Notas iniciais
Então...Duas semanas depois aqui estou... E devo dizer que muito feliz pela resposta de vocês a fic, quero agradecer a cada comentário não só nessa fic, mas em Mr. Queen que finalizou sendo meu xodó e orgulho com 536 comentários, 118 favoritos, 4 recomendações e 65.546 visualizações, e tudo isso graças a vocês, um beijo para cada um de vocês que sustentaram essa fic maravilhosa, espero que FS vá pelo mesmo caminho.. Sem mais delongas, vamos ao capítulo.

– Felicity. – Encarei Sin que me chamava em tom de urgência. – Você poderia cobrir a mesa 07 para mim? – Pediu. – Eu preciso pegar o pedido da 14 e fechar a conta da 01.

– Claro. – Acenei passando a procurar novos cardápios, franzi o cenho ao não encontrar na costumeira bancada de sempre, passei a buscar na parte de cima dos armários. – Zach você viu algum cardápio por ai? – Ele negou rapidamente com a cabeça já concentrado nos pratos eu fazia com a ajuda de dois ajudantes, me abaixei para ver se tinham deixado cair e alguém tivesse chutado sem querer para a de baixo das bancadas, mas parei ao escutar um riso infantil, ergui minha cabeça especulando de onde havia vindo e se mais alguém havia o escutado, dei de ombros e voltei a me abaixar só para escutar novamente, agora eu tinha certeza de que havia uma criança por aqui, dessa vez fingi que não havia escutado nada e continuei a “procurar” os cardápios, andei lentamente até o armário adjacente e abri a porta de baixo em um rompante, o rosto delicado expressou medo, logo me arrependi do jeito que havia o abordado, não queria uma mãe histérica gritando comigo.

– Então você é o ladrão de cardápios? – Perguntei erguendo uma sobrancelha. Ele devia ter entre quatro e cinco anos, suas bochechas exercia uma atração para aperta-las e seus olhos de um azul tão intenso eram lindos, havia algo de familiar quando me encarou com o semblante sério. – Não se preocupe rapazinho. – Alisei seus cabelos loiros, ele se encolheu temendo ser tocado por um estranho. – Você não está em problema. – Falei. – Mas precisamos encontrar sua mãe. – Ergui-me ficando em pé e estendi minha mão para ele tentando passar confiança. – Você sabe me mostrar em que mesa ela está?

– Não. – Balançou a cabeça em negativa.

– Não se preocupe. – Repeti. – Eu andarei com você pelo restaurante, logo vamos encontra-la.

– Ela não está aqui. – Falou.

– Você está com seu pai? – Perguntei hesitante, ele balançou a cabeça em negativa mais uma vez, e comecei a ficar preocupada, como ele havia chegado aqui? Ele estava bem vestido, com roupas de qualidade, dificilmente um filho de alguém do Glades. – Você está com uma tia? Uma irmã mais velha? – Sugeri, uma nova negativa veio. – Com quem você veio querido?

– Um amigo. – Respondeu. – Eu entrei aqui para brincar de me esconder.

– Tudo bem. – Voltei a me ajoelhar em sua frente, sorri tentando soar simpática e acessível, a essa altura o som de panelas havia diminuído e eu sabia que estávamos sendo observados e ele também percebeu já que pareceu estar mais apreensivo. – Quantos anos você tem querido? – Seu queixo tremeu. – Está tudo bem, eu vou encontrar seu amigo. – Falei tocando em seu ombro. – Quantos anos você tem? – Repeti.

– Cinco. – Respondeu hesitante.

– E quantos anos tem seu amiguinho?

– Eu não sei.

– Ele é mais velho que você? – Assentiu. Balancei a cabeça e sorri. – Ele é mais velho do que eu? – Balançou a cabeça novamente confirmando, olhei para Sin que havia se aproximado.

– De quem é o pirralho? – A recriminei com um olhar. – Desculpe... De quem é o riquinho?

