Fighting For Victory
7 Capítulo 7- O dia que não terminou
Notas iniciais
Gente, em primeiro lugar quero a gradecer atenciosamente o carinho que vocês leitores estão tendo com a Fic, cada comentário, cada recomendação, cada favorito, me deixa extremamente emocionada e feliz, obrigada por depositar essa confiança na Fic é muito importante para mim e para Destiny.
Sem mais delongas, porque hoje temos um capítulo meio complicado, pra quem se emociona facil, preparem os lencinhos.... beijos ♥
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[N/B] Olá, como vocês estão? Eu estou bem melhor(menos pela escola que está uma droga). Vocês vão amar esse capítulo e não é porque sou beta que estou dizendo isso se os outros te surpreenderam, este com certeza irá emocioná-los mais ainda!
Li os comentários e estou muito feliz pelo carinho de todos pela fic, eu também tenho um imenso carinho por ela, então agradeço pelos comentários!
Uma dica: preparem os lencinhos de papel!
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Musica do capítulo: http://www.youtube.com/watch?v=7_IlTDMAICg
“Vazio, é o que eu sinto sem você, ainda não passou Josh e eu preciso que passe, você disse que ficaria o resto da vida comigo, mas não aconteceu, hoje é meu aniversário, você lembra dele?”
“Aquele cujo você disse que estaria comigo em todos, mas você não está aqui, eu queria mesmo poder apagar essa data, queria que esse dia passasse despercebido, mas com a família que temos acho que não será possível”.
“Sofro Josh, sem você por perto, mas agora não está mais àquela dor angustiante como antes, até que está melhorando, pelo fato que estou lembrando toda hora de você no treino, dois dias se passaram e foi ótimo, por mais que eu tive que ser “batizada”, mas foi legal no final”
“Eu tive aqueles sonhos de novo essa noite, mamãe disse que é normal quando a gente pensa demais em alguém a gente sonha, mas eu não achava aquilo normal”
“Mesmo com esse conforto que estou tendo na academia eu ainda sinto a tal da incapacidade, hoje estava mais forte, firme ali na minha cabeça e no coração, eu preciso de você irmão, preciso mais do que nunca.”
Eu acordei de madrugada, pois não estava conseguindo dormir mais, fiquei ali, escrevendo para Josh quase a noite toda, percebi que estava amanhecendo então decidi tomar um banho, tinha chegado o dia que eu mais queria que passasse em branco.
Deixei a água descer pelo meu corpo, eu queria fazer de novo, parecia uma droga que você precisa dela nas horas difíceis, fiquei pensando, que será que toda vez que tinha aqueles sonhos eu me angustiava e tinha que me ferir fisicamente para parar de pensar?
Enrolei-me na toalha fofa, passei a mão pelo espelho que estava embaçado, meu semblante estava melhorando, as olheiras que há duas semanas insistiam agora haviam sumido, eu estava melhorando?
Melhorar queria dizer que eu estava esquecendo Josh? Se fosse isso eu não queria melhorar!
Saí do banheiro tentando tirar aqueles pensamentos que me atormentavam, eu tinha que me focar em alguma coisa, tentar não pensar nisso, me preocupar com alguma coisa importante para mim, alguma coisa que faria a diferença em minha vida.
[...]
— Parabéns meu amor. — disse meu pai me dando um abraço caloroso.
— Obrigada. — falei sem jeito.
— Ei, deixa ela um pouco para mim. — disse minha mãe vindo em minha direção.
— Ok gente já chega! — falei me soltando deles e indo sentar na mesa do café.
— O que vai fazer hoje?- perguntou meu pai animado.
— O mesmo de sempre. — respondi o óbvio.
— Filha, sua avó e Rosalie queriam...
— NEM PENSAR! VOCÊS SABEM O QUE EU PENSO SOBRE ISSO! — eu estava alterada, mas não era por menos, meus pais sabiam muito bem que o meu aniversário não seria mais comemorado como antes.
— A gente pensou que você tinha mudado de ideia Renesmee, e não fale assim com a sua mãe. — advertiu meu pai.
