Fighting For Our Love
16 Capítulo 16 - Epilogo: Part - 2
Notas iniciais
Epilogo: Part:2
Ansiedade e felicidade.
Era o misto destes dois sentimentos que gritavam em meu coração quando o avião pousou em New York. Fomos levadas ao flet onde ficaríamos. Calliope não parava quieta, e Sofia, bem estava sendo Sofia, falando sem parar e perguntando sobre tudo. Agradeci a Deus, ou a quem estivesse olhando por nos naquele momento por ter a minha família. Minhas meninas estavam ansiosas demais para conhecer Gabriel.
– Sof – A pequena (já não tão pequena assim) me olhou – Você quer assistir desenho um pouco? A Mama tem que descansar um pouco – Ela que estava em cima de Callie perguntando a cada cinco minutos pelo novo irmão.
– Quero ver Hora da Aventura – Ela gritou com os braços para cima e saiu correndo para a sala. Um sorriso escapou dos lábios de Callie.
– Amor eu vou ajeitar a Sofia. Você poderia tomar um banho e relaxar um pouco. Ficar tão ansiosa assim não é bom, pode até atrapalhar, então relaxe, ok? Afaguei os cabelos negros e ondulados da minha esposa.
– O que seria de mim sem você aqui! Ela tinha o olhar confuso.
– Ainda bem que isso não é uma coisa que nunca saberemos, Calliope, eu nunca estarei longe de você – Coloquei minha testa colada na dela e falei sussurrando antes de beijá-la – Eu te amo!
Fomos interrompidas por um grito vindo da sala: — “Mamãe!”
Sai rindo do quarto e fui ver o que Sofia aprontava na sala.
Eram três da tarde quando saímos para o nosso primeiro encontro com Gabriel, estava acertado que ficaríamos uns dias apenas nos encontrando antes dele mudar-se com a gente para Seattlle, dentro do taxi Callie tinha o olhar perdido. Apertei a mão dela fazendo que ela olhasse para mim.
– Estava pensando nele – Ela não precisava referir-se a quem, pois, eu também pensava nele – Queria tanto que ele estivesse aqui para ver os dois crescerem. Ainda mais agora que eles vão estar juntos – A voz dela sumiu.
– Meu amor... você sabe que não sou religiosa e essas coisas mais eu tenho certeza que o Mark esta aqui e sempre estará conosco de alguma forma. Seja no olhar de Sofia, no brilho que Gabriel tem, ele fez com que nos apaixonássemos por ele através de uma foto – Ela riu – Com certeza ele é um Sloan. Ainda temos nossas lembranças que vamos compartilhar com os nossos filhos. Claro, que filtrando boa parte.
Callie respirou profundamente e depositou um beijo em Sofia.
Eu não posso mentir e dizer que não estava nervosa, mas alguém tinha que manter a calma ainda mais que no fundo do meu coração eu tinha certeza que tudo iria ficar bem. Eu tinha fé. No meu amor por Callie e Sofia, que o amor que minha família tinha seria capaz de cuidar de cada ferida sofrida pelo pequeno Gabriel. Aquela sentimento me fazia ter calma.
Chegamos ao nosso destino, o Central Park, foi escolhido por ser um lugar neutro e que Gabriel gostava muito. Chegamos e sentamos. Sofia corria no gramado verde tão tranquilamente que eu me deixei relaxar e Callie também. Nos distraímos. Repousei a cabeça no ombro da minha esposa, que institivamente me envolveu em um abraço enquanto apenas corria. Senti todos os músculos de Callie se tencionarem e ao levantar a cabeça vi para onde Callie olhava. Lá estava um menino de cabelos loiros junto ao advogado e uma mulher. Ele parecia nervoso e apenas desviou o olhar de nos duas quando a mulher falou algo para ele. Gabriel caminhos sozinho até nos duas:
– Oi – Sua voz saiu tímida.
Os olhos de Callie marejaram.
– Oi, Gabriel. Eu sou Arizona – Ele estendeu a mão e eu apertei sua mão.
