Notas iniciais
Bom dia meus amores!! Eu realmente estou muito feliz com a repostas de vocês para essa fic, estou adorando cada comentário que recebo, e quero agradecer em especial a "luna_loveggod", "Lali", "Mika" e "Keila Conegundes" pelas recomendações lindas que atribuíram a fic, quero deixar meu muito obrigada a vocês, quero dedicar esse capítulo a vocês e a mais duas garotas: Iza e May, que tentaram recomendar a fic e não conseguiram até o momento, o que vale é a intenção flores, e eu as agradeço. Quero também informar que fiz um "Teaser" da fic, vou deixar o link nas notas finais para quem tiver interessado ver, em fim acho que é só, espero que curtam o capítulo e que eu não as decepcione...

Eu estava ávida por um banho.

Andava pelas ruas escuras do Glades com pressa, já pensando no momento em finalmente teria o tão merecido banho, cada transa, cada homem diferente, sempre me faz ficar ansiosa para limpar meu corpo logo em seguida, eu havido achado um pouco divertida a exigência de Oliver sobre não chegar com o cheiro de outro... Por que eu odiava isso, era mais do que apenas higiene, eu me sentia suja, não apenas meu corpo, mas EU me sentia suja. Eu teria usado o banheiro do hotel se o cliente da vez não fosse um bruto do qual eu queria me afastar e não confiava ficar no mesmo cômodo que ele por muito tempo. Aproveitei que o idiota tinha tirado seu cochilo pós-sexo e saí rapidamente do quarto de hotel, infelizmente não havia taxis por perto, de forma que agora eu estava caminhando, agasalhada com meu sobretudo e atenta a qualquer movimento vindo dos becos escuros, suspirei aliviada quando vi a lateral do prédio velho em que eu vivia e sorri ao me imaginar dentro do meu único artigo de luxo em meu apartamento: Minha banheira.

– Socorro! – Parei alarmada ao escutar o grito feminino, escutei o baque de algo se chocando, meu coração começou a acelerar devido ao medo, mas ao escutar o segundo grito sendo abafado e a voz de um homem a mandado calar a boca minhas pernas ainda trêmulas se moveram em direção ao grito, andei de vagar me aproximando do beco escuro, me agachei para pegar a garrafa jogada ao lado da lixeira aberta e observei a cena em minha frente. Ele estava em cima dela, passando a mão em seu corpo e tapando sua boca com uma mão, ela chorava e protestava tentando chuta-lo, sua blusa estava aberto, fiquei enojada com a cena, me aproximei dele e quebrei a garrafa em sua cabeça, corri até ela enquanto ele saia de cima dela desnorteado, ela tentou se ergueu tropeçando no processo, a puxei pela mão a arrastando, mas ele havia se recuperado e me puxou pelo cabelo.

– Corra! – Gritei para ela antes dele cobrir minha boca e me empurrar contra a parede com força, minha testa se chocou com a parede antes dele me virar contra si, sujeitando seu corpo contra o seu, o chutei nas bolas antes de assimilar de quem se tratava. Quando ele se agachou gemendo de dor o reconheci. – Cooper. – O encarei com nojo, ele por sua vez me olhou surpreso.

– Droga é a puta preferida do...

– Isso mesmo. – Falei agora me enchendo de coragem. – Não acho que ele vá gostar desse presentinho que você me deu. – Murmurei levando minha mão até minha testa que sangrava um pouco. – Vá embora. – Ordenei observando que a mulher não havia ido embora, ela estava segurando um pedaço de pau e nos encarando com receio. – Antes que eu arranque suas bolas. – O ameacei. Ele me olhou com desprezo antes de se erguer com dificuldade e ir embora.

– Você está segura. – Murmurei para a loira em minha frente. Ela assentiu ainda com lágrimas e jogou o pedaço de madeira de lado, encarei o estado de suas roupas e estendi minha mão. – Venha comigo, minha casa está por perto, não podemos continuar aqui. – Ela assentiu e aceitou minha mão, deixando-me guia-la até meu prédio. – Desculpe, não temos elevador. – Falei indicando as escadas, recebi mais um aceno de cabeça como resposta. Quando chegamos a frente à porta do meu apartamento a encarei de lado antes de abri-la, ela entrou hesitante.

