Notas iniciais
Olá caros leitores, Então, vamos conversar... O resultado (Nos comentários), dessa fic foi bom, considerando que postei apenas o prólogo e no meio da semana, foi bom, soube entretanto (Não no comentários ou mensagens aqui no Nyah!) que não agradou a alguns, acho natural, primeiro que não dá para agradar a todos, e segundo por que essa fic foge sim ao meu estilo, é um experimento, que vocês vão me dizer se estou indo mal ou não, a razão que me deram para não agradar foi por que a Felicity nessa fic é uma prostituta, vou ser sincera, achei o motivo fraco, mas entendo. Penso também que por se tratar apenas do prólogo já julgaram a personagem, eu sabia que corria o risco de não agradar, quando envolvemos temas assim, há esse risco sim, entretanto pesando os pós e contras houve mais motivos para mantê-la do que para parar, e é pensando em quem gosotu e comentou que levei em conta de continuar com ela. Eu não ia colocar o capítulo hoje, mas vou faze-lo com fim de vocês conhecerem melhor os personagens. Peço que não se apeguem tanto ao Oliver e a Felicity de Arrow-Série, como a história é diferente, é natural suas personalidades terem sido um pouco moldadas. De qualquer forma, peço desculpas pelo texto enorme, e quem leu até aqui já está liberdado para ler o capítulo :) Estou mudando a classificação para evitar certos avisos.

[Dois Dias Antes]

– Lis! – Escutei o grito de Helena antes que sua figura esbelta se fizesse presente na cozinha.

– O que você está fazendo aqui Helena? – Perguntei tentando equilibrar a bandeja cheia de pratos e coloca-la em cima do balcão. Logo eu deveria voltar a atender as mesas lá fora, eu estava em meu dia de folga, mas Gracie estava doente e eu nunca dispensava uma grana extra, então eu estava tomando seu lugar por hoje. – Eu não sei se você lembra, mas você não trabalha mais aqui.

– Sim eu me lembro, mas eu posso te fazer a mesma pergunta. – Acusou-me. – Hoje era seu dia de folga. Sabe o que isso significa, hoje era para ser dia das garotas.

– Eu deixei um aviso na sua secretária eletrônica. – Suspirei. – Você sabe que preciso do dinheiro, Helena, eu não posso dispensar um dia extra de trabalho. – Seu semblante mostrava decepção e tristeza, ela sabia o porquê de eu precisar me agarrar a qualquer dinheiro que aparecesse em minha frente, embora infelizmente dinheiro não aparecesse simplesmente na minha frente, eu estava triste por perder um dia de garotas também, Helena era a única que ainda me dava um fragmento de normalidade na minha vida, ela sabia tão bem quanto eu que a realidade era dura, ela vivia isso também, mas seu espirito se recusava a se quebrar apesar de tudo e ela se empenhava em evitar que o meu se esvaísse. Eu havia conhecido Helena de forma trágica e hostil, mas ela havia se tornado uma das pessoas que fazia da minha vida aceitável, e em certos momentos feliz.

– O que você vai está fazendo hoje? – A encarei comprimindo os lábios.

– Você sabe. – Limitei-me a responder antes de alcança a pia e lavar minhas mãos. – Eu preciso atender algumas mesas. – Falei antes de sair pela porta e pegar alguns cardápios.

– Ele está aumentando a quantidade de clientes. – Ela observou caminhando ao meu lado, seu tom era baixo e furioso.

– Eu não posso fazer nada quanto a isso. – Retruquei. – Não enquanto eu não tiver o dinheiro que estou devendo, e nós duas sabemos que se um dia eu conseguir, talvez nem isso faça com que ele me liberte.

– Eu não devia tê-la abandonado. – Ela murmurou triste.

– Nunca diga isso Helena. – A interrompi puxando seu braço até leva-la a um lugar isolado. – Sair daquele lugar, deixar aquela vida, foi a melhor coisa que você fez, e eu fico feliz por você ter conseguido sua liberdade, então nunca faça menção sobre como deveria está lá ainda ok?

– Você está sozinha. – Ela resmungou. – A razão de eu ter conseguido aguentar era por que eu tinha você, mas agora você está sozinha, ele deixou sua obsessão por mim, no momento em que você entrou por aquela porta, só por isso pude sair de lá depois, agora só há você.

