Fighting For Victory
8 Capítulo 8- Heaven
Notas iniciais
Quem esperou sete capítulos ansiosamente para saber o "segredinho" do Jake bate aqui o/ .... CHEGOOOOU GALERA
Gente, esse cap é especial pois dois motivos, primeiro: É que vai correr com a Fic, vocês vão adorar, acredite !
Segundo porque ele está senso dedicado a Nina ( não é a Rita gente) que fez uma recomendação maravilhosa e eu quase cai pra trás quando eu li, Nina meu amor, muuuito obrigada e aproveita que o cap é todo seu hihihihi.
Bom, deixa de papo fiado e vamos ler o/
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[N/B] Olá Corações! Como vocês estão? Eu to muito bem obrigada (ninguém me perguntou, mas tudo bem)... O que posso falar desse capítulo? No more secret..."
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Musica do capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=jxJk1__9x54
“A vida é curta demais para desperdiça-la”, porém, quando perdemos quem amamos, a gente olha esta frase por um outro lado, o lado depressivo.
A gente chega ao ponto de não se importar mais em magoar ou decepcionar os outros, sejam eles mãe, pai, namorado, amigos, família, ninguém importava mais quando você se sentia desprovida de força suficiente para enfrentar o mundo sem a pessoa amada.
Amor, sentimento com centenas de ramificações, podem ser elas, amor de pais, amor de família, amor de namorado, amor de amigos e o que é mais agravante, o amor da perda, aquele que te faz pensar coisas insanas, te obriga a fazer coisas inconsequentes, em cada pessoa esses efeitos é diferentes.
Chama-se achar a saída, procurar um jeito de sair daquilo tudo; Se drogar, virar alcoólatra, virar uma verdadeira vadia saindo dando para a cidade toda, ficar maluca, se revoltar, usar preto, e o ápice do ápice, se matar!
E adivinha qual eu tinha escolhido para achar a saída? A opção do sexo? Quem dera!
Eu procurava por dor, eu não a tinha achado me cortando, não estava resolvendo...
...Eu escolhi me matar!
Eu escolhi a opção de desistir!
Mas saber que eu iria desistir isso sim estava me matando, desistir de lutar, lutar contra essa depressão horrível!
[...]
Passaram-se um mês e alguns dias desde o incidente (provocado por mim) em meu aniversário, eu estava sem vontade de sair na rua, na escola eu vegetava, tinha parado de ir aos treinos, pelo fato de Jacob querer me dar um tempo para me recuperar, posso confessar que ele fora um grande homem percebendo o quanto eu precisava de ajuda.
Embry ficou sabendo da história por intermédio de Jacob, ele sabia que eu confiava em Embry.
Ele vinha em minha casa todos os dias para saber como eu estava, dizia que Jacob estava ansioso com a minha recuperação, mas ainda não sabia se era uma boa ideia eu voltar a treinar.
Meu pai fez o inferno com ele quando soube dos treinos, mas essa era a minha menor preocupação, eu não iria parar uma coisa que gostava por um capricho ridículo do meu pai.
Expliquei detalhe por detalhe para Embry, de tudo o que estava acontecendo, a angústia, a perda, a depressão, eu estava começando a confiar em alguém ao ponto de contar os meus segredos mais profundos.
Embry se emocionava a cada história que eu contava sobre o meu irmão lutador, ele dizia que nos não éramos apenas irmãos, nos tínhamos uma ligação, uma ligação que vai além do sangue.
Minha família estava me obrigando a ir a sessões de terapia com a psicóloga do hospital regional da cidade, eu confesso que de primeira eu achei uma loucura, eu não queria ir a psicólogo, mas tinham pessoas em minha volta preocupada comigo.
“Sem psicólogo, sem treino” dizia Jacob firme segundo Embry.
Então decidi que não seria má ideia, eu estava passando por um momento difícil, e eu tinha aceitado ajuda, era o primeiro passo, estava progredindo já dizia minha mãe.
As sessões eram três vezes por semana, tentei o máximo conciliar com os treinos, pois não iria desistir de treinar, eu tinha tomado gosto pela coisa.
