Notas iniciais
Oi, espero que gostem do cap, ele não ficou muito bom, mas ta legal.

Após tornar-se a nova guardiã, Mary Firt se sentia diferente, agora, quando ajudava as pessoas ficava contente, sentia que era aquilo que ela deveria fazer, se sentia uma guardiã. A solidão que a assombrava quase não existia mais, mesmo gostando de ficar em seu canto, ela não estava mais só.

Mary estava em Salem, uma cidade do Oregom, Estados Unidos. Essa cidade de algum modo lhe atraia, era misteriosa como ela, com varias árvores e, no momento, muita neve.

Ela estava andando pela cidade, quando escorregou e caiu no chão, que estava coberto de gelo.

- Ai! — gemeu ela caída no chão. — Nossa! Quanto gelo... Ta, não precisa ser nenhuma gênia pra perceber um toque do Jack aqui. Que garoto bobo. — riu ela.

A feiticeira se levantou, limpou a neve de sua roupa e seguiu seu andar.

Quando estava passando em frente a uma casa, viu um casal brigando, e como guardiã, foi ajudar.

Chegando mais perto do tal casal, percebeu que o homem parecia se um executivo, e notou que havia uma criança perto deles escutando a discussão das pessoas que aparentavam serem seus pais. A criança era um garotinho que parecia estar assustado e confuso, com a cena de pavor da criança, Mary foi até eles e fez nascer uma flor (ela adorava flores :P) perto do garotinho. O menino pegou a flor, a colheu, e levou para mostrar para seus pais.

- Olha que florzinha linda. — falou ele mostrando a tal flor para os pais.

De dentro da flor saiu um pó cor-de-rosa que foi em direção dos olhos dos pais da criança. Eles pararam de discutir e a mãe disse se aproximando de seu filho:

- Ela é muito bonita.

- Agora eu tenho que trabalhar, mas que tal depois nós três irmos até aquela cafeteria que tem aquele chocolate quente que você adora? — falou o pai para seu filho.

- Eba! — vibrou o menino.

Mary ficou feliz, mais um problema resolvido.

Derrepente, uma bola de neve acertou a cabeça do pai do garoto, a feiticeira notou um brilho azul nos olhos dele, que largou uma pasta que carregava e começou a brincar de jogar bola de neve com a esposa e o filho, enfim, começaram a se divertir.

Mary ficou confusa, mas a duvida sumiu quando viu um garoto em cima de uma arvore perto da família que estava brincando, ela decidiu ir até lá.

- Eu já tinha resolvido essa. — falou ela se sentando em um galho perto do garoto, que era Jack Frost.

- Diversão nunca é de mais. — respondeu ele.

- Talvez, mas o cara disse que tinha que trabalhar, e se ele perder o emprego? — debateu ela brincalhona.

- Duvido.

Depois de mais de 5 minutos a tal família não parou de brincar, Mary decidiu intervir. Ela foi até lá e assoprou um mesmo pó rosa nos olhos do homem, que parou o jogo, se despediu e foi para o trabalho.

- Por que você fez isso? — questionou Jack incomodado.

- Porque acho que eles iriam acabar brincando até a noite se eu não interferisse. — respondeu ela.

- Ah qual é! Pelo menos pararam de brigar.

— Por que você tem que ser tão imaturo? — falou Mary.

- Por que você tem que ser tão certinha? — disse ele bravo.

- Você não me conhece. — respondeu a feiticeira brava.

Jack ficou sem resposta, e pensativo disse:

- Sabe o que eu não entendo: que você mesmo sendo uma guardiã ainda teima em ficar sozinha.

Ela o encarou se sentou encostada na arvore e, com lagrimas nos olhos falou:

- É complicado.

- O que é complicado? — perguntou Jack se sentando ao lado de Mary um pouco confuso.

- Você não sabe como é a sensação de se sentir só, de não poder conversar com ninguém que te entenda... Ah, ninguém me compreende. — desabafou ela deixando varias lagrimas caírem. — Eu tenho um pai e não sei quem ele é... Ah e nem lembranças eu tenho, você sabe o que é isso?! É como se eu não me conhecesse.

Jack ficou um pouco surpreso com a expressão da guardiã, pelo pouco que ele a conhecia, não esperava vê-la daquela forma. Ele pensou um pouco e falou:

- Você disse que conhecia os guardiões, deveria saber de como as coisas eram em relação a mim antes de me tornar um guardião.

