Filhos da Noite

14 Capítulo 13 - O QUE ELE QUER?


Nora abriu a porta quando eles chegaram. Um policial era baixo e gordinho com os cabelos grisalhos. O outro era alto, magro e com cabelos escuros.

O policial de cabelos escuros era o Detetive Basso. E o outro era o Detetive Holstijic.

— Qual de vocês é Nora Grey? — O Detetive Holstijic perguntou.

— Eu. — Nora falou.

— E quem é você?

— Sou Nicolle Crawford. Amiga de Nora. E moro aqui. — Respondi.

— Seus pais estão em casa? — Ele lançou um olhar para Nora.

— Minha mãe saiu alguns minutos antes de eu ligar para o 911.

— Então vocês estão em casa sozinhas? — Nora assentiu.

— Sim. — Respondi.

— Por que não nos conta o que aconteceu? — Ele perguntou cruzando os braços.

— Chegamos as oito e fizemos um pouco de dever de casa. Quando subi para meu quarto, eu o vi. Estava tudo bagunçado. Ele detonou meu quarto.

— Você o reconheceu?

— Ele estava usando uma máscara de esqui. E as luzes estavam apagadas.

— Alguma marca distinta? Tatuagens?

— Não.

— Altura? Peso?

— Peso médio, mas um pouquinho alto. Quase do mesmo tamanho do Detetive Basso.

— Ele disse alguma coisa? — Nora negou com a cabeça.

— Você o viu também? — Ele me encarou.

— Não. Eu fiquei aqui embaixo. Ouvi o grito de Nora e subi correndo. Quando cheguei no quarto Nora já estava saindo. Só vi o quarto todo destruído.

O Detetive Basso apareceu.

— Tudo limpo. — Ele avisou antes de subir para o segundo andar.

— A porta estava destrancada ou estragada quando chegou em casa? — Detetive Holstijic perguntou.

— Não. Usei minha chave para entrar. Minha mãe estava dormindo na sala.

Detetive Basso apareceu no alto da escada.

— Você pode nos mostrar o que está estragado? – Perguntou.

Nós subimos as escadas e Nora foi na frente. O Detetive Basso estava parado com as mãos nos quadris olhando o quarto. Paralisei na porta quando olhei o quarto. Estava normal. Perfeito.

— Você disse que viu o intruso. — Detetive Basso falou.

Nora apontou para a janela.

— Quando eu entrei, ele pulou pela janela.

Ele foi olhar pela janela.

— Uma longa jornada até o chão. — Tentou abrir a janela. — Você a trancou depois que ele pulou?

— Não, eu corri para o andar de baixo e liguei para o 911.

— Alguém trancou.

— Não tenho certeza se alguém seria capaz de escapar depois de um pulo desses. — Detetive Holstijic falou olhando pela janela também. — Teria sorte se escapasse com uma perna quebrada.

— Talvez ele não tenha pulado, talvez ele tenha descido pela árvore. — Nora falou.

— Bem? — Detetive Basso falou. — Esta? Ele escalou ou pulou? Ele poderia ter te empurrado ao passar por você e sair pela porta da frente. Esta seria a opção lógica. É isso que eu teria feito. Vou perguntar mais uma vez. Pense com muito cuidado. Você realmente viu alguém no seu quarto esta noite?

Nora ficou em silêncio.

— Quando seus pais chegam em casa?

— Moro com minha mãe. Ela teve que dar uma passadinha no escritório.

— E você? Onde estão seus pais?

— No cemitério. — Respondi.

— Precisamos te perguntar mais algumas coisas. — O Detetive Basso falou e apontou para a cama, nenhuma de nós duas se sentou. — Recentemente vocês terminaram com um namorado?

— Não. — Respondemos juntas.

Eu menti é claro.

— E drogas? Vocês tem um problema com drogas, agora ou no passado?

— Não. — Falamos juntas de novo.

Desta vez era verdade. Nunca tinha usado drogas.

— Você mencionou que vive com sua mãe. E seu pai? Onde ele está?

— Isso foi um engano. — Nora falou. — Sinto muito. Eu não deveria ter ligado.

Eles se entreolharam. O Detetive Holstijic fechou os olhos e massageou as têmporas.

— Nós temos coisas para fazer. — O Detetive Basso falou. — Vocês vão ficar bem sozinhas aqui até sua mãe voltar?

— Sim. — Respondi por Nora.

O Detetive Holstijic estendeu um cartão de trabalho.

— Sua mãe poderia nos telefonar quando ela chegar? — Perguntou.

— Nos vemos por aí. — Detetive Basso falou.

Assim que eles saíram tranquei a porta e levei Nora para sentar no sofá.

— Como ele fez aquilo?

— Eu não sei. — Respondi. — Eu não sei.

A primeira coisa que fiz foi ligar para Ben.

— Estou no meio de um jogo de sinuca.

— É, mas eu preciso conversar com você.

— Tudo bem?

— Ouve outro ataque aqui. O quarto de Nora foi destruído e ele fugiu. Ela ligou para a polícia, mas quando a polícia chegou o quarto dela estava em perfeita ordem.

— Bom, já sabemos que não foi Patch. Por que ele está aqui comigo. — Murmurou. — Você precisa me deixar contar isso a ele.

