; a entrada principal onde estava sua bancada e o mural de fotos, onde ficava sua cama, e a parte com seu closet e o banheiro. Sua casa toda era muito grande, grande demais, na opinião dela. Enquanto havia milhares de pessoas sem um lar pelo mundo todo, ela morava praticamente sozinha naquela casa gigantesca com Donna e seu cachorro, Rory.

Ela se vestiu e se olhou no espelho. Usava um blazer preto de meia manga que marcava sua cintura por cima de uma regata branca larga, jeans, uma alpargata cinza no pé e uma echarpe fina e longa que se enroscava em seu pescoço. Anya pegou sua mochila tiracolo que sua mãe havia desenhado especialmente para ela na linha de roupas que comandava, e saiu do quarto.

Ela já tinha se despedido de Donna e já estava quase chegando perto de sua BMW preta quando sentiu a dor familiar na região de seu antebraço e parou com raiva retirando a faixa que cobria as cicatrizes ali presentes. E como esperado, havia uma nova instrução feito à lâmina em seu braço.

Venha. Agora.

Anya praguejou e entrou no carro, jogando sua mochila no banco do passageiro e dirigindo com pressa para o cemitério. Odiava quando isso acontecia, quando tinha que parar com a sua vida para atender aos interesses dos Cobradores.

Mesmo estando dirigindo com pressa (e com uma mão só no volante, já que seu outro braço se encontrava ocupado sobre a porta, com a janela toda aberta, apoiando sua cabeça), ela conseguiu observar a paisagem tão familiar da vegetação fechada, das montanhas que se estendiam ao longe, dos antigos castelos e fortalezas, e as casas no estilo georgiano. Tudo em Highgate era ao mesmo tempo sinistro e maravilhoso.

Ela passou pela Brookfield School, onde ela estudara quando era pequena, e logo avistou os arredores do cemitério. O Highgate Cemetery, ou St. James, como era mais conhecido pelo bairro, era grande e conhecido mundialmente por ser mal-assombrado, com suas sepulturas altas que formavam labirintos e as estatuas de Anjos corroídas pelo tempo que eram cobertas por hera, além de sua vegetação fechada e densa. Ela já visitara o local vezes o suficiente para ter certeza de que nunca queria entrar ali novamente, mesmo o destino pregando-lhe peças sobre o assunto.

Anya estacionou o carro de frente à entrada do cemitério e se dirigiu para os portões de ferro, tomando o cuidado de pegar seu óculos de sol e coloca-lo antes de seguir caminho, já que o sol brilhava ao longe mesmo o clima se mantendo frio. Ela acenou com a cabeça na direção de Gwein, um velho maltrapilho que sempre se encontrava sentado próximo à entrada e entrou no cemitério. De súbito, ela sentiu frio na espinha, e parou um segundo para olhar em volta, como se estivesse incerta, mesmo tendo total consciência do que faria em seguida.

E como planejado, ela continuou seu caminho. Vagou por entre túmulos novos e por alguns que já estavam até mesmo tombados para frente ou para o lado com consequência do tempo que estavam ali parados, passando por todo tipo de tempestade e dia de sol. Ela já conhecia o caminho de cor, e fazia o possível para não olhar para os lados e ver as estátuas que a encaravam como se estivessem vivas, fitando-a com aqueles olhos de pedra. Anya finalmente chegou à sepultura que procurava e respirou fundo antes de retirar a cortina de heras do caminho e abrir os portões enferrujados com cuidado. Não gostava de fazer muito barulho naquele lugar.

Mas mesmo assim, os portões rangeram quando ela passou por eles e os fechou novamente, a hera voltando ao seu devido lugar. Ela se virou para trás e olhou para a escuridão que se encontrava ali, engolindo em seco e, automaticamente, retirou o celular do bolso de seu jeans e ligou a lanterna. Havia apenas um caixão de pedra ali dentro, com uma estátua de um cavaleiro cujo rosto já não era mais visível deitado na tampa, com os braços cruzados no peito e uma espada se estendendo por cima do corpo, como uma dádiva.

Ela passou reto pela estátua e os ossos que esta guardava e foi até o fundo do recinto, onde outra porta, menos visível e feita de pedra como todo o resto do lugar, se encontrava. Empurrou a porta com dificuldade, fazendo tanta força que chegava a fazê-la suar, até que esta abriu uma pequena fresta, estreita o suficiente para que apenas uma pessoa passasse se espremendo, e passou.

Do outro lado ela viu um pequeno jardim a céu aberto com uma quantidade exata de dez lápides, todas com suas inscrições já há muito extintas, e dez pessoas, cada sentada em cima de sua devida lápide. No primeiro momento que vira aquelas pessoas, a única coisa que ela conseguia pensar era: fantasmas. Mas agora sabia que eles eram muito mais do que isso.

Eram Almas.