– Eu vou descobrir. – Respondi. Isso não era bom, uma criança bem nascida como certamente ele era poderia ser alvo de pessoas de má índole por aqui. – Qual o seu nome? – Perguntei, ele hesitou. – Eu sou Felicity. – Apresentei-me. – Você pode me chamar de “Lis” – Crianças nunca se apegavam a um nome inteiro, então tentei facilitar. – Agora que não sou uma estranha, você pode me contar. – Não era uma abordagem certa, Soar como se isso bastava, mas eu precisava encontrar sua família, eu não confiava nesse tal “amigo”. – Qual o seu nome querido?

– Connor. – Respondeu por fim. – Eu sou Connor.

– Olá Connor. – Sorri voltando a mexer em seu cabelo. – É um nome bonito, você pode me levar até seu amigo? – Perguntei me erguendo e estendendo a mão para ele, ele a pegou sem hesitar dessa vez, lancei um olhar para Sin, por sobre meu ombro. – Atenda a mesa 07, preciso cuidar disso.

– Antes você do que eu. – Murmurou se abaixando para pegar os cardápios.

Sin era uma boa garota, ela apenas assim como meu irmão tinha feito péssimas escolhas. Na verdade Sin era a melhor amiga de Roy, então com toda certeza que eles entraram nisso juntos, só que Roy havia ido um pouco mais fundo. Voltei a encarar Connor, eu precisava ressorver esse pequeno problema.

– Então garotão, onde você e seu amigo estavam? – Perguntei quando saímos da cozinha, atravessamos o balcão que servia de divisória, eu olhei em volta procurando algum adulto em busca de uma criança, mas ninguém parecia desesperado. – Tem certeza que ele está por aqui? – Franzi o cenho ainda olhando em volta, senti alguns puxões em minha mão e olhei para baixo, ele estendeu seu braço apontando além do vidro que nos separava da rua, segui a direção que ele apontava, meus olhos foram para o outro lado da rua, um homem alto estava de costas com o celular sendo sustentado contra o ouvido com uma mão, enquanto a outra deslizava pelo seu cabelo o bagunçando, um sinal claro de desespero. Meus olhos viajaram por seus ombros largos cobertos com um terno que se ajustava perfeitamente, o pânico que já estava se arrastando pela minha mente no momento em Connor apontou para ele, aumentou quando ele se virou e me encarou diretamente, vi-me presa mais uma vez no magnetismo do seu olhar.

Havia passado duas semanas desde a última vez que o tinha visto, desde que havia sentido a força do seu corpo contra o meu e o gosto dos seus lábios, duas semanas sem vê-lo e em vez de tê-lo tirado do meu sistema eu sentia meu corpo responder a ele apenas com um olhar, seu olhar me avaliava atentamente até que desceu até Connor, sua expressão se fechou, ele atravessou a rua em passos rápidos e decididos e eu sabia que nada de bom iria vir dali.

– Vamos querido. – Olhei para Connor. – Seu amigo parece ansioso para vê-lo. – Puxei sua mãozinha o guiando para fora do Big Belly, não importa o que Oliver teria a me dizer, dificilmente eu o deixaria fazer no local em que eu trabalhava.

Peguei toda a coragem que eu tinha e ergui meu rosto trazendo um falso sorriso nele, um sorriso provocador, um que fez com seus lábios se apertassem em irritação, não importa o que acontecesse, eu não deixaria esse homem me humilhar.

– Olá Sr. Queen. – O cumprimentei. Ele não sorriu, mas eu não esperava que ele o fizesse, ele apenas encarou Connor e estendeu sua mão para ele.

– Venha Connor. – O chamou em tom duro, a criança se encolheu. – Sr. Diggle irá leva-lo de volta ao carro. – Diggle quem eu descobri ser a representação de um grande armário com braços enormes se aproximou com um aceno. Connor o encarou e sorriu. Ao que parece considerava Sr. Diggle um amigo, porém antes de ir até ele voltou a me encarar.

– Tchau Lis. – O sorriso que exibiu foi tão doce que me peguei devolvendo com um sorriso terno, eu adoraria me agachar e despedi-me dele com um abraço, mas não faria isso na frente de Oliver que com toda a certeza interpretaria como fingimento, então apenas alisei seus cabelos.

– Tchau pequeno encrenqueiro. – Pisquei para ele que saiu conversando com o armário/Diggle. Oliver não disse nada até que eles tivessem se afastado o suficiente, cruzei os braços aguardando o ataque.

