Notas iniciais
Me empolguei e escrevi bastante, E algo vai finalmente acontecer. Boa Leitura.

Depois de duas semanas eu já estava totalmente naturalizada à Dublin, como se eu vivesse nesse lugar há anos. Com as meninas acabei conhecendo famosos pubs da cidade, como o The Long Hall, The Brazen Head, McDaid’s e Toner’s. Conhecemos também diversos parques, museus ao ar livre e praças incríveis. A faculdade também se tornou um pouco mais agradável, a relação com Philip estava mais amistosa, tivemos alguma introdução à aulas práticas, e o pessoal todo está empolgadíssimo.

Finalmente as coisas parecem estar se ajeitando como devem. Eu e Jacob estamos nos tornando cada vez mais próximos, e inclusive John parece ter ido um pouquinho com a minha cara. Hoje mesmo temos um encontro, pois Jacob prometeu que levaria um amigo – importante ressaltar – hetero pra beber conosco no nosso pub preferido, o O’Donoghue’s.

Cecília já achou um carinha pra paquerar, e está saindo com ele desde semana passada, enquanto Aurora ainda não superou Albert e prefere ficar em casa na bad sofrendo enquanto assiste alguma adaptação do Nicholas Sparks na tevê acabo. É visível como nossas personalidades são diferentes, mas mesmo assim, ou talvez por causa disso, somos amigas muito cúmplices e que, apesar de todos os atritos e discussões diárias, nos damos muito bem e não me imagino mais sem elas.

Enfim, marcamos de sair do prédio às 8 da noite desse sábado, e Jacob jurou de pés juntos que o boy que ele apresentaria pra mim era magnífico, e ele inclusive já havia tentado dar uns beijinhos, porém, por o boy ser hetero, não rolou nada.

Mesmo eu tendo insistido demais pra ele me falar de quem se tratava, para que eu pudesse pesquisar nas redes sociais e me inteirar do assunto, a única coisa que ele me permitiu saber é que o cara é um pouco mais velho, mas ainda batia um bolão. Isso não foi nenhum fator ruim pra mim, não vejo o menor problema em relacionamentos entre pessoas com grande diferença de idade. A sociedade insiste em manter essas regras ridículas e sem cabimento algum, mas do meu ponto de vista, desde que haja consentimento e vise o bem estar de ambos envolvidos, quando se trata de amor, vale tudo.

Às 8h eu ainda não estava pronta, digamos que não sou tão pontual quanto gostaria. Mas é por uma causa nobre, não sei que roupa vestir. E Aurora não ajuda muito. Pra ela tudo é lindo e maravilhoso e eu fico bem em qualquer roupa – mentira dela -, nessas horas sinto falta da Cissa, ela é sincera e diz na lata o que fica bem e o que não valoriza meu corpo. Anyway, pra não me atrasar muito, coloquei um vestido de linho rosa antigo, acima dos joelhos, jaqueta jeans e botinhas de cano curto. Básica, porém na linha da nobreza – como diria minha bela e sofisticada mãe.

Um pouco atrasados, por volta de 8:30pm chegamos no O’Donoghue’s e o ambiente já estava um pouco cheio, porém conseguimos uma mesa para quatro pessoas num cantinho isolado do bar. Pedimos uma rodada de guinness— se você não sabe, é uma cerveja muito famosa e adorada nessa região – e ficamos conversando ao som de um indie bem gostoso e conversas abafadas ao nosso redor. O homem misterioso ainda não havia chegado, e levando em consideração que já tínhamos chegado atrasado, fiquei meio receosa de levar um bolo logo no primeiro encontro firmado aqui.

Entre uma olhada e outra no bar, avisto uma pessoa não muito agradável, que eu jamais esperava encontrar num ambiente daqueles.

— Ah, eu não acredito – pensei alto em desaprovação.

— O que foi, amada? – Jacob questionou-me.

— Não posso crer que até no final de semana esse cara não larga do meu pé. Já não basta ter que aturá-lo na faculdade?!

