Filhos da noite 3 – Ascensão

7 Capítulo 6 - MAIS UM JANTAR AGRADÁVEL


— Não vou a esse jantar. — Respondi caminhando de volta ao estacionamento. — Onde você está? Não encontrei com você na escola.

— Não consegui.

— Sinto muito, Nora. Podia ter me encontrado.

— Você tem que vir comigo nesse jantar.

— Realmente odeio Hank Millar.

— Eu também odeio, mas preciso de você comigo.

— Está ok. Vou retornar a ginástica artística hoje. Chegarei em casa mais tarde.

— Ok. — Ela falou e desligou.

Assim que estacionei em frente à minha casa encontrei Patch.

— Terei um jantar agradável com Hank Millar hoje.

— O que?

— Sim. — Respondi. — Blyte e ele vão sair para jantar e querem Nora e eu junto. Você vai ficar me devendo essa para sempre. Poderia muito bem usar minha magia para trazer a memória de Nora de volta.

— Ela me visitou nos sonhos ontem de noite. Não posso deixar que faça isso. Ela precisa ficar assim. Para o próprio bem dela.

— Mais cedo ou mais tarde ela vai lembrar de você, Patch. Não vou manter essa mentira por muito tempo.

— Por mim vai ser mais tarde. Primeiro tenho que deixa-la em segurança.

— Ela terá toda a segurança que meu pai e seus homens puderem dar.

— Nora é filha de Hank, isso faz dela uma Nephilim. Eles aceitam Tyler e Nico por eles serem híbridos. Vocês são Filhos da noite. Filhos de Lilith. Ninguém pode possuir seus corpos. Por isso tem a convivência pacifica e o fato de você e Nico serem filhos dele. Mas você tem que entender que isso coloca vocês no topo da lista para matarem. Assim como Nora vai estar se ela e todos saberem a verdade.

— Não se pode esconder quem é para sempre, Patch. Uma hora ou outra a gente tem que enfrentar.

— Por enquanto ela tem que ficar em segurança. Me prometa isso. Que não vai contar a ela a verdade e vai protege-la.

— A primeira parte não vou prometer por que se ela um dia perguntar eu contarei. E a segunda parte, não preciso prometer. Protegerei ela sempre.

Entrei na casa e procurei por alguém. Encontrei todos nos fundos da casa onde nós estávamos usando para treinar. Ben e Tyler estavam lutando. Ambos sem camiseta.

Parei na porta observando.

Era uma luta de igual para igual. Nico mantinha os braços cruzados e um sorriso no rosto.

— O que vocês estão fazendo? — Perguntei me aproximando e ambos se afastaram.

— Treinando. — Nico respondeu.

Encarei os 3 na minha frente e semi cerrei os olhos.

— Espero que isso seja verdade. — Respondi.

— Você saiu cedo. — Ben comentou se aproximando de mim me deixando desconfortável com sua aproximação repentina.

— Escola. — Respondi. — Você está bem?

— Lembrei de algumas coisas. Patch tem me ajudado bastante com isso.

— Que ótimo. — Falei.

Lançou um olhar para Nico e Tyler que estavam nos encarando depois estalou a língua.

Quase sorri por ele lembrar dessa mania.

Se aproximou mais e tocou me pulso.

— Quero que me mostre mais algumas coisas.

— Eu já mostrei tudo a você. — Respondi.

— Eu sei que não. — Sorriu.

— Por que vocês não procuram um motel? — Nico perguntou e o encarei.

— Por que temos quartos ali em cima. – Respondi, depois arregalei os olhos.

Encarei Ben que sorriu enquanto Nico gargalhava. Meu rosto ficou vermelho igual a um tomate.

Ben começou a caminhar ainda segurando meu pulso e forçando meu corpo a caminhar junto a ele. Minhas pernas estavam meio bambas enquanto o seguia em direção ao quarto.