– Igual o estado? Ele perguntou curioso e se aproximou mais de nos.
– Sim é igual ao estado mais não é por causa do estado. E sim por causa de um porta aviões.
– Uaaaaau – Ele falou.
– Legal né! Ele confirmou com a cabeça – Bem Gabriel, essa é Calliope, minha esposa. Mas, você pode chama-la de Callie.
Ele se aprumou e estendeu a mão para Callie. Eles trocaram um aperto de mão rápido mais eu sabia que Callie já estava mais encantada com ele do que antes.
– É muito bom conhecer vocês – nos duas sorrimos e falamos o quanto estávamos felizes de conhecê-lo. Neste minuto Sofia veio correndo até nos e jogou-se nos meus braços. Os olhos de Gabriel se arregalaram.
Dessa vez foi Callie que tomou as rédeas:
– Gabriel essa é a Sofia. Ela é sua irmã – Ele apenas balançou a cabeça positivamente.
– Ela é pequena – Foi a única observação que ele fez.
– Sim, você vai ser o irmão mais velho dela. E, ela sua irmãzinha – ele fez um meandro de cabeça como se não compreendesse a minha fala – Você sabe o que um irmão mais velho faz?
– Não!
– Ele cuida da irmãzinha. Protege ela, ensina as coisas que ele já sabe – Não pude deixar de pensar em Timothy – Você acha que consegue fazer isso?
– Sim! Ele sorriu para Sofia – Eu posso ser o irmão mais velho dela. Vou cuidar dela sim. Vocês vão ver.
Passeamos no parque durante o restante da tarde e foi extremamente divertido ter as duas crianças ali, comemos besteiras, andamos de carrossel, brincamos em alguns escorregadores e brinquedos do parque. Quando voltamos ao encontro do advogado e da mulher fomos apresentadas a ela. Amy Whalse, uma gerente de vendas da mesma empresa que a mãe de Gabriel trabalhava. Conversamos um pouco com eles e decidimos jantar todos juntos naquela noite. Fomos ao loft, que era razoavelmente perto do parque, e pediríamos uma pizza já que Gabriel tinha a mesma devoção pelo alimento igual a Callie.
Chegando lá entramos todos e o clima era agradável, Amy e Gabriel, nos contavam coisas da vida em NY, e nos aproveitávamos para conhecer o máximo possível do garoto, que era um príncipe. Todos na mesa já sentados para comermos e Sofia insistiu em sentar ao lado do garoto e comer em prato de gente grande. Ela mais se sujava do que comia. Gabriel olhou para ela e começou a ajuda-la:
– Sofia não é assim – Ela estava tentando cortar a sua pizza – Deixa que eu te ajudo.
Ele apenas a ajudou deixando eu e Callie com bobas.
Os dois depois foram para a sala assistir um pouco de televisão, algum tempo depois Amy decidiu ir por já ser tarde e de que ainda tinha coisas do Gabriel para organizar para a viagem, eu e Callie nos colocamos a disposição para ajuda-la. Ela falou que as coisas da amiga haviam sido doadas e que apenas ficaram as coisas de Gabriel. E, que já estavam quase todas empacotadas. Amy também nos falou que Ginnie havia deixado alguns pertences pessoais que ela queria deixar para Gabriel quando ele crescesse, algumas fotos e objetos. Decidimos que nos mesmas ficaríamos e entregaríamos para ele quando ele fosse mais velho.
– Callie! Estávamos na copa/cozinha do flet quando Gabriel entrou avisando que Sofia tinha dormido – Ela assistiu um pouco do filme e dormir. E, já tá quase caindo do sofá.
– Deixa, Callie que eu levo a Sofia pro quarto. E, você combina com o Gabriel o que vamos fazer amanhã, ok? Ele sorriu.
– Eu vou ver vocês amanhã?!
– Claro que sim – Callie falou – Se você quiser?
– Eu quero sim – Ele falou rápido – Bem, eu quero treinar bem esse negocio de irmão – Ele olhou para Amy – Eu posso?