— De quem você está falando, Elena? – agora foi Johny que se meteu na conversa.

— Um dos meus professores da faculdade. O mais insuportável, aliás. Philip Jones.

Nesse momento, Jacob quase cuspiu o gole de cerveja que estava em sua boca.

— Philip Jones é seu professor, Elena? Você não me falou isso – disse ele secando os lábios e arredores que havia acabado de molhar.

— E você não me perguntou, oras. A propósito, você conhece ele, Jake?

— Então, gostaria de falar com você sobre ele.

— Espere um minuto, ele está vindo em nossa direção, vou ao banheiro. Não saiam daqui. – falei já me levantando e quase correndo para evitar ter que esbarrar com Philip.

— Ei, Elena, espere um minuto – e ficou Jacob falando sozinho enquanto eu fazia meu caminho silenciosa e rapidamente até o banheiro.

Eu não tinha vontade de fazer xixi nem nada, só me ausentei de lá pra evitar contato com meu adorado professor, então só me aproximei do espelho, arrumei o cabelo, retoquei o rímel e o batom, desamassei meu vestido, dei uma olhadinha no celular, redes sociais – nenhuma chamada, notificação ou mensagem — e voltei em direção à mesa, agora num passo mais lento, sempre observando ao redor e evitando qualquer interação com Philip e procurando algum gatinho pra flertar, ou até mesmo o homem secreto que Jacob prometeu me apresentar, mas que até agora NADAAAAA.

— Ai meu saco, fala sério – quando olhei pra minha mesa, além de Jacob e Johny sentados juntinhos e abraçados, no meu lugar estava sentado ninguém menos que o Sr. Jones. Não pode ser verdade. Ele me persegue. Será que ele conhece Jacob. AI MEU DEUS, NÃO!

— Elena, finalmente, pensei que você tivesse caído dentro do vaso, amiga – Jacob brincou, mas meu olhar permanecia sobre Philip.

— Você, aqui, Elena? – ele me mediu de cima abaixo, com sua arrogância habitual.

— Boa noite pra você também, senhor Jones.

— Então parece que vocês dois já se conhecem. Um trabalho a menos pra mim. – finalmente olhei pra Jacob e um sorriso amarelo tomava conta de sua face, entregando o que eu acabara de pensar.

Philip riu. Riu não, ele gargalhou diante todos nós, depois limpou a garganta, passou a mão no cabelo de um jeito fodidamente sexy e falou.

— Então essa é a garota jovem, engraçada, bem resolvida e divertida que você me falou, Jacob? – e tornou a rir. Ele me dá nos nervos.

— E esse é o homem mais velho, simpático, bem humorado que você me falou, Jacob? – devolvi a zombaria dele na mesma moeda. Não era possível que Jacob realmente pensasse que nós dois tínhamos qualquer possibilidade de nos darmos bem.

— Que isso entre vocês, hein?! Acalmem os ânimos agora mesmo. – John finalmente se pronunciou, com uma autonomia que eu não conhecia nele – sente-se nessa cadeira logo Elena, e vamos agir feito adultos, já que é isso que nós somos. Ou pelo menos achei que éramos – ele nos encarou sarcástico. Surpreendente, cara.

— Isso mesmo, que tal vocês se domesticarem aí e ficarem de boas. Não sei porque tanto estresse – completou Jacob.

— Talvez porque você não conviva com um homem azedo e com zero humor diariamente, querido – olhei pra Philip e fiz minha melhor cara de desdém. Chamei uma garçonete e pedi um dry Martini bem forte.

— Ou ainda talvez porque você não conviva com uma mulher que esqueceu que já saiu da adolescência e não tem o menor respeito com ninguém. – poxa, aí ele pegou pesado.

— Escuta aqui senhor Jones, que caralhos eu te fiz de tão mal, pra você me odiar tanto assim?

— Você simplesmente não tem nenhum respeito ou consideração pelo seu professor.

— Exatamente, não costumo respeitar ditadores, e outra coisa, fora daquele maldito campus, você não é nada além de um cara chato que não transa.