- Eu, bem... Eu não sei tudo, ta legal?! Mas fala ai, floquinho de neve. — riu ela dando um empurrãozinho no guardião.

Ele riu, depois explicou:

- Antes de eu me tornar um guardião, eu estava na mesma situação que você: sem lembranças, solitário, ninguém acreditava em mim, mas depois as coisas mudaram, eu vi quem eu era antes e descobri porque estou aqui, e as pessoas acreditam em mim agora.

- Sim, mas, de algum modo eu sei porque estou aqui. A Fada não tem meus dentes, fazendo com que eu não tenha lembranças de quem eu era antes de ser Mary Firt, e isso me deixa muito triste. — respondeu ela.

- Bom, eu não posso estalar os dedos e fazer suas lembranças aparecerem mas...

- Mas o que? — questionou ela.

- Eu sei de uma pessoa que pode acreditar em você, e ajudar a fazer com que os outros acreditem também. — respondeu Jack.

- Jura?! Quem? — perguntou Mary esperançosa.

- Vem comigo. — falou Jack se levantando.

- Hum... — gemeu a feiticeira recuando.

- Que foi? Não confia em mim?

- Não muito... — respondeu ela.

- Vem logo. — disse o guardião que já estava flutuando.

- Ah, espero não me arrepender depois... — falou Mary indo na direção de Jack.

- Não sei pra que tanto desespero, o que você tem a perder, bruxinha?! — riu ele já voando em direção ao lugar que queria levar a guardiã.

- Ainda não sei, e tenho medo de descobrir... — brincou Mary Firt um pouco insegura.

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Depois de um tempo voando, eles chegaram à cidade natal de Jack, Burgess, uma cidade dos Estados Unidos. Cheia de arvores e lagos, era um lindo lugar, e também era o lar de Jamie, um garotinho muito especial, que sempre acreditou nos guardiões.

- Então, esse "Jamie"... Você acha que ele vai acreditar em mim? — questionou Mary um pouco insegura.

- Tenho certeza. — respondeu Jack.

Quando chegaram à casa do garoto, eles viram que Jamie estava no quintal fazendo um boneco de neve com a sua irmãzinha Sofia, já que estava negando. Jack fez o boneco ganhar vida e começar a dançar, o que deixou as crianças surpresas e encantadas.

- Um boneco de neve vivo, serio mesmo?! — falou a feiticeira para Jack.

- Diversão. — respondeu ele sendo claro.

Jack formou uma bola de neve e jogou em Jamie que, após ser acertado se virou e viu o guardião.

- Jack Frost! — sorriu o garoto.

- Oi, Jamie. — respondeu Frost.

- O que esta fazendo aqui? Não me diga que o Breu voltou. — questionou Jamie se aproximando de Jack.

- Não é nada disso, é que eu preciso de um favorzinho seu.

- Faço qualquer coisa. — respondeu o garoto feliz.

- Preciso que você acredite em alguém... — falou o guardião.

- Que eu acredite em alguém?! — questionou Jamie confuso.

- É meio difícil de explicar, eu estou tentando acelerar a crença das pessoas na nova guardiã. — explicou Jack.

- Nova guardiã?! Que legal! Quem ela é? — perguntou o menino animado.

- Jack, eu não sei se isso vai funcionar. — falou Mary se aproximando de Jack. — E se não rolar?! E se ninguém nunca acreditar em mim?! E se...

- Fica calma, eu sei que vai funcionar. Você é uma guardiã lembra?! Ele vai acreditar em você. -respondeu ele.

Mary sorriu e, com a ajuda de Jack, ela sabia que as pessoas iriam acreditar nela, começando por Jamie.

- Ei, a nova guardiã esta ai? — questionou o Jamie.

- Jamie, essa é Mary Firt, a nova guardiã. — disse Jack apontando para a guardiã.

- Ãh, eu não estou vendo ninguém... — falou o garotinho.

A feiticeira ficou decepcionada, Jamie não a via e isso lhe deixava muito triste. Vendo a expressão de Mary, Jack se aproximou de Jamie e disse:

- Vamos lá, ela esta aqui! Mary Firt, ela é uma feiticeira! Ela mantém a justiça equilibrada entre as pessoas... Vamos Jamie, acredite. — insistiu o guardião.

