Notas iniciais
Oi Oi Gente :)
Bom, eu sou nova nessa categoria, costumo apenas escrever na categoria de Once Upon A Time, mas precisamente sobre Captain Swan, mas resolvo arriscar nessa categoria.
Não sei se está bom, afinal nunca escrevi nada desse estilo, mas espero que gostem.
Kisses *--*

Por Christian Grey:

- Estive analisando os gráficos e, lamento informá-los que a empresa está indo à falência — disse aos funcionários com total clareza — precisamos cortar gastos e, infelizmente, teremos de fazer uma redução no quadro de funcionários. Alguns de vocês serão dispensados dos cargos.

Não estava satisfeito com isso. Decepcionar as pessoas nunca foi meu ponto forte, e me dói admitir que fracassei como líder econômico do meu próprio negócio. As ações da empresa caíram, justo agora que a inflação do país está subindo incontrolavelmente. As coisas precisavam mudar, os gastos deveriam ser cortados, e precisávamos dar um jeito de vender mais. As pessoas estão comprando cada vez menos, e isso não ajuda em nada.

(…)

Sentei-me à mesa junto aos outros sócios. Um monte de velhos metidos a grandes economistas, mas que na verdade, nunca ajudaram em porra nenhuma. Sempre ficaram sentados vendo o tempo passar comentando coisas como: “onde vamos passar as férias?” ou “Preciso fazer revisão do meu iate”. Eu nunca tolerei isso. Sempre fui contra todos os membros da elite que se sentiam superiores aos demais. Nunca entendi o motivo desse pensamento egoísta, mas também nunca confrontei nenhum deles, afinal, dividíamos a sociedade da empresa.

- As pessoas estão comprando menos carros novos — disse — a chamada “classe C” opta, cada vez mais, por veículos usados, ou semi-usados.

- Talvez devêssemos mudar a forma de propaganda dos veículos novos — um dos sócios afirmou — os membros da Classe C compram carros como compram celulares, isto é, o carro que está em evidência, é o que eles vão comprar.

- Isto é extremamente equivocado — outro sócio rebateu — eles se ajustam de acordo com o preço do veículo. Estamos vivendo um período onde os veículos usados são preferência por motivos de “economia”.

(…)

Cansado de uma reunião onde nada se resolvia, resolvi encerrar o assunto afirmando: “A empresa não vai falir, portanto podemos prosseguir com o mesmo processo de vendas. Apenas devemos diminuir os gastos até que a inflação diminua e as ações voltem a subir. No mais, tenham uma boa noite”.

Sai da sala de reunião sem esperar respostas ou contra opiniões. Eu só precisava ir para casa esfriar a cabeça.

Ao passar pela secretaria, percebi que a secretária ainda estava lá checando papeladas e mais papeladas, o que me surpreendeu, visto que o horário de trabalho dos funcionários havia terminado há cerca de duas horas.

- Não vai para casa? — perguntei.

- Desculpe, Sr. Grey. Ouvi o senhor dizer que a empresa está em um momento de crise e resolvi ajudar adiantando parte dos serviços.

- Agradeço senhorita… — chequei-lhe o crachá — Steele. — sorri levemente — Mas ficaria satisfeito se você fosse para casa descansar, não se preocupe tanto.

- Eu faço questão — ela disse empilhando os papéis que estavam à minha frente.

Seus olhos, por um momento, se tornaram desafiadores. A expressão determinada da moça me fez ceder. Quem sou eu para proibi-la de fazer alguma coisa, não é mesmo?

- Creio que esteja bastante empenhada em fazer seu serviço, mas não me sentiria confortável em deixá-la sozinha aqui na empresa às nove horas da noite.

- Sr. Grey, eu posso me cuidar — ela disse — estou apenas querendo ajudar.

- Está ajudando bastante — retirei uma das pilhas de papel de suas mãos — mas, por favor, vá descansar.

- Tudo bem, amanhã eu termino isso — ela sorriu — isto é, se eu não for uma das premiadas com a demissão — sorriu sem graça.