– O que a fez se aproximar dele? – Perguntou em tom acusatório. – Se fez isso pensando que pode me fazer...

– Eu sei que é difícil acreditar nisso... – O cortei. – Mas o mundo não gira a sua volta Sr. Queen.

– Difícil acreditar que isso é apenas uma coincidência. – Murmurou em tom ácido.

– Bem, você pode ficar com suas próprias teorias conspiratórias. – Dei de ombros. – Eu não poderia me importar menos. – Acrescentei. — Se você não tem nada mais do que me acusar eu preciso voltar ao trabalho. Entre e pegue um cardápio ou desapareça da minha frente. – Seus olhos desceram até o pequeno broche pregado ao meu uniforme, fiz uma careta interna ao perceber que ele estava lendo meu nome.

– Felicity. – Seus lábios evocaram o nome de uma forma tão sensual que senti minha pele esquentar apenas ao ouvi-lo. Quando seus olhos voltaram a encontrar os meus pude ler o desejo que estava presente neles. – Acredito que já provei do cardápio. — Apertei meus lábios em irritação, mas repus meu sorriso.

– Então não tenho mais nada o que fazer aqui. – Falei. – Já fiz minha boa ação de hoje, seu eu fosse você eu ficaria mais atento ao seu filho Sr. Queen, o Glades não é um lugar para se apresentar a uma criança. – Seu olhar se fez mais duro, eu sabia que não estava relacionado ao meu conselho, mas sim a minha última provocação, tão certa quanto o céu era azul eu tinha certeza que aquela criança carregava o sangue dos Queen, mas este não era assunto meu, eu havia me arrependido de ter o provocado com isso no momento em que falei, mas não ia retirar isso.

– Ele não é meu filho. – Falou entre dentes.

– Se você diz. – Inclinei minha cabeça o analisando. – Belos olhos. – Elogiei. – Os dele. – Acrescentei para irrita-lo, virei-me com o intuito de voltar para dentro, Sin sem dúvida nenhuma deveria estar resmungando e amaldiçoando o meu nome.

– Espere. – Escutei seu chamado e a contra gosto voltei a encara-lo, ele estava com sua carteira na mão. – Eu acho que você deseja ser recompensada pelos serviços prestados? – E era assim que se é tratado como um nada, eu já havia encontrando um ou outro cliente fora “Da cama”, mas maioria deles são casados e fingiam não me conhecer, o que era ótimo, este porém não apenas estava falando comigo, como estava me provocando, ao que parece tentando me desconcertar e para completar ele também sabia meu nome.

– Oh sim. – Falei entrando em seu jogo. – Mas acredito Sr. Queen.. – Aproximei-me tocando em sua gravata, deslizando meu dedo por ela, o provocando. -... Que o senhor já efetuou o pagamento. – Pisquei e me virei. – Até nunca mais Sr. Queen. – Não voltei a encara-lo. Segui andando balançando meus quadris exageradamente, esse homem tinha o poder de me tirar do sério, eu não o deixaria com esse poder, eu tomaria esse poder para mim.

POV OLIVER

A observei se afastar me provocando com o movimento sexy dos seus quadris, eu estaria mentindo se não admitisse que se estivéssemos próximos de uma cama já a teria despido, olhei novamente para o seu traseiro redondo, dane-se a cama, bastava que estivéssemos sozinhos. Ignorando a reação do meu corpo ante a ela me forcei a me mover e voltar para o carro voltando minha atenção para Connor, ele estava bem e sorria, havia me deixado preocupado com sua última brincadeira, mas contive minha vontade de repreendê-lo eu podia vê-lo apenas duas vezes por mês, de forma aleatória quando seu “pai” não estava na cidade, eu não podia estragar isso.

Pensar nisso levou meus pensamentos de volta a ela. Para Felicity, ela havia percebido que Connor era meu filho, isso não era algo que eu gostaria que fosse espalhado. Ela não pareceu se importar com a informação, mas eu tenho certeza que mais cedo ou mais tarde o faria, elas sempre fazem. “Até nunca mais Sr. Queen”. Eu não estava tão certo disso, não no que dependesse de mim. Tirei meu celular do bolso e cliquei na discagem rápida.