— Não.

— Tem alguém ameaçando ela. Alguém como nós. Ele pode ajudar.

— Não! — Falei.

— Nikki...

— Já disse Ben. Não! Estou começando a achar que essa pessoa só quer assusta-la. Ele poderia tê-la matado hoje, mas não o fez. Ele fugiu.

— É, mas você estava na casa.

— Se Nora não tivesse gritado eu nem teria dado importância.

— Você precisa aprender a usar esses poderes. — Retrucou.

Eu iria rebater, mas ele tinha razão.

— E você poderia me ajudar com isso?

— Com todo o prazer. — Respondeu. — Vou para ai em alguns minutos.

— Ok. — Respondi.

No outro dia acordei ainda pensativa sobre tudo. Assim que Ben chegou nós ficamos até a madrugada debatendo sobre contar ou não ao Patch. E sobre treinar meus poderes.

Vesti uma camiseta gola v mais comprida azul, uma legging preta, canguru moletom azul escuro e calcei meu tênis da Adidas.

As aulas passaram normalmente. Em biologia fomos liberados de nossos parceiros para fazer trabalho com outros. Mas Ben e eu continuamos juntos como parceiro.

— Você ou eu? — Perguntei.

— Você. — Ele respondeu.

Me abaixei na mesa enquanto Ben analisava minha pressão sanguínea. Fechei os olhos.

— Não me faça mudar de ideia quanto a deixar vocês escolherem seus próprios parceiros. — Ouvi a voz do Treinador e abri os olhos.

— Não me faça mudar de ideia quanto a vir à escola. — Vee respondeu.

O Treinador assobiou alto e todos o encararam.

— Patch? Importa-se em vir aqui? Parece que nós estamos tendo um problema com parceiros de laboratório.

— Eu estava só brincando. Aqui... Eu faço a experiência.

— Você deveria ter pensado nisso quinze minutos atrás.

— Por favor, me perdoe? — O treinador colocou o caderno dela debaixo do seu braço bom.

— Não.

Lancei a Ben um olhar e ele sorriu.

— Você vai trocar?

— Não posso.

— Por quê?

— Meu coração não bate.

— Seu... — Parei de falar sabendo que o Treinador iria implicar com nós.

Assim que a aula acabou eu segui para a porta.

— Depois conversamos sobre isso. — Beijei Ben nos lábios e sai rapidamente.

Quando coloquei um passo para fora da sala lembrei do que tinha feito e meu rosto ficou completamente vermelho. Eu o tinha beijado na frente de todos.

Puxei o capuz do canguru e segui para a sala da Srta. Greene. Nora me encontrou lá.

— Não fala nada. — Falei e ela riu.

Nora bateu na porta.

— Nora. — Ela falou depois que abriu a porta. — Por favor, entre. Sente-se. — E a porta se fechou.

Me joguei no chão mesmo enquanto esperava. Depois que Nora saiu, eu entrei.

— Sente-se Nicolle.

O escritório estava colorido e organizado agora.

— Como já disse a Nora temos que construir um relacionamento sobre respeito e confiança então não vamos conversar sobre a sua família a não ser que você queira.

— Bom então as sessões acabaram por aqui por que não tenho sobre o que conversar.

— Podemos conversar sobre seu relacionamento com Benjamin Archibald.

— Como... Não é bem um relacionamento.

— Bom vocês tem saído juntos.

— Sim.

— Então isso me parece como um relacionamento.

— O que você quer? — Perguntei.

— Eu não quero nada além de saber como você está. Como está começando esse relacionamento.

— Estamos começando bem. É isso?

Ela ficou me encarando.

— Você tem mais alguma coisa para fazer?

— Aula de música. — Respondi.

— Está bem.

— Ótimo. — Falei me apressando em sair da sala.

Nora estava no corredor me esperando.

— Achei que você iria para a biblioteca. — Falei.

— E eu vou. Mas antes tenho algo para falar.

— O que?

— Ontem eu não dei importância, mas hoje eu não achei a folha sobre o noticiário de Elliot.

— Você perdeu?

— Não. Acho que foi ele que entrou lá. Tem que ser ele.

— Bom, isso é algo a se pensar. — Olhei o relógio do celular. — Nós conversamos melhor a noite. Pode ser?

— Sim. — Sorri e corri para a sala de música.

Na saída da escola enquanto eu seguia para o Skyline meu celular tocou. Olhei no visor e era um número privado.

Não olhei de onde era a ligação. Só atendi achando que poderia ser Ben.

— Alô?

— Nikki. — Aquela voz fez minhas pernas paralisarem. — Eu disse que encontraria você.

— Onde você está?

— Infelizmente a um oceano de distância de você. Por enquanto. — Ele desligou.

Olhei para o celular a ligação era de Londres. Meu coração acelerou e tudo ficou escuro.

Notas finais
N.B.: Senhor, esse cara é um escroto e infelizmente encontrou ela. O que será que vai acontecer com ela agora?? Gente, essas invasões são muito loucas. Adorando. Bjs, bjs. Fhany Malfoy N.A.: Uma hora outro o passado retorna para atormentar. Não se pode fugir para sempre kkkkkk Bjs. CM Winchester