— Não transo com garotas feito você.

— Talvez por isso o mau humor, então. – pisquei o olho pra ele.

John e Jake pareciam estar assistindo a um jogo de tênis de mesa, a cada resposta eles ficavam encarando-nos, e não pareciam ter a menor intenção de intervir na nossa discussão, que estava se tornando cada vez mais baixa.

Depois da minha última resposta ele ficou calado uns instantes. Acho que ele não esperava tamanha fugacidade de minha parte. Ficou apenas me encarando, com a testa enrugada e a sobrancelha direita erguida, tentando de alguma maneira decifrar-me.

— Qual seu problema, Elena? – ele finalmente se manifestou, e não consegui identificar arrogância, sarcasmo, irritação ou qualquer outra coisa em sua voz. Apenas dúvida.

— Eu diria que nenhum, eu estava tendo um sábado maravilhoso, passei a tarde com as minhas amigas, e agora a noite eu bebia com meus mais novos amigos, estava tudo ótimo... – pausei alguns segundos pra respirar – pelo menos até você chegar esbanjando essa arrogância desnecessária.

— Não sei porque você insiste que sou arrogante.

— Talvez porque você seja?! – olá sarcasmo.

— Vocês me acham arrogante, rapazes? – ele virou para os meninos

— Não – respondeu Jake – Nenhum pouquinho – completou Johny

— Viu só, 2 a 1, parece que você está equivocada, Elena – o sorriso presunçoso voltou à sua face.

— E o que há de errado comigo, então? – questionei

— Sua incrível falta de respeito para comigo – e ele insiste nesse assunto. Pelo amor de deus, esse cara tem fixação em ser tratado como um ser admirável e louvável.

— Eu falto respeito com vocês, meninos?

— De jeito algum – disse John – Jamais – também falou Jacob.

— Opa, 2 a 1, parece que você está equivocado, Philip. – imitei seu sorriso falso de antes.

— Acho que iniciamos com o pé esquerdo – ele finalmente parece ter se dado por vencido, e assumido que, mesmo com meu comportamento deplorável naquele primeiro dia, ele também não foi nenhum cavalheiro encantador.

— Já era hora mesmo – comemorei

— Hora de que, menina?

— De você assumir que estava errado.

— Mas eu não disse isso, Elena.

E mais uma vez estávamos começando a discutir. Felizmente meu dry Martini chegou, e a dose de – sei lá – Whisky dele também.

— Que tal vocês beberem e se divertirem um pouco? Pra esquecer as adversidades.

Estendi a mão pra ele, para selarmos um acordo de paz – temporário, porque ele me tira do sério. Em vez de apertar minha mão, ele a pegou com toda delicadeza – que eu nem sabia que ele conhecia essa palavra – e deu um beijo leve e que provocou um formigamento em-todo-o-meu-maldito-corpo.

— Paz, Srta. Eisenhauer? – ele propôs.

— Paz. Sr. Jones. Por enquanto... – Levantei minha taça de dry Martini propondo um brinde, e o fazendo soltar minha mão.

O restante da noite foi muito descontraído, a bebida foi deixando meu riso mais frouxa, minha mente mais aberta, e minha mão mais boba. No meio de uma conversa sobre feriados locais, olhei pra baixo por um instante e percebi que eu estava com a mão direita na sua coxa, próxima demais da região proibida antes do terceiro encontro. Gelei na hora, e tirei minha mão dali tão rápida e violentamente que os três perceberam o movimento, o que me deixou ainda mais envergonhada, e corada feito um pimentão.

Graças a vários martinis, tequilas, vodcas e até mesmo whiskys, minha vergonha passou antes mesmo que fosse de fato notada, e o papo descontraído voltou a rolar. Eu e Philip ainda não tínhamos nos beijado, o máximo eram mãos entrelaçadas, ou colocar o cabelo atrás da orelha, acariciar as costas, ou as pernas – que no meu caso, fico toda arrepiada, pois o toque dele é simplesmente sensacional – entre outros toques sutis que estão me deixando louca já. Mas ele não tentou nada além disso, e não vou bancar a ninfetinha assanhada e me atirar pra cima dele. Vamos com calma, pessoal.

