Fighting For Our Love
15 Capítulo 15 - Epilogo: Part:1
Notas iniciais
XXXX Epilogo: Part: I XXXX
CALLIE TORRES
Faziam dois meses dos acontecimentos entre Arizona e Danny, tudo estava cada vez melhor já havíamos entrado em sintonia e tudo corria bem, continuávamos na terapia tínhamos um auxilio que precisávamos e lá eu acabei por externar a minha querida esposa que desejava mais um filho. Aqui pegou Arizona desprevenida mais depois de uma boa conversa sobre estamos realmente bem e aquilo não ser uma muleta para o nosso casamento ela concordou falando que adoraria mais uma criança em casa.
Depois de dias difíceis quando eu descobri minha infertilidade por causa do meu acidente de carro, e de Arizona ter medo de não suportar as tentativas que poderiam dar errado na inseminação artificial algo que a terapeuta também não achou a melhor opção, havíamos decido adotar igual Meredith.
Mas, como sempre a vida nos veio com uma surpresa.
Chegamos como sempre ao hospital, as oito da manhã, eu ainda argumentando com Arizona sobre o fato dela ter escolhido a casa que compramos e que compramos basicamente por causa da garagem grande e da piscina, que não usávamos e eu queria fazer um almoço lá no sábado e ela dizia que tínhamos que fazer no domingo.
– Doutora Torres? Um homem de terno perguntou por mim.
– Sim, sou eu! Eu fiquei desconfiada.
– Precisamos conversar mais a presença de Derek Shepherd também é necessária – Ele limitou-se a falar poucas palavras.
– O senhor não pode me adiantar o assunto?
– É um assunto delicado e precisamos de um lugar privado para termos essa conversa. Esta deve ser sua esposa, Arizona Robbins, sua presença também é necessária.
Não posso negar que fiquei assustada com aquilo, Arizona levou Sofia para a chechê enquanto eu levei o homem para a sala de reunião para esperar Derek, o qual eu ligava enlouquecida.
– Voltei – Arizona entrando na sala – O Derek já esta no hospital esta vindo para cá. Ela falou dirigindo para o meu lado e sentando ao meu lado.
Ficamos esperando ele chegar, Derek entrou quase correndo na sala, pedindo desculpas e começamos a conversa:
– Sou Thomas Jones, advogado-associado da Mills&Swan – Ele entregou a Derek um cartão — Tenho uma situação que envolve vocês, pois, chegou a nos um caso de Nova York que uma criança de oito anos de filiação materna de Gennifer Gowdin – Derek pareceu reconhecer o nome – e de filiação paterna de Mark Sloan.
Aquilo caiu como uma pedra em cima de nos naquela sala, troquei olhares com Derek e com Arizona, tentando compreender o que estava acontecendo. Após um tempo eu falei:
– Como assim? Um filho do Mark com oito anos e mesmo com a morte dele, os milhões que essa criança herdou, e não tivemos uma palavra.
– O Mark sabia dessa criança? Arizona perguntou.
– Pelo que conta na papelada da criança sim, e temos certidão de nascimento, e pelo que consta nos altos processuais a mãe não desejava que o pai tivesse contato com a criança. E o menor em questão teve a certidão de nascimento alterada quando a criança tinha três anos.
Eu já estava em pé andando de um lado para o outro:
– Então porque você está aqui?
– A criança ficou órfã há cinco dias e está em um lar provisório com uma amiga da mãe – Aquilo assustou mais ainda nos três – Ela morreu de câncer e teve tempo de fazer os arranjos antes da morte. Ela deixou especificado que a criança deveria ser trazida ao conhecimento de Calliope Ephigenia Torres, Derek Shepherd e Arizona Robbins. Temos um pedido expresso que entregue esta carta a vocês três e que apenas depois disso a decisão em relação ao destino da criança seria tomada.
Ele abriu a pasta que trazia consigo e retirou um envelope de dentro, eu peguei a carta e a abri:
“Callie, Arizona e Derek,
Sei que a noticia que chegou a vocês foi forte e assustadora, e provavelmente, pode não ser a ultima vez em que alguém chegará a vocês com uma criança com o sobrenome de Sloan.
Derek, sei que não deve saber da existência do meu pequeno Gabriel, pois, fiz Mark prometer que não contaria a ninguém deste filho. Mas, deve-se lembrar de mim! Saímos juntos eu, você, Mark e Adisson em NY. Foi mais ou menos há uns dez anos atrás.
Minha história com Mark foi curta e me rendeu um filho, com um homem que não estava e nem pretendia ser pai, fiz de Sloan apenas o doador. Cuidei de meu filho sozinha foi o que fiz até o ultimo dos meus dias.
Encontrei com Mark e ele conheceu Gabriel, de imediato ele percebeu que se tratava de seu filho, pois, ele tinha herdado o bendito nariz dos Sloan’s.
