Fica do meu lado?
15 Please, don't go
Notas iniciais
Depois de me acalmar, novamente a cena daquele cara entrando em casa passou pela minha cabeça, mas ao invés de ficar chorando peguei meu celular e liguei para a polícia:
– Alô? – disse em um sussurro para que o “assaltante” não pudesse me ouvir – Preciso de ajuda, u-u-um – gaguejei com medo – um homem entrou na cabana, ele está armado, meu namorado e uma mulher – senti uma lágrima escorrendo em meu rosto – eles estão com ele, eu consegui me trancar no banheiro antes que ele me visse.
– Calma senhora, me diz onde você está e mandaremos nossos homens – a mulher disse com uma voz serena.
Após passar o endereço e explicar como chegar à cabana, escorreguei novamente minhas costas pela parede e coloquei minha cabeça entre os meus joelhos, quando de repente meus pensamentos desapareceram porque o assaltante tinha novamente tentado abrir a porta do banheiro, e depois de muita insistência ele desistiu. Meus pensamentos invadiram novamente minha mente, e eu só conseguia pensar o que eu faria se o Eduardo estivesse morto, eu não conseguia parar de chorar, por isso coloquei minha cabeça de novo entre os meus joelhos e ouvi carros se aproximando, provavelmente era a polícia, então fui em direção à pequena janela e acenei para que eles vissem que eu estava ali. Percebi que havia muitos carros de polícia, e algumas viaturas de resgate, foi quando um homem veio até mim e disse:
– Se acalme, não vamos fazer nada que possa ferir as pessoas que estão aí dentro – disse calmamente – não saia do banheiro até que um de nossos homens venha te falar para sair ok?
Apenas assenti com a cabeça, consegui me acalmar um pouco apesar de estar tremendo muito, escorreguei minhas costas pela parede do banheiro, que agora estavam geladas por conta do tempo que eu havia passado na janela. Nesse momento eu só rezava, e pedia para que quando eu saísse daqui meu namorado estivesse vivo. Eduardo, ah Edu... Foi quando eu pudesse perceber que os policiais iam agir e que eles já tinham cercado a casa inteira.
– SE RENDE! SAIA IMEDIATAMENTE DA CASA! – Ouvi um policial gritando
– Ah então quer dizer que tem alguém aqui não é mocinho? Porque ninguém sabia que eu estava aqui, muito bem, agora você vai me proteger como um escudo – disse o homem, e eu ouvi perfeitamente. Pelo menos meu Edu estava vivo.
O homem abriu a porta, pois eu pude escutar o barulho dela se abrindo, e depois a única coisa que eu ouvi foi mais um tiro, e depois mais um... Meu deus será que agora ele tinha matado Eduardo de verdade? Ou seria ele que tinha morrido? Foi quando eu comecei a chorar mais ainda, todas as coisas começaram a passar pela minha cabeça.
Flashback on
“
– Ei bi, a gente precisa conversar.
– Ué bf, fala... — muito estranho, o Du nunca dava uma dessas, eu entrei em desespero, não conseguia olhar para ele.
– Eu sei que a gente se conhece a muito tempo — isso era verdade, eu conhecia ele fazia uns 7 anos — eu sei que nossa amizade não podia se afastar e acabar por isso, mais eu amo ela.. A Julia não gosta muito de você e nem da nossa amizade, eu acho melhor a gente se afastar. “
Flashback off
Esse dia, ah, eu me lembro, eu senti que meu mundo ia cair, eu me senti perdida, mas depois ele veio e me pediu desculpas e hoje estamos... NAMORANDO! Meu deus como isso é mágico. Mas agora eu estou aqui trancada em um banheiro enquanto o meu homem está correndo perigo, ou está morto. Foi quando eu percebi uma luz dentro do banheiro, e percebi que era um policial.
– A senhora já pode sair, não faça perguntas agora, por favor, e se possível saia com um casaco no rosto para que o homem não a reconheça. – o homem disse calmamente, mas ele estava nervoso. Algo estava muito errado
Eu tinha deixado um casaco no banheiro para minha sorte, o coloquei e em seguida coloquei o capuz cobrindo o meu rosto, destranquei a porta do banheiro e imediatamente coloquei o meu corpo para fora. Andei em direção à porta da casa e percebi que havia uma mulher encolhida e chorando muito na parte de fora, apesar de eu estar preocupada com o que tinha acontecido com o Edu, eu não pude deixar de parar para conversar com a mulher.
– Oi, desculpa incomodar, mas você é a mulher que estava lá dentro? – Eu disse me sentando ao seu lado.
Ela imediatamente levantou o rosto e abriu um pequeno sorriso
– Oi, sou sim, aquele homem era meu marido, ele achou que eu estava traindo ele com o meu melhor amigo e agora meu melhor amigo está morto e meu marido está preso – ela disse com lágrimas nos olhos – e você quem é?
– Bom, eu estava na cabana quando vocês entraram infelizmente meu namorado não conseguiu entrar no banheiro, mas eu consegui ai eu liguei para a polícia. E agora eu estou aqui tentando achar ele e me perguntando se ele está vivo – eu disse chorando muito, mas com um pequeno sorriso no rosto.
Ela passou as mãos em minhas costas em sinal de agradecimento e fez sinal para que eu fosse até a ambulância, eu me levantei e fiz o que ela disse, chegando até a ambulância olhei para dentro e lá estava ele, com soro, e com a perna sangrando, eu imediatamente entrei em desespero e comecei a chorar, foi quando uma voz me acalmou.
– Calma bebê, foi só um tiro de raspão, foi apenas para me assustar, eu tô bem, vem entra aqui – percebi que ele fazia sinal com a mão para que eu entrasse na ambulância
– Ai Eduardo, você está vivo – eu disse o beijando
– Claro que eu to idiota, você não vai se livrar de mim tão cedo, agora ligue para sua mãe e avise o que aconteceu antes que ela enlouqueça, peça para ela avisar a minha mãe e diga que estamos indo para o hospital. – ele disse beijando a minha mão e dando um leve sorriso
Eu sai da ambulância e imediatamente liguei para minha mãe, contei tudo o que tinha acontecido e obvio a senhora Anna tinha surtado, mas depois de eu acalmar ela pedi para que ela ligasse para a mãe de Eduardo e iriamos encontrar elas no hospital.. Eu tranquei a cabana e fui em direção a ambulância, tudo que era nosso iria ficar lá e depois pediria para que minha mãe me acompanhasse para buscarmos, porque Eduardo tinha que descansar para que pudéssemos viajar ao Caribe, nossas tão esperadas férias.
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