- Então é este o motivo de tal eficiência? — ri da expressão envergonhada que ela fez — não se preocupe, Srta. Steele. Acho que a última coisa que a empresa precisa é demitir a pessoa que coloca tudo em ordem — sorri, fazendo-a acompanhar-me na risada — quer que eu a deixe em casa?

- Não, imagina — ela disse recolhendo sua bolsa — eu já chamei um táxi. Agradeço.

- Não é perigoso pegar um táxi sozinha à essa hora da noite em São Paulo? — perguntei.

- Não, senhor. Eu já estou acostumada — dirigiu-se ao elevador — Obrigada, mais uma vez.

(…)

De tudo que podia se passar na minha cabeça quando entrei no meu carro, a única coisa que eu conseguia pensar era “por que eu nunca reparei antes nessa mulher?”. Ela é eficiente, educada, e pelo que pude perceber, me parece ser muito inteligente. Gosto de mulheres inteligentes. Gosto de pessoas inteligentes.

Por Anastácia:

- Não, eu não preciso de namorado. Eu não preciso de homem, e eu NÃO vou topar nenhum dos seus encontros arranjados — disse para Katherine, deixando-a enfurecida.

- Não precisa de homem? Será que eu devo-lhe informar sobre a sua virgindande? — Katherine disse — Porra Ana, você vai fazer vinte e dois anos e nunca teve uma noite de sexo selvagem. Ainda quer que eu acredite que você “não precisa de homem”?

- Exatamente. Eu estou ótima, tenho um emprego legal, moro em um lugar legal, e posso fazer uma panela de brigadeiro sempre que eu quiser — sorri — eu não quero me envolver com ninguém Kath.

- Sendo sua melhor amiga, eu tenho a obrigação de fazer você arranjar um namorado. Desculpe, essa é uma das minhas funções — ela riu, fazendo-me rir também — e não, você não tem um emprego legal. Você é uma secretária, quando tem capacidade intelectual para ser presidente do Brasil — dessa vez não me contive e gargalhei mais alto que o normal — você não mora num lugar legal. Você mora numa kitchenette em Capão Redondo. E brigadeiro engorda.

- Olha, Kath. Agradeço bastante suas tentativas de me arranjar um namorado. Me chame de antiquada, ou do que você quiser. Eu estou esperando o cara certo.

- Você acha que vai aparecer na sua porta um homem alto, de terno e gravata, com voz groça te chamando para jantar?

- Sua ironia às vezes é irritante — rimos juntas — eu já falei para você parar de esmagar minhas plantas com essas mãos inquietas? — disse — Então pare.

- Não dá, Ana, você me deixa nervosa com seu pensamento… Antiquado!

- Tá bom. Eu sou antiquada, e você é depravada — gargalhei — vou pedir pizza, quer?

- Não, Ana — pegou a bolsa no sofá — já são onze horas e eu prometi ir para a casa do Elliot — gargalhou — alguém tem que fazer sexo por aqui, né?!

- Divirta-se com cautela — disse rindo de uma amiga espalhafatosa indo em direção a porta.

(…)

O despertador tocou às cinco da manhã anunciando o começo de mais uma jornada de trabalho, na chuvosa São Paulo. Tomei apenas uma ducha rápida para despertar. Coloquei a roupa mais formal que eu poderia usar. De maquiagem, usei apenas um delineador básico e um batom na cor da boca. Nada muito chamativo.

O táxi me levou até a empresa, e em cerca de cinquenta minutos depois, eu cheguei à minha mesa para organizar a papelada do dia. Deixei um cafezinho na mesa de cada sócio, afinal, é sempre bom deixar tudo preparado antes dos chefes chegarem. Quando cheguei à sala do Sr. Grey, ele já estava lá, para minha surpresa.

- Desculpe, não imaginei que o senhor já havia chegado — disse ao me deparar com um homem lindo e bem trajado à minha frente —Com sua licença.

- Imagina — ele disse e se levantou da cadeira — por favor, fique à vontade.

- Licença — coloquei o café em cima da mesa dele — o senhor nunca chega tão cedo, o que o trouxe aqui à essa hora?