Meu pai continuava a embarreirar, mas a essa altura a opinião de Edward era o que menos valia, meu avó conversou bastante com ele, o que fez meu pai dar uma acalmada, mas aquilo não significava que ele iria me deixar em paz.
[...]
Eu estava quase chegando à academia quando a chuva me pegou, ótimo dia para voltar a treinar, uma tempestade dessas eu poderia ficar gripada e eu não queria isso. Decidi correr o máximo para não chegar tão molhada, que há essa hora o esforço era inútil.
— É por isso que está caindo mundo lá fora, a ruiva voltou gente! — gritou Seth assim que me viu.
Avistei todos já com os seus trajes de muay thai (recomeçar muito bem), Embry abriu o sorriso majestoso e veio em minha direção me abraçando, pude ver de relance Jacob sorrindo também, porém um pouco mais tímido, eu não podia negar o quanto agradecia a ele por ter me salvado.
— Ei, vê se da próxima vez fica longe de vidraças ruiva! — disse Seth me abraçando, pude perceber que Embry e Jacob inventaram alguma desculpa bem trágica para tudo aquilo, e eu agradecia por isso.
— Posso ver sua cicatriz? — perguntou Paul, aquele cara era maluco.
— Não! — expressei rindo de sua cara de assustado.
— Deixa a garota respirar seus idiotas! — disse a voz rouca e linda de Jacob — Como você está? — me olhou cauteloso.
— Estou bem melhor — afirmei sorrindo fraco.
— Que bom, pois eu não vou te dar moleza — sorriu satisfeito.
— Não estou aqui para ter moleza Black — arqueei uma sobrancelha o que fez o resto dos garotos rirem e até mesmo Jacob.
Fizemos uma série de exercícios, o que me fez ficar satisfeita, eu estava sentindo falta.
Começamos com muay thai, Embry me ajudar com algumas dicas de cotovelada, o que estava adiantando bastante, pois estava cada dia mais habilidosa segundo Seth.
Jacob não tinha mudado o seu método de ensino comigo, mas ele tinha mudado a forma como me tratava pessoalmente, ele era uma boa pessoa afinal, mesmo sendo rigoroso e angustiado.
Eu sabia que tinha deixado para trás essa história dele com uma outra mulher na academia, não precisava mais saber o porque ele me tratava mal, pois agora ele tinha ficado diferente comigo, mas não posso negar que eu ainda tinha aquela curiosidade de saber o que realmente aconteceu.
Tentei várias vezes fazer Embry falar, tentei até jogar um certo charme para ele outro dia em meu quarto quando fora me visitar, mas não adiantou nada, era sempre o mesmo argumento.
“Ele que te conte, da minha boca não sairá nada ruiva”.
Como se fosse possível Jacob Black me contar algo tão pessoal.
— Amanhã eu não vou vir — disse Embry segurando um thai pad para que eu possa dar o chute.
— E por que não? — perguntei respirando o máximo de ar possível e soltando na hora do chute.
— Vai ter um torneio de capoeira na reserva, e eu vou. Você gostaria de ir?
— Acho melhor não, acabei de voltar, não quero ficar perdendo treino assim!
— Esta certa, senhora comprometida com as artes marciais — disse irônico e rindo.
— Você é um idiota! — ri com a cara que ele fez de desdém, realmente minha amizade com Embry tinha crescido.
O treino passou rápido, pelo menos para mim que tinha que sair meia hora antes para ir ao consultório da psicóloga.
- Você quer que eu te leve? — perguntou Embry.
— Não, a chuva parou, eu vou rapidinho — disse me despedindo com um beijo em seu rosto e indo em direção à porta.
O consultório da Dra. Marie não era um lugar tão assustador quanto imaginei que seria, na primeira semana a gente mal se falava, eu não conseguia expressar uma emoção sequer, mas estávamos progredindo, agora falávamos de muitas coisas, e eu me sentia mais a vontade em falar com ela sobre Josh.
— E então? Como foi voltar ao treino? — perguntou sentada em minha frente, ela era uma senhora muito bonita, elegante e educada.
— Foi bom, eu me senti no meio de amigos.
— Amigos, era uma palavra que você não usava muito certo?