– Sim, Gabby! Claro que pode. Mais amanhã você vai sair só com Callie e Arizona, pois, eu tenho que trabalhar — Eu ainda estava parada na porta e pude ver a expressão dele ficar um pouco nervosa — Agora vamos indo garotão?
– Sim, vamos! Ele respondeu depois despediu-se de mim e de Callie.
Depois de eles irem peguei Sofia e levei para o quarto, ela estava tão cansada que troquei a roupa dela e a menina não acordou, minutos depois voltei ao quarto. Encontrei Callie sentada na varanda da suíte, era um espaço pequeno mais tinha duas cadeiras e uma mesinha, e a vista era incrível. Andei até lá e me escorei na sacada. Callie dirigiu-me um olhar terno e carinhoso.
– Eu amo você! Sorri para ela – E, você é o meu bom homem na tempestade, Arizona. Sem você eu não conseguiria. Não falo somente dos últimos dias. Eu falo sobre ser feliz por completo, no trabalho, na vida pessoal. Você é, e foi o ponto decisivo na minha vida.
Ela se levantou e me abraçou.
– E, nesse tipo de momento que eu vejo que tudo vivemos ainda não nem um terço do que viveremos juntas. Arizona Robbins, eu te amo, e prometo a você que ainda não viveremos os nossos melhores momentos.
Acaricie o rosto dela:
– Eu fiz muita besteira mais sinto que isso tudo veio a me ensinar o que realmente importa, nada além da minha família, eu posso perder todo o resto menos você, Sofia e Gabriel – Eu e ela sorrimos.
Ela me virou de costas e ficamos ali olhando a vista por mais algum tempo.
XXXX
Acordamos cedo e fomos fazer umas comprar já que estamos em NY, mas fomos primeiro a casa de Amy buscar Gabriel.
– Bom dia! Ele abriu a porta antes mesmo de batermos.
Amy veio e conversamos um pouco. Eu estava colocando Sofia no carro quando Gabriel fez uma pergunta:
– Para onde vamos?
– Primeiro um programa não muito legal para você – Callie falou – Vamos fazer umas compras, pois, temos coisas para levarmos para Seattlle.
Ele ficou calado.
– Fica tranquilo, Gabriel, nos podemos procurar uma loja legal. Prometemos não demorar muito. Depois você escolhe o passeio.
Ele sorriu.
– Percebi esse chapéu de beisebol. Você gosta? Callie perguntou.
– Sim, sou um grande torcedor. Mais não sei jogar bem. Minha mãe não sab – Ele abaixou a cabeça e eu coloquei a mão em seu ombro.
Nos estávamos na calçada da casa de Amy, Callie e eu, nos abaixamos e ficamos da altura dele.
– Gabriel, sei que nos conhecemos a pouco tempo, mas falo por mim e pela Arizona agora nos somos a sua família. Não posso dizer que será fácil. Mais estaremos aqui para te ajudar sempre, garoto!
Ele somente balançou a cabeça positivamente e seguimos nosso dia. E, assim os dias em New York também passaram.
Eu estava sentada de pernas cruzadas em uma poltrona enquanto esperávamos Callie terminar as compras, Gabriel e Sofia ficaram comigo, percebi os olhos fixos dele em mim:
– O que foi, Gabriel?
– Sua perna? Sorri — E, tipo um robô?
Callie voltou e fomos para a praça de alimentação e eu aproveitei para começar a contar certas coisas a ele:
– Callie, Gabriel me perguntou sobre minha perna.
– O que você quer saber? Ela perguntou.
– É tipo um robô?
– Ainda não. Agora é somente uma prótese mais eu estou construindo uma tipo um robô.
– Você é cientista?
– Mais ou menos. Sou medica ortopedista. E, Arizona é cirurgiã pediatra.
– Ah! Isso é legal.
A maior parte do tempo Gabriel era um menino feliz, alegre e um encanto. Na hora de deixar NY, ele e Amy, choraram muito mais há convidamos para nos visitar em Seattlle sempre que quisesse. A chegada a Seattlle, foi tranquila apenas Meredith e Derek foram nos buscar no aeroporto.
Uma semana depois em compensação foi uma zona, pois, o pai de Callie – que ainda me olhava torto – e os meus pais vieram conhecer Gabriel. Então houve uma festa na casa dos McDreamy. No meio de outras crianças Gabriel se solto, ele e Tuck fizeram amizade instantânea, Zola e Sofia corriam pela casa. Enquanto os adultos conversavam e bebiam um pouco.
– Como as coisas estão? Perguntou Meredith para mim.
– Alguns pesadelos as vezes... Ele as vezes chora mais a maior parte do tempo é perfeito. Ele é completamente independente, educado e um super irmão para Sofia. Você acredita que uma noite acordamos e ele estava na cozinha pegando água para levar para Sofia.
– Ele é realmente lindo! E, você esta cada vez mais coruja com esses dois.
XXXX
[7 meses depois]
Era plantão de Callie e eu ficaria em casa com as crianças. Quando fui verificar as crianças durante a noite encontrei Gabriel queimando em febre:
– Porque você não foi me chamar Gabriel?
– Eu estou bem, Ari! Era como ele me chamava. Callie era C ou Cal – Só estou com frio.
– Vou te trazer um remédio?
Quarenta minutos depois a febre dele não havia baixado, e ela tinha vomitado duas vezes, e ele estava reclamando de dor do lado direito do baixo ventre. Gabriel contou que estava sentido dor de barriga a dois dias mais não tinha contado porque não queria faltar os treinos de beisebol. Ao tocar na barriga dele o gemido de dor foi alto. Droga! Aquilo era com certeza apendicite.
– Gabby, fica quietinho! Vou pegar a Sofia e ligar para Callie... Tenho que te levar pro hospital.
– Ari – Ele tinha os olhos cheios de lágrimas.
– Fica calmo, garotão, tudo vai ficar bem.
Corri para o quarto para pegar as coisas que precisava, ainda bem, que eu já havia voltado a dirigir e nem foi preciso adaptar o carro, troquei de roupa voando e liguei para Callie. Ela estava em cirurgia pedi para que avisassem ela assim que ela saísse da sala de cirurgia. Então pedi para biparem o Karev e dizer que estava levando Gabriel para lá. Voltei ao quarto e ajudei Gabriel a se trocar e o levei no colo até o carro:
– Ari, isso vai machucar a sua perna!
– Gabriel, fica quieto e não reclama – o coloquei no banco e dei um beijo sobre os cabelos loiros – Vou buscar a sua irmã e já volto – Segundos depois eu coloquei Sofia na cadeirinha, liguei o carro e segui para hospital.
Ao parar o carro na minha vaga Karev já estava a minha espera, colocamos Gabriel em uma cadeira de rodas e entramos no prédio, minutos depois já estávamos estalados no quarto. Sofia estava dormindo na cama de acompanhante e Gabriel estava encolhido e chorava baixinho, eu estava abraçada com ele.
– Calma, garotão. O remédio já faz efeito e a dor vai diminuir – Ele agarrou-me mais forte – Fica calmo, ok?
– Eu estou com medo!
– Não precisa ter medo é uma pequena cirurgia e rapidinho você vai estar bem. Eu prometo.
– Minha mãe também prometeu que iria ficar bem. E depois ela me deixou.
Eu não pude deixar as lágrimas rolarem no meu rosto:
– Ela não pode evitar, Gabby. E, ela amava muito você por isso escolheu eu e a Callie para cuidarmos de você quando ela partisse. Escolheu nos para sermos sua família.
– Eu... Eu...
– Eu sei. Você ficou com raiva no começo, também senti raiva do meu irmão quando ele morreu, senti raiva do seu pai também. Mais com o tempo a dor diminui. E, você somente se lembrará das coisas boas.