- Esquece Jack, vai ver é pra ser assim... — falou Mary tristemente.

Derrepente, Mary começou a se sentir estranha, mais viva, se sentia mais poderosa, mas por quê?

- Você sempre teve o rosto rosado assim? — questionou Jack ao ver o rosto da feiticeira mais vivo.

- Ãh? Como assim? Eu nunca... — tentou se explicar ela, mas foi interrompida por Jamie.

- Mary Firt? — falou o garotinho.

- O que você disse? — questionou Mary ao ouvir seu nome.

- Mary Firt. — concluiu o menino.

- Você falou meu nome! Espera! Jamie, você esta me vendo? — perguntou a feiticeira ansiosa.

- Uhu. — confirmou Jamie surpreso em vê-la.

- Vo-você esta me vendo! — ela se virou para Jack, tocou em seus ombros e disse: — Jack! Ele esta me vendo!

A feiticeira não podia explicar a sensação que estava sentindo, a imensa felicidade que sentia dentro de si por pelo menos uma pessoa acreditar nela. Estava tendo a sensação de que seus poderes estavam mais fortes, talvez seu rosto estivesse rosado, como Jack dissera, pois estava mais viva.

- Ai meu Deus! Ele esta me vendo! Jamie! — gritou ela indo direção do garoto. Ela o abraçou e sussurrou em seu ouvido: — Muito obrigada.

- De nada. — respondeu o garotinho contente.

Ela se afastou dele e sentiu algo em acertando sua cabaça, alguém havia lhe jogado uma bola de neve, e esse alguém era Jack (dãã). Mary se virou para o guardião e o olhou seria e, sem que a notasse, formou uma bola de neve e jogou no garoto, que caiu para trás.

Ela riu com a cena, então foi acertada por outra bola de neve, dessa vez jogada por Jamie.

- Se vocês querem guerra, que seja. — declarou à feiticeira.

Em pouco tempo, havia neve voando por todos os lados, os três estavam se divertindo muito, ou seja, Jack Frost atacou novamente :P Enquanto brincavam, a irmãzinha de Jamie, Sofia chegara. Quando a viu, Jamie disse:

- Oi, Sofia, quer brincar com a gente?

- A gente quem? — perguntou ela com uma vozinha suuuper fofa.

- Com o Jack Frost e a Mary Firt. — em seguida Jamie explicou: — O Jack você já conhece, mas a Mary Firt é nova guardiã, ela é bem legal, venha.

A garotinha pasmou ao ver a feiticeira, mas sorridente começou a se divertir junto do irmão e os guardiãos.

Mary Firt estava se sentindo realmente incrível, Jamie e Sofia acreditavam nela, já era um começo, e ela ali brincando com eles. Era fantástico! Não dava para descrever a sensação de ser acreditada. E tinha que admitir, Jack sabia se divertir.

Passou-se um tempo, os guardiões se despediram e seguiram seus caminhos. Jack e Mary andaram um pouco juntos, em silencio, até que a guardiã da justiça falou:

- Nossa, duas pessoas em um dia, eu estou indo bem, não é?!

- Esta mesmo, mas o recorde ainda é meu. – respondeu Frost convencido.

A feiticeira abraçou o gélido guardião, que por sinal ficou surpreso, mas retribuiu.

- Sabe acho que sem a sua ajuda, ninguém saberia de minha existência, já que não faço parte das historias dos humanos. – falou ela. – Valeu mesmo.

Ali, abraçando a guardiã Jack, com um sorriso pensou: “É parece que a bruxinha tem sentimentos.” Eles se afastaram, e a feiticeira completou:

- To te devendo uma.

- Você poderia parar de me chamar de floquinho de neve. – propôs ele brincalhão.

- Hum, não, não, você não esta com tanta sorte. – riu Mary. – Mas valeu mesmo.

- De nada. – respondeu ele com um sorriso bobo no rosto.

- Ta bom, chega de diversão, voltando ao trabalho, guardião Frost.

- Como assim? Diversão é o meu trabalho, bruxinha.

- “Bruxinha”, legal! – vibrou Mary brincalhona.

- Ah, não era pra você gostar.

- Ow, ficou chateado foi?! Vai precisar de muito mais pra me tirar do sério, FLOQUINHO DE NEVE!

Jack riu, e depois de conversarem, ambos tomaram seus rumos.

Notas finais
Por favor, comentem