— Eu não dei nenhuma dica que eu tinha mudado de ideia pai, não quero comemoração, só me deixem em paz!
Levantei bruscamente da mesa pegando minha mochila e fui em direção da porta, eu tinha que sair dali, eu iria sumir o dia todo, eu não poderia ficar.
— Nessie...- minha mãe disse parando em minha frente.
— Meu nome é Renesmee mãe! — disse passando por ela e saindo de casa.
Ninguém nesse mundo tinha direito de me chamar de Nessie, aquele era o apelido que o MEU irmão tinha me dado e só ele poderia me chamar assim, eu queria me cortar, eu queria me jogar na frente de um carro qualquer para poder morrer como ele, eu não suportava mais toda essa pressão, eu precisava respirar, ter um tempo para mim, mas acho que isso os meus pais não entendiam!
[...]
Na escola eu não tinha conseguido prestar atenção em absolutamente nada, tinha passado o dia todo pensando em Josh, Claire falava que nem uma louca a aula toda, mas na verdade eu não tinha escutado meia palavra dela.
Eu tinha dado graças a Deus que ela não sabia o meu aniversário, já tinha ideia do que ela poderia fazer e a essa altura eu iria partir para violência, sim, não era um dia bom para mim.
Eu pensei mais de dez vezes se seria uma boa ideia ir treinar hoje, mas se eu não fosse pegaria mal para mim, já que era o meu terceiro dia, mas eu cogitei mesmo a ideia de não ir.
A aula terminou e eu decidi que iria sim treinar, eu precisava espairecer minha cabeça, acho que seria bom usar essa angustia e raiva que eu sentia.
[...]
Quando cheguei à academia logo notei que seria muay thai de novo, isso era bom, eu precisava sentir dor para me distrair para não ficar pensando em minha angustia.
— Parabéns. — disse Embry sussurrando em meu ouvido.
— Mas que diabos Embry, como você soube? — eu tinha sérios problemas em saber como todo mundo sabia da vida de todo mundo naquele lugar.
— Eu tenho minhas fontes. – piscou — E ai, vai ter festa?
— Nem pensar, eu não quero nem lembrar desta data ok? — eu acho que era a primeira vez que eu falei sério com um tom de raiva com Embry, pude perceber que ele mudou de cara no mesmo instante, eu não queria ter que assusta-lo.
— Sem comemorações, mas você pode me falar o porquê?
— Não! — eu tinha sido mais grossa ainda.
É, realmente o dia não seria bom hoje.
O treino passou lentamente, como eu queria Jacob também não estava em seus melhores dias, o que me fez pensar que hoje seria uma ótima oportunidade para ele estar assim, pois ele me fez fazer alguns exercícios dobrados, o que me consequentemente me fez esquecer de Josh por alguns instantes.
Tentei me focar o máximo possível nas explicações que ele dava, eu já sabia o que iria ocupar minha cabeça, eu ia dar toda minha alma para os treinos, era isso mesmo, eu tinha que me dedicar totalmente para alguma coisa.
— Você quer fugir? — perguntou Embry enquanto segurava o saco para eu bater.
— Fugir? — não entendi bem a pergunta.
— É ruiva, fugir, quando estou de mau humor eu sempre quero fugir para algum lugar. — disse desviando de um jab que tinha dado errado.
— Não estou de mau humor. — fiz uma careta.
— Tanto faz você não está nos seus melhores dias.
— Não estou mesmo. — observei.
— E então, quer fugir? — perguntou de novo.
— Não seria uma má ideia, mas para onde eu iria? — falei pensativa.
— Não sei, eu posso te levar se você quiser.
— Você fugiria comigo? — eu ri.
— Fugir é uma palavra forte ruiva. — disse rindo ainda mais.
— Ah, agora é uma palavra forte?
— É sério, você quer sumir por algumas horas? — perguntou agora com um olhar sério e preocupado.
— Você me aguentaria algumas horas?
— Acho que sim! — fez uma careta.
Eu tinha uma leve impressão que Embry me entendia mais do que ninguém, o que acabou me assustando, pois a gente se conhece há tão pouco tempo, mas era tão bom estar com ele, mesmo em um dia desses, ruim.