– Que tipo agora eu tenho uma família grande. Uma irmã, vários tios... O Derek, a Mer, o Tio Karev, a Tia Bailey. Tenho muitos amigos tem o Tuck e a Zola. Isso é muito legal. E, tenho duas mães – As lagrimas caíram copiosamente do meu rosto.
Nesse momento Callie chegou correndo dentro do quarto tão bruscamente que assustou a mim e Gabriel.
– Meu pequeno – Ela se aproximou com os olhos marejados – O que houve?
– Calma, Callie ele está bem! E apenas uma apendicite – Uma lágrima escorreu do olho dela – A cirurgia esta marca para amanhã cedo. Karev vai fazer – Eu falava mais tinha a plena certeza que teria que repetir. Ela beijou o topo da cabeça dele e depois meus lábios rapidamente. Percebi seus olhos varrem o quarto e encontrar Sofia dormindo tranquilamente. Desci da cama e sentamos na poltrona de acompanhante no quarto, Gabriel se mexeu e doeu. Ele fez uma careta de dor nos assustando fazendo que nos levantasse e corrêssemos até ele:
– Você está bem? Callie falou ao lado do garoto.
– Mãe eu estou bem – A boca de Callie abriu, ela foi pega de surpresa, e sem pensar ela abraçou o garoto de supetão.
– Oh, meu pequeno... – Ela apertou-o e ele gemeu de dor mais riu com a reação de Callie – Desculpa, desculpa!
Nos abraçamos e ficamos depois de um tempo Gabriel voltou a falar:
– Eu queria saber como vou chamar de vocês? Se são duas mães – Nos rimos.
– Temos tempo para descobrir filho, temos a vida inteira somos uma família que nunca vai se separar.
XXXX
[ 15 anos e meio depois]
Abri os olhos e me espreguicei ainda sentada na cama, tirei as cobertas de cima de mim depois virei-me e coloquei meus dois pés no chão. Isso mesmo! Eu ainda não havia me acostumado e acho que nunca me acostumarei a depois de tudo que vivi, poder por os pés no chão era incrível, não era um pé normal, mas ele me proporcionava uma vida plena. Eu havia participado do quarto grupo do estudo de próteses de Callie/Derek e havia ganhado uma prótese mecânica incrível. Eu realmente me esquecia dela durante todo o dia, mas aquele momento toda manhã me fazia agradecer pela luta da minha esposa para me proporcionar a melhor vida. O que realmente eu tinha. Fui para o banheiro e liguei o chuveiro. E quando menos esperava senti um corpo colar ao meu dentro do box.
– Bom dia, Meu Amor – Callie disse beijando meu pescoço depois ela me girou e beijo minha boca.
– Bom dia, Calliope! Falei beijando novamente sua boca.
Aproveitamos bem o banho, eu não acreditava em como o tempo havia passado e que o meu desejo sexual por Calliope aumentava, os anos foram maravilhosos com ela. Que ainda tinha o mesmo ar sensual, aquele olhar predatório, e as curvas latinas dela ainda estavam ali. Empurrei-a contra a parede do box e sem nenhum aviso ou preliminar coloquei os dedos entre as pernas dela. Um gemido rouco saiu dos lábios dela. Os quadris dela já acostumados movimentaram-se no ritmo sincronizados e as nossas bocas mantinham-se unidas. Callie me abraçou e gemia ao meu ouvida, ela sabia o quanto isso acendia o meu tesão, e a velocidade dos meus dedos aumentaram. Eu sabia que ela estava quase gozando. Então, tirei minha mão de entre as pernas dela e a coloquei de costas com o rosto colado no box:
– Ari – Ela tentou reclamar mais eu voltei a minha mão para onde estava segundos antes e a outra foi para o seio esquerdo dela apertando-o com força – Ouh... Meu Deus!