– Para quem você vai ligar Ollie? – Connor perguntou com sua curiosidade infantil.

– Para um amigo. – Respondi. – E então podemos jogar basebol o que você acha campeão?

– Vestido assim? – Perguntou observando minha roupa e para sua. – Você vai sujar, e mamãe não gosta quando chego sujo em casa.

– Não se preocupe. – Sorri. – Eu lido com sua mãe.

Ollie que surpresa! –Escutei a voz de Tommy soar do outro lado da linha. – Do que você precisa?

– De um contato. – Respondi sem demora.

POV FELICITY

– Esse não é um bom momento, Helena. – Falei assim que atendi o celular.

Eu sei que você deve estar no caminho de algo. – Suspirou. – Mas eu precisava falar com você é importante.

– Estou ouvindo. – Falei enquanto andava pelo meu quarto procurando minhas botas.

Roy me ligou. – Soltou de repente, parei bruscamente. – Ele disse que estava preocupado com você e que precisava saber como você estava, e disse que iria fazer uma visita surpresa em breve, que eu não deveria te falar nada. – Roy conhecia Helena, ela já havia estado com ele quando ela chegou a se envolver com drogas, ele sabia o que ela fazia e chegou a me perguntar como nós duas nos conhecemos e passamos a ser amigas, na época eu já trabalhava no Big Belly e havia encontrado uma vaga lá para ela, então foi a desculpa perfeita. Nunca passaria pela cabeça de Roy que a doce Felicity estaria vendendo seu corpo. Ele me visitava apesar dos meus protestos, mas sempre avisava antes e por poucos dias, despista-lo não era tão difícil, mas não assim de surpresa.

– Ele disse quando? – Perguntei pegando as benditas botas e começando a calça-las equilibrando o celular entre o ouvido e o ombro.

– Em um par de semanas acho. – Respondeu. – Felicity está tudo bem? Você já estava nervosa quando atendeu a ligação.

– Eu não sei. – Confessei. – Acho que estou em problemas.

– Por quê? – Perguntou apreensiva. – Que tipo de cliente ele agendou para você?

– Não é bem o tipo, mas quem. – A corrigi. – Encontrei um cliente no Big Belly hoje. Ele descobriu meu nome graças aquele maldito crachá.

– Mas como você sabe que é ele? – Estranhou. – Geralmente só sabemos quem é o cliente quando o encontramos no hotel.

– Por que não foi em um motel, ou apartamento luxuoso. – Respondi. – Eu estava com a noite completa até antes de vê-lo, mas depois recebi uma mensagem cancelando tudo e apenas com esse encontro e é na empresa dele, tudo está mensagem, andar, sala... Então eu tenho certeza de quem se trata, eu só não tenho certeza do que ele quer.

– O que ele poderia quer de você que não fosse sexo? – Conversar sobre seu filho que era mantido em segredo, me ameaçar, qual quer uma dessas coisas, provavelmente ambas. – Felicity?

– Eu preciso desligar Helena. – Falei saindo dos meus pensamentos. – Ou irei me atrasar.

– Ok. – Suspirou. – Tenha cuidado.

– Se Roy ligar...

– Essa conversa nunca aconteceu. – Concluiu. – Comece a treinar sua falsa surpresa.

– Boa noite Helena.

– Tchau Lis.

Encarei a tela do celular até que ela se apagou. Estava na hora de enfrentar o demônio.

[...]

Entrei no elevador aparentando calma, mas meu coração martelava com força, minha aparência exterior era um total contraste com o meu conflito interior, eu queria evitar vê-lo e ainda assim estava ansiosa para fazê-lo. Respirei fundo e me concentrei no que viria a seguir, eu precisava assumir o papel que havia criado, a única forma de enfrentar momentos como esses... Momentos de confrontos. Quando as portas se abriram endireitei meus ombros e ergui meu queixo, andei com desenvoltura analisando o local com interesse, eu já havia sonhado em entrar aqui, nunca imaginei que seria como a prostituta do CEO. O andar estava vazio, quase todas as luzes apagadas, não era de se surpreender, já era bem tarde, eu não podia imaginar como um homem podia perder tanto tempo dentro de um escritório.

– Você sabe contrariar uma garota. – Murmurei quando entrei em sua sala, estava sentado na cadeira atrás da mesa. Ele estava sem o terno, apenas com a camisa branca, as mangas levantadas até a região do antebraço, uma mão balançava uma caneta entre os dedos enquanto parecia analisar um documento, sua cabeça se ergueu ao ouvir minha voz e mais uma vez senti o impacto do calor do seu olhar, esse homem... Seria a minha perdição, eu tenho certeza. – “Até nunca mais Sr. Queen.” – Prossegui notando que ele apenas me observava. – Não são palavras muito difíceis de entender. – Eu estava provocando um cliente, quando eu já deveria estar em seu colo, eu havia enlouquecido.

– Eu não sabia que você podia se dar o luxo de escolher. – Analisou-me. – Meu dinheiro não vale o mesmo que o dos outros?

– Você não me chamou aqui para transarmos. – Dei de ombros. – Você quer conversar.

– Então eu devo ser o primeiro homem que paga um valor exorbitante apenas para conversar com uma prostituta. – Seus olhos desceram pelo meu corpo. – Não veio vestida para seduzir? – Perguntou fazendo menção ao fato de estar com roupas simples, nada de decotes e vestidos curtos.

– Nós dois sabemos que não preciso estar vestida de forma provocadora. – Sorri. – Não para te seduzir. — O observei engolir em seco. – E como eu disse você me chamou aqui para conversamos, está com medo de que eu acaba falando sobre um certo garotinho loiro e olhos azuis com algum ouvido curioso. Talvez o de um repórter. – Observei sua mandíbula tencionar.

– Já está fazendo os cálculos? — Perguntou em tom cortante. – Os números já chegaram a sua mente. – A insinuação de que eu era uma chantageadora estava ali, uma oportunista, era assim que ele me via, mas eu não estava surpresa com isso e sequer pestanejei quando ele o disse, pelo contrário, me aproximei dele e me apoiei à mesa em sua frente, ele deslizou a cadeira um pouco para trás dando-me espaço, mas me detive ali.

– Eu não sei Sr. Queen. – Soltei o ar soando relaxada, embora estivesse longe disso. – Eu nunca fui boa com números. – Menti. Eu era ótima com números, com apenas um computador eu podia deixar muito desses homens ricos e poderosos, bem menos ricos e poderosos e isso incluía ele. – Mas não se preocupe. O que você faz da sua vida, a quantidade de filhos que você tem por ai... Não me diz respeito, eu não estou interessada e nem tenho a intenção de falar sobre o pequeno Queen, e veja só! – Toquei seu ombro com a ponta do dedo o provocando. – Não vai custar um centavo da sua fortuna. – Sua mão agarrou meu pulso antes que eu pudesse afastar meu braço, sua expressão era séria, o aperto era firme e ainda assim não me machucava.

– O que você quer?

– Nada que você possa me dar. – Retruquei.

– Não quer meu dinheiro?

– Eu penso que você pode continuar com seu dinheiro para si. – Respondi soando aborrecida, eu sei que estou sendo tola, que se fosse outra garota estaria aceitando o dinheiro e talvez quitando minha dívida, mas não faria isso à custa de um garotinho e uma coisa era certa eu jamais aceitaria o dinheiro de Oliver Queen.

– Como posso ter certeza que não sairá daqui diretamente para um jornal? – Perguntou.

– Você não pode. – Meneei a cabeça. – Sinto muito sobre isso, mas vai ter que confiar em mim.

– Isso nunca vai acontecer. – Respondeu de pronto.

– Então vai ter que ficar na dúvida. – Dei de ombros. – Não que eu me importe com isso. – Encarei sua mão e subi meu olhar até seu rosto novamente. – Agora eu posso ir? – Seu próprio olhar baixou até o ponto em que nossas peles se tocavam e seu polegar passou a fazer círculos na parte interna do meu pulso, tentei ignorar a onda de calor que se espalhava desde a pequena região por todo o meu corpo. Minha respiração parou por um breve segundo enquanto observava ele erguer meu pulso, leva-lo até seus lábios e plantar um beijo lá, senti seu fôlego contra a minha pele e mordi o lábio inferior abafando qualquer ruído que eu pudesse fazer.

– Você não vai agora. – Falou com a voz rouca. – Eu disse a você na outra noite, eu ainda não terminei com você. – Soltou meu pulso se encostando completamente ao encosto da cadeira. – Eu não a paguei hoje apenas para trocar meia dúzia de palavras.

– O que você quer Oliver? – Se notou meu deslize em chama-lo pelo primeiro nome não comentou, em vez disso voltou a me avaliar com interesse.

– Tire o casaco. – Mandou. Afastei-me da mesa incerta do por que uma frase tão curta tinha o poder de elevar meu pulso tão rapidamente, levei minhas mãos ao casaco e desabotoei meu sobretudo com mãos firmes o tirei jogando nas cadeiras atrás de mim. – E agora?

– Eu gostaria que não estivesse de calça. – Falou. – Preferia que estivesse de saia, assim apenas a ergueria até os quadris e a tomaria em minha mesa. – Ergui uma sobrancelha com sua frase direta. – Livre-se dela. – Levei minhas mãos ao cós da minha calça...

– Espere. – Ordenou. Parei no ato e o encarei aguardando. – Primeiro a blusa. – Exigiu. – Eu quero vê-los. – Quase fiz careta pelo fetiche masculino mais clichê e antigo que existia, homens não pensavam muito quando se tratavam de seios, segurei a bainha da minha blusa e a tirei jogando-a junto ao casaco, sacudi meus cabelos os ajeitando, quando o sutiã se juntou a pilha seu olhos exibiam um brilho predatório, sem esperar que falasse mais alguma coisa finalmente tirei minhas botas, calça jeans e por último minha calcinha, agora eu estava completamente nua em frente a ele e tudo o que fazia era me observar, seus olhos viajavam por cada linha do meu corpo, eu estava totalmente vulnerável em frente à ampla janela de vidro e ainda me sentia totalmente à vontade concentrada apenas nele.

Seu corpo se ergueu da cadeira com elegância, ergui meu queixo enquanto rodeava-me lentamente, sempre observando atentamente, o homem estava completamente vestido e não me tocava e ainda assim conseguia me deixar totalmente desejosa de seu toque.

– Seu corpo é perfeito. – Pisquei surpresa pelo elogio, ele era frio e calculista, não esperava uma palavra de elogio vindo dele, mas em se tratando do meu corpo ele mesmo já havia dito que era tudo o que lhe interessava.

– Eu poderia dizer o mesmo. – Retruquei e o encarei de soslaio. – Mas não há muito que ver para elogiar. – Murmurei chamando atenção para suas roupas ainda vestidas. Senti um dedo correr pela minha espinha e deslizar pela lateral do meu seio e roçar o bico como resposta, estava ficando cada vez difícil me controlar, a antecipação só me fazia ficar cada vez mais alerta. Estremeci quando seu dedo deslizou entre meus seios, seu rosto estava tão próximo agora, estava em frente ao meu, seus olhos nunca desviaram dos meus enquanto descia lentamente pela minha barriga e entrava em minha abertura. A essa altura gemi, um gemido baixo e rouco, seus dedos moveram-se dentro de mim, sua outra mão segurou minha cintura e me guiou até a mesa empurrando tudo que estava em cima e me sentou lá com as pernas abertas com ele entre elas.

– Você está molhada. – Murmurou deslizando seus dedos dentro de mim.

– Vamos falar do óbvio agora? – Ironizei enquanto ele prosseguia me tocando, provocando e me levando a loucura, segurei o tecido da sua camisa com força enquanto ele seguia brincando comigo. Quando pensei que finalmente meu corpo receberia o alivio que precisava ele tirou sua mão e envolveu meu pescoço com ambas, inclinou minha cabeça e me beijou, eu não havia esquecido disso, de como era beija-lo, de como ele conseguia ser tão possessivo apenas com um beijo, seus lábios sujeitavam os meus, sua língua deslizava na minha, seu beijo era erótico e invocava sexo, não era um beijo de cinema, não havia nada doce e romântico em Oliver, seu beijo era puro sexo.

