Notas iniciais
Boa noite moçada!! Então, aqui estou eu adiantando esse capítulo que está pronto desde quinta passada, fiquei tão fissurada que postei o passado e já fui direto para esse, então vamos aos avisos: 1- Estou adiantando por que não consegui atualizar minhas outras fics, então acho justo adiantar pelo menos essa. 2 - Estava comentando com uma amiga (Luna) que escuto músicas quando escrevo e cheguei comentar quais as músicas que escutei enquanto eu escrevia o último capítulo (Que foi muito bem recebido, 39 capítulos galera?!, muito obrigada mesmo pelo carinho) quando eu contei ela ficou muito chateada por que não coloquei aqui, segundo ela "Aumentaria o choro", então eu não sei por que vocês gostam de sofrer, mas quero me redimir e avisar que as músicas que escutei enquanto escrevia o capítulo passado foram: Fix You - Coldplay e Belong - Cary Brothers, amo essas duas músicas e bandas. 3 - Quero agradecer a fofa "AnaAlmeida " por sua recomendação linda que relembrou inclusive Mr. Queen, um beijo especial para você flor. 4 - Para não repetir o erro da semana passada e não levar um puxão de orelha da Luna, quero avisar que as músicas que escutei enquanto escrevia esse capítulo foram: With Love - Christina Grimmie e Salvation - Gabrielle Aplin, caso queiram escutar durante o capítulo, sugiro essa ordem.

POV FELICITY

Ele seguia me encarando.

Era. Tão. Doloroso.

Estava surpreso, atônito. Seu peito subia e descia como se as palavras proferidas tivessem tomado todo o seu ar e ele respirasse com dificuldade, seus olhos me avaliavam com atenção, mas não pareciam estar de fato me vendo, eu estava em pé em sua porta, pingando, as gotas de chuva ainda descendo pelo meu rosto, minhas roupas encharcadas, o frio atingindo meus ossos, embora eu achasse que era mais devido a como eu me sentia por dentro do que pela chuva que eu havia enfrentado. Eu me sentia fria. Tão gélida. Eu havia revelado algo que havia jurado nunca dizer em voz alta para mais ninguém fora Helena e ele seguia petrificado apenas... Encarando-me, e isso tinha o poder de me deixar tão insegura. Percebi surpresa que meu rosto não estava molhado apenas pela chuva quando o senti enxugar uma lágrima em um gesto alheio e delicado, quase como se não percebesse, quando finalmente deu-se conta do que fazia sua mão caiu e deu um passo para trás permitindo minha entrada, a decisão de seguir era minha agora, eu voltava ou entrava, a decisão cabia apenas a mim. Respirando fundo dei um passo para frente e em seguida outro, até que eu estava dentro de seu apartamento, fazendo nada mais que o observando, esperando o momento que ele me perguntaria algo, por que eu sabia que inúmeras perguntas estariam vindo depois do que eu disse.

Ele fez gesto para que eu me sentasse no sofá e eu fiz assim como pediu, mas sentir seu olhar fixo em mim, vendo que ele ainda não havia conseguido emitir uma palavra sequer fez com que eu apoiasse meus pés no sofá e abraçasse minhas pernas.

– Felicity... – Finalmente falou em tom baixo, um mero sussurro, tão cheio de pesar, que me fez menear a cabeça em negativa.