Acabei por convencê-lo a não aproximar-se da criança. Sei que foi errado da minha parte. Mais tive medo de Mark magoar meu filho igual fez a mim e com milhares de outras mulheres. Falei que ele não era o pai dele e que a criança vivia bem. Então, ele me pediu uma única coisa foi que ele recebesse o seu nome e que se um dia o garoto deseja-se encontrar com ele eu não me opusesse.
Eu o fiz. Meu pequeno passou a ser um Sloan. E, agora ele precisa ter uma família. Minha morte chegou já que estão lendo minhas palavras. Eu não tenho uma família. Mas, meu filho terá. Pois, sei que vocês três o serão para meu filho a família que ele necessita já que não tem mais o pai nem a mãe.
Acompanhei os noticiários já estava doente nesta época, fiquei muito triste com a morte prematura de Mark, tentei ir a Seattle mais minha saúde piorou drasticamente. Então, nos meus últimos dias com a perspectiva da morte decidi arranjar todas as coisas para que meu filho chegasse até vocês.
Lembrou-me de Mark falar que Derek era um irmão, Callie e Arizona são as mães da filha dele, vocês foram a família do Mark. E, são os que ele desejaria para ser a do filho dele.
Então peço de todo o meu coração que cuidem de Gabriel para mim. Ele é um bom garoto. O ensinem quem foi seu pai, pois, depois de tudo compreendi e vi que ele se tornará um bom homem, criou uma família ao assumir a paternidade de Sofia. Quero que ensinem meu filho a ser um bom homem. Sei que isso tudo é inesperado. Mas, acolham esta criança em seus braços, sejam a família que ele necessita.
Com todo carinho, Gennifer Gowdin. 29, de Agosto de 2014.”
Terminei de ler chorando e percebi que Arizona também estava com lágrimas nos olhos. Ficamos os três absorvendo tudo aquilo. E, Thomas rompeu o silencio.
– Eu tenho aqui o material genético do garoto para o DNA, sei que desejarão fazer o teste, e temos também toda a documentação que precisam assinar.
– Onde ele está? Perguntei.
– Em NY, ele ficou aos cuidados temporários com uma amiga da mãe dele. Ela está disposta a ficar com ele se necessário. Mas, o desejo da mãe foi expresso nesta carta. Apenas preciso dar andamento ao teste que já foi notificado e falta apenas colherem a amostra de sua filha. Então levarei o teste até um laboratório credenciado de Seattle. Não podemos fazer aqui, pois, é conflito de interesses.
– Vou mandar alguém da creche para trazer Sofia – Arizona pegou o celular e começou a fazer a ligação.
– O senhor poderia nos dar licença um instante, Senhor Thomas – Pediu Derek.
– Sim, claro! Vou até a cafeteria do hospital e volto em alguns minutos. Ah, já ia me esquecendo aqui está uma foto de Gabriel – Ele abriu a pasta novamente e pegou uma foto – Ele é um belo garoto.
Ele realmente era uma criança linda, era loiro com olhos azuis e um lindo e enorme sorriso, tinha o nariz de Mark, o mesmo que minha filha carregava. Ele usava na foto calça jeans e uma camisa de beisebol do RedSox, incomum para quem mora em NY, e estava com uma luva nas mãos. Ele parecia feliz.
Ele saiu da sala e Arizona terminará a ligação.
– Estão trazendo a Sofia! Passei a foto para Arizona, que ficou a olhando por um tempo depois abriu um sorriso tão terno.
Sentamos novamente e Derek respirava fundo:
– Nossa, quantos Sloan’s tem nesse mundo. Mark deve mesmo ter muitos outros filhos perdidos neste país – Derek falou recostando-se na cadeira.
– Não só neste país. Pelo que me lembre ele comentou sobre algo com uma francesa, duas ucranianas, filipina... – Arizona falou brincando e nos acabamos rindo.
– Ele deve está se divertindo com essa situação! Falei eu.
– Lembra da cara dela quando a Sloane apareceu? Derek balançou a cabeça.
– Pior foi não falar da ela por dias e depois contar que dormiu com Adisson – Gargalhamos com o comentário de Arizona.
– Eu tenho que falar com a Meredith! Derek sacou o celular do bolso para ligar para a esposa – Não sei como vamos lidar com isso. Agora que conseguir encontrar a rotina com o Bailey, Zola, as cirurgias, o conselho e os projetos. Ainda mais agora e o nosso projeto receberá ajuda financeira do Governo.
– Mais uma criança — Arizona disse – E mais uma vez vinda de surpresa. Callie, o que faremos? Sei que desejávamos outro filho. Seria bom que o irmão de Sofia fosse biologicamente ligado a ela de alguma maneira – Ela falava como se procura-se o lado positivo da situação.