Ele fechou a porta do quarto e colocou a mão na minha nuca juntando nossos corpos.

— Me mostre o que você não mostrou.

— Já mostrei tudo a você. — Repeti.

— Não me mostrou nossas noites juntos.

Senti meu centro pulsar, encarei Ben nos olhos e ele me beijou puxando meu corpo para colar ainda mais no seu.

Meu celular começou a tocar e me afastei dele que continuou beijando minha bochecha até a orelha.

— É a Nora. — Falei.

— Não atenda. — Sussurrou sugando minha orelha.

— Eu preciso. — Tentei me afastar.

— Por favor. — Pediu.

— Sinto muito. — Falei antes de me afastar dele. — Nora?

— Você já está vindo?

— Nora eu... Já... Estou chegando.

— Tudo bem?

— Sim. — Respondi empurrando Ben que sorriu. — Já estou chegando. — Desliguei.

— Você vai ir?

— Preciso. E você se comporta.

— Sou eu que estou preso aqui lembra?

— É para o seu bem. — Respondi.

— Vai voltar hoje?

— Acho que não. — Respondi. — Só amanhã.

— Amanhã deixe esse celular desligado ou vou quebra-lo. — Sussurrou. — Quero você, Anjo. Estou louco de desejo.

— Nossa... Está no cio ou o que? — Debochei nervosa.

— Estou com saudade. — Respondeu. — Agora vai ou eu não deixarei você sair mais.

Fiquei o encarando. Não queria sair. Mas tinha que sair.

Passei a mão nos cabelos tentando me orientar depois sai do quarto.

Desci as escadas e sai da casa. Encontrei com Nico, Tyler e Patch na rua conversando.

— Já acabou? — Nico perguntou.

— Cala a boca, Nico. Tenho que ir encontrar Nora. Até amanhã. — Respondi antes de entrar no carro.

— Você está atrasada. — Nora falou assim que entrei na casa.

— Estava fazendo algumas coisas. E não estou atrasada coisa nenhuma. Você que está pirando.

— Isso não deixa de ser verdade. Urgh! Não quero ir nesse jantar.

— Infelizmente você e aparentemente eu não temos escolha.

Subi as escadas e fui tomar um banho.

Um banho frio por que estava acesa.

Coloquei um vestido de renda branco sem mangas e decote v, apertado na cintura e soltinho para baixo. Coloquei um cinto rosa mais escuro e minha jaqueta booster Pink.

Acabei sorrindo lembrando de ter saído com Tyler e reclamado do rosa. Isso parecia ter sido há anos.

Calcei um sapato Oxford nude e fui encontrar com Nora.

— Nossa! Desde quando você usa rosa?

— Desde que tenho o look novo. Veio de herança da minha mãe. Ela tinha feito algumas compras e isso incluía algumas roupas rosa.

— Isso é novo para mim. Mas você está linda.

— Obrigada. Você também.

Ouvimos Hank e Blyte no hall, nos entreolhamos antes de descer.

— Pronto? — Blyte perguntou depois me encarou. — Essa roupa é linda querida.

— Obrigada. — Falei. — Eram algumas coisas que minha mãe tinha comprado antes do acidente.

— Devo dizer que nunca tive a chance de falar que sinto muito pela sua perda, Nicolle. Deve ter sido péssimo acordar órfã. — Ele falou.

Seus olhos brilharam e semi cerrei os olhos. Ele sabia. Sabia de tudo.

— Sim. Não foi fácil. Mas a gente vai levando do jeito que dá.

— Isso mesmo querida. — Blyte falou me abraçando.

Já podia esperar que o jantar seria maravilhoso!

— Vou dirigir separadamente. — Nora falou. — Nikki vai comigo. — Hank apertou o ombro de Nora.

— Marcie é da mesma maneira. Agora que ela tem a sua licença, quer dirigir em toda parte. — Ele ergueu as mãos. — Sua mãe e eu vamos encontrá-la lá.