– Eu não quero sua pena Oliver. – Falei. – Eu não quero ser observada como um objeto quebrado, como algo que você concertar... Oliver eu te contarei tudo o que você precisa saber, tudo o que você acha que precisa saber, mas eu quero deixar algo claro, eu... – Meneei a cabeça e respirei fundo. – ... Eu não tenho concerto Oliver, você não pode achar que pode salvar minha alma ou algo do tipo, por que eu a perdi, cada noite, cada vez que tive que transar com um cara diferente, cada vez que tive que atender seus pedidos sujos, cada vez que fui chamada de puta, vadia, prostituta, cada vez que tive que agir como tal, eu fui perdendo-a aos poucos, a garota de 19 anos não está mais aqui, eu sou uma casca vazia do que já fui, só me restou isso, eu não estou vivendo. Eu sobrevivo. Então, por favor, não chegue com suas atitudes autoritárias até a mim, não haja como o cara perfeito, não me encha de esperanças, por que de todos com que tive o desprazer de entregar meu corpo você foi o único que não foi um sacrifício, você é o único que pode realmente tem o poder de destruir o que me restou. Não pense que pode me salvar Oliver, por que não restou muito a ser salvo.

– Acho que a decisão é apenas minha. – Murmurou ainda em tom suave. – Eu não acho que quero saber Felicity, eu quero. Eu quero saber, eu quero te conhecer, eu fui um daqueles que te destratou, eu preciso saber, por que eu preciso ver o quanto eu estava errado. Por favor, conte-me. – Seu pedido foi acompanhando de um olhar eloquente, sentou-se no chão, apoiando apenas um braço no sofá, eu imagino que ele quisesse me dar algum espaço, me vi assentindo. Percebi o quanto eu queria ser sincera com ele e contar tudo o que aconteceu.

– Roy é apenas meu meio irmão. – Expliquei. – Temos pais diferentes, não que meu pai alguma vez tenha o tratado de forma diferente, para ele Roy sempre foi seu filho. Independente das circunstâncias em que ele foi gerado. – Notei seu olhar de desconfiança. – Minha mãe não traiu meu pai, ela foi estuprada, assim como ia acontecendo com Sara, em um beco qualquer do Glades, algum bastardo a abordou. Eu sempre desconfiei que havia acontecido algo, ela amava Roy, realmente o fazia, mas nunca esteve animada com sua gravidez. Eu era apenas uma criança na época, muito nova, e não tinha como perceber, mas com o decorrer dos anos percebi a diferença quando ela falava de nossa gravidez, percebi sua frieza com relação à gravidez de Roy, nunca assimilei o porquê, não até o momento em que nós dois escutamos ela falar em um momento de raiva, uma briga com meu pai. Não tínhamos ideia. Roy devia ter uns 13 anos na época, foi algo forte para ele assimilar, mas ele aguentou, por um tempo. Eu percebia que havia ficado cada vez mais arredio, não se esforçava mais na escola e começou a andar com pessoas que ele jamais tinha andando antes, tudo piorou quando ele completou 15 anos, um dia antes de seu aniversário na verdade, ele não estava animado com seu aniversário, não mais depois de saber como foi gerado, mas ainda assim distraí-o e pedi ajuda para que eu pudesse encomendar uma torta, minha mãe sabia como Roy se sentia após descobrir tudo então ela e meu pai sempre procuravam fazê-lo se sentir bem em seu aniversário, eles foram em busca de um presente de aniversário.

Tomei fôlego e o observei levar uma mão até minha perna, eu as havia decido sem que percebesse, ele ergueu-se e sentou-se ao meu lado, manteve sua mão em minha coxa e a apertou incitando que eu continuasse.