– Obrigada. – Murmurou quando acendi as luzes da pequena sala e tirava meu casaco.

– Não por isso. – Sorri tentando tranquiliza-la, então a encarei com seriedade. – Eu preciso perguntar... Ele chegou a...

– Não. – Negou de pronto. – Você chegou no momento certo.

– Aquele filho da ... – Interrompi-me dando-me conta que isso era a última coisa que ela precisava escutar. – Você está bem?

– Sim. – Falou após alguns segundos de hesitação. – Eu sou Sara. – Ergueu a mão livre, com a outra segurava os lados de sua blusa.

– Felicity. – Devolvi. – Olhe Sara, eu sinto que nós duas precisamos de um banho, eu tenho um banheiro no meu quarto. – Falei acenando em direção ao pequeno corredor. – Você pode usa-lo, eu trarei algumas roupas minhas para você se trocar.

– Obrigada. – Voltou a agradecer. – Por ter me salvado lá e por agora. – Encarou minha testa. – Você se machucou, sinto muito.

– Não se preocupe com isso. – Ardia como o inferno, mas não queria que ela se sentisse mal por isso. – Há um banheiro no fim do corredor, eu vou usa-lo. A propósito há alguém para quem você deseja ligar? – Perguntei enquanto andava até meu quarto, ela me seguia em passos lentos. – Alguém que possa vir busca-la? Você não pode ir embora sozinha.

– Sim. – Respondeu. – Um amigo, mas o... Ele roubou me celular. – Acrescentou.

– Você pode usar o meu. – Falei me curvando para pegar meu celular de dentro da minha bota. Ela me encarou surpresa, dei de ombros. – O Glades não é um bairro de família. – Falei antes de entregar o celular. – Mas acho que você já sabe disso. – Caminhei até meu guarda roupas pegando algo que ela pudesse usar, eu não era tola, sabia que ela estava me observando com curiosidade, ela já sabia que eu não era uma universitária voltando de uma festa, meu apartamento era simples, até mesmo medíocre e minhas roupas eram caras e de luxo, sem falar em sensuais e depois do breve diálogo com Cooper eu tinha certeza que ela já havia entendido do que eu vivia, que ela não me olhasse julgando havia me surpreendido e provocado uma simpatia instantânea.

– Ligue para seu amigo. – Falei. – Provavelmente eu demore um pouco no banheiro, se ele chegar antes abra a porta apenas se tiver certeza de que é ele, qualquer coisa há um taco de basebol ao lado da porta. — A deixei com uma toalha e roupas, peguei algumas para eu usar e me afastei. O banheiro do fim do corredor era muito pequeno e continha apenas o chuveiro, nada de banheiras, este banheiro era usado por Roy quando ele morava comigo, mas teria que servir. Tomei meu tempo no banho ignorando a dor onde eu havia sofrido a pancada, quando por fim terminei o banho fiz um rápido curativo, sequei meus cabelos e amarrei em um rabo de cavalo, vesti meu pijama e me encarei no pequeno espelho, olhando assim, desse jeito, eu parecia como a velha Felicity, eu era mais a Lis de Roy. Desviei meus olhos do espelho, eu não era mais como antes, eu havia perdido isso.

– Conseguiu falar com seu amigo? – Perguntei para Sara enquanto caminhava para a cozinha que era separada da sala por um balcão, ergui meu rosto quando parei atrás dele, ela assentiu confirmando.

–Deixei seu celular em cima da cama. – Falou então me encarou por um momento, uma pergunta vinha por ai. – Quando eu desliguei a chamada uma mensagem chegou. – Falou. Franzi os lábios percebendo o que significava. – Eu não queria me intrometer...