– Você realmente quer fazer isso, Ari? Perguntei temerosa.
– Eu já sou mãe de um filho dele, não vejo problema em ser mãe de outro, ainda mais que não envolve nenhuma de nos dormindo com ele.
Derek desligou o telefone.
– A Mer esta vindo.
Batidas na porta era uma das cuidadosas da creche com Sofia. Peguei ela no colo e sentei novamente ao lado de Arizona que beijou a filha e ficou brincando com a criança. Meredith também ficou assustada com a noticia.
Thomas voltou colhemos a amostra de Sofia e teríamos que esperar o resultado para que pudéssemos ir NY conhecer Gabriel.
XXXX
Passou-se três dias e o resultado chegou.
Estávamos eu, Arizona, Derek e Meredith esperando Thomas na sala de reuniões do hospital, o homem chegou um pouco atrasado por causa da chuva torrencial que caia em Seattle, para nos moradores isso é normal.
– Nossa que chuva? Ele entrou na sala com seu terno Armani um pouco molhado.
Eu me apressei em perguntar:
– O resultado já saiu? Ele é filho ou não do Mark? Eu estava ansiosa demais. Nestes dias eu fiquei dispersa no trabalho e se Arizona não tivesse ao meu lado acho que eu havia enlouquecido.
– Saiu sim, mas não o abri por questões legais – Ele tirou da pasta o envelope e colocou na mesa empurrando-o para o meio da mesa.
Ficamos os quatro se olhando com medo de abrirmos o envelope. Não posso negar que eu já havia me afeiçoado com a idéia de ter Gabriel com meu filho, carregava a foto dele todo tempo comigo e estava angustiada para conhecê-lo.
Arizona levantou-se da cadeira e pegou o envelope, ela estava seria por saber que aquilo poderia ou não acabar me magoando, havíamos conversado na noite anterior e acabei por contar ele sobre o meu afeto inexplicável pela criança.
– Callie, antes mesmo de abrir esse envelope eu quero saber uma coisa — Ela virou-se para Thomas – Gabriel sendo ou não filho do Sloan, nos ainda poderemos ficar com ele?
O advogado pensou um pouco e depois deu o seu parecer.
– Acredito que mesmo sem que ele seja filho biológico de Mark Sloan, vocês terão grandes possibilidades de ficar com a criança, haja vista, que a mãe deixou expresso o desejo de vocês ficarem com o garoto. Mais sabiam que se ele não for vocês terão que entrar em uma briga judicial para obter a guarda da criança, pois, ele será mandado para o sistema de adoção. E, vocês terão que passar pelo crivo do pedido de adoção. Além do fato da amiga da mãe da criança Georgia Jones deixou clara a sua vontade de ficar com ele.
– Mais ainda assim ele poderá mesmo que com dificuldades ser nosso? Arizona perguntou.
– Sim, eu creio que sim. Pois, vocês têm um ótimo currículo para mães adotivas — Arizona sorriu para mim
– Amor, não importa o que o DNA disser nos vamos lutar pelo Gabriel. Sei que você e eu já criamos um laço mesmo sem conhecê-lo. Ele vai ser nosso menino.
Ela então abriu o envelope. Arizona leu impassível o documento inteiro, eu já estava nervosa demais esperando, Derek e Mer, apertavam a mão um do outro, pois, eles sabiam o quanto queríamos ter outro filho ainda mais sendo ele um possível filho do Mark.
Os olhos da minha esposa brilharam e ela suspirou profundamente:
– Ele é um Sloan! Eu me levantei e a abracei – Ele vai ter uma família linda, Meu Amor!
– Parabéns, agora temos que seguir para NY... Para fazermos a transição do Gabriel para a guarda total de vocês.
Nos todos conversamos por mais algum tempo e fizemos todos os ajustes para a viagem e ficamos cientes que teríamos, eu e Arizona, que ficar em NY por pelo menos duas semanas. Conversamos os quatro e decidimos que eu e Arizona adotaríamos . Derek ficaria com o cargo de padrinho e de guardião legal se algo acontecesse. Isso deixou todos felizes. Então, partimos para organizar as coisas no hospital e sairíamos de Seattle em dois dias.
XXXX
Era noite do dia em sairíamos de Seattle já havíamos arrumado as malas, tudo estava pronto, partiríamos no dia seguinte pela manhã. Eu não conseguia pregar o olho e Arizona fazia carinho nos meus cabelos cantarolando uma música da Celine Dion. Permanecia envolta em uma sensação de ansiedade e tranqüilidade, eu estava borbulhando de felicidade, não consegui me conter:
– Ari, você acha que ele vai gostar da gente?
Ela parou de cantar para me mandar um dos seus sorrisos mega watt, beijou minha testa, cariciou meu rosto e depois beijou meus lábios.