O treino terminou e seguimos para o carro, eu estava um pouco ansiosa para ver onde Embry me levaria, tinha que ser um lugar que eu esquecesse de tudo, pelo menos por algumas horas.
Seguimos para a estrada que leva a La Push, realmente o lugar era lindo, eu tinha ido uma vez com Embry, mas fora de noite, mas agora, a luz do dia, era incrível.
Embry parou o carro no acostamento da estrada, na beira já era a praia, e então era isso? Nos íamos andar na praia?
— Vamos andar pela praia? — perguntei saindo do carro e seguindo ele.
-Quer coisa melhor ruiva?- perguntou arqueando a sobrancelha.
— Não! — joguei as mãos para o alto.
Fomos em direção a areia da praia, estava um dia frio, típico do lugar, mas era maravilhoso sentir aquele vento salino em meu rosto.
A praia era rochosa, mas linda, era totalmente diferente das praias da Califórnia, mas não deixava de ter sua beleza própria.
— Como era a Califórnia? — perguntou Embry andando lentamente ao meu lado.
— Era maravilhoso. — lembrei-me do clima que tinha.
— Você não fala muito de lá, não é mesmo?
— Não tenho o que falar.
— Às vezes eu penso que você tem um montão de coisa pra dizer e não fala, isso faz mal sabia? — disse me olhando sério agora.
— Eu estou bem assim. — falei simplesmente.
— Ok, quando se sentir a vontade em falar eu estou aqui.
— Porque você acha que eu tenho algo para falar? — perguntei, eu estava curiosa com o fato dele ser tão observador.
— Eu sei que tem! — piscou para mim dando um sorrisinho, não pude negar que queria muito falar o que sentia para Embry, falar sobre minha vida em Santa Mônica, falar sobre meus casos, meus amigos, minha antiga escola e o principal, de Josh, mas eu não estava preparada.
— Ei grandão. — disse alguém em nossa frente, mas não sabia quem era.
— Oi Quill. — disse Embry sorrindo abertamente, abertamente até demais.
— Jacob te liberou mais cedo hoje? — disse um menino da mesma altura do que Embry, porém um pouco mais magro.
— Ele está pegando leve essa semana. — o Embry era um puta de um mentiroso — Deixa-me te apresentar, essa aqui é Renesmee, está treinado com a gente na academia, esse aqui é o Quill ruiva, namorado da sua amiga! — disse Embry com desdém, pude logo perceber que Quill era o tal namorado de Claire.
— Prazer, Claire fala muito de você. — estendeu a mão.
— O prazer é meu. — sorri.
— E então, fazendo o que? — perguntou Embry.
— Nada demais, estava dando um tempo até o próximo treino.
— Ruiva, o Quill luta capoeira na turma do Sam. — explicou.
— Nossa, que legal, eu acho essa arte fascinante. — falei sorrindo simpática.
— E é, qualquer dia vem ver algum treino, é bem animado e tenho certeza de que Sam não irá te expulsar. — falou Quill brincando.
— Pode deixar eu que venho qualquer hora. — falei.
— Bom, eu tenho que ir, depois a gente se fala? — perguntou se direcionando a Embry.
— Claro! — disse Embry espontâneo.
— Até mais ruiva. — disse Quill dando tchau.
— Eu tenho que falar para esses caras abusados que você é minha ruiva! — disse Embry um pouco mais animado do que o normal me abraçando de lado
Ficamos andando um bom tempo pela praia, Embry tentava me animar, eu parecia estar gostando, mas no fundo eu estava quebrada, eu queria mais do que tudo me afundar em minha cama e chorar a noite toda, mas em casa eu saberia que não teria sossego, e Embry nem era uma má companhia.
O sol já tinha se pondo a muito tempo, eu precisava ir para casa, ficar na presença de Embry me fez lembrar que eu podia parar o mundo conversando com ele, mas mesmo assim, eu tinha que ir.
— Você não quer ficar e comer alguma coisa por aqui? — perguntou abrindo a porta para mim.