— Posso ter dinheiro para a gasolina? Tanque está baixo.

— Na verdade. — Blyte falou lançando um olhar a Hank. — Estava realmente esperando para usar este tempo para nós três conversarmos. Por que você não vai conosco e dou-lhe dinheiro para encher o tanque amanhã?

— Seja uma boa menina e ouça a sua mãe. — Hank falou sorrindo.

— Tenho certeza que teremos muito tempo para conversar no jantar. Não vejo o grande problema em dirigir por mim mesma. — Nora falou.

— É verdade, mas você ainda vai ter que ir conosco. Acontece que estou sem dinheiro. O novo telefone celular que comprei pra você hoje não foi barato.

— Não posso pagar a gasolina com seu cartão de crédito? Ou o que dizer de Hank? Tenho certeza que ele tem uma nota de vinte dólares. Certo, Hank? — Hank riu, mas eu vi o quanto ele estava ficando irritado.

— Você tem uma ótima negociadora em suas mãos, Blyte. Instinto me diz que não herdou a sua natureza, doce e despretensiosa.

— Não seja rude, Nora. Agora você está tornando uma grande coisa a partir do nada. Dividir o carro por uma noite não vai te matar. É melhor ir. Temos reservas para as oito e não queremos perder nossa mesa.

Hank abriu a porta e nós saímos.

— Ah, então esse é o seu carro, Nora? O Volkswagen? — Hank falou. — Da próxima vez que estiver no mercado passe pela minha loja. Eu poderia trocá-lo com um conversível Célica pelo mesmo preço.

— Foi um presente de um amigo. — Blyte explicou e Hank assobiou baixinho.

— Isso é algum amigo que você tem.

— O nome dele é Scott Parnell. Velho amigo da família.

— Scott Parnell. O nome soa familiar. Eu sei quem são seus pais?

— Sua mãe, Lynn, vive mais em Deacon Road, mas Scott deixou a cidade durante o verão.

— Interessante. Qualquer ideia para onde ele foi?

— Em algum lugar em New Hampshire. Conhece Scott? — Hank assentiu.

— New Hampshire é a cidade de Deus.

Lancei a Nora um olhar de "Vou te matar por me fazer andar no carro de Hank". E ela me lançou outro dizendo "Eu não tenho dinheiro para a gasolina.".

Hank estacionou no Coopersmith e nós descemos do carro.

— Eu encontro vocês lá dentro. — Nora falou para eles. — Mensagem.

Blyte lançou um olhar mortal a ela antes de os dois entrarem.

— Vee? — Perguntei e ela assentiu.

Ela trocou as mensagens depois nós entramos.

— Os meus entraram há um minuto atrás. — Nora falou à anfitriã. — A reserva está sob o nome de Hank Millar. — Ela sorriu.

— Sim, Hank, meu pai joga golfe com ele então eu o conheço muito bem. Ele é como um segundo pai para mim. Tenho certeza que o divórcio tem o devastado por isso é muito bom vê-lo namorar novamente.

— Acho que depende a quem você pergunta. — Nora respondeu.

— Oh! Como não pensei. Você está certa. Tenho certeza que sua ex-mulher discordaria. Eu não deveria ter dito nada. Desconsidere por favor.

Nós seguimos pelo bar e descemos um pequeno lance de escadas. Hank se levantou quando nos viu se aproximar.

Esse jantar ficaria na história.

Notas finais
N.B.: Hey, esse cara é um puta escroto. Alguém dá um soco nele por mim? Ainda não gosto do Ben. Eca kakakak. Bjs, bjs. Fhany Malfoy. N.A.: Eu mereço minha beta odeia meu Benjamin. Apesar de todos os defeitos ainda defendo ele kkkkkk Nem todos são perfeitos. E acabei criando um personagem cheio de defeitos como vários seres humanos por aí. Bjs CM Winchester