– Está tudo bem. – A interrompi. Olhei para pedra fria do balcão. – Você já suspeitava não é mesmo?

– Sim. – Respondeu.

– Isso não te incomoda? – Franzi o cenho. – Está vestindo roupas de uma prostituta? De uma puta?

– Eu não sei do que você está falando. – Meneou a cabeça. – Eu estou vestindo as roupas da mulher que me salvou de ser brutalmente violentada. Apenas isso importa. – Pisquei surpresa com o que disse e baixei a cabeça ocultando qualquer fragilidade, ninguém fora Roy e Helena havia me tratado como um ser humano antes. Voltei a encara-la e peguei duas xicaras em cima do balcão. – Chá? – Ela assentiu com um sorriso.

– Eu adoraria. – Respondeu, nesse momento uma pancada soou na porta.

– Deve ser seu amigo. – Falei tentando tranquiliza-la. – Você pode abrir? – Apontei para o taco ao lado da porta. – Use-o se precisar. – Virei-me sem esperar a resposta procurando por uma panela para esquentar a água, no momento em alcancei na parte de baixo do armário escutei sua voz profunda e baixa. Isso não poderia está acontecendo, de jeito nenhum que Oliver Queen estava em meu apartamento, isso só poderia ser minha imaginação, não poderia ser verdade. Mas ele continuava a falar em tom baixo e preocupado com Sara, eu estava tentada a continuar me escondendo, fazia apenas um dia que tínhamos nos vistos, apenas um dia desde que tinha declarado em tom rouco e que não admitia uma resposta contrária que eu era dele, eu queria apenas continuar escondida, mas eu não podia fazer isso, eu não me esconderia de Oliver em minha própria casa. Ergui-me de vez meus olhos encontrando o casal abraçado. É talvez eu devesse voltar para baixo. Sem perceber pousei a panela no balcão com força.

Seus olhos me fitaram e aquela já familiar corrente elétrica atravessou meu corpo. Ele franziu o cenho e afastou Sara, ela alternou seu olhar um para outro.

– Ah Ollie, esta é Felicity. – Sua mão pousou em seu antebraço, eu estava confusa por que acompanhei o movimento com interesse. – Ela me salvou. Por um momento tudo o que fiz foi encara-los, quando ela disse amigo, será que significava “amigo”? – Felicity este é Oliver Queen. Oliver me encarou esperando uma resposta, o desafio estava estampado em seu rosto, se ele esperava um deslize meu... Que continuasse esperando.

– Prazer em conhecê-lo Sr. Queen. – Falei erguendo minha mão, estendendo meu braço por cima do balcão desafiando-o a pega-la. Ao que parecia tudo entre nós era um desafio, dei-me conta então que esta era a primeira vez que o via sem o costumeiro terno, não importava o que ele estivesse vestindo, ele ainda parecia incrivelmente apetitivo. Ele se aproximou com um sorriso mínimo nos lábios, ele não recuaria, sua mão envolveu a minha, o calor passando através de seu toque, seus olhos correram por meu rosto até se fixar no curativo improvisado.

– Você está machucada. – Senti a pressão de sua mão em torno dos meus dedos aumentar ao mesmo tempo em que via seu rosto ficar tenso. Puxei minha mão me livrando do aperto.

– Eu estou bem. – Falei automaticamente. – Não foi nada. — Encarei Sara que nos observava com curiosidade.

– Ela se machucou quando ele a pegou. – Sara o informou.

– Acho que vou fazer aquele chá. – Falei voltando a pegar na panela.

– Obrigada Felicity. – Sara falou com ar de desculpa. – Mas preciso ir. – Eu assenti concordando. – Dei a volta no balcão pegando o olhar inquisitivo de Oliver que observava minhas pantufas com atenção, o que ele queria? Que eu andasse de salto antes de dormir?

– Não foi uma melhor maneira de nos conhecermos... – Falei com um sorriso sincero.