Meus dentes cravaram no direito dela fazendo Callie quase gritar enquanto ela rebolava fazendo os nossos corpos se chocarem, as mãos dela espalmadas contra o vidro box, o rosto demonstrava o prazer que ela estava sentindo, a boca entre aberta e uma vez ou outra ela mordia o lábio. Senti o primeiro espasmo do corpo de Callie o que me fez aumentar o ritmo. Ela bateu a mão contra o vidro e soltou um gemido mais alto. Mais outro espasmo. E, mais outro. Em segundos senti Callie amolecer um pouco e uma gargalhada rouca saiu dos seus lábios.
– Amo tomar banho com você! Ela falou virando e buscando os meus lábios.
– Eu também! Mais agora vamos realmente tomar banho.
Entramos na cozinha e encontramos o olhar inquisidor dos nossos filhos, Sofia muito mais desafiadora que Gabriel, tinha um sorrisinho malicioso nos lábios. O garoto – que na verdade agora já era um homem – sorriu divertido. Ele se aproximou e beijou o topo da minha cabeça, pois, ele tinha a mesma estatura de Mark.
– Bom dia, Mães!
– Bom dia meu filho. Eu achava que você só chagaria em duas horas.
– Peguei um voou mais cedo e peguei um taxi. Tentei falar com vocês mais não deu. Cheguei a pouco e a Sof abriu a porta – Enquanto falava ele deu um beijo em Callie.
– É, elas estavam ocupadas! Sofia falou pegando o suco na geladeira. Todos rimos – Gab é serio isso aqui depois que você foi para a faculdade tem piorado muito. Já peguei as duas transando duas vezes na sala – Eu e Callie ficamos vermelhas – Sem contar que a mamãe – Ela referia-se a Calliope – Anda mais barulhenta do que nunca. Acho que é a menopausa chegando.
– Sofia Robbins Sloan Torres! Eu repreendi a menina que depois de ter passado uma parte das férias com a madrinha Cristina Yang em Amsterdã estava com a língua mais ferina do que nunca – Callie eu realmente acho que não devemos mais mandar Sofia passar as férias com Cristina.
– Eu também, acho!
Tomamos café na cozinha e eu pude notar o quanto Gabriel estava ansioso, olhei para Callie que pelo olhar também estava notando, ele percebeu a nossa troca de olhares. Ele respirou fundo.
– Eu queria compartilhar algo com vocês, mas antes quero que vocês não surtem, ok? Eu e Callie confirmamos positivamente – Bem vocês sabem que a Zola está estudando em NY também... E, que a pedido da tia Mer eu fiquei de olho nela, pois, a Zola tinha acabado de se mudar. Bem, sempre fomos amigos desde crianças e lá acabamos nos aproximando mais... – Ele gesticulava com se o gesto desse prosseguimento a linha de raciocínio. Sofia riu. E nos ficamos sem entender – Nos ficamos mais íntimos.
– Mais íntimos do que se conhecer desde sempre... – Callie iria falar algo mais um click ocorreu em sua cabeça – Gabriel Gowdin Sloan! Você não...
– Mãe! Isso é particular.
– Você é meu filho... nada é particular para mim.
– Callie deixa ele falar – Intervi.
– Nos estamos namorando a mais de seis meses e nos já tínhamos ficado algumas vezes antes.
– Como assim?
– Eu, ficando – Ele falou tomando um pouco de café enquanto eu e Callie nos olhávamos confusas.
– E vocês nunca pensaram em nos contar?
Ele balançou a cabeça:
– Pensamos em ver se tudo daria certo, e como está dando achamos melhor contar a vocês, já estamos morando juntos e um mês. Pretendemos nos casar na próxima primavera. – Depois que ele falou percebeu que aquela informação não era para ter sido dada ainda.
– Vocês estão morando juntos e não falaram nada! O Derek e a Mer estão sabendo disso?
– Zola deve estar contando para eles agora.
Callie balançava a cabeça e suspirou profundamente.
– Eu tenho que ir trabalhar – Ela se levantou e saiu.
Meu filho tinha uma expressão tristonha eu caminhei para o seu lado e o abracei. Sorri condescendente.