– Nós estávamos escolhendo seu bolo. – Murmurei. – Todo de chocolate, por que Roy sempre será uma grande criança no que se refere a doces. Nós estávamos escolhendo seu bolo. – Dei de ombros. – E então recebemos essa ligação, contando que houve um assalto na loja que deu errado, que alguém reagiu e que meu pai tentou proteger minha mãe, então eles estavam mortos. Simples assim. – Respirei fundo buscando forças para continuar. — É engraçado como é preciso apenas alguns poucos segundos para destruir toda uma vida. – Esforcei-me a segurar minhas lágrimas, ele não precisava me ver desmoronando. – Eu tinha apenas 17 anos, eu não podia ser responsável por Roy, eu não era responsável por mim. –Soltei um riso irônico. – Até que completei 18 anos eu não pude voltar a ver Roy. Ele havia ido para uma dessas casas de menores, enquanto uma vizinha se responsabilizou por mim, ela era amiga da minha mãe e segundo ela seria algo que minha mãe queria, mas ela nunca considerou cuidar de Roy, ele era problemático demais. Quando nos reencontramos ele já estava envolvido com drogas, ele quase não deixou que eu me aproximasse, eu já estava trabalhando no Big Belly, por que essa vizinha generosa não era tão generosa quanto dizia. Então eu me mudei e o levei comigo, o serviço social estava ansioso para entrega-lo. Eles não se importavam na verdade, então Roy aos poucos se abriu comigo, voltamos a ser o que era antes, sempre fomos tão unidos... Mas ele estava tão metido em problemas Oliver, ele estava tão encrencado, ele vendia as coisas, e por um momento temi que um dia ele chegasse a vender a si mesmo. – Estremeci ao considerar a possibilidade.

– Então você se vendeu. – Concluiu.

– Ele é meu irmão. – Sussurrei finalmente deixando que as lágrimas voltassem, mas rapidamente as enxuguei retomando meu controle. – Eu soube que esse cara a quem ele devia lidava com prostituição, não importando o sexo. Realmente tive medo por Roy, então fui até ele. Quando não aguentei mais ver meu irmão cair tão fundo eu fui até ele e me ofereci, ele riu. Chamou-me de corajosa e deixou claro que adoraria me provar, mas que não faria isso, por que não havia nada que arrecadasse mais dinheiro do que uma prostituta virgem, que isso lhe traria um dinheiro e tanto, disse que perdoaria a divida de Roy, mas eu seria dele por quanto tempo ele julga-se que minha dívida iria durar, que Roy poderia ir para outra cidade inclusive, mas eu faria tudo que ele quisesse sem questionar. Aquela cena que você viu no meu apartamento é apenas uma réplica do que aconteceu comigo quatro anos atrás, do que foi minha primeira vez. – Tornei a estremecer recordando.

– Eu sinto muito. – Murmurou quando eu finalmente o encarei nos olhos, eu percebi sua mão cerrada, a tensão em seus ombros e a dureza nas linhas de seu rosto. Ele estava com raiva, por mim. Ele também tentava se controlar, eu sentia que ele estava em seu limite, alcancei sua mão fechada e observei nossas mãos unidas. Sua outra mão alcançou meu pescoço e acariciou minha bochecha com círculos feitos por seu polegar, contar o que passei, sobre o que minha mãe passou, a morte de meus pais, a separação com Roy e como me tornei uma prostituta não me abalou tanto quanto a expressão em seu rosto, sua expressão fez com que eu me rompesse, o carinho, o conforto fez com que as lagrimas viessem com intensidade, logo eu estava chorando em seus braços uma vez mais, ele apoiou minha cabeça contra seu ombro enquanto eu seguia chorando, senti mais uma vez sua mão acariciar minha cabeça e escutei suas palavras reconfortantes, eu não sei exatamente em que momento parei em seu colo com a cabeça escondida em seu pescoço enquanto ele dizia como “Tudo vai ficar bem” e “Eu vou cuidar de você”, senti seus lábios em meu rosto e aumentei o aperto em sua camisa. Eu chorei. Por que por um longo tempo eu não me permiti fazê-lo, chorei por Roy mais uma vez, mas sobretudo chorei por mim, chorei por que sabia que isso estava longe de terminar e ainda mais por que em algum momento eu sabia... Sentia que teria que me afastar dele e eu não queria que isso acontecesse, pela primeira invejei um futuro que não poderia ser meu, pela primeira vez desejei que ele de fato fosse minha salvação.