– Existem outras garotas também.

– Mas ele é obcecado por você. – Retrucou. – Você é seu prêmio, você é a sua cativa, você é seu lucro. A única razão pela qual ele deixa você ter uma vida aparente normal, um trabalho, é por que mesmo que você conseguisse o dinheiro ele nunca deixaria você ir. – Eu não precisava escutar isso, eu sabia disso, e mesmo assim juntava cada dinheiro, cada trocado, cada parte minha das noites que eu vendia meu corpo, na esperança de que um dia ele me deixaria em paz. – Felicity, você precisa fugir. – Não pude deixar de soltar uma risada sarcástica ao escutar sua sugestão.

– E o quê? Deixar Roy em suas mãos? – Segurei suas mãos e a encarei com um sorriso terno. – Obrigada Helena, por se preocupar comigo, mas você sabe que isso nunca vai acontecer, por Roy. Agora eu preciso realmente atender aquelas mesas, desculpe pelo dia das garotas.

– Dane-se o dia das garotas, é com você que estou preocupada. – Ela murmurou.

– Não se preocupe. – Pedi. Beijei sua face antes me afastar, eu a amava com uma irmã, como eu amava Roy, meu irmão. Nós três havíamos nascido do lado errado da cidade, fazíamos parte do Glades, e ninguém se importava com quem morava no Glades. Eu havia lutado para não ceder aos apelos daqui, eu havia tentado com afinco a ter outra realidade, eu estudava e havia conseguido minha vaga para faculdade, eu poderia ter tido o futuro brilhante com que havia sonhado. Mas Roy não conseguiu lidar com a pressão que havíamos sofrido, nossos pais mortos, não saber quem de fato era seu pai, o bastardo que havia estuprado nossa mãe, tudo isso havia caído em seus ombros quando ele ainda era muito novo, e tinha sido pesado demais para que ele aguentasse, então ele havia recorrido as drogas, ele havia parado de ir a escola, ele passou a roubar para paga-las, e a se envolver com as pessoas erradas, e mesmo quando eu consegui convence-lo a se tratar, sair das drogas não é tão fácil quanto entrar. Eu era a única pessoa a quem ele respeitava e ouvia, a única a quem ele tinha como recorrer. Eu juntei tudo o que eu tinha e o mandei para Central City, não tão longe quanto eu queria, mas o suficiente na época, ele havia voltado a estudar, e agora ele havia me ligado dizendo que havia conseguido uma vaga na faculdade, eu não poderia estar mais feliz por ele. Roy não sabia que eu era uma prostituta, ele não sabia quão longe eu havia ido para pagar suas dívidas, para poupar sua vida, e no que dependesse de mim, ele nunca iria saber. Ele não era ingênuo, ele sabia que eu não estava aqui por que queria, eu havia dado a versão mais leve para ele, tudo o que ele sabia era que ainda a estava pagando.

Eu era o que chamavam prostituta de luxo, eu atendia os que estavam no topo mais alto da pirâmide social, eu recebia uma mensagem dizendo a hora e o local em que eu deveria estar, e eu ia. Alguns poderiam achar que minha situação era um pouco melhor do que as outras, e talvez fosse, mas só por que uma gaiola é de ouro, não significa que ela não serve para prender um pássaro. Eu poderia não estar nas ruas, mas eu obtinha a mesma classe de cara que encontraria nelas, eles poderiam ser ricos, e ter sua cota de fama, mas eram tão baixos quanto qualquer outro que ganhasse menos, ou eram até mais, eu já havia vivido situações que nenhum ser humano deveria enfrentar. Minha própria estreia como “dama da noite” havia sido uma, estremeci tentando evitar lembrar aquele horrível dia, e falhando miseravelmente, eu tinha 19 anos na época, havia acabado de ser empurrada para mãos de outras garotas para ficar pronta, algumas me olharam com simpatia, outras evitavam contato visual, não queriam sentir compaixão, e algumas já me odiavam sem nem ao menos me conhecerem, eu estava sentada no canto da sala, tremia imaginando com iria ser, e sofrendo em antecipação, eu havia contado que era virgem e o maldito havia sorrido, dizendo que faria disso uma disputa, aquele que pagasse mais me teria.