– Dê um tempo para ela, você sabe como sua mãe é dramática e possessiva em relação a vocês dois, fique tranquilo falo com ela.
– Pelo menos ela não saiu daqui gritando em espanhol – Ele falou procurando algo bom na reação da mãe. Ele sempre era assim otimista, traço este que diziam ter ganhado de mim.
– Meu filho eu desejo a você e a Zola muitas felicidades – Beijei o rosto dele.
– Obrigada, Mãe!
– Hey, Bro. Parabéns... saiu definitivamente da friend zone. Coitada da Zola que terá que te aguentar – Sofia abraçou o irmão. E aquilo era ela desejando felicidades – Acho que vou dizer pro tio Derek fazer uma tomografia nela, quem sabe isso não é sintoma de um tumor no cérebro ou um trauma, você sabe se ela caiu – Ele deu uma tapa de levinho no braço dela – Oh, Manhê! O Gab me bateu.
Ri dos dois que ficaram se encrencando durante o resto do café. Após um tempo com meus filhos segui para o hospital, onde segui direto para a sala de reuniões, entrei e encontrei Callie, Mer e Derek conversando. Derek foi o primeiro a falar:
– Você concorda com isso?
– Pela decisão nos olhos do meu filho vejo que concordar ou não e uma coisa que não adiantará muita coisa. Penso que Zola também deixou claro que não vai mudar de decisão, não?
– Ela foi categórica o casamento acontecerá na primavera – Meredith falou – Pelo menos ela foi mais decidida do que eu.
– Acho que eles são mais decididos que nos quatro – sentei na cadeira ao lado de Callie – E, tem a propensão em fazer bem menos besteiras que a gente. A gente com vinte três anos bem falo por mim, eu era muito bagunçada nessa idade.
– De mim nem se fala – Meredith falou.
– Eu muito mais – Callie sorriu fracamente.
– Eu não era – Derek falou.
– Falou o mister perfeição que se casou também na faculdade! Meredith comentou com o marido.
– Isso é diferente.
– Apenas porque eles são nossos filhos. E vamos confessar que estamos apenas com medo por eles. Pois, nos preocupamos. Mas, isso faz parte do trabalho. Não é?
Callie me olho e sorriu.
– Eles sempre estão no parapeito da ponte prestes a se jogar – Não sei o porquê mais aqui fazia algum sentido para ela – E o nosso trabalho e sempre estar lá para pegarmos eles. Mas, isso não quer dizer que eles não possam se cuidar e seguirem seus caminhos. Foi muita informação de uma vez sim, mas eles são nossos filhos, e temos que apoiá-los não importa o que houver.
– Então agora vamos ser uma família só oficialmente – Falou resignado Derek.
– Bem eu já beijei sua mulher – Callie comentou e me olhá-la com a cara confusa – Estávamos separadas e eu tinha entrado para o clã McDreamy.
Todos acabamos rindo.
– Quero saber dessa história direito?
– Sem ciúmes, Arizona, eu verdadeiramente gosto de garotos, e principalmente, de pênis.
XXXX
[ Alguns meses depois]
Estávamos na sentadas na sala de casa esperando Calliope desce já que todo o resto da família estava prontos, Sofia batia o pé irritada:
– Mãe! Quem chega atrasada é a noiva – Sofia gritou.
– Já estou descendo!
– Mãe ajeita essa gravata para mim – Gabriel falou nervosamente.
– Como um advogado não sabe colocar uma gravata – Sofia ralhou o irmão.
– Deixa ele Sofia, ele só esta nervoso – Falei com a garota que cada vez mais parecia-se com Callie fisicamente mais gênio não podia ser mais diferente.
– A minha madrinha mandou uma mensagem perguntando pela gente – Informou a garota que não soltava o celular por nada na vida.
Estávamos os três tão entretidos que não notamos a presença de Callie:
– Vamos? Ouvi a sua voz atrás de mim e o sorriso de Sofia e de Gabriel se agigantaram. Me virei e contemplei minha esposa – O que acharam?