Oliver me confundia, o homem rígido e frio tinha ido embora, agora havia ficado apenas o homem terno, carinhoso e gentil, ele me consolava sem qualquer indicio de querer algo por trás, ele realmente quis ouvir minha história, ele realmente estava interessado. Afastei minha cabeça de seu pescoço e deixei que meus olhos encontrassem os seus, havia tanta emoção ali, que eu não saberia classifica-la, dar um nome a isso, percebi que ainda o segurava apesar de ter me afastado e o soltei. Ele não deixou, ele me segurou firmemente contra si deixando-me em seu colo. Não pude fazer outra coisa se não acariciar seus cabelos na região da nuca, não resisti, não pude impedir o gesto.

– Então é isso. – Murmurei finalmente quebrando o silencio prolongado que havia se seguido. – Esta é quem sou, esta é minha história, que você queria tanto ouvir. Esta sou eu, partes feias e tudo. – Concluí.

– Eu não acredito que há uma parte feia em você. – Retrucou com a voz rouca, e pela primeira vez nesse dia tão sombrio eu sorri, foi sincero, ele havia arrancado isso de mim. Como ele vinha fazendo comigo desde o momento em que entrei naquela boate, Oliver havia me cativado desde o momento em que meus olhos encontraram os seus, que permanecesse em apenas sexo havia sido um erro tolo.

– Você tem certeza do que está fazendo Oliver? – Perguntei em apenas um sussurro. – Tem certeza que quer fazer parte disso, dizer que minha vida é uma confusão é o eufemismo do ano. – Alertei. – I... – Ele ergueu uma sobrancelha esperando que eu continuasse, quase havia cometido um deslize. – O homem para quem eu trabalho...

– Trabalhava. – Corrigiu-me.

– Trabalhava. – Repeti sem muita convicção. – Ele é muito perigoso, ele já ameaçou cada um com quem eu me importo, ele é obcecado por mim, totalmente obcecado. Ele acha que sou dele e aquilo que quase aconteceu hoje mais cedo foi apenas um castigo, a tendência é piorar e muito.

– É por isso que você precisa me dizer quem é ele. – Falou com o tom mais brusco. – Felicity você precisa me contar quem ele é.

– Eu não posso. – Neguei. – Eu sei que você está cansado de escutar isso, mas qualquer coisa que eu faça pode voltar como consequência para Roy, tudo o que eu fiz foi para protegê-lo, eu não posso apenas deixa-lo a mercê dele.

– Felicity... – Chamou meu nome sem paciência, daquela maneira tão dele que havia se tornado meu som predileto.

– Não insista Oliver. – Pedi. – Não quero ter que mentir para você. – Sua carranca se aprofundou sabendo que eu falava a sério.

– Não vou insistir. – Assentiu, sorri aliviada. – Não agora. – Suspirei aceitando isso por agora. Seu olhar se tornou mais brando, seus olhos acompanharam atentamente a linha do meu rosto, um pequeno sorriso chegou aos seus lábios, quase imperceptível.

– O quê? – Perguntei curiosa.

– Você. – Respondeu em tom suave. – Você é o oposto de tudo o que imaginei. – Ergui uma sobrancelha com o comentário.

– Nunca idealize a mulher com que você fode. – Alertei. – A realidade pode ser muito decepcionante.

– Oh não. – Meneou a cabeça em negativa. – Nesse caso o que eu imaginei nem chega perto da realidade, na verdade a realidade dá uma rasteira e tanto na expectativa.

– Melhor? – Perguntei surpresa.

– Melhor. – Confirmou com um sorriso que conseguiu que eu ficasse olhando admirada para seus lábios, levei meu dedo indicador até o contorno de seus lábios e tracejei seu sorriso surpresa e feliz por esse sorriso ser meu, quando voltei a encarar seus olhos vi a intensidade neles, curvei-me para beija-lo, totalmente a vontade com ele. Como sempre acontecia o toque de seus lábios no meu ainda que leve tinha o poder de deixar meu corpo em expectativa esperando o próximo passo, o próximo movimento. Entretanto não aprofundei o beijo logo, encostei minha testa na sua e fechei meus olhos, apenas absorvendo o contato de nossos corpos, a proteção que significa seus braços em volta da minha cintura, o carinho com que me segurava, quando afastei meu rosto do seu sua mão voltou a envolver meu pescoço e puxar meu rosto para o seu.