O mais próximo de Anya, Benjamin, levantou o olhar que antes se encontrava fixo no chão quando ela chegou e exibiu um sorriso. Seu sorriso, assim como todo o resto de seu ser, era frio. Nada mais do que uma simples distorção de luz.

– Anya! – gritou ele entusiasmado quando ela se aproximou – Pensei que nunca mais viria.

Ela lhe lançou um sorriso de desprezo.

– Você sabia que eu viria.

– É, até pode ser que sim – concordou ele virando a cabeça para o lado como se estivesse considerando a ideia – Mas de qualquer modo... – ele balançou a cabeça e sorriu – Conseguiu a informação que pedimos?

Anya o observou. Benjamin, assim como todas as outras Almas, usava uma espécie de camisola branca comprida que se encostava no chão. Ele tinha uma barba comprida e rugas na testa, seu corte de cabelo era de pelo menos cinco séculos atrás, e seus olhos eram de um tom de caramelo desbotado, sem vida.

– Hal está morto.

Ela disse mais como uma observação do que como uma informação. Benjamin suspirou.

– Pelos deuses, garota, você não consegue se conter!?

– Então ele era importante para vocês? – perguntou ela desconfiada com os braços cruzados.

– Ele era um velho amigo – disse a voz de Susan, outra Alma, detrás dela. Anya não teve o trabalho de se virar.

Amigo? – repetiu ela, rindo – Não acho que vocês saibam a definição da palavra amigo.

– E você sabe, Mundana? – perguntou George, companheiro de Benjamin, com desgosto.

– Se eu não soubesse não estaria aqui, certo?

Todos ficaram em silêncio. As Almas que não haviam se juntado a briga observando a cena avidamente, sem ousar piscar para não perder nada. Benjamin sorriu. Ele, George e Susan rondavam Anya como se quisessem impedir a passagem dela. Finalmente, ele voltou a falar:

– Você pelo menos conseguiu a informação antes de matar o coitado do homem?

Ela estava prestes a fazer um comentário sarcástico em relação ao que ele acabara de falar quando pensou duas vezes e falou outra coisa.

– Por que vocês estão tão interessados nesse livro?

– Não acho que isso seja da sua conta.

– Não seria muito mais fácil se vocês me dessem o maldito do nome? – perguntou ela – Assim eu poderia procurar na internet e ia me dar muito menos trabalho.

– Esse não é um livro qualquer, sua Mundana estúpida – cuspiu George – Existe apenas um.

– E qual é o nome?

– Se precisássemos te contar, já teríamos contado – repreendeu Susan.

– Mas do que adianta eu saber onde o livro está se eu não sei qual é o maldito nome?

– Isso quer dizer que você sabe onde ele está? – perguntou Benjamin. A testa franzida.

Ela abriu a boca e a fechou novamente, percebendo que havia perdido a discussão.

– Talvez – ela mudou o peso de perna e o olhou nos olhos.

Seu rosto se contorcia numa mistura de raiva cansaço e impaciência. Anya apenas esperou.

– Onde. Está. O. Livro? – perguntou ele pausadamente.

– Itália.

– Ótimo – ele respirou aliviado – Quero que você vá atrás desse livro o mais rápido possível.

E qual é o nome do livro? – gritou ela irritada.

– Você saberá quando chegar lá.

– Como assim?

– Basta! – rugiu Benjamin impaciente – Você vai atrás do livro e ponto final.

– Tá, tanto faz – murmurou ela, tentando controlar a própria raiva. Já estava farta daquilo tudo.

– E você vai com reforços.

Ela levantou uma sobrancelha, incrédula.

– Não preciso de reforços.

– Ainda bem que ninguém pediu sua opinião.

– Por que eu precisaria de reforços? – perguntou – Eu não tenho apenas que encontrar um livro?

– Eu já disse chega! – ela se calou – Vá embora logo, já recebeu suas ordens.

Ela revirou os olhos, mas não saiu do lugar. Sabendo que logo Benjamin e sua gangue se distanciariam para conversar em cochichos em um canto e outra Alma se aproximaria. E de fato, foi isso que aconteceu.

A imagem das Almas, mesmo possuindo sua antiga forma humana que parecia muito real e sólida de longe, eram na verdade como um reflexo na água. Quando Anya os observava com atenção, conseguia ver alguns pontos de seus corpos tremeluzindo como se fossem feitos de fumaça. Eles conseguiam tocá-la, assim como ela conseguia tocá-los e sentir sua presença, mas tudo neles era frio, como se tivessem sua própria corrente de ar particular que os rondava e matava tudo em sua volta. Mas quando Vincent se aproximou dela, ela sentiu algo diferente.

Aquela Alma em particular a intrigava muito. Sua imagem parecia a mais sólida e cheia de vida, e de algum modo, quando ele chegava bem perto dela, Anya conseguia sentir uma espécie de alegria, e ele cheirava a madressilvas.