— Não obrigada, mas tenho que ir para casa, daqui a pouco o Dr. Cullen chama a policia. — falei rindo sem emoção.
— Ah, isso não seria bom. — disse Embry entrando no carro.
Embry me deixou em casa me desejando boa sorte, pois eu tinha sumido o dia todo e parte da noite, eu podia sentir que um castigo estava por vir.
— Você tem noção o quanto cogitei a ideia de chamar a policia Renesmee? — disse meu pai assim que coloquei meus pés em casa.
— Sim. — respondi sem ânimo.
— Sim? É isso que você me responde? Seus avós te ligaram quase o dia todo, queriam te dar parabéns, seus tios vieram aqui, e olha pra você, porque diabos sua calça está molhada? — Edward não parava de falar, nem para respirar, percebi que a barra da minha calça estava encharcada por causa da praia.
— Eu só quis dar uma volta ok? — falei revirando os olhos.
— Não Renesmee, você não deu só uma volta, você SUMIU! — meu pai estava furioso pude ver minha mãe no alto da escada olhando feio para ele.
Eu fiquei calada, eu não queria mesmo discutir com o meu pai, não hoje, será que ele não entendia que eu queria ficar sozinha?
— Reage filha! Supere! — eu não acredito que ele me disse isso.
— Reagir? Superar? Você tem noção o quanto está sendo difícil para mim esse ano sem meu irmão? — eu estava quase gritando a essa hora — Não, você não tem a mínima noção pai! — senti as lágrimas correndo pelo meu rosto — Você e a mamãe superaram muito rápido a morte do meu irmão! Mas eu? Nunca, NUNCA, vou superar, ele era o melhor da minha vida, ele era praticamente o ar que eu respirava, e você quer mesmo que eu supere?
— Você não sabe o que está falando, não sabe o quanto eu e sua mãe sofremos com a morte de Josh! — os olhos esmeraldas do meu pai estavam mais opacos do que o normal, era assustador.
— Não parece, parece que você está satisfeito com a morte dele! — gritei em direção do meu pai, e foi ai que senti a mão pesada do meu pai em meu rosto, o tapa ardeu como nunca com certeza iria ficar uma marca gigante, meu pai nunca se atreveu a encostar a mão em mim, nunca precisou.
— Oh meu Deus Edward! — disse minha mãe vindo em minha direção, eu encarava meu pai que a essa hora estava extremamente vermelho.
— Nessie me perdoe. — disse meu pai tentando chegar próximo de mim.
— Nunca mais encoste em mim! — berrei em direção a ele, o que o fez recuar, eu com certeza não estava com uma cara boa.
[...]
“Vida para que quando se não tem o que quer?”
Eu estava imobilizada no chão do meu banheiro, podia contar quantos ferimentos eu já tinha feito.
Um, dois, três.
Um, dois, três.
Um, dois, três.
Perturbador.
Olhei de relance para o chão borrado de sangue, eu não sentia mais a dor dos cortes, a angústia estava dominando o meu corpo, será que só morta eu pararia de sentir aquilo?
Senti minha pele sendo perfurada pela quarta vez, não era o suficiente, eu precisava de mais, eu queria mais!
“Nessie”
Tudo escuro, dormente, silencioso, preocupante.
Então assim que era morrer?
Sem ao menos sentir uma dor contagiante que me faça gritar ou até mesmo urrar de dor?
INJUSTO!
Eu queria sentir a dor que Josh com certeza tinha sentido, era injusto, morrer sem sentir nada, se matar sem sentir nada, merda de vida.
“Ruiva volta, fica comigo, por favor”.
Escuro, tudo escuro.
Vem me buscar Josh...
[...]
O cheiro forte de éter invadiu minhas narinas de forma brutal, meus olhos se limitaram a abrir por causa da claridade, eu estava deitada, imóvel.
— Os exames estão bons, os batimentos estáveis. — disse uma voz afeminada.
Fui abrindo minhas pupilas lentamente, avistei o que esperava o quarto branco, com aparelhos por todos os lugares, boa parte do meu braço esquerdo estava enfaixado, e outro braço com uma medicação que pude distinguir que era soro.