Agora era ele que dominava o beijo, cada ação era sua, para minha surpresa não foi um de seus beijos cheio de erotismo, ele foi delicado, ele provou dos meus lábios, suavemente, carinhosamente, absorvendo nosso fôlego e conduzindo com calma. Quando arfei com a expectativa do que vinha por ai sua língua entrou na cavidade da minha boca e fez contato comigo, os movimentos eram lentos, ainda em um ritmo nosso, sem pressa, sem avidez. Senti sua mão apertar minha cintura com mais força e me empurrar para trás me afastando de sei e me induzindo a sair de seu colo, eu não queria interromper o contato, mas o fiz. Sua mão alcançou minha jaqueta ainda úmida e me ajudou a tira-la, seus movimentos eram tão... suave, tão diferente do que costumávamos ser.

Quando a joguei no chão suas mãos foram até a barra da minha blusa branca e a ergueu, pararam lá, por baixo do tecido da blusa, o contato de suas mãos quente em minha pele fria me fez estremecer, por um momento ele olhou apenas para meu rosto, em busca de algo que eu não tinha certeza que fosse. Seria consentimento? Ele estava receoso por isso? Ignorei sua confusão e cobri suas mãos com as minhas sobre o tecido, ergui a blusa sem qualquer hesitação, livrando-me dela, ela caiu junto a jaqueta como uma bandeira de redenção, me ergui nas pontas dos pés e enlacei seus ombros voltando a beija-lo, senti suas mãos deslizarem pelos meu quadris até alcançar minha bunda e puxa-me contra si, em um movimento rápido ele me ergueu e envolvi minhas pernas em torno de sua cintura, eu estava ocupada demais o beijando para perceber que estávamos nos movendo, logo estávamos em sua cama, seu corpo desceu por sobre o meu deslizando por cima, enlouquecendo-me com o roçar de seu corpo ainda coberto por cima de minha pele.

Seus lábios deslizaram pelo meu rosto até meu pescoço concentrando-se por um momento ali, beijando-o, mordendo e chupando, deixando sua marca. Só então desceu em direção aos meus seios ainda cobertos pela renda do sutiã, sua língua seguiu o contorno e sua mão foi para o fecho frontal o abrindo, livrando-me dele, permitindo-me ser observada por seus olhos famintos, cheios de desejo. Movimentei-me com pressa para me livrar totalmente do sutiã enquanto seus olhos ainda me observava, eu estava tensa esperando o momento em que finalmente desse a atenção que eu queria a cada um, mas ele não fez, seus olhos desceram pelo meu corpo e sua mão alcançou o botão da minha calça jeans, mas parou indo primeiro até minhas botas as tirando, só então voltou para minha calça abrindo-a, ergui meus quadris permitindo que ele deslizasse minha calça por eles até serem completamente tiradas, o mesmo aconteceu com minha calcinha e então percebi que ele estava completamente vestido apenas me contemplando enquanto eu estava desprovida de todas minhas roupas, ia protestar quando seus lábios voltaram a pousar sobre os meus e suas mãos finalmente alcançaram meus seios, os estimulando, fazendo com que eu soltasse suspiros e gemidos, sem demora seus lábios assumiram a função de suas mãos e os gemidos ficaram mais audíveis. Deslizei minha mão por dentro de sua camisa na região das costas precisando senti-lo, sentir sua pele quente, eu podia sentir o quanto estava excitado mesmo através de suas roupas, ele roçava sua ereção contra mim, movimentos lentos e deliberados.