– Eu sei. – Concordou. – Mas eu fico feliz em tê-la conhecido. – Falou antes de me surpreender com um abraço, por um momento fiquei tensa em seus braços até que acabei devolvendo o abraço. – Obrigada de novo.

– Não por isso. – Murmurei me afastando. Ela caminhou até a saída deixando Oliver para trás.

– Nós vamos falar sobre isso. – Falou em tom baixo olhando para porta entreaberta Sara havia ido para as escadas, não poderia vê seu breve momento comigo.

– Outra de suas teorias conspiratórias? – Perguntei erguendo minhas sobrancelhas. – Vá. – Mandei. – Sua amiga o está esperando. – Ele se moveu rápido se aproximando de mim, recuei até que estávamos ocultos pela porta. Era isso, bastava ele se aproximar e minha respiração estava ofegante, meu pulso rápido, como se eu tivesse ocorrido meia maratona e tudo que ele havia feito era envolver sua mão no meu pescoço, um polegar roçando meus lábios os separando, pensei que ele me beijaria aqui com sua amiga por perto, almejei isso, tanto que em um gesto involuntário a ponta da minha língua roçou a sua pele, seus olhos me fitaram com desejo, mas se afastou de repente, talvez obtendo um momento de lucidez, um que eu deveria ter tido.

– Nós vamos conversar. – Repetiu.

– Eu não sei se você percebeu Sr. Queen. – Inclinei minha cabeça analisando sua reação. – Mas não conseguimos ficar no mesmo recinto ,sozinhos e não nos tocarmos, conversa será a última coisa que faremos. – Falei. Ele recuou como se tivesse dado conta neste momento do que havia acontecido e saiu sem dar mais nenhuma palavra. Tranquei a porta encostando-me nela, tomando um tempo para obter meu controle de volta. O que havia com aquele homem que conseguia com que eu perdesse toda a prudência?

POV OLIVER

– O que foi isso? – Sara perguntou quando me aproximei dela, ela já havia descido alguns graus das escadas e estava encostada a parede me aguardando. – Por que demorou tanto tempo?

– Eu precisava agradecê-la. – Menti. Em nenhum momento havia agradecido a ela, este foi um erro, mas a surpresa de encontra-la ali, de vê-la tão... Natural havia nublado minha mente. Ela estava diferente, ela parecia mais jovem, eu não sabia exatamente qual era sua idade, com sua atitude e a maquiagem pensei que fosse um pouco mais velha. O que me irritava era que ela estava sem qualquer maquiagem, usava roupas confortáveis para dormir e... Pantufas? E ainda assim eu estava excitado, apenas estando com ela e minha mente já dava voltas tentando encontrar alguma forma de deixar Sara em casa e voltar para leva-la contra aquela maldita parede, apenas o pensamento de que ela havia estado com alguém mais cedo havia me impedido.

– Isso é bom. – Sara falou tirando-me dos meus pensamentos. – Ela foi incrível. – Passou a descer as escadas, a segui enquanto a ouvia. – Ela é uma boa pessoa Ollie, é uma pena que tenha que viver assim...

– Assim? – Perguntei intrigado, Sara já havia se dado conta de que ela se vendia para ganhar dinheiro?

– Olhe para esse lugar Ollie. – Fiz como pedia e notei pela primeira vez a decadência em que o prédio estava, havia estado tão preocupado com Sara que não havia assimilado. – Está horrível, seu apartamento é organizado, tem seu toque aconchegante, mas não é muito diferente. -

– É a realidade de milhares de pessoas. – Dei de ombros não querendo da importância a isso, eu não queria me importar com ela, tudo funcionaria entre nós dois desde que se resumisse a sexo. – Não podemos salvar a todas. – Sara me lançou um olhar aborrecido por cima do ombro e permaneceu em silêncio até que descemos as longas escadas e entrou no carro. – Apenas fale logo. – Murmurei quando percebi que ela ainda me encarava contrariada. Liguei o carro e passei a acelerar deixando o prédio para trás.

