Notas iniciais
Oi Oi Gente :) Espero que gostem do capítulo. Boa Leitura *--*

Acordei completamente transtornada. Kate estranhou meu semblante preocupado. Mas claro, como poderia dizer que sonhei com meu chefe cafageste, altamente gostoso. E pior, como poderia dizer o que estávamos fazendo no sonho.

– Ana — ela riu ao reparar minha cara — O que aconteceu? Conta ai, vai.

Eu poderia dizer, simplesmente “sonhei que meu chefe ia me comer na mesa dele”, mas preferi não falar nada. Aliás, que pessoa normal falaria uma coisa dessas?

– Acordei assustada —disse — odeio perder a hora.

Essa foi boa. Consegui me livrar momentaneamente da tenacidade da Kate. Por hora, estava livre de seus questionamentos impróprios. Corri em direção ao banheiro e lavei o rosto, tentando disfarçar minha cara de sono. Cheguei ao trabalho à tempo de não ter que me preocupar com atrasos. Tudo parecia normal, e Suzanna não estava em minha mesa. “Anastácia tira esse sonho da sua cabeça”, repreendeu a parte conciente do meu ser. A possibilidade de não conseguir me controlar diante de Christian estava me assustando. Além do sonho, eu tinha que me preocupar com o que havia acontecido ontem. Tudo não passou de excitação momentanea, certo? Errado. Puta que pariu, a quem eu quero enganar? Esse homem mexe comigo de forma inexplicável.

A porta do elevador se abriu, e dele saiu a morena. Suzanna e sua arrogância dirigiram-se até a secretaria.

– Quem é Anastácia? — disse a morena.

Me senti obrigada a me levantar, mesmo sem entender o que diabos ela queria comigo.

– Eu — murmurei.

– Venha comigo — ela disse e foi acompanhada de sua arrogância.

Consegui segui-la tomando distância e, puta que pariu, ela está indo para a sala do Christian. Ela alcançou a porta e me esperou. Entramos. Ao me deparar com o Christian só consegui sentir o arrepio correndo pela espinha. Ele estava com um terno bem cortado. E a gravata, puta que pariu, me lembrei do sonho. Sentado à poltrona de couro branca, ele nos olhou assustado. Assim como eu, não estava entendendo do que se tratava. Olhei-o e mordi os lábios, imperceptivelmente.

– Anastácia — Suzanna disse com sua arrogância — Eu vou ser breve…

– Sim… — respondi.

– O que você quer com meu namorado? — a morena arrogante, petulante, irritante, e filha da puta indagou.

O QUE? O que EU quero com o namorado dela? Ela só pode estar de brincadeira. Christian a olhou em sinal de reprovação. A prepotente não ligou, é claro. Senti meu rosto queimar ao me lembrar dos beijos no meu quarto, ontem. Fiz minha melhor cara de sonsa. Não podia e não queria dar brechas para situações como essas.

– Eu não entendi — disse.

– Não se faça de sonsa, querida. Christian não é um homem que esconde o jogo. Ele sempre dá brecha.

– Suzanna, para com isso — Christian a repreendeu— essa cena está ridícula e desagradável. Anastácia, pode voltar à sua mesa, por favor.

Primeiramente, eu nunca o vi falar tão grosso. E outra, essa Suzanna é muito ridícula. Não me surpreende ser corna.

– Não, Christian — retrucou a morena — Quero saber o que essa daí faz com você, que te deixa louco ao ponto de gritar o nome dela quando transa comigo! — grita a morena.

Minha cara é de total surpresa. Nunca imaginei que isso aconteceria, muito menos que ela viria falar isso para mim. CHRISTIAN GRITOU MEU NOME ENQUANTO TRANSAVA COM ELA. Minha deusa interior está muito, muito feliz.

Christian a fuzilou com o olhar. Ela não se tocou e continuou disparando ofensas e xingamentos.

– Olha para ela, Christian, não passa de uma secretária baixinha e sem graça — ela disse.

Espera! Quem ela pensa que é para falar de mim desse jeito. Ela nem me conhece.

– Cala a boca, Suzanna — dessa vez, Christian gritou.

– Eu não vou parar — ela gritou mais alto — Está com medo de eu ofender a sua amante?

– Ela não é minha amante — Christian gritou.

Confesso que a situação era absurdamente incômoda, e a namorada superficial dele parecia não possuir limites.

– Como você tem coragem de me trair com essa ai — cerrei os dentes para conter a raiva — Ela não é nada, Christian, é apenas uma secretaria. Deve estar de olho no seu dinheiro — a fuzilei com os olhos.

EU QUERENDO O DINHEIRO DELE? POR FAVOR, ESTE HOMEM ESTÁ QUASE FALINDO, E MAIS, EU NÃO SOU ASSIM, FODA-SE A MERDA DO DINHEIRO DELE.

– Olha aqui — eu disse, e ela me olhou com desprezo — Eu não te conheço, assim como você não me conhece. Então para de falar merda…

– Você abaixa o tom de voz para falar comigo — ela me interrompeu.