– Tire-as. – Pedi quando sua boca ia alcançar a minha novamente, ele assentiu dominado pelo desejo, afastou-se deixando com saudades do seu contato, com movimentos rápidos e precisos livrou-se de suas roupas, o observei nu e mais uma vez fiquei admirada com o contorno do corpo masculino, a linhas dos seus músculos, a textura de sua pele, e o quanto era impressionante sua masculinidade, observei-o colocar um preservativo que havia pegado na gaveta próxima e quando ele voltou a subir seu corpo contra o meu, deixei-me soltar um pequeno gemido, levei minha mão a sua cabeça segurando os cabelos curtos enquanto suas pernas abriam as minhas e me penetrava sem hesitação, mas tão lentamente que chegava a ser uma tortura, seus movimentos eram lentos, seu corpo elevava-se sobre o meu com calma e sua boca absorvia cada gemido que eu emita, segure suas costas precisando que ele aumentasse o ritmo e ainda assim adorando esse ritmo que havíamos assumido, ele entrava e saía com lentidão, me enlouquecia, quando o encarei notei uma emoção profunda, tão intensa que eu não sabia identificar, mas sabia que era um reflexo dos meus, dei-me conta então que essa era a primeira vez que não fodiamos, podia ser ilusão da minha parte, mas eu acreditava que essa era a primeira vez que fazíamos amor, podia ser loucura da minha cabeça, e o pensamento logo saiu da minha cabeça pois ele começou a intensificar aos movimentos, as estocadas eram mais firmes, e sua respiração ficou assim como a minha mais ofegante, estava mais intenso, e não faltava muito para que eu alcançasse o orgasmo, percebi que ele também estava quase lá segundo antes de seu corpo estremecer junto com o meu e deixarmo-nos levar pela onda de prazer que nos atingiu. Sua cabeça descansou contra meu seio, enquanto recuperávamos o ritmo de nossas respirações.

Quando sua cabeça se ergueu percebi um sorriso em seus olhos, principalmente quando sua testa se encostou contra a minha e seus olhos ficaram tão próximos dos meus, percebi o quanto ele era lindo, quanto seus olhos eram lindos. Perguntei-me se seria trapacear fingir que as outras vezes jamais aconteceram, quando o sorriso chegou aos seus lábios e refletiu o meu eu decidi que ia trapacear, que em minha mente eu fingiria, fingiria que a minha primeira vez não havia sido um inferno total, algo que eu queria muito esquecer, mas que havia acontecido com alguém com quem eu me importava, que havia acontecido de forma carinhosa e intensa, que havia sido prazerosa e cheia de ternura, fingiria que essa seria minha primeira vez, que Oliver seria minha primeira vez, isso ninguém poderia tomar de mim.

Acordei com braços me envolvendo fortemente, isso era novo para mim. No dia anterior eu tinha acordado em uma cama vazia, mas ainda com seus cheiro, agora eu acordava com ele abraçado firmemente contra mim, girei-me em seus braços e encarei seu rosto, tão calmo... Tão diferente do que costumava ser, resisti a tentação de acariciar seu rosto, por que não queria acorda-lo, mas mesmo apesar dos meus esforço de manter-me quieta apenas observando-o seus olhos se abriram, o intenso azul deixando-me maravilhada, ele parecia confuso, temi uma reação negativa, talvez rejeição e arrependimento, mas quando seus olhos finalmente me focaram sua boca deslizou em um sorriso que chegava até os olhos que tanto me fascinavam, sorri em retorno e segui o encarando, meu sorriso, meu Oliver.

Notas finais
Espero que tenham gostado e se não for pedir muito quero a saber a opinião de vocês, então os vejo nos comentários! Espero que não se importem com qualquer errinho, pois este é o tipo de capítulo que procuro não revisar muito para não alterar sua essência, pois pessoalmente gostei muito dele... Xoxo LelahBallu