Notas iniciais
Desculpem pela demora. Espero que gostem do cap

Em algum lugar em Salem, uma bruxa tramava um maligno plano contra nossos guardiões. Em um castelo sombrio, a bruxa Morgana desejava apenas o pior para as crianças do mundo. Com a dor, o sofrimento e a tristeza ela espalhava o mau possível por onde passava. Junto de seus aliados, os monstros do armário, ela pretendia acabar com a crença das crianças assim como Breu, mas já que ele falhara, chegou sua vez.

Em seu castelo, ela acariciava as criaturas que a serviam (eram os monstros do armário tá?! :P), e para uma delas disse:

— Depois de tanto tempo se escondendo, eu Morgana, a bruxa que todas as crianças temem das histórias de terror, tem finalmente um plano para acabar com que o Bicho-Papão não conseguiu... E se vingar de Norte por desonrar o nome de minha família. – ela se afastou dos monstros e completou: — Mas será que os guardiões estão preparados para o que tenho para eles?!

Ela soltou uma risada maléfica e voltou a seu plano.

•••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

Era uma noite calma no Polo Norte, e faltando um mês para o Natal, Norte trabalhava em sua fabrica ajeitando alguns detalhes que restavam nos preparativos para esse grande dia.

Sem perceber o que lhe esperava, o bom velhinho estava em sua sala criando um novo protótipo de um cavalinho de balanço em gelo — para que os yetis o construíssem depois — quando sentiu um vento quente passar por si, o mesmo vendo que ele sentiu antes de convocar Mary Firt.

Intrigado, ele decidiu dar uma olhada no globo que possuía no salão principal da fábrica. Quando saiu, esbarrou em um yeti, que parecia estar indo lhe chamar. A criatura se assustou e fez um grunido de pavor.

- Oh me desculpe, não quis te assustar. — desculpou-se Norte com seu sotaque russo de sempre.

O yeti gruniu de certo modo que desse a entender que ele havia dito: "Não foi nada"

- Você estava vindo me chamar? O que houve? — questionou Noel.

A criatura o pegou pelo braço e levou-o até o salão principal. No caminho, Norte pegou suas espadas, se fosse algo serio, não estaria sem elas.

Chegando ao salão, Papai Noel pasmou ao ver o globo sendo tomado pelo que pareciam ser mãos de sombras. As mãos que envolveram todo. Depois se ouve uma risada maléfica e gélida, de que parecia ser de uma mulher, ninguém que Norte conhecera.

Derrepente, uma frase ecoou nos ouvidos do guardião:

"O mundo será tomado pela dor e sofrimento. Aguardem."

Um pouco assustado, ele não hesitou em convocar os outros guardiões. Girando a mesma alavanca, uma aurora boreal se forma, e se espalhando pelo céu, convocara os guardiões.

•••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

Em uma noite fria de inverno, Mary Firt vigiava de cima de uma árvore a família de Jamie. Aquela criança conseguira mudar a vida da feiticeira, apenas acreditando nela, o que para Mary era uma grande coisa. Depois de um tempo, ela se deitou em um galho no topo da tal árvore e ficou observando o céu estrelado. Estava muito frio então ela usou os poderes que possuía para se esquenta. Uma das coisas que ela conseguia fazer era controlar a temperatura de seu corpo.

Derrepente, ela foi iluminada por uma luz radiante, era a lua... Ou melhor, o Homem da Lua. Tão grande e brilhante, a guardiã adora conversar com a lua, e fazia isso quase todas as noites.

- Oi, Homem da Lua. – cumprimentou ela contente. – Você não está bravo comigo, né?!

A lua não falou nada, mas ela sempre entendera o que ele dissera.

- Ah, não fique! Desculpe-me, mas acho que sem a ajuda do Frost ninguém iria acreditar em mim.

O Homem da Lua não disse nada, e sempre o entendendo, Mary continuou defendendo-se:

- Você sabe que não faço parte das histórias das crianças, e eu tinha que começar de algum lugar...

Depois de um tempo desculpando-se, a lua aceitou as desculpas da feiticeira.

- Uff, valeu. Não gosto de coisas mal entendidas. – riu ela. – Então, você não pode me contar nada sobre meu pai? –falou sutilmente.

A lua permaneceu quieta, mas foi como se ela tivesse dito “não posso lhe contar nada, isso mudaria seu destino.”

- Poxa, por favor. – implorou ela docemente. Então continuou: — Você sabe que isso é muito importante pra mim...

O Homem da Lua ficou ali a escutando, que andando de um lado para o outro em cima de um mesmo galho, ela continuou:

- Tudo isso aqui é tão novo pra mim, ai você chega e "diz": você tem um pai vivo, e depois fica ai quieto. Isso me deixa agoniada, sabia?! — com lagrimas nos olhos, ela se sentou no galho e concluiu: — Só quero saber quem ele é. Descobrir mais da minha história. Saber o porquê de eu não ter lembranças, de por que eu tenho poderes desde antes de ser Mary Firt, saber quem eu era... Apenas isso.