Falando em ir com calma, achei melhor dar uma parada com as bebidas e ir pegar um ar lá fora. Eu já estava embriagada demais pra me dar o luxo de continuar bebendo.

— Com licença, cavalheiros, vou me ausentar alguns minutos – e ao descer da cadeira, um pouquinho alta, no estilo banqueta de bar, quase me estripei no chão. Que vergonha. Há menos de um mês vivendo na Irlanda e já pagando micão desse nível.

— Aonde você vai, Elena? – algum deles perguntou, mas não consegui diferir a voz.

— Eu já volto, não saiam daí – e fui-me em direção a porta de entrada.

Ao sair, notei que a noite fora do estabelecimento estava gelada, apesar de com uma bela lua e estrelas bem brilhante, havia um ventinho que entrava por debaixo do meu vestido e me causava calafrios.

Escorei-me na parede do estabelecimento, acotovelando alguns corpos, — aliás, a fachada do pub estava lotada, e considerando a quantidade de pessoas que haviam lá dentro, acho que a noite ainda iria render dinheiro para o estabelecimento. Peguei meu celular para verificar o horário – 02:14am – e puxa, o tempo passou tão rápido, mas ainda há muita noite pra curtir. Também notei uma mensagem de Aurora no meu celular:

“Amiga, está tudo bem? Que horas você vem pra casa?” – 01:50am

Respondi assim que li:

“Oi, amiga. Estou ótima. Não sei que horas volto, mas não se preocupe, está tudo sob controle. Beijos” – 02:16am

Guardei meu celular na bolsa e fiquei ali olhando pro nada, abraçando meu próprio corpo, pra tentar sentir menos frio.

— Ei, gatinha, tá com frio? Se quiser eu te esquento. – um homem loiro de 1,80m me abordou, incrivelmente gentil, apesar da frase clichê.

— Oi, olá. Não, obrigada, estou bem assim. Só vim pegar um vento – respondi com um sorriso, agradecida, e é bom lembrar, embriagada.

— Quer ir lá dentro beber alguma coisa? Uma cerveja, vodka, sei lá? – ele continuou puxando assunto.

— Acho que já bebi além da conta hoje. Mas obrigada, mais uma vez.

— E uma água, que tal? Eu busco pra você. – poxa, o cara não desiste.

— Ok, tudo bem – aceitei, pelo menos assim me livraria dele por alguns minutos. Espero que ele não tome isso como uma carta branca pra ele avançar sobre mim.

No momento em que o loiro alto entrou no pub, Phil saiu e me localizou no mesmo instante.

— Ah, aí está você, garota – a forma dele sorrir mudou. Ficou muito mais charmoso e bonito desse jeito.

— Por que você insiste em me chamar de garota, Phil?

— Por que você é onze anos mais jovem que eu, uma garota, realmente. – ele se aproximou, até demais, de mim.

— Não acho que a idade determine muita coisa na nossa vida, sabe – eu fico meio filósofa quando bebo um pouquinho – as pessoas insistem em julgar todos pela idade. Acho a maior bobagem. Não é porque tenho 23 que posso fazer menos que alguém de 34.

Eu estava tentando levar as coisas pro lado sexual. Estava bem afim de dar uns beijos no meu professor, embora não seja considerável correto e aceitável. Não faltaria gente pra dizer que eu seduzira ele pra conseguir boa avaliação na faculdade. Mas isso nem me preocupava no momento.

— Eu concordo com você, Elena. Te acho perfeitamente capaz de agir como uma mulher de 34. Aliás, quem sabe até melhor... – ele me prensou um pouco contra a parede e pôs ambas as mãos na minha cintura.

— EI, CAI FORA CARA – e Philip se distanciou de mim graças à braços fortes de uma cabeleira loira e alta – Está tudo bem com você, garota?