– Isso me irrita. – Falou por fim. – Você com essa sua atitude cética, onde ninguém merece sua pena e todos são culpados até que prove o contrário, eu sei que você teve péssimas referências, mas não somos todos iguais.

– Eu sei que você não é. – Falei lançando lhe um olhar de esguelha.

–Por que você me conhece há anos Ollie. – Retruquei. – Por que não me deixo ofender por suas palavras ácidas. Mas desde que seus pais morreram você vem afastando a Tommy e a mim.

– Por que você está trazendo isso agora? – Perguntei começando a ficar irritado. – Por causa de Felicity? – Perguntei incrédulo.

– Por que não temos tido uma conversa decente há muito tempo. – Resmungou. – Deus Ollie você se casou e nem sequer nos chamou para o casamento, não que eu gostasse de Isabel, fiquei muito feliz por ter se separado daquela vaca, mas eu queria ter tido a oportunidade de ter colocado algum juízo em sua cabeça. Por que você se casou com ela?

– Por que era conveniente. – Dei-lhe uma resposta curta, não falaria mais sobre isso, meu casamento com Isabel foi baseado em um contrato em que me devolveria minha empresa se volta, a deixei pensar que havia seduzido o filho de seu ex-amante apenas para tomar a minha empresa de volta, planejei cada detalhe daquele contrato com cuidado, ela queria casar com um Queen, eu queria minha empresa de volta, simples assim. – E o sexo era bom. – Acrescentei apenas para irrita-la, eu não havia tocado em Isabel, tudo entre nós dois havia sido frio e calculado. Ela franziu os lábios irritada, não houve mais perguntas até que alcançamos sua rua, do outro lado da cidade, longe do Glades. – Por que você não chamou Tommy? – Perguntei quando entrei em seu apartamento.

– Por que você nunca muda seu número. – Respondeu com um sorriso. – Tommy não consegue parar com um número, o seu era o único que eu me lembrava.

– Você usou o celular dela para ligar para mim? – Perguntei.

– Sim. – Assentiu. – O que me faz lembrar que tenho que devolve suas roupas...

– Sara. – A interrompi. – Você realmente está bem?

– Eu vou. – Deu de ombros. – Quando passar o susto.

– Você deveria ligar para o seu pai. – Alertei. – Não só para consolo, ele vai encontrar esse cara.

– Eu sei. Mas não quero colocar Felicity em problemas. – Confessou, franzi o cenho a escutando. – Ela parecia conhecê-lo.

– O cara que a machucou? – Por que eu havia focado nisso eu não entenderia.

– Sim. – Assentiu. – Quando ela conseguiu ataca-lo, ela disse seu nome.

– Seria um amigo? Um namorado? – Talvez um cliente? .

– Não acho. – Balançou a cabeça negando. – Havia nojo quando o disse.

– Qual era o nome?

– Você não vai atrás dele.

– Qual era o nome dele Sara? – Exigi.

– Ollie não, é melhor não. – Sentou-se no sofá.

– Ela o conhece. – Expliquei. – Você está salva, mas ele a conhece, ele pode ir atrás dela.

– Você está preocupado? – Perguntou incrédula. – Com Felicity?

– Não. – Eu não estava. Qualquer ideia oposta era ridícula. – Mas eu não sou um monstro, ela te salvou...

– Eu se, e sou grata a isso, mas do que você pode imaginar, mas eu sinto que dizer o seu nome pode apenas piorar as coisas para ela. – Sara estava me escondendo algo e era sobre Felicity. – Eu estou cansada Ollie. – Falou em tom de dispensa. – Obrigada por ir a meu encontro quando precisei, mas eu preciso dormir.

– Boa noite. – Murmurei antes de beija-la em seu rosto. – Se não quer falar com seu pai me deixe cuidar disso, me diga o nome dele. – Voltei a pedir antes de me erguer e caminha até a saída, ela me acompanhou e se despediu com um último aceno. Sem a ajuda de Sara só havia um jeito de eu pegar o nome, indo direto a fonte, eu teria que falar com Felicity e droga se eu não estava ansioso por isso.