Deslizei minhas mãos entre nossos corpos e puxei sua camisa de dentro da calça, o abracei deslizando minhas mãos em suas costas por dentro da camisa, ele se afastou apenas para se livrar dela e curva-se dando atenção aos meus seios agora com os lábios, apertei sua pele com força sentindo sua maciez, quando senti a leve mordida em meu seio decidi que já não suportaria por muito tempo, levei minhas mãos ao bolso traseiro da sua calça tendo certeza que encontraria a camisinha ali, não resisti e apertei sua bunda o provocando, puxei a camisinha do bolso direito e entreguei a ele para abri-la enquanto eu me ocupava de abrir o botão e zíper de sua calça e a descer por seus quadris, não tomou muito tempo, logo ele já havia colocado a camisinha e separado minha pernas com as suas, penetrando-me com toda a sua extensão, gememos ao sentir o contato intimo, ele segurou meu cabelo com força enquanto tomava posse da minha boca novamente e mexeu seus quadris assumindo o ritmo que tanto queríamos, envolvi minhas pernas em sua cintura o levando mais firmemente contra mim, a maneira como se movia devia ser ilegal, eu estava viciada em seu corpo e esta era apenas a segunda vez que estávamos juntos, era puro erotismo, eu estava em brasas, nossos corpos moviam-se com arrebatamento uma e outra vez, nossos corpos suados pelo atrito que só aumentava, minhas unhas arranhando-o devido a força com eu o segurava mantendo-me firme enquanto ele impulsionava em um ritmo viciante, não demorou muito, logo senti o orgasmo se alastrar por todo meu corpo enquanto seus quadris empurravam uma última vez e sentia seu próprio corpo estremecer em resposta a sua liberação.

Aguardei nossas respirações voltarem ao normal e que ele retirar-se de mim. Quando o fez seu nariz deslizou pelo meu pescoço absorvendo meu cheiro, seus olhos seguiam mantendo contato comigo. Deslizei da mesa e passei a me vestir enquanto ele se recompunha e ajeitava suas roupas, não vestiu a camisa e isso teve o poder de me deixar desnorteada, seu corpo era lindo, era pura masculinidade.

– Isso não acaba aqui. – Murmurou ao observar que eu já me ajeitava para ir embora. – Eu a verei de novo.

– Não foi o bastante? – Perguntei soando irritada, eu tinha o melhor sexo da minha vida com ele, mas sentia que a cada fez que o fazia entregava mais do que o meu corpo, e eu não podia me dar o luxo de fazer isso. – Não deveria ser o fim?

– Isso só vai acabar quando eu o disser. – Falou em tom brusco. – E eu ainda não decidi que já basta. Por hora você me pertence. – Ri ao escutar sua última frase.

– Eu não pertenço a ninguém Sr. Queen. – Retruquei. – Sequer a mim. Não cometa o erro de pensar isso, eu não sou exclusiva. – Concluí. Ele voltou a se aproximar com o olhar frio e tomou posse dos meus lábios com força. Quando nos separamos mais uma vez minha respiração falhava.

– Enquanto você estiver comigo, as horas que passar comigo... Você é minha. – Murmurou sem me liberar. – Minha. – Repetiu. – Eu a chamarei quando quiser, na hora que quiser e quando você vir certifique-se de não ter estado com ninguém antes. – Continuou em tom duro. – Eu não quero sentir o cheiro de outro em você. – Inclinou a cabeça e me soltou. – Você entendeu Felicity?

– Sim. – Falei em um só fôlego, ele assentiu e entendi que essa era me deixa, vesti meu casaco e afastei-me, porém o lado que não gosta de ser deixada sem a última palavra fez com que eu me virasse e o encarasse. – Oliver? – Ele me encarou aguardando que eu continuasse. – Se faz tanta questão de não obter as sobras... Certifique-se de ser o primeiro a me chamar. – Murmurei com um falso sorriso. – Talvez eu não esteja sempre disponível para você, sabe como é... Tenho a agenda lotada. – Finalizei antes de me virar deixando-o sozinho no escritório, eu era dele... Ri com o pensamento, não havia chances nessa vida de eu pertencer a alguém e muito menos a Oliver Queen.

Notas finais
Obrigada pela atenção e carinho, aguardo vocês nos comentários... Xoxo LelahBallu