Nem para me matar eu servia, fiz tudo errado, da próxima vez eu tentaria o enforcamento.
Minha visão estava embaçada, provavelmente por causa dos medicamentos, eu tinha que sair dali, tentei me mexer quando percebi alguém vindo em minha direção.
— Ela acordou doutor. — disse a loira em minha frente.
Meu pai se pôs ao meu lado em menos de um segundo, na verdade ele era o último que eu queria ver agora.
— Como você esta se sentindo? — perguntou preocupado, hipócrita- Ok, segue as luzes. — disse assim que percebeu que eu não iria responder.
Ele ficou mirando a lanterninha em meu olho, aquilo já estava me deixando frustrada.
- Os reflexos estão bons. — disse por fim me olhando com pena.
— Cadê ela?- perguntando minha mãe entrando no quarto e correndo em minha direção — Oh meu Deus, como você está, esta sentindo alguma dor?
— Eu estou bem. — saiu num sussurro.
— Ela precisa descansar Bella. — disse meu pai.
— Eu quero ir para casa. — disse seca.
— Você ainda tem que ficar em observação. — disse meu pai explicativo.
— Eu estou bem, só quero ir para casa. — disse triste, eu tinha tentado me matar, o que eu tinha feito meu Deus?
— Você vai ficar por mais algum tempo. — falou meu pai alisando a minha cabeça que na mesma hora eu desviei, se ele pensou que tinha esquecido daquele tapa ele está muito enganado.
— Tem uma pessoa ai fora querendo te ver. — falou meu pai, mas que raios? Será que eles tinham contado para alguém?
— Vamos Edward. — disse Bella estendendo a mão para o meu pai.
— Qualquer coisa chama.
A porta fechou, mas logo se abriu, e foi quando me deparei com a figura de Jacob na soleira da porta do quarto.
Ok, agora eu queria mesmo estar morta, mas que merda era essa, o que ele estava fazendo ali?
— Você está bem? — perguntou cauteloso mantendo distancia.
— O que você está fazendo aqui?- perguntei ainda incrédula com a sua presença.
— Você esqueceu os seus equipamentos na academia, tentei falar com Embry, mas ele estava incomunicável, então fui até sua casa...
— Oh minha nossa. — eu devia estar mais vermelha do que sangue àquela hora.
— Sua mãe tentou te chamar, mas você não respondia. — chegou mais próximo- E foi ai que eles entraram em desespero, eu ajudei a arrombar a porta do banheiro e...- ele estava tento dificuldades para se explicar.
Oh meu Deus, Jacob tinha visto todo o meu estado, e eu pude imaginar que não seria fácil, eu estava com vergonha e nojo de mim mesma.
— Eu tentei te acordar, mas você estava com os batimentos fracos, seu pai quase teve uma taque cardíaco. — disse ainda mais próximo da minha cama, ele estava do lado agora — Eu peguei você e te trouxe pra cá. — terminou de explicar, ele ficou me analisando alguns momentos.
Eu tinha feito uma merda e tanto!
— Me... Me desculpe- disse fraca.
— Você está se sentindo melhor?
— Sim. — menti, meu corpo podia esta curando, mas a minha mente não.
— Seus pais me contaram o porquê disso tudo. — falou, e foi quanto eu abri meus olhos ainda mais, eu não podia acreditar que eles tinham falado de Josh para um desconhecido, ainda mais para Jacob — Eu sinto muito com o que aconteceu com o seu irmão. — disse me olhando com pena, que sensação horrível.
Eu tinha desviado o seu olhar de pena, ele com certeza me achava uma fraca, e eu era mesmo, uma fraca que ao menos não sabe se matar.
— Se você quiser conversar, você pode falar comigo. — disse cauteloso.
— E porque raios eu iria falar com você huh? Você me odeia! — falei ríspida.
— Eu não te odeio Renesmee, eu só não me simpatizo com você, mas não te odeio. — deu um meio sorriso que quase desmontou meu mundo.
— Não tenho nada para falar! — disse ainda mais ríspida, intrometido.
— Você precisa de ajuda! — disse me encarando.
— Você não sabe de nada ok? Olha, obrigada por me “salvar”, mas você já pode ir agora, não preciso que ninguém fique com pena de mim!
— Pena de você? — disse incrédulo — Você está longe de saber o que é pena! — disse com desdém.
— E você está longe de saber o que é uma perda! — falei grossa.
— Agora é você que não sabe de nada menina! — falou me olhando fixamente, ele tinha olhos lindos, negros como a noite, mas existia uma tristeza, o que lembrava que parecia os meus.
— Então me fala! — disse com um tom amenizado.
— Melhoras Renesmee. — disse saindo do quarto.
Então era isso Deus? Eu tentei me matar, não consegui e ainda fui “salva” pelo cara que no momento eu sentia mais raiva?
Mas isso não era o pior, nem chegava perto do que estava sentindo, a vergonha tomou o meu corpo, minha força de vontade de ter lembranças boas de Josh, minha força de aguentar o treino rigoroso na academia, essa força tinha ido por água abaixo com o sangue que derramei ao tentar me matar.
Eu tinha fraquejado, de novo, mas dessa vez eu decepcionei quem eu menos queria decepcionar.
E sim, eu admitia, eu precisava de ajuda!
Me sinto tão estranho aqui
Que mal posso me mexer, irmão
No meio dessa confusão
Não consigo encontrar ninguém
Onde foi que você se meteu, então?
Tô tentando te encontrar,
Tô tentando me entender,
As coisas são assim
Meus olhos grandes de medo,
Revelam a solução, a solução
Meu coração têm segredos
Que movem a solidão, a solidão
Me sinto tão estranho aqui,
Diferente de você, irmão
A sua forma e distorção,
Não pareço com ninguém, sei lá
Pois eu sei que nós temos o mesmo destino, então
Tô tentando me encontrar,
Tô tentando me entender,
Por que tá tudo assim?
Meus olhos grandes de medo
Revelam a solução, a solução
Meu coração têm segredos
Que movem a solidão, a solidão
Quem de nós vai insistir, e não
Se entregar sem resistir, então
Já não há mais pra onde ir
Se entregar a solidão e não
Meus olhos grandes de medo
Revelam a solução, a solução
Meu coração têm segredos
Que movem a solidão, a solidão.
Notas finais
Pois é galera, no começo da Fic deixei bem claro que ela seria regada a dramas e mais dramas, e está ai !!!!
A nossa ruiva está passando por um momento muito dificil, entrando em conflito com seus próprios pensamentos, isso é meio complicado....
Que tapa foi essa do Edward, eu quase matei ele, literalmente !!!!
Mas vamos ao lado positivo do capítulo, QUEM AI ACHOU QUE ERA O EMBRY?????? Peguei vocês né??? Ahhh amores ja estava na hora do Jake aparecer e colocar algo a mais não acham???
Vou falar uma coisa pra vocês, estou loooouca, extremamente looooouca para postar o prox cap UHULLLL
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[N/B] Quem chorou aí? EU Õ/ A L me mandou o capítulo e tals e eu lendo-o me emocionei pra caramba, sério, eu chorei igual um bebê...
Quem acha que esse tapa que a Nessie levou foi merecido? E quem não acha?
E hmmm novamente o segredo do Jake fica pelo ar...
E a pergunta que não quer calar é que depois disso a Nessie vai piorar ou melhorar?
Esperamos que tenham gostado. Beijinhos e até o próximo capítulo!
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SPOILER CAPÍTULO 8 ( aiiiiiiiiiii to ansiosa por esse)
-Você ainda não entendeu a pergunta Renesmee- observou risonha.
-Mas que diabos então você está querendo dizer ?
-Seus olhos, brilharam quando falou de Jacob, eles brilharam do mesmo jeito quando você fala de Josh.
-Você está querendo dizer que estou comparando meu irmão com Jacob?- o que era de se assustar pois os dois eram figuras totalmente diferentes.
-Não, não estou querendo dizer isso!
-Então vá direto ao ponto doutora!- eu estava explicitamente confusa com o que ela queria dizer a respeito do meu treinador.
-Você gosta dele!- afirmou.
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