POV TOMMY

Parei em frente à porta com as mãos tremendo de fúria, Ollie havia me ligado há uma hora me informando do que havia acontecido, em com uma frase curta e grossa havia dito que Sara precisava de mim.

– Tommy. – Piscou sonolenta e soando surpresa. – O que...

– Ollie me ligou. – Falei entrando em seu apartamento sem esperar por um convite. – Você está bem? – Virei-me a encarando, ela cruzou os braços me analisando.

– Você poderia ter esperado até amanhã para me perguntar. – Retrucou.

– O inferno que podia, eu estava preocupado!

– Bem, eu estou bem. – Falou se aproximando e segurando meus braços. – Eu prometo, sou bem mais forte do que você imagina. – Sem hesitar a puxei para meus braços, apoiei minha cabeça na sua absorvendo o cheiro do seu xampu.

– Por que você estava lá? – Perguntei ainda a abraçando.

– Eu estava voltando do Verdant. – Falou. – Meu primeiro dia lá e já arranjei encrenca. – Riu.

– O que aconteceu com seu carro? – A afastei observando seu rosto.

– Eu não sei. Simplesmente não pegava, pensei em ligar para você... – Confessou. – Mas você estava ocupado. – Olhou-me brevemente. – E todos os taxis estavam ocupados, suponho que este foi um daqueles dias “Era para acontecer.” – Completou indo até o sofá e me puxando consigo, voltei a abraça-la quando sentei ao seu lado, sentindo a pele macia do seu braço com a ponta dos meus dedos.

– Ollie falou que uma garota te ajudou. – Comentei.

– Sim. – Confirmou sua voz saindo sonolenta. – Eu acho que ele já a conhecia. – Acrescentou.

– Por que você diz isso?

– Por que nunca vi Oliver tão tenso perto de uma mulher. – Respondeu se aconchegando mais. – Tommy Merlyn você é um ótimo travesseiro. – Murmurou fechando os olhos, sorri com o que disse, não seria nada bom admitir que meus pensamentos no momento não tinham nada de inocentes, todos envolviam deita-la em uma cama sem a camisola sensual que usava, me movi inquieto com o pensamento de tê-la em baixo de mim, não era certo, Sara era minha melhor amiga, eu não conseguia levar um relacionamento a sério, ela merece mais do que isso, observei seu rosto notando que ela havia caído no sono e suspirei, eu realmente estava fodido. Depois de um tempo a observando a ergui nos braços e a levei para seu quarto, quando a depositei na cama não foi o mesmo cenário que havia imaginado, mas foi tão bom quanto, por que não consegui me afastar e deitei ao seu lado e a abracei, em poucos minutos adormeci.

POV FELICITY

Estava quase na hora de eu assumir meu turno da tarde, eu havia acabado de almoçar e ido ao banheiro para verificar minha aparência e escovar os dentes. Eu só precisava colocar o avental em torno da minha cintura e me juntar a Sin que já atendia as mesas, porém no momento em que pequei no avental meu celular começou a tocar, engoli em seco ao ver quem se tratava.

Soube que teve um problema com dos meus garotos. – Sua voz saiu fria do outro lado da linha, eu podia sentir o sorriso igualmente gélido que acompanhava a fala.

– Cooper estava sendo um idiota. – Retruquei.

Não faça isso querida. – Alertou-me. – Não seja impertinente.

– O que você quer? – Perguntei direta. – Sua mensagem chegou, já sei quem e onde preciso encontrar o próximo cliente.

Sobre isso... O agrade bem, este é um cliente em especial. – Advertiu. – Eu tenho negócios a tratar com Sr. Wilson.

– Você não respondeu minha pergunta. – Voltei a chamar sua atenção, pouco me importando com Slade Wilson. – O que você quer?