– Não abaixo — retruquei — E não me interrompa, eu estou falando. Eu não sou sua funcionária, aliás você não é nada nessa empresa, a não ser a namorada ridícula do chefe. Você é tão ridícula que não consegue segurar um homem, e vem fazer escândalo no trabalho dele — Christian me olhou e sorriu — Eu não tenho nada com seu namorado, e se ele gritou meu nome enquanto transava com você, é porque você deve ser tão ruim na cama que ele estava pensando no trabalho enquanto te fodia.

Menti, sim é verdade. É óbvio que ele não estava pensando no trabalho. Devia estar pensando em mim da mesma forma que eu pensei nele naquele sonho. Puta que pariu.

– Escuta aqui garota — ela apontou o dedo na minha cara e aumentou o tom de voz.

– Escuto porra nenhuma — disse e abri a porta — Sr. Grey, se precisar de mim, estarei na secretaria.

Sai da sala dele vitoriosa. Eu poderia esperar, talvez, que ele me demitisse por ter ofendido a namorada dele. Ou poderia esperar que a arragante terminasse com ele. A segunda opção me agrada mais, levanto em conta o sorriso que vi Christian esboçar quando eu comecei a bater de frente com a louca histérica. Suzanna saiu da sala dele pouco depois, tal como um furacão. Não consgui conter um sorriso ao vê-la revoltada entrando no elevador. Era óbvio que eles tinham brigado.

Levantei-me da minha mesa e fui até a sala dele. Deixei a formalidade de lado, e entrei sem bater. Quando o vi, não consegui evitar um sorriso frouxo acompanhado de um enrubescimento.

– Ana — ele sorriu e se levantou de sua enorme cadeira. Imediatamente meu sonho me veio à mente. Enrubesci — Você está bem?

– Claro — murmurei — Por que não estaria?

– Desculpe-me por essa cena ridícula — ele pegou minha mão — Foi tudo culpa minha.

– Se você não tivesse gritado meu nome — ri e vi os lábios deles se contrairem, tentando evitar uma risada.

– É que você me deixa louco — ele passou as mãos pelo meu rosto.

Não demorou muito para que ele me puxasse para perto dele, deixando minha respiração ofegante. Meu sonho, a gravata do meu sonho. Senti minha pulsação aumentar. Meu corpo inteiro tremeu, e o vi esboçar um sorriso cafageste.

– Se entrega para mim — ele sussurrou com a boca bem próxima à minha.

“SIIIIIIIIM” minha deusa interior e meu inconsciente gritavam com desespero. Eu queria mais do que tudo. A Kate estava certa. Eu me apaixonei por esse homem. Eu me fodi em dose altíssima.

Sem que ele fizesse nada, segurei-lhe a nuca e o beijei. Meu corpo inteiro tremia com seus toques, e à medida que os beijos iam se intensificando, eu sentia meu corpo se umidecer. Porra, eu estava excitada.

– Christian, não faz isso comigo, eu estou ficando louca — disse com a voz falhada enquanto ele beijava meu pescoço.

– Eu quero transar com você aqui mesmo — ele sussurrou no meu ouvido.

Meu corpo inteiro se arrepiou. A barba dele roçando no meu rosto, dava uma sensação ainda mais prazerosa. Ele me colocou sentada em cima de sua mesa e, ainda aos beijos, passou a deslizar sua mão por baixo de minha saia até chegar ao elástico de minha calcinha.

Estive entregue durante todo esse tempo, até que num ato racional, meu consciente falou mais alto e me recompus.

– Christian — o empurrei — Aqui não.

Lembrei rapidamente de que eu era virgem, e não sabia exatamente o que esperar desse ato. Nem sabia se eu seria capaz de conter gritos e gemidos. Não seria nada agradável gemer e gritar na sala do chefe, e depois ficar falada no trabalho.

– Na sua casa? — ele perguntou.

– Não, a Kate vai me encher o saco — disse e sorri.

– Na minha casa? — ele sorriu e me beijou.

– Perfeito.

Desci de sua mesa e recebi outro beijo. Arrumei minhas roupas e meu cabelo. Estava pronta para botar meu lado de atriz, que foi deixado para trás, em prática. Nada aconteceu, certo? Certo.

Fiz minha melhor pose de “estive resolvendo problemas profissionais” e sai da sala dele. Voltei à secretaria, e só quando me sentei em minha cadeira, percebi que havia deixado meu celular na sala do chefe.
Levantei-me e fui até lá. Antes de entrar na sala dele, pude ouvir a conversa que ele estava tendo ao celular.

“Eu não tenho nada com a Anastácia. Eu já disse isso, Suzanna”.

E era exatamente isso que eu era para ele. Um “nada”. Não sei porque estou surpresa, aliás, bem que a Kate disse para eu não me apaixonar por um homem que tinha outra esperando em casa. Mas eu quis ser burra, e agora lá vou eu chorar por um homem que não está nem ai para mim.

Notas finais
Barraco sim, porque eu adoro barraco nas histórias haha' Espero que tenham gostado .. Até amanhã .. Kisses *--*