– Mãe a senhora está linda – Disse Gabriel.
– Um arraso mamãe! Foi a vez de Sofia elogiar.
– E você Arizona? Eu ainda estava petrificada com a beleza da minha esposa.
– Acho que a boca dela aberta quer dizer alguma coisa, mamãe! Sofia alfinetou.
Me aproximei dela sorrindo e peguei sua mão depois a girei. Ela estava linda demais, em um vestido longo vermelho tomará que caia com uma calda um pouco longa, ela usava todos os acessórios prateados e uma sandália de saltos também prateada. Os cabelos soltos e até mesmo um pouco bagunçados davam um ar sexy/selvagem para ela. Falei em seu ouvido:
– Minha querida... Vermelho é realmente a sua cor! Beijei delicadamente sua bochecha.
– Vamos logo – Sofia impaciente – Antes que eu ganhe mais um trauma.
– Você está linda – Eu trajava um vestido preto longo com o decote V e acessórios azuis que combinavam com a cor dos meus olhos – Adorei o bracelete!
– Mães o carro chegou! Gabriel gritou do lado de fora da casa.
– Vamos ao casamento do nosso menino – Eu falei para ela.
– Vamos, Meu Amor!
Entramos as duas com Gabriel e ficamos juntas no altar, a festa foi feita no enorme terreno e na casa dos Grey-Shepherd, Zola estava linda e sorria a cada segundo. Meu filho estava resplandecente. Sofia estava linda também, e muito alegrinha conversando com um garoto, o que me deixou enciumada. Ela já havia namorado mais mesmo assim não pude evitar de super proteger minha princesinha. Houveram discursos emocionados dos padrinhos e dos pais dos noivos:
– Temos uma surpresa pro nosso menino – Todos riram da maneira que Callie falava de Gabriel – Aqui as palavras do seu pai Mark Sloan. E um lembrete a Zola, pois, para cumprirmos as palavras de Mark precisaremos de netos.
O vídeo mostrava o brinde do Mark em nosso casamento onde ele falava que estaríamos juntos na nossa bodas dali sessenta e cinco anos e que dançaríamos no casamento de nossos neto, aquilo foi emocionante para todos ali até mesmo os que não conheceram Mark Sloan, e ainda mais para os nossos amigos e família.
A festa rolava e todos estávamos na pista de dança, eu com minha deslumbrante esposa, dançávamos uma música lenta olhos nos olhos, sorriamos carinhosamente uma para outra, ela beijou meus lábios e depois comentou:
– Nosso garoto esta muito feliz... Ele cresceu tão rápido!
– É a nossa princesa já esta ali de namorico com um amigo da Zola. Agora eu vejo que as palavras ditas em NY se concretizaram os nossos dias feliz ainda estavam por vir – Eu falei – E espero que ainda venham muitos mais dias felizes como esse.
– Eles viram, Arizona, pois, meu amor por você não diminuiu nenhum um milímetro em todos esses anos. Este sentimento apenas cresceu. Com cada dia, que estive ao teu lado. A cada momento que beijei a tua boca e te amei. Eu te amo, Arizona Robbins!
– Eu te amo, Calliope Torres!
Nos esquecemos onde estávamos e nos beijamos apaixonadamente na pista de dança, fomos interrompidas pelas palmas, gritos e assobios. Sofia e Gabriel vieram até nos duas:
– Mães, vamos tirar fotos – Sofia veio e a agarrei e apertei-a em um abraço caloroso – Mãe, para!
– Não reclame mocinha. Eu amo você! Falei.
– Eu também amo você – Ela falou envergonha – E você também, Mamãe! Ela falou para Callie, que nos abraçou.
– E eu amo vocês, mulheres da minha vida! Gabriel nos abraçou.
– Não deixa a Zola ouvir você falando isso – Sofia falou.
– Ela também faz parte das mulheres da minha vida – Retrucou ele.
E assim, neste clima vivemos, amamos e sentimos no Greys-Sloan Hospital.
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