— CAI FORA VOCE DAQUI, IRMAO. E FICA LONGE DELA. — com essa gritaria, um grupo de pessoas já estava bem atento à nossa movimentação, sedentos por um barraco na noite irlandês.

— Ei, ei, ei, ei. Acalmem-se vocês. Tá tudo bem aqui. – tentei amenizar a situação. – Obrigada pela água. E desculpa, estou com ele, cara.

O gatinho loiro não curtiu, visivelmente. Sinto muito por isso, mas sinto mais ainda por ter o momento do quase beijo interrompido.

— Acho melhor voltarmos lá pra dentro, Elena. Não quero confusão aqui – falou Philip conduzindo-me em direção à porta com a mão bem no centro das minhas costas.

PERA AÍ, MAS E O BEIJO? QUERO BEIJO.

— A noite já rendeu bastante, mas que tal irmos pra casa agora, meninos? – foi a primeira coisa que Philip disse ao retornarmos à mesa dentro do pub.

— Por mim pode ser, já estou um pouco cansado, realmente – alegou John.

— Estou pensando em ir pra casa do John agora. Quer que a gente passe no prédio pra te deixar, Elena? – perguntou Jake, solidário.

— Não precisa rapazes, eu chamo um táxi.

— Claro que não, Elena, eu te levo em casa. Estou de carro. – saltou Philip antes que eu dissesse qualquer coisa.

— Então estamos combinados. Vou chamar o garçom e pedir a conta.

♥

O caminho até minha casa não teve muito assunto. Eu estava recuperando meus sentidos e reflexos, o organismo absorvendo o álcool, tudo dando certo, exceto pelo fato de que nosso beijo não rolou, e Philip não havia tentado mais nada depois daquilo.

— Acho que eu não tenho seu número, né?! – ele falou algo depois de um longo silêncio.

— É, eu acho que não, realmente.

— Toma, digita aí. – ele tirou o celular do bolso, sem tirar o olho do transito, que estava bem calmo, acredito que pelo horário.

— Vou salvar e mandar uma mensagem. Assim já fico com seu número salvo também.

E mais um silêncio ensurdecedor se estabeleceu entre nós. Até ele parar o carro em frente ao meu prédio. Minhas esperanças pra um beijo estavam praticamente esgotadas.

Philip desligou o motor, eu tirei o cinto de segurança, peguei minha bolsa e tentei abrir a porta. Não consegui. Tentei novamente.

— A porta não está abrindo, Philip. – falei enquanto tentava de maneira falha, abrir a porta, a qualquer custo.

— É, eu sei que não, Elena. – sua voz serena e cheia de segundas intenções fez meu corpo gelar. Ele poderia ser um psicopata que me sufocaria dentro daquele carro, depois me levaria até o Rio Liffey e ninguém mais saberia meu paradeiro. Mas não foi por isso que meu corpo gelou, e sim por ter alguma certeza de que finalmente ele terminaria o que começou mais cedo.

Philip Jones chegou bem próximo a mim, com sua delicada mão, colocou uma mexa solta do meu cabelo atrás da orelha, e em seguida agarrou minha nuca.

— Apesar de rebelde e sem muitos escrúpulos, desde que você pisou na minha sala, já sinto atração por você, garota— ele sussurrou bem próximo ao meu ouvido, e mordeu meu lóbulo suavemente. A resposta ao seu ato foi direto pra região entre as minhas pernas, o que fez eu me contorcer naquele banco – hoje mais cedo, desde que vi você naquele pub, quis te beijar, te agarrar, te levar pra casa. Você é realmente muito irresistível – e beijou meu queixo, bem próximo à minha boca – Você não sabe o quanto eu me segurei pra não fazer isso antes – e finalmente sua boca encontrou a minha. E aí sim, nossas línguas se chocavam, e se acariciavam no mesmo ritmo que nossas mãos exploravam nossos corpos. Posso dizer que toda a espera foi recompensada. Esse homem é realmente magnífico.

Notas finais
Espero que tenham curtido. Quinta-feira, se tudo correr bem, tem mais. Até a próxima.