Notas iniciais
Antes demais, peço desculpa pelo drama e por todo o sofrimento que as nossas protagonistas estão experienciando. E mais uma vez, usei este capítulo para demonstrar toda a consequência provocada pelos atos cometidos anteriormente. O capítulo é bem pequeno, acho que o mais pequeno até agora, mas achei por bem terminá-lo dessa forma (sim, eu sei, muito dramática). Não se preocupem que em princípio não demorarei muito para colocar o próximo capítulo.
Voltei a recorrer à letra de uma música para complementar todos os sentimentos vivenciados por Emma. Aqui está a letra/vídeo: http://letras.mus.br/ana-carolina/861112/
Sem mais nada de momento, despeço-me meus amoris! =) Enjoy!

Emma dirigia como se estivesse em piloto automático. A visão dela estava turva pelas lágrimas que enchiam os seus olhos de água. Tentava se conter, não podia deixar que aquelas lágrimas levassem a melhor dela. Um vazio inundava o peito da loira, parecia que o seu coração tinha sido arrancado de forma dolorosa do peito e que este tinha acabado de deixar de lhe pertencer, para sempre. Se não fosse por aquela dor enorme, ela iria jurar que tudo tinha sido um sonho gostoso transformado em pesadelo pela manhã que se aproximava com os primeiros sinais do nascer do sol.

Emma Swan sentia-se mais perdida do que já se havia sentido durante toda a sua vida até então, sem norte e sem sul, no meio de uma estrada em que não iria dar a lugar nenhum. O pensamento a mil, um nó na garganta e a dificuldade em respirar fizeram-na parar o carro.

Surgiu como um clarão
Um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão
Por onde não imaginei seguir
Me fez sentir tão bem, como ninguém
E eu fui me enganando sem sentir
E fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas, sem dormir
Não sei quem é você

- Puta que pariu, merda para isto tudo! – Gritou sozinha dentro do carro. – Isso não podia ter acontecido, não podia. – Desabou num choro compulsivo. Chorou de mágoa, de dor, de pena, de raiva e chorou ainda mais forte como nunca havia chorado na sua vida, de amor, por amor….Por amor à mulher mais errada do mundo para ela. E o pior de tudo isso, era a certeza desse sentimento que pulsava dentro, bem dentro da sua pele, da sua carne. E mais fundo ainda, dentro da sua alma. Como era possível reconhecer algo que não sabemos o que é? Mas Emma reconheceu, e foi por isso que doeu e estava doendo tanto.

O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa num colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
O amor me consumiu, depois sumiu
E eu até perguntei, mas ninguém viu
E fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você

Tentou se acalmar. Não podia voltar à dura e incisiva realidade naquele estado. Teria de arranjar um jeito de esquecer, de abandonar aquele sentimento que a consumia por dentro e que não deixava espaço para mais nada. A Regina que se havia deitado naquela cama com ela não era a verdadeira Regina Mills. Aquela Regina fora uma ilusão momentânea provocada por uma amnésia estúpida e sem sentido. Aquela Regina, doce, delicada e meiga, não existia mais dentro do corpo quente e cálido da verdadeira Regina Mills. Esta era apenas a mulher fria, sarcástica e cabra que personificara em tempos a verdadeira Evil Queen.

No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixa aqui e solta a minha mão
Eu fui fechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?
Quem é você?
Quem é você?
Você...

Limpou as lágrimas de uma vez só, engoliu o choro e arrancou com o carro. Tinha chegado a hora de enfrentar a realidade.

Notas finais
Prometo que o próximo será maior! =)