- Ele nunca diz o que queremos não é?! — falou uma voz conhecida.

- Ãh? Ah, oi Jack. — cumprimentou Mary ao ver o guardião atrás de si. — Pois é, o Homem da Lua adora um mistério. — completou fingindo esta animada.

- Não finja que não esta triste.

- Como assim? Eu estou bem...

- Por que você insiste nesse jeito de durona, eu já vi que não é tanto assim. — provocou Frost.

- Esse jeito de durona?! — falou a feiticeira brava. — É assim que eu sou.

- Ah fala serio, já vi que você não é tãooo durona. — respondeu ele com um ar sarcástico, o que deixou Mary sem paciência.

Em pouco tempo, os dois estava discutindo. Gritavam um com o outro. Falando verdades, até que Mary cansou.

- Eu só estou tentando não pirar, ta legal?! — gritou ela.

Jack se calou. Ela continuou:

- Você acha que eu estou como por dentro?! Queres que eu chore o tempo todo pra mostrar como estou me sentindo, é isso?!

- Não, é só... — ele começou mas ela o interrompeu.

- Se você estivesse na minha situação estaria como?! Se eu estou sendo desse jeito é porque não quero ficar pensando nisso toda à hora! É HORRÍVEL! Não sei se ficou feliz por ter um pai, ou triste pois não sei quem ele é. — desabafou ela.

- É só por isso que você age assim? Porque esconde o que sente?

- Não é esconder. Só não quero ficar pensando nisso, Jack.

O guardião baixou a cabeça pensativo. Quando olhou para Mary, viu uma lagrima sair de seus olhos. Comovido, disse:

- Desculpa.

Ela agradeceu com um leve sorriso.

- Deixa eu te ajudar.

- Ajudar a que? — questionou Mary.

- A achar seu pai. Tem alguma idéia de quem seja?

- Nenhuma.

- Hum, e o Leprechau? — perguntou Frost pensativo.

- Bem... Ele meio que não gosta muito de mim... Hehe. — respondeu ela risonha.

- Hahaha, ok. E aquela marmota?

- Eu meio que "destruí" a toca dela com um terremoto... Mas foi um acidente! E eu, filha de uma marmota? Fala sério!

- Nossa, vai ver a gente não é tão diferente. — riu Jack. — Ambos gostamos de "atormentar" algumas pessoas.

- Quer dizer tipo destruir a caça aos ovos do Coelhão?

- Hahaha, é. — derrepente algo veio à mente do garoto, que disse: — Ei! E se seu pai fosse um dos guard...

- O que é isso? — interrompeu Mary.

Quando o guardião olhou, a feiticeira estava apontando para o céu, que estava tomado por uma linda aurora boreal.

- Ah, o que é agora?! — choramingou Frost.

- Ãh?

- Norte esta convocando os guardiões.

- Através de uma aurora boreal...? Legal!

- Bom, vamos. — Jack chamou Mary já flutuando um pouco acima dela.

- Vamos?

- É! Você é uma guardiã, lembra?! Norte esta convocando os guardiões, ou seja, você também. — ele explicou sorridente como sempre.

- Ah, é! Hehe pois é.

Ela saiu de cima do galho e voou na direção de Jack.

A caminho do Polo Norte, Mary estava um pouco à frente de Frost, que parecia esta indo um pouco devagar.

- Vamos, Jack! Você é muito lento. — gritou ela.

- Ah desculpa.

Ele apertou o "passo" mas continuou um pouco atrás.

- Nossa, eu sou muito mais rápida que você. — declarou a feiticeira convencida. — Você não agüenta meu ritmo.

- Ta me desafiando, bruxinha?

- Hum, talvez.

- Ok, quem chegar por ultimo tem que comer um panetone feito pelos duendes.- propôs Frost.

- Que nojo. Eu topo. — ela parou do lado dele e completou: — Um, dois, três... Já!

Ambos começaram a voar rápido. Em uma velocidade incrível, Jack se movia com a ajuda dos ventos. Mary apenas com seus poderes era muito rápida.

- Haha, eu vou ganhar! — riu a guardiã.

- Você só tem alguma chance porque não tem nenhum prédio pra você bater.

Cada vez mais rápidos, eles se aproximaram da fabrica de Norte. Avistando uma grande janela que dava direto para o salão principal, a Frost gritou:

- Não consigo parar! A janela esta fechada! Vamos bater!

- Deixa comigo! — respondeu a feiticeira ao lado do guardião.

Usando seus poderes, ela abriu a janela. Esse ato surpreendeu os outros guardiões que estava no salão. Eles ficaram observando a janela aberta quando duas coisas passaram por elas. Eram Mary e Jack.