No final da noite eu estava na sala com as garotas. Helena me encarou encolhida no chão, ela estava entre as que sentiam simpatia, ela caminhou até a mim e me abraçou, chorei em seu colo, eu já sabia quem era ela e o que ela fazia mesmo antes de ter parado lá, nunca havíamos conversado antes, e mesmo assim ela foi a que me abraçou e chorou comigo, ela sabia o que havia acontecido, a pequena disputa havia dado empate, e como resultado os dois haviam ganhado. Havia sido a pior noite da minha vida, e ainda assim apenas a primeira. Eu costumava acreditar em finais felizes, planejar minha vida, desde então tudo o que faço é no modo automático, os únicos momentos em que eu sou um pouco da Felicity de antigamente é quando estou com Roy, nem mesmo com Helena eu poderia ser, por que ela não sabe como eu era antes, ela havia pegado apenas a sombra de mim, ela conhecia apenas a parte feia.

Quando dei o dia por encerrado no Big Belly fui até meu pequeno e aconchegante apartamento, seu sistema de segurança se resumia a um taco de beisebol que dormia comigo, mas era tudo o que eu podia pagar, quando entrei em casa tirei meu casaco, e caminhei para o banheiro, eu tinha que me arrumar, eu já havia recebido o endereço e a hora, e era hora de eu colocar minha máscara invisível, era hora de fingir que tudo era diversão, que eu não importava o mínimo com que estava por vim, que cada noite eu lentamente perdia um pedaço da minha alma. Era hora de esquecer quem era Felicity Smoak, e virar apenas Meghan.

[Um Dia Antes]

– Pense um pouco nisso Ollie. – Escutei Tommy pedir em minha frente, estávamos almoçando junto, algo raro nos dias de hoje, ele fez questão de comentar isso, e no momento ele voltava a falar sobre sua festa, não era de aniversário, nem nada do tipo, Tommy não precisava de uma razão para dar uma de suas festas. – Vai ser uma festa incrível, você me conhece, sabe que minhas festas são as melhores.

– Eu não quero ir Tommy. – Respondi soando inclusive brusco, era a segunda vez que ele me chamava para essa festa, e ele parecia incapaz de receber esse não. – Eu estarei trabalhando.

– Minhas festas começam tarde. — Retrucou. – Ouça eu sei que não somos a mesma coisa de antes, eu sei que você amadureceu e eu fiquei parado no tempo, mas eu vejo essa casca do Oliver de antigamente e penso... Sei. – Corrigiu. –... Sei que você precisa dar um tempo, uma parada, mesmo que pequena, disso tudo. Vá a essa festa, divirta-se por uma noite, e volte a fingir que não precisa de ninguém em sua vida. – Murmurou antes de se levantar e me deixar sozinho na mesa pensando sobre o que ele havia dito.

[...]

Ele é atraente.

Essa foi à primeira coisa que veio em minha mente.

Ele está me seguindo.

Essa foi à segunda.

Eu me perguntava agora por que reparei em sua aparência, isso geralmente não me importava. As linhas duras em seu rosto me intrigavam, entretanto, ele me olhava com desejo, aprendi a reconhecer isso, mas também havia fúria, era como se ele não quisesse me desejar, eu não estava aqui para conquistar a simpatia de ninguém, eu havia recebido a maldita mensagem apenas uma hora antes de vir para cá, eu supostamente deveria estar em outro lugar, mas uma das garotas que deveria está aqui furou, eu tinha pena do que aconteceria com ela quando ele a pegasse, foi uma estupidez, ele estava furioso, teve que alterar seus planos, sei disso por que ele ligou para mim, gritou o tempo todo comigo e disse que ela sofreria por isso, ele fazia questão que eu soubesse sobre suas punições, ele queria que eu ficasse amedrontada, mas eu nunca ficava, eu não tinha medo por mim, eu tinha medo por Roy. Ele esbravejou por mais algum tempo, e por fim se acalmou, havia esfriado a cabeça quando me colocou em seu lugar, disse que ganharia mais lucro assim, e descobriria quem foi o estúpido que não havia me colocado antes. Isso havia sido pela manhã, já havia pensado que haviam encontrado a garota e que eu estava livre pela noite quando me mandaram a mensagem com a hora, o lugar, e mandando que eu fosse com máscara, se não fosse à vida que eu levasse, seria difícil encontrar o que foi pedido uma hora antes, mas eu já as tinha, e tudo o que precisei fazer foi me arrumar, e chegar até aqui.

Havia algumas poucas coisas que eu sabia sobre essa festa, Tommy Merlyn era o anfitrião, ele havia contratado os nossos serviços, eu já havia reconhecido outras das garotas, todas vestiam vestidos da mesma cor, apenas os modelos mudavam e de forma pouco significativa, mas as máscaras eram a mesma, Tommy sabia, mesmo que eu não estivesse vestida no mesmo padrão que eu fazia parte do grupo, e o homem que me encarava tão descaradamente enquanto conversava ao seu lado, era Oliver Queen, eles dois eram uma dupla e tanto, todos os conheciam, ambos estiveram por muito tempo em todos os tipos de mídia, muitas vezes causando escanda-los, e ainda assim, ou talvez por isso, eram considerados os solteiros mais desejados, eu costumava ter uma paixonite pelo moreno quando tinha 15 anos, mas era engraçado como a vida pode destruir os sonhos se uma adolescente. Oliver havia deixado de ser o solteiro mais desejado, quando passou a ser o homem casado mais desejado de Starling City, casou-se com Isabel Rochev poucos meses depois da morte de seus pais há cinco anos, seu casamento durou pouco mais de um ano, e dizem que tinha acabado muito antes disso, ninguém sabe ao certo porquê. Ele tinha apenas uma irmã, e mesmo assim também falam que ela não quer contato com ele desde a morte dos pais.

Oliver não usava máscara, seus olhos desciam pelo meu corpo lentamente, não deixando dúvida que me queria, e fiquei surpresa ao sentir uma estranha eletricidade se propagar pelo meu corpo à medida que seus olhos seguiam por ele. Eu estava conversando e flertando com homens muitos belos, que jogavam toda a sua atenção em mim, e nada do que eles disseram ou fizeram provocaram tal reação, pedi licença a eles, e afastei um deles, o mais obstinado com um leve toque em seu peito plano, mantendo um sorriso ao fazê-lo. Passei a me afastar do grupo, mas não sem antes lançar um olhar para trás, olhando diretamente para Oliver, deixando-o saber que se ele me queria, ele teria.

Andei pelos corredores pouco iluminados, evitando um ou outro casal que já começava suas brincadeiras antes mesmo de chegar a um dos quartos, deslizei meus dedos pela parede, não olhei para trás para me certificar que ele me seguia, eu entrei nisso aos 19 anos, e aos 23 havia aprendido que a base de tudo estava na postura, na confiança empregada nela, soar insegura não atraía muitos homens, mulheres cientes do seu corpo sim, alcancei o trinco de uma das portas e a abri, caminhei com calma até uma das camas e sentei cruzando minhas pernas, havia deixado a porta encostada, um convite sutil, não demorou muito e ele entrou. Seus olhos voltaram a percorrer meu corpo, me deixando muito ciente dele, e aquela estranha reação voltou, eu não costumava me sentir assim, não era algo normal, não para mim.

Ele fechou a porta na chave abafando o ruído da festa, e se encostou a ela, suas mãos esconderam-se no bolso da frente da calça elegante, e mais uma vez notei o quão atraente Oliver Queen era. Por um momento tudo o que fez foi me observar, exibia o mesmo olhar de antes, desejo mesclado à fúria, não sabia se ele queria me intimidar, e minha resposta foi ergueu o queixo em desafio, seus olhos ficaram ainda mais escuros se possível, desencostou-se da porta saindo de sua postura aparentemente tranquila, mas não se aproximou, lambi meus lábios que haviam ficado estranhamente secos, isso o tirou de sua inercia. Em passos largos estava na minha frente, assustei-me com sua intensidade, mas tudo o que fez foi deslizar o polegar em meus lábios os separando, pisquei surpresa, nenhuma palavra havia saído dos seus lábios, e ainda assim sabíamos muito bem o que aconteceria aqui.

– Não é um homem de muitas palavras não é mesmo? – Acabei falando, encarando-o fixamente. – