Filhos da Noite
13 Capítulo 12 - ISSO FOI UM BEIJO!
— O que está fazendo ali dentro com aqueles dois? — Ben perguntou quando me aproximei dele.
— Nora e Vee queriam investigar a vida de Patch. E Vee convidou eles. Eu não tenho nada a ver com isso.— O que Nora vai fazer?— Se fantasiar de Marcie Millar e tentar seduzir algum barmen por respostas. O que vai dar em nada já que ela não sabe fazer essas coisas.— Marcie Millar?— Você não sabe quem é ela? — Perguntei com os olhos arregalados. — Qualquer pessoa com o cromossomo y sabe quem é Marcie Millar.— Mas eu não sei.— Nossa isso é uma novidade.— Vamos dizer que eu estou mais interessado em você para prestar atenção em mais alguém.— Ganhou pontos por essa. — Falei sorrindo e ele sorriu. — Conseguiu descobrir alguma coisa?— Não, já que você não me deixa contar ao Patch. — Retrucou. — E como a Nora vai perguntar pelo Patch durante o trabalho dele.— Parece que hoje ele está de folga.— Não. Hoje ele está trabalhando. — Ben falou. — Falei com ele mais cedo e ele disse que ia trabalhar hoje.— Eu preciso voltar e avisar Nora então.— Deixa rolar. — Ben falou antes de puxar meu pulso e se aproximar.Aceitei muito feliz seu beijo. Suas mãos apertaram a minha cintura e eu recuei batendo no carro. Ele me ergueu me deixando sentada no capô e ficou entre as minhas pernas.Estávamos trocando o maior amasso sem se importar com quem passava e ficava nos encarando.— O que? — Ouvi o grito de Vee e olhei por cima do ombro de Ben para as duas que saiam do restaurante. — Você está namorando ele?Benjamin se afastou e ficou sorrindo esperando a minha resposta. Lancei a ele um olhar depois suspirei voltando a encarar Vee.— Sim.— E por que não nos contou?— Você tem seus segredos, eu tenho os meus segredos. — Retruquei. — Já podemos ir?— Nora está um pouco ruim. — Vee respondeu.— Ah, eu imagino. — Respondi depois me virei para Ben.— Meninas. — Ben falou. — Sinto muito, mas preciso aproveitar que encontrei com Nikki e vou sequestra-la para jantar.— Ben, eu tenho aula amanhã. — Falei. — Nos vemos amanhã.— Ok. — Ele murmurou antes de me beijar.E foi um beijo daqueles, sua mão apertou minha nuca antes de me soltar. Eu cambaleei para frente e ele sorriu antes de entrar no restaurante.— Isso foi um beijo. — Vee comentou.— Vamos? — Nora perguntou e eu assenti.— Vamos. Patch estava trabalhando? — Sorri.— Como você sabe?— Ben acabou de me contar. — Falei.— Você contou a ele?— Disse que você estava evitando o amigo dele. — Menti indo em direção ao Skyline.Enquanto eu observava Nora fazer o mesmo movimento de todo dia para tentar abrir a porta que gostava de "carinho". Ela me lançou um olhar e eu enruguei o nariz antes de ocupar o lugar dela.Grudei meu quadril contra a porta que abriu.— Como isso foi acontecer? — Apontei para a chave que ela puxava sem parar.— Culpa do Patch. — Ela resmungou. — Me-dê-a-porcaria-da-chave.O relógio do hall badalou avisando que eram 8 horas. Entramos na casa e fomos para a sala para acender o fogão a lenha, Nora gritou quando ouviu um barulho de tecido e rangidos do outro lado da sala.— Nora! — A mãe dela falou jogando o cobertor longe e sentando no sofá. — Qual é o problema do mundo? — Você me assustou! — Eu caí no sono. Se eu tivesse ouvido você entrar eu teria falado alguma coisa. — Ela tirou o cabelo do rosto e piscou. — Que horas são? Nora sentou no sofá tentando se acalmar.— São 8 horas. — Falei.— Eu ia esperar para tocar no assunto, mas não tenho certeza se o momento perfeito vai aparecer. — A mãe dela começou a falar e Nora fez careta.— O que está acontecendo? — Estou pensando em colocar a casa da fazenda à venda. — O que? Por quê? — Estou lutando há um ano e não estou conseguindo o quanto eu esperava. Considerei ter um segundo emprego, mas honestamente não acho que tenha horas suficientes no dia. — Ela riu sem humor algum. — Os salários da Dorothea são modestos, mas é um dinheiro extra que não temos. A única coisa que posso pensar é nos mudar para uma casa menor. Ou um apartamento. — Mas esta é a nossa casa.— Vou dar mais três meses. Mas não quero que tenha muitas esperanças.— Por que a Sra. não usa o dinheiro que meus pais deixaram? — Perguntei.Ela ficou vermelha.— Eu já usei, para salvar a casa.— Então me deixe pagar por um aluguel.— De jeito nenhum. Você é como uma filha para mim.— Sim, mas é uma boca a mais para comer e usar as coisas da casa.— Isso não tem importância.— Se vender a fazenda... Vamos morar na casa dos meus pais. Ela é minha por direito. Vocês podem ficar tranquilas lá. E você pode continuar trabalhando para juntar o dinheiro.— Eu não sei o que fazer. — Ela murmurou. — Vamos falar sobre algo mais brilhante. — Ela sorriu. — Como foi o jantar? — Bom.— E a Vee? Como está a recuperação dela? — Ela poderá voltar para a escola amanhã. — Nora respondeu e ela sorriu.— Ela ter quebrado o braço esquerdo foi uma coisa boa. Se não ela não conseguiria tomar notas nas aulas e eu posso imaginar o quão desapontador isso seria para ela.
— Há, há. Vou fazer chocolate quente. — Nora ficou em pé e apontou sobre o ombro para cozinha. -Vocês querem? — Na verdade isso soa perfeito. Eu vou acender o fogo.— Aceito é claro. — Falei.Nos sentamos nos sofás com nossas xícaras de chocolate quente.— Como você soube que estava apaixonada pelo papai? — Nora perguntou.— Eu não sabia. Não até estarmos casados por um ano. — Então... Por que você casou com ele? — Porque eu achava que estava apaixonada. E quando você acha que está apaixonada, fica disposta a aguentar e trabalhar para que se transforme em amor. — Você ficou apavorada? — Por causa do casamento? — Ela riu. — Essa foi a parte divertida. Comprar o vestido de noiva, reservar a capela, usar um solitário de diamante. — Alguma vez você ficou com medo do papai? — Sempre que o New England Patriots perdia. — O que? — Perguntei.— Papai pegava a motosserra e ia cortar lenha na floresta atrás da casa. No último jogo ele cortou 10 árvores e fez lenha. — Eu sorri. — Sinto falta dele.— Eu também. — Tenho medo de me esquecer como ele se parecia. Não nas fotos, mas andando por aí nos sábados pela manhã suando fazendo ovos mexidos. — Você é muito parecida com ele, desde criança. — Sério? De que maneira? — Ele era um bom aluno, muito inteligente. Não era chamativo ou comunicativo, mas as pessoas o respeitavam. — O papai era... Misterioso? — Pessoas misteriosas tem muitos segredos. Seu pai era um livro aberto. — Ele já foi rebelde? — Nora perguntou e ela gargalhou.— Você o vê dessa forma? Herrison Grey, a pessoa mais ética do mundo... Rebelde? Deus me perdoe! Por um tempo ele teve cabelo comprido. Era ondulado e loiro igual ao de surfista. Claro, que seus óculos com aro de tartaruga mataram o visual. Então... Eu deveria perguntar o que nos trouxe a esse assunto? — Tem um cara. — Nora sorriu. — Estamos saindo ultimamente. Sobretudo coisas de escola. — Ooh, um cara. Bem? Ele está no clube do xadrez? Conselho estudantil? Time de tênis? — Nada.— Um nadador! Ele é bonito como o Michael Phelps? Claro, eu sempre preferi Ryan Lochte quando o assunto é aparência. O telefone tocou e ela atendeu. Blyte se jogou no sofá e bateu a mão na testa.— Não, não é problema. A primeira coisa que farei amanhã pela manhã é correr até lá, pegar e levar. — Hugo? — Nora perguntou quando ela desligou.— Ele deixou alguns papéis inacabados no escritório e precisa que eu vá lá. Tenho que fazer cópias, mas não devo demorar mais que uma hora. Você já terminou seu dever de casa? — Ainda não. — Então posso dizer para mim mesma que não teríamos passado um tempo juntas mesmo que eu estivesse aqui. — Ela suspirou e ficou em pé. — Vejo você em uma hora? — Diga ao Hugo que ele deveria te pagar mais. — Ela riu. — Muito mais. Quando ela saiu encarei Nora e sorri.— Você está apaixonada?— Eu não sei. Como posso saber? Como foi para você?— Você sabe a minha história né?— Sim. Mas aquilo não era amor. Era ilusão. Mas com o Ben é diferente. Então?— Eu não sei. Só sei que quero ficar com ele. É complicado de explicar.Como contar a ela sem contar a verdade?— Tente explicar. Eu preciso entender.— O sentimento que tenho com o Ben é de segurança. Sei que ele nunca iria me fazer mal.— Esse é o problema, não sinto isso com o Patch.— Bom você e ele não conversam direito. Você não deixa ele chegar em você. Deixe ele chegar em você. Não adianta investigar a vida dele se não for perguntar direto para ele. Esqueça a coisa da Vee. Tenho certeza que não foi ele. Ele está a fim de você. Você precisa perder esse medo. Eu consegui perde-lo. — Ela sorriu.— Agora vamos estudar.— Estragou o momento de amigas. — Debochei e ela riu.Estava concentrada fazendo o dever de inglês quando ouvi o grito de Nora. O cara estava no quarto dela. Saltei do banquinho correndo e subi as escadas bem no momento que virei para entrar no quarto todo bagunçado e quebrado Nora esbarrou em mim.O cara tinha fugido pela janela, ela desceu as escadas correndo enquanto eu ia direto para a janela. Não tinha nenhum sinal dele ali na rua. Desci as escadas correndo e encontrei Nora ao lado do telefone. Ela tinha ligado para a polícia.Ela correu e me abraçou enquanto esperávamos a polícia.
Notas finais
N.B.: Senhor amado da glória. Isso é assustador, acho que eu talvez desmaiasse ou tivesse uma explosão de adrenalina, sei lá.... Huuuum, se elas forem morar na casa da fazenda da família da Nikki, talvez fique mais fácil de rolar algumas investigações, hahahaha
Fiquei curiosa demais.... Bjs, bjs. Fhany Malfoy
N.A.: kkkkkkkk Ate segunda que vem pessoal. Uma boa semana para vocês. E se quiserem deixar um comentário eu não mordo! Brincadeira kkkkkk Obrigada a quem esta acompanhando. Bjs. CM Winchester
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