Norte, Coelhão, Sand e Fada ficaram impressionados com a cena: só era possível ver as pernas da feiticeira, que estava caída atrás de uma mesa com as pernas para cima, e Jack estava deitado na mesma mesa de barriga para baixo.

- O que aconteceu? — perguntou Fada surpresa vendo os guardiões saindo da posição constrangedora.

- Foi empate. — declarou Jack ofegante.

- Empate? — questionou Norte.

Sandman fez se formar um "?" em cima de sua cabeça.

- Vocês estavam competindo? Não é hora para... — disse Coelhão, mas foi interrompido por Mary.

- Foi mal. É que saiu do controle. Mas estamos aqui agora. — ela virou para Norte e perguntou: — Por que nos chamou?

- Temo que algo horrível esta para acontecer. — respondeu ele.

- Por que você acha isso? — continuou a feiticeira.

- Eu senti um vento quente tomar conta da fabrica. Cheguei aqui para checar o globo e o vi sendo tomado por mãos de sombras. As mãos que o envolveram todo. Depois se ouvi uma risada maléfica de que parecia ser de uma mulher. — Norte explicou fazendo gestos com as mãos.

- Uma mulher? Tem alguma idéia de quem pode ser? — perguntou Fada.

- Não. Mas sinto que algo terrível nos aguarda... Aqui na pansa.

- Sua pansa sabe de mais. Isso pode não ter sido nada. — deduziu Coelhão pensativo.

- Tah, mãos de sombras se espalham pelo globo seguidas por uma risada maquiavélica e não é nada? Acho que as cenouras não estão te vazemos muito bem. — riu Jack e Coelhão fez uma expressão apreensiva.

- O Jack esta certo! Isso não parece ser algo bom. Sombras... Vocês não conhecem ninguém com esses poderes? — perguntou Mary.

Sandman fez uma expressão duvidosa que em seguida mudou parecendo que se lembrou de alguém. Ele cutucou Norte e formou em cima de sua cabeça a letra "M". Norte pensou um pouco e veio em sua mente um nome:

Morgana!

Sim, deveria ser ela!

A ponto de contar aos outros guardiões o que descobrira, a mesma risada malvada que ele ouviu antes foi ouvida novamente. Os guardiões olharam em volta um preocupados a procura da origem da voz. Derrepente, sombras negras começaram a cercá-los e depois foram em direção ao globo. Em cima dele se formou uma mulher. Tinha aparência de ter uns quarenta anos mas era certo que tinha mais de sessenta. Possuía rugas leves e cabelos cacheados pretos. Usava um manto roxo bem escuro e estava com uma expressão satisfatória, como se já tivesse ganhado.

- Vejo que consegui junta-los. — falou a tal mulher.

- Morgana! — disse Norte parecendo bravo.

- Morgana? — falaram os outros guardiões juntos.

- O que você quer? — questionou o bom velhinho.

- Quanto tempo, meu caro Norte. Quais as novidades? — disse Morgana.

- Nossa, outro vilão sarcástico. Eu mereço. — choramingou Frost pensando em no Bicho Papão.

- Não, Jack. Eu não sou igual ao Breu. Sou bem mais poderosa! — falou ela.

- Esta bem, "Morgana". O que você quer aqui? — insistiu Mary.

Morgana não havia notado a presença da feiticeira no recinto, e quando a viu, sua expressão mudou, pareceu assustada. Ela pensou: "Ela se tornou guardiã? Mas como pode?"

- Vocês veram. Em breve, o mundo estará tomado pelo pavor e pela dor. E nem vocês guardiões poderão me deter. — riu Morgana se afastando de seus pensamentos.

Ela criou um tipo de tornado feito de sombras e desapareceu diante dos olhos dos nossos guardiões. Boquiabertos, eles se olharam confusos, mas Norte pareceu normal.

- Norte. — chamou Coelhão "parecendo" tranquilo.

- Ãh? — respondeu Norte focando-se.

- Da onde você conhece essa tal Morgana? — questionou o coelho.

- É uma longa história. Ha muito tempo atrás conheci Morgana. Ela é uma bruxa poderosa que deseja espalhar a dor e a tristeza pelo mundo. Conseqüentemente acabar com a crença das crianças... E a esperança. – explicou.

- E nós vamos desaparecer. – concluiu Fala.

Sand deu um pulinho de susto. Assim como seus amigos, ele estava preocupado. Conhecia a história de Norte com Morgana. E temia com o que ela pudesse fazer.

- Ela que acabar com tudo, que nem o Breu quis? – perguntou Mary.

- Creio que sim, feiticeira. – respondeu Papai Noel.

Eles se olharam preocupados. A tal bruxa consegui deixar um ar de mistério e pavor na fabrica de Norte. Aquele jeito confiante que ela mostrava ter foi o que deixou os guardiões assustados e confusos. Ela falava como se já tivesse ganhado a batalha, mas, desde que pelo menos uma criança acredite, eles sempre iram lutar!

Notas finais
Comentem se gostaram do cap...