Vincent tinha o perfil de um garoto de no máximo vinte anos, seus cabelos castanhos tinham um penteado estranho com um topete que permitia que alguns fios caíssem sobre um de seus olhos. Seus olhos eram num tom de azul-esverdeado, e ele possuía um corpo esguio sob a túnica branca.

Ele chegou ao lado dela e sorriu.

– Olá — disse ele. Anya cruzou os braços e o encarou.

– Você estava sabendo disso?

– Disso o quê? — perguntou ele inocentemente, seu sorriso murchando.

– Deu precisar de reforços para entrar em uma biblioteca! — falou, indignada — Que tipo de incapaz eles pensam que eu sou?

– A única pessoa que falou de incapaz aqui foi você.

– É apenas um livro — ela não conseguia parar de gesticular com os braços de tanta raiva, e quando percebeu isso, os cruzou novamente — Que aliás, eu nem ao menos sei o nome — Vincent ficou interessado na grama aos seus pés de repente e ela o observou por cima — Você sabe, não sabe? O livro que eles querem tanto que eu encontre, já que você é um deles.

Então ele levantou o olhar para ela e Anya viu algo neles que nunca tinha visto no rosto de nenhuma Alma. Tristeza.

– Você sabe que eu não sou como eles — ele indicou com a cabeça para trás, onde os outros nove se aglomeravam no fundo do jardim cochichando entre si — E que eu não concordo com nada disso.

– Mas você sabe que livro é — ele não disse nada — Pelo menos me diga por que ele é tão importante assim para que eu precise de reforços.

Ele suspirou, cansado. Sua áurea alegre não parecia estar presente naquele momento.

– O que eu sei, Anya — começou ele — , e o que eu posso te contar, é que seja lá qual for esse livro, ele é importante.

– Isso eu já consegui deduzir sozinha, muito obrigada.

– Não, você não entendeu — ele se aproximou dela e sussurrou em seu rosto — Esse livro não é apenas importante, ele é perigoso. Perigoso para eles.

– Vocês já estão mortos, que diferença faz?

– Nós já estamos mortos sim, mas continuamos aqui — argumentou ele — Talvez o livro possa mudar isso.

Ela arregalou os olhos, uma chama de esperança se acendendo dentro dela.

– Mas mesmo que for isso, qual é o problema deu saber o título?

– Palavras tem poder, Anya, principalmente se forem ditas pela pessoa certa — disse ele — E você faz parte desse grupo.

Ela mudou o peso de perna e pendeu a cabeça para o lado, passando a língua pela parte de trás de seus dentes superiores em um gesto quase que inconsciente.

– Hal me disse que eu sou mais poderosa do que penso, e você me diz que eu sou a pessoa certa, o que isso tudo quer dizer?

– Foi por isso que você o matou — perguntou ele de repente, mudando de assunto.

– Isso não vem ao caso.

– Sim, Anya, vem muito ao caso sim! — gritou ele, assustando-a. Ele baixou a voz ao completar — Porque você não pode sair por ai matando todo mundo que você vê na sua frente só porque eles falaram para você fazer isso.

– Por que não poderia? Eu fui criada para isso! — retrucou ela apontando para o próprio corpo.

– O que eu quero dizer é que você não precisa ser um monstro só porque eles te disseram que você é um.

Ela o encarava incrédula, a boca se fechando e abrindo sem conseguindo formular uma só palavra e as sobrancelhas franzidas formando rugas em sua testa. Então ele continuou:

– Você é melhor do que isso, Anya. Eu posso te garantir isso, assim como esse livro também pode.

– O que você quer dizer? — perguntou ela. Finalmente encontrando as palavras.

– Eu quero que você fique com o livro — ele tapou a boca dela quando ela começou a protestar, detendo-a — Não me questione. Apenas obedeça. Me prometa que quando você encontrar o livro, você vai fazer de tudo para ficar com ele. As outras Almas não podem chegar perto desse livro, entendeu?

Ela assentiu lentamente, a testa ainda franzida.

– Não vai adiantar nada eu perguntar o porque, certo?

Ele sorriu. Parecia estar com pena dela, mas sua voz saiu firme quando disse:

– Você me promete?

Ela o encarou. Encarou aqueles olhos tão azuis e inexplicavelmente ávidos que estavam de frente para ela. Se perguntou por que eles eram assim, tão cheios de vida, quando Vincent, assim como todas as outras Almas, não passava de uma simples falha no tecido da realidade, como se o Diabo houvesse se esquecido deles no mundo mortal.

– Prometo.

Notas finais
Gente me desculpe por qualquer erro (além do normal, qro dizer), escrevi com pressa esse capítulo, e só vou revisar dps das festas, já que É NATAL. Então Feliz Natal pra td mundo (se é q tem alguém lendo), e bom é isso.