Você sabe o que eu quero. – Respondeu. – Eu quero seu corpo, mas você se nega a me dar, até que você o faça estarei proporcionando aos meus clientes esse privilégio. – Tentei ignorar a náusea que tomou conta de mim, só em imaginar ele me tocando, ele havia tentando inúmeras vezes, mas eu me recusava a o deixar tocar em mim e o enfrentar teve o efeito contrário de afastá-lo, ele disse que eu ainda seria dele, que eu iria até ele por livre por mim mesma, sem dinheiro envolvido, sem que ele usasse a força, sua promessa soava mais como uma ameaça. – Eu lhe dou muitos privilégios, eu a deixo trabalhar nesse restaurante, deixei seu irmão sair da cidade, o deixei vivo... – Trinquei os dentes ao escutar a ameaça velada. – Eventualmente você virá até a mim.

– Você me ligou para falar algo que nunca vai acontecer? – Eu era impudente, eu me negava a ceder a seu apelo, eu jamais demostraria medo ante a ele novamente. Foi o medo me trouxe até aqui.

Eu quero saber se Cooper a machucou. – Falou após um momento, para outros ouvidos isso sairia em um tom preocupado, até mesmo paternal.

– E em que isso importa?

Você é mercadoria de primeira qualidade. – Veio à resposta simples. – Eu preciso mata-lo?

– Ele não me machucou. – Menti sabendo que matar era apenas um capricho seu.

Você está mentindo. – Seu tom ficou ainda mais frio. – Ele está aqui em minha frente, pedindo por sua vida. Quer ouvir um oi?

– Eu não vou fazer parte disso.

Desligue esse celular e ele morrerá. – Falou abruptamente.

– O que você quer? – Perguntei novamente, Cooper era um imbecil, um criminoso, mas eu não queria ser o motivo de sua morte, ainda assim eu suspeitava que ele estava usando Cooper como pretexto para algo mais.

Apenas um aviso. – Falou parecendo mais calmo. – Ninguém toca no que é meu.

– Por que você está dizendo isso?

– Eu sei que Queen esteve em seu apartamento. – Falou. – Eu sei que ele está ai no Big Belly...

– Ele não...

Ele está. – Cortou-me. – E eu sei que ele ligou marcando novos horários com você. – Engoli em seco ao escutar. – Um homem obcecado faz bem para o negócio até certo ponto, certifique-se que ele tenha apenas seu corpo. – Exigiu. - Eu não quero Queen se metendo nos meus assuntos. – Alertou-me. – Ou ele terá o mesmo destino do meu garoto Cooper, ele saberá como eu me sinto quando contrariado. – Mal terminou sua frase e escutei o estrondo de um tiro soar através do celular, minhas mãos ficaram frias e os batimentos do meu coração se elevaram, e ai estava o tão familiar medo, fiquei tanto tempo escutando o eco do tiro que não havia percebido que ele havia desligado, soltei o celular em cima do balcão e com minhas mãos tremendo peguei o avental, eu não podia me render a sua pressão psicológica, eu não podia demonstrar que ele havia me atingido.

– Felicity. – Deixei de lado o maldito nó do avental que se negava a colaborar e encarei Sin que me chamava. – A mesa 02 precisa de um cardápio. – Ela me encarou confusa. – Você está bem? Está pálida.

– É a sua mesa. – Ignorei a pergunta e franzi o cenho.

– É eu sei disso. – Revirou os olhos. – Fala isso para o cara que insiste em ser atendido por você.

Respirei fundo absorvendo suas palavras, eu sabia antes mesmo de assentir, sair do banheiro e andar até pelas mesas que encontraria o olhar penetrante de Oliver. Os sons do tiro e das ameaças me acompanharam enquanto eu me aproximava de sua mesa, parei em frente a ele o encarando fixamente, respirei fundo antes de cumprimenta-lo com a voz tremente.

– Sr. Queen.

Notas finais
Espero que tenham gostado e que não tenham se arrependido de recomendar a fic :) Aguardo vocês nos comentários, desculpem-me por qualquer erro.... xoxo LelahBallu. Ps: O link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=wFSllRD9bHI Me digam o que acharam do vídeo também ;)