- O mesmo motivo que a fez ficar aqui até às nove da noite, ontem — ele disse e deu um meio sorriso de lado.

- Muito trabalho — sorri — aliás, deixe-me ir fazer o meu — fui até a porta — Com sua licença.

Por Christian:

Eu não tinha necessidade de ir mais cedo para o trabalho, mas eu fiz questão de acompanhar o dia a dia da minha secretária. Também não sei o motivo. Outra reunião às nove horas da manhã com várias agências de publicidade, foi suficiente para me deixar de mal humor. Não me alegrava nada o fato deu ter que passar a manhã, quase toda, ouvindo vários publicitários em uma guerra para ver quem vai fazer o comercial da concessionária.

- Acho que a propaganda televisiva vai surtir mais efeito no público alvo do que as propagandas em revistas e jornais — disse — Acho que não devemos nos arriscar em gastar dinheiro com panfletos, folders, e coisas que o cliente vai, simplesmente, jogar no lixo.

- Concordo plenamente, Sr. Grey, mas devemos lembrá-lo que as emissoras de televisão cobram preços altos por trinta segundos de comercial — disse um dos nossos sócios — Seria loucura arriscar tanto dinheiro em uma tacada só.

- Discordo, Sr. Taylor. O dinheiro gasto em propagandas de jornais, revistas, folhetos e emissoras de rádio, não seria tão recompensado comparado à acessibilidade das propagandas televisivas — disse um dos publicitários — A idéia da campanha é ótima. Precisamos influenciar e convencer os jovens que estão começando a entrar no mercado de trabalho que precisam comprar o primeiro carro. Ou seja, as propagandas em carros 1.0 são o nosso grande foco.

- Mas por que não convencê-los a comprarem carros maiores? Quanto mais jovens comprando carros mais caros, melhor — disse outro sócio, que pelo visto, não entendia nada do que estávamos tratando.

- Não se trata de comprar carros mais caros, Sr. Welch — eu disse— É uma questão de quantidade de vendas. Os jovens não vão comprar carros caros, isso está fora de cogitação. Aliás, não há o que resolver além disso, certo? Portanto, quem é a favor do projeto de televisão?

Cinco dos oito sócios levantaram a mão. O que significa que o projeto seria executado. Dado o fim da reunião, sai para almoçar em um restaurante que era próximo à concessionária. Ao entrar no elevador, encontrei a jovem secretária, que estava descendo para almoçar.

- Estamos nos encontrando muito ultimamente — disse e ela sorriu.

- Por acaso — sorriu levemente.

- Está indo almoçar sozinha? — perguntei.

- Para falar a verdade, sim — ela disse.

- Seria grosseria da minha parte permitir que a moça passe sozinha seu horário de refeição, certo? Venha almoçar comigo — convidei-a — Não aceitarei um “não” como resposta.

- Sr. Grey, não sei se devo — disse com receio.

- Seria grosseria de sua parte recusar meu convite — sorri.

O elevador parou no décimo terceiro andar e a porta não se abriu. Este, por sua vez também não desceu, ou subiu. Ficou estagnado no mesmo ponto por alguns minutos.

Até que o botão de emergência ser acionado.

- Acho que o almoço vai demorar um pouco mais — sorri, e ela gargalhou — Muito bem, Srta. Steele. No seu crachá está escrito isso, mas qual é o seu nome?

- Anastácia — ela disse — nome muito incomum.

- É um nome bonito — disse

- Obrigada, mas me chame apenas de Ana, eu prefiro assim Sr. Grey

- Apenas Christian, Ana. Será que esse elevador não vai abrir nunca?

- Estamos aqui há cinco minutos — ela disse — desse jeito pode ser que não dê tempo de nós almoçarmos.

- Então quer dizer que aceitou meu convite? — perguntei vitorioso.

- Não afirmei nada — sorriu — mas se o elevador abrir… — deixou a frase morrer ao ver a porta do elevador se abrir.

- Vai ter que cumprir a promessa — sorri, pedindo para que ela passase à frente.

Notas finais
Gente me digam o que acharam okay ?'
Kisses *-*