– Minha querida, não fique nervosa – Olhei para ela com a expressão assim que eu vou ficar mais nervosa – Ele é da nossa família. Estamos ligados não apenas pelo sangue que ele compartilha com nossa pequena Sofia mais por um elo profundo. Lembra-se de quando você engravidou de Sofia, e como foi difícil nos três entramos em sintonia. E, quando resolvemos que seriamos uma família. Eu resolvi ficar depois de ouvir o coraçãozinho da nossa filha – Ela realmente se emocionará e eu também ao relembrar das nossas histórias – Foi a mesma sensação quando vi a foto dele.
– Eu senti meu coração se enchendo de alegria! Falei sorrindo.
– Eu sei Meu Amor. Agora você trate de dormir que amanhã nos seguimos para NY para buscar o nosso menino.
Ficamos caladas durante um bom tempo.
– Ari, será que ele vai aceitar a gente como mães e a Sofia, como irmã? Aquele era meu medo.
– Nos daremos a ele todo o nosso amor e deixaremos que com o tempo ele se afeiçoe a nos como uma família. Agora, tenta dormir, ok?
– Obrigada por você estar sendo a pessoa forte desta vez, Ari. Eu realmente estou muito nervosa e você desde o começo tem sido tão calma, firme que eu me sinto mais tranqüilidade. Você está sendo “bom homem na tempestade” que prometeu ao meu pai que seria. Não posso negar que sem você eu estaria realmente surtando com toda essa situação – Ela havia se sentado na cama e eu também estava sentada – Queria muito lhe agradecer, pois, nos queríamos outro filho e Gabriel apareceu. Para mim, isso foi predestinado. Mais acredito que só aconteceu por estarmos juntas como uma família unida e firme. Eu te amo e sei do seu amor por mim e por nossa filha. Sei que estamos prontas para enfrentar essa jornada.
Arizona fez um carinho no meu rosto:
– Calliope, eu estou feliz por estar conseguir ser quem a nossa família precisa neste momento. Estou confiante que ficaremos bem e que seremos felizes com o nosso mais novo membro. Não sei o porquê mais também acredito que tudo ocorreu no tempo certo. O pequeno Gabriel veio até nos quando finalmente estávamos prontas para ele. Não diferente da nossa pequena ele também veio sem esperarmos, é claro, que foi um choque mais em nenhum momento foi indesejado.
Eu a beijei, não pude evitar agarrar minha esposa que depois de tanto sofrer estava ali pronta para ser mãe novamente de um filho surpresa sendo ela que anos atrás não desejava ter nenhum, e agora seria mãe de dois. Ela havia mudado tanto desde que a conheci. Seu sorriso ainda era fácil, ela havia voltado a acordar feliz, era incrivelmente teimosa e extremamente carinhosa e protetora, fazia amizade fácil e adorava ajudar os outros, era forte igual uma rocha e ao mesmo tempo era delicada como uma rosa. Aquele os azuis eram igual ao mar cintilaram marejados. Nos havíamos estado tanto tempo em paginas diferentes, vivendo momentos diferentes, que agora sentíamos a paz de vivemos os mesmo sentimentos, de querermos as mesmas coisas.
Deitamos abraçadas e dormimos sentindo uma paz inigualável.
Acordei com o despertador apitando no criado mudo, respirei fundo e como sempre Arizona desligou o aparelho enquanto eu apenas ressonava e bocejava.
– Bom dia, Meu Amor – Ela me deu um beijo rápido e dirigiu-se ao banheiro.
Sem perceber voltei a dormir, pois, não havia conseguido dormir bem nos últimos dias e estava muito cansada com toda carga emocional que passei desde que descobrimos a existência de Gabriel. Minutos depois senti umas mãos pequenas em meu rosto:
– Mama, bom dia! Sofia segurava meu rosto – Acorda... A Mamãe “ta” chamando pro comer!
Não resisti e puxei minha pequena para um abraço, ela gritou gargalhando e abraçou-se a mim.
– Bom dia, minha princesa. Dormiu bem?
– Sim, Mama. A Sofia dormiu bem e agora quer conhecer o irmão da Sofia.
Sorri com o desejo da minha filha.
– Você realmente quer conhecer seu irmão?
– Sim, Mama! O irmão da Sofia é igual a Mamãe – Ela referia-se a Gabriel ser loiro igual Arizona – A Sofia é igual a Mama e o meu irmão é igual a Mamãe.
Acabei rindo das palavras da minha filha. E, sim era aquilo que nos o que nos iriamos fazer conhecer Gabriel, meu filho. Minutos depois estávamos em um avião com Sofia entre eu e Arizona que sorria e segurava minha mão.
– Calliope, tudo vai dar certo e a nossa família vai ficar mais linda e maior.
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