— Sim, mas agora tenho pessoas muito boas ao meu redor.
— Como quem, por exemplo?
— Como Embry, ele foi uma peça muito importante para mim, e acho particularmente que está me ajudando em minha recuperação mais do que ninguém, existe também o Seth que é a pessoa mais engraçada do mundo, ele me faz lembrar de Josh por causa do seu humor invejável, tem a Claire na escola, ela às vezes me irrita mas é uma ótima pessoa, me descontrai quando converso com ela, e também tem o Jacob que... — na verdade eu não sabia dizer ao certo o que o Jacob importava para mim, mas eu tinha a mera certeza que ele era importante quanto Embry, Seth e Claire.
— Que tem? Qual é o benéfico que Jacob te traz?
— Ele é meu treinador oras, e é um dos melhores na minha opinião — disse obvia.
— Não estou falando profissionalmente, estou querendo dizer pessoalmente, o que ele importa para você?
— O que você está querendo dizer?- perguntei confusa com sua pergunta.
— Você trajou seus amigos todos pessoalmente, quero que traje Jacob do mesmo jeito, o que ele te importa pessoalmente?
— Ele é um cara bom, foi difícil a nossa convivência no começo, mas sejamos sinceros, fora ele que me salvou, eu devo muito a ele.
— Você ainda não entendeu a pergunta Renesmee — observou risonha.
— Mas que diabos então você está querendo dizer?
— Seus olhos, brilharam quando falou de Jacob, eles brilharam do mesmo jeito quando você fala de Josh.
— Você está querendo dizer que estou comparando meu irmão com Jacob? — o que era de se assustar, pois os dois eram figuras totalmente diferentes.
— Não, não estou querendo dizer isso!
— Então vá direto ao ponto doutora! — eu estava explicitamente confusa com o que ela queria dizer a respeito do meu treinador.
— Você gosta dele! — afirmou.
— Ei, pode ir tirando esse tom de confirmação ok? Eu não gosto de Jacob como à senhora esta querendo dizer, só digo que ele é importante.
— O que eu estou querendo dizer Renesmee? — me perguntou com um tom zombeteiro.
— Não me confunda doutora — cerrei os olhos e ela riu — Nossa relação não passa de treinador e aluna! — disse por fim sendo o máximo direta possível.
— Ok, nosso tempo acabou, voltaremos com este assunto um outro dia — disse sorrindo.
Eu dei graças a Deus que a consulta tinha chegado ao fim, eu estava começando a me irritar com aquele papo furado do Jacob, agora ele era assunto para minha terapia, fala sério!
Cheguei em casa e logo pude sentir o cheio delicioso que estava vindo da cozinha, eu jurava que era bolo de carne e eu estava torcendo para ser.
— Hum, que cheiro bom — disse assim que vi minha mãe tirar o bolo de carne do forno, BINGO.
— E então, como foi a consulta? — perguntou meu pai atrás de mim, nos estávamos em uma fase complicada, eu ainda não tinha perdoado pelo tapa e ele não estava feliz com o meu treino.
— Boa — respondi simples.
— Vai tomar um banho filha, você ainda está com as roupas do treino — disse sorrindo, minha mãe parecia satisfeita com a forma que venho me recuperando.
Tomei o meu banho e logo fui jantar, a conversa fluiu um pouco, minha mãe queria saber como estavam as coisas na escola, expliquei alguns detalhes da próxima semana que seria de provas e ela parecia satisfeita, ao perguntar dos treinos pude ver o olhar de repulsa do meu pai, mas hora nenhuma ele falou nada, no fundo ele sabia que não adiantaria ele me impedir de lutar, eu queria aquilo, agora não por Josh, mas por mim mesma, eu tinha gostado.
As noites tinham melhorado também, não tive mais pesadelos como aqueles que me faziam querer morrer, meus pais tinham tirado todo os objetos pontiagudos do meu alcance, minha porta do banheiro tinha sumido, mas imaginei que seria pelo fato de Jacob ter a arrebentada toda.
A Dra. Marie me aconselhou há dar um tempo na escrita para Josh, ela disse que eu poderia ter uma recaída tentando me comunicar involuntariamente com meu irmão, e então tinha parado de escrever e guardado o caderninho em uma caixa de madeira embaixo da minha cama.
Isso não me impedia de pensar ainda em Josh, eu pensava, e muito, mas agora era diferente, tinha felicidade no meio, era maravilhoso poder pensar sem me sentir angustiada e incapaz.
[...]
Eu levei um susto quando entrei na academia e não vi ninguém, só a figura de Jacob levantando alguns pesos de frente do espelho, e minha nossa, para a minha alegria ou azar o ser estava sem camisa, àquela merda deveria ser proibido, ninguém poderia ter um físico assim.
— O que você está fazendo aqui? — perguntou olhando para mim espantado.
— Ué, eu vim treinar, não tem treino hoje? — será que esqueceram de me avisar?
— Ter treino tem, mas pensei que você iria à reserva como todos os outros — observou colocando a regata, UFA.
— Todos os outros? Pensei que iria só o Embry — lembrei-me do que ele tinha me dito sobre o torneiro de capoeira.
— O Paul treina com o Sam, o Collin aonde o Paul vai ele está, e o Seth onde tem uma boca livre e mulheres ele está junto! — explicou rindo.
— Entendi. Bom se você não quiser dar aula hoje eu vou entender... — disse me indicando para a porta.
— De jeito nenhum, você perdeu sua oportunidade de matar aula hoje! Agora você vai treinar, vai colocar o seu quimono — disse me olhando severo, mas não pude deixar de sorrir.
Quando sai do vestiário notei que Jacob também tinha se trocado, agora ele vestia um quimono branco, que caia perfeitamente nele.
— Ok, não vou fazer você correr hoje — disse sorrindo tímido — Vamos nos alongar, vou te ensinar algumas coisas legais hoje.
— Ótimo — disse animada, sem correr, eu não queria mais nada, melhor vida.
Eu e Jacob ficamos alongando por longos quinze minutos, ele parecia a vontade com a minha presença, o que me deixava satisfeita, eu não queria passar uma má impressão, não depois do que aconteceu.
— O que vamos treinar hoje? — perguntei enquanto me esticava no tatame.
— Vem, vamos para o octógono — disse levantando e me dando a mão para ajudar a me levantar.
— Octógono? — perguntei mais do que animada — Vamos treinar MMA?
— Não, hoje não, lembra quando você me perguntou se treinaria o armlock?
— Sim claro!
— Então, vamos tentar fazer todos os armlock possíveis hoje — sorriu entrando no octógono.
Eu nunca tinha entrado no ring antes, ele tinha um chão sustentável, um pouco mais duro do que o tatame, mas me parecia totalmente seguro.
— Ok, vamos fazendo só os movimentos, enquanto isso irei te explicando, caso você não entenda, é só falar, e se sentir alguma torção ou qualquer tipo de dor, você tem que dar três batidas em mim, ou só grita que eu vou entender- explicou simpático.
— Feito!
O Armlock funcionava como uma prática de imobilização de braço, era chamado como chave-de-braço assim explicou Jacob para mim.
— Com o tempo o armlock foi se aprimorando em varias técnicas, não só na chave de braço, mas vamos trabalhar no movimento antigo por enquanto está bem? — afirmei com a cabeça.
— Ok, agora você vai segurar o meu quimono aqui oh — me mostrou a barra acima de seu cotovelo e fiz o que me mandou — Muito bem, agora agarre o meu pescoço trazendo-me para você, respira!
— Assim? — perguntei quando o puxei para próximo encaixando o tronco dele o mais próximo do meu.
— Isso, agora faz pressão para evitar a minha saída, cruza o braço em volta, fica melhor pra você, eu vou tentar me esquivar de você, me segura com força — o que eu imaginava impossível, Jacob tinha a envergadura muito maior do que a minha, o que me deixava em desvantagem.
Jacob tentou se soltar do meu golpe me jogando ao chão, com um movimento que me fez ficar por cima dele de joelhos, o seu pescoço ainda estava sobre o meu braço e eu ainda estava segurando sua gola com o máximo de força possível.
— Trança sua perna em mim agora- falou ainda tentando soltar do meu aperto.
— Como?- perguntei com dúvida.
— Trança suas pernas em meu quadril Renesmee — ok aquilo já era demais pra mim, eu não tinha a mínima capacidade de trançar as pernas nele, não naquela posição, me distrai com a sua ordem por uns dois segundos, mas foi o suficiente para Jacob se esquivar e mudar de posição, e como ele tinha feito aquilo tão rápido eu me assustei, senti Jacob segurar meus dois pulsos em cima de minha cabeça, agora quem estava montado em cima de mim era ele, e eu mal conseguia me mexer.
— Eu te falei pra você trançar a perna, você não pode hesitar assim, pode ser fatal! — disse a poucos centímetros do meu rosto, pude sentir sua respiração ofegante na minha, seu hálito majestosamente fresco no meu rosto, era uma sensação que nunca tinha sentido antes.
— Não vou errar da próxima vez, podemos fazer de novo? — perguntei ofegante.
— Podemos fazer quantas vezes você quiser!- engoli seco.
Meu coração explodiu, tive um medo danado de ele ter sentido a batida frenética, ele estava me encarando descaradamente, analisando todos os pontos em meu rosto até chegar em meus olhos, ele poderia me olhar daquele jeito pelo resto da vida que eu não iria me importar, eu podia morrer olhando para aqueles olhos negros e profundos.
Pude sentir meu pulso latejar com o seu aperto, mas confesso que não queria que ele me largasse, não agora, eu ainda estava hipnotizada naqueles olhos, e parecia que ele não iria desviar tão cedo.
Sua respiração tinha se acalmado e imagino que a minha também, seu rosto estava extremamente próximo ao meu, parecia que iriamos nos...
— Meu pulso Jake — falei assim que senti a ardência, meu ferimento rosado ainda esta ali, me atrapalhando.
— Hã?- disse ele ainda me encarando nos olhos.
— Você está machucando meu pulso — falei calma.
— Minha nossa, desculpe — disse ele assustado e saindo de cima de mim brutalmente.
— Tudo bem — sorri sem jeito me levantando e passando a mão pela cicatriz.
— Deixe-me ver, me perdoa — puxou meu braço passando os dedos longos na cicatriz que ali pairava.
— Jake, está tudo bem — disse sem mais jeito ainda, eu devia está corada uma hora dessas.
— Você me chamou de Jake?- perguntou sorrindo.
— Me... Me desculpe, eu não queria, é que eu vejo sempre os meninos te chamar, então eu...
— Pra você é Jake — sorriu, e foi ai que percebi pela primeira vez que o sorriso de Embry não era o meu preferido, era o de Jacob, aqueles dentes perfeitamente alinhados, branco como uma folha de papel, e por incrível que pareça existia uma profunda sinceridade ali.
— Ok — respondi simples.
— E você? Não teria outro apelido, não gosto de te chamar de ruiva! — observou ainda segurando o meu braço e olhando a cicatriz com tristeza.
— Não, não tenho outro apelido — eu cogitei a ideia de contar sobre o apelido que Josh me dera, mas não era hora.
— Então vou te chamar de Renesmee.
— Essa era a ideia dos meus pais quando me colocaram esse nome — brinquei saindo de perto dele passando pela portinha do octógono.
— Nome muito do estranho, diga-se de passagem! — brincou olhando para mim.
— E você acha que Jacob é o melhor nome do mundo huh?- falei sentando-me no tatame e ele fez o mesmo, parando em minha frente de pernas cruzadas.
— Você tem talento — falou de repente me surpreendendo.
— Você acha?- perguntei animada.
— É claro, está no seu sangue! — sorriu torto.
— É, está sim — afirmei lembrando-me de Josh — Posso te fazer uma pergunta? — eu não podia mais adiar, eu não sabia quando teria uma chance dessas outra vez.
— Claro — falou olhando para mim.
— O que aconteceu com a garota que treinava aqui antes de mim?
Jacob me encarou incrédulo, parecia que eu tinha arrancado uma ferida dele, então era sério mesmo, mas eu estava disposta ajuda-lo, como ele e Embry fez comigo.
— Quem te falou isso? — agora ele usava o tom sério.
— Conversa comigo Jake, fala o que aconteceu — falei olhando séria para ele, sua expressão mudou de assustado para triste, o que fez meu coração apertar.
— Você não vai querer saber sobre isso — sorriu sem emoção.
— Eu vou querer sim, porque estou tentando entender até hoje porque você me tratou tão mal antes! — ok, eu não tinha jogado limpo, mas nem tudo é perfeito.
— Eu ainda não tive a oportunidade de te pedir desculpas — disse triste.
— Você não precisa me pedir desculpas, só me explica o motivo, o que aconteceu, já vai ser suficiente! — eu realmente estava usando o meu melhor tom de conversa séria, não queria que ele me achasse uma pivete de dezesseis anos interessada na vida pessoal dele.
— Eu era noivo dessa mulher, ficamos noivos durantes longos cinco anos, eu era extremamente apaixonado por ela, fazia de tudo para poder ficar com ela, qualquer coisa mesmo — disse emocionado.
— Ela me ajudou a erguer a academia quando meu pai a deixou para mim, ela lutava bem, dava aulas aqui comigo, vivíamos juntos, como um casal mesmo, íamos nos casar no começo do ano, até que...- o meu Deus, ele mal conseguia falar, eu estava arrependida de ter forçado a falar, dava para perceber que era difícil para ele, mas fiquei calada o tempo todo, só ouvindo o que ele tinha para dizer.
— Até que ela foi embora — continuou — Como eu disse, ela luta como ninguém nunca viu uma mulher lutar MMA como ela, não tinha homem que a superasse, teve um torneio em Forks no ano passado e tinha muitos olheiros, até que ela recebeu uma proposta para lutar profissionalmente pelo UFC em Las Vegas- tomou folego e voltou a falar — Era uma proposta que ninguém jamais recusaria, eu fiquei extremamente feliz por ela, empolgado até, mas o que eu não percebi foi que eu não estaria nesse plano de futuro dela — falou e olhou para mim com as lágrimas descendo em sua face.
— A gente passou a semana inteira brigando, nem encostar-se a mim ela encostava, me evitava o máximo, dizia que ficaria longe por um tempo, precisava se dedicar aos treinos, pois a temporada começava logo, mas eu não entendia isso sabe? – respirou — Eu a amava tanto que pensava que ela deixaria tudo por mim, eu só não entendia que ela estava indo embora sem mim, até que um dia eu acordei e percebi que a presença dela em nossa casa tinha sumido, roupas, objetos pessoais, fotos, tudo tinha ido embora, ela tinha me deixado, me deixado para seguir o sonho dela, o sonho que ela não me via nele.
— Oh meu Deus Jacob, eu sinto muito — eu estava chorando também, que história triste.
— Eu entrei em um buraco fundo, não deixava ninguém me perturbar, fiquei mais violento, agressivo, não abri a academia por um bom tempo, eu me vi sem saída, sem nada, sem ela! — agora ele estava sério novamente, porém com o semblante triste. — E foi ai que veio as pessoas mais importantes da minha vida, minhas irmãs, meus amigos, meus alunos, todos para me ajudar a enfrentar o que tinha pela frente, eu estava muito mal e debilitado.
— Em partes não somos tão diferentes assim- disse sem pensar.
— O Embry me falou isso esses dias – sorriu — Quando você apareceu aqui aquele dia eu pensei que ia surtar, pois eu vi a determinação dela em seus olhos, o que me fez voltar ao passado, ver que uma mulher pode querer o que quiser e conseguir, querer tanto que pode passar por cima de tudo e de todos para conseguir o que quer, até mesmo por cima da pessoa que ama. — agora ele me encarava — Eu não queria aquilo de novo, não queria uma mulher dominando o lugar onde eu estava conseguindo me reerguer, e foi ai que te tratei mal, eu me sinto um lixo por isso, me desculpe!
— Não se culpe Jake, mas eu vou te dizer uma coisa, não podemos comparar as pessoas, eu aprendi isso com o tempo, eu sempre achava uma forma de comparar alguém com Josh, e aquilo me fazia mal — falei enxugando minhas lagrimas.
— Eu sei que não, e por isso me sinto péssimo, depois eu vi sua determinação, o foco que você estava, e ai aconteceu aquilo com você, e foi ai que me senti pior, eu não poderia ter comparado você com ela, na verdade eu não poderia ter comparado qualquer mulher com ela!
— Não quero que você se sinta mal por isso Jacob, já passou, olha pra mim, estou aqui não estou? Dando-te trabalho em explicar um simples golpe de jiu-jitsu! Não se culpe, não por isso, você é bom demais pra isso, você me salvou — falei ainda com as lágrimas nos olhos.
— Todos nós passamos por momentos difíceis não é mesmo?- disse me olhando com um sorriso tímido.
— Sim, mas temos amigos, bons amigos por sinal — falei me levantando e o puxando comigo.
— Pela primeira vez eu não me senti mal em falar sobre ela com alguém! — disse me olhando.
- Você pode conversar comigo sempre que quiser Jake.
- O mesmo para você!
Eu não me segurei em meu lugar, eu tinha que tocá-lo, eu tinha que ampará-lo, cedi um abraço passando meus braços pela sua cintura, era a onde eu alcançava a final, senti seus braços ao meu redor e sua cabeça encostando-se a cima da minha, era isso então, eu tinha Jacob como meu amigo por fim, e eu estava me sentindo a pessoa mais sortuda do mundo.
— A proposito, é Nessie - falei sorrindo.
— O que é Nessie? — disse ainda abraçado comigo.
— Meu apelido pra você, é Nessie! — falei sentindo as lágrimas em meu rosto.
— Eu gosto desse apelido, Nessie.
Oh — thinkin' about all our younger years
There was only you and me
We were young and wild and free
Now nothin' can take you away from me
We've been down that road before
But that's over now
You keep me comin' back for more
Oh — once in your life you find someone
Who will turn your world around
Bring you up when you're feelin' down
Now nothin' could change what you mean to me
Oh there's lots that I could say
But just hold me now
Cause our love will light the way
And Baby you're all that I want
When you're lyin' here in my arms
I'm findin' it hard to believe
We're in heaven
And love is all that I need
And I found it there in your heart
It isn't too hard to see
We're in heaven
Notas finais
QUEM TA FELIZ BATE PALMA o/
Ok, podem me matar por esse pré-beijo, mas gente, como assim ela se aproxima dele e ja vai pros beijos, socoooooorro !!!!
Quem falou que o Jacob sofreu por amor acertou ein, suas danadinhas, sabendo ja todo o rumo da Fic !!!!
Agora pera, como assim Embry gosta de alguém? Quem é esse alguém ?
HAHAHAHAHA JA FALEI QUE AMO DEIXAR VCS CURIOSAS?
Geeeeeente, muito obrigada pela a atenção que vocês estão dando a Fic, fico imensamente feliz mesmo ( REVIEWS TODOS RESPONDIDOS)
É isso galera, até o prox cap, beeeijos ♥
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[N/B] Primeira coisa que necessito dizer: JAKE SAFADOOO, kkk. Fala sério, tipo... Eles dois sozinhos e ele ainda ensinando armlock? Tipo... sacaneou desta vez L! Eu - como acho que vocês(leitores) também - pensei que iria rolar o beijo, mas não foi, também não era o momento, certo? E o segredo do Jake, quem imaginava que era mais ou menos assim? E por fim... Essa amizade que não é tãaao amizade assim né? HAHA, por que convenhamos já deu pra perceber o clima! Até o próximo capítulo... Beijos corações.
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SPOILER CAPÍTULO 9
- Não posso chegar em casa assim.
- Você não esta tão mal, acredite, já estive pior - tentou brincar.
- Meu pai vai me matar!
Tentei me mexer, mas foi involuntário, tropecei e quase cai nos pés de Jacob.
- Ei vai com calma Nessie - me puxou, e foi ai que ficamos cara a cara de novo.
Sua mão envolveu a minha, e lá estava eu novamente ofegando na frente dele.
- Você tem que parar com isso - falou baixinho.
- Parar com o que? - perguntei com uma voz esquisita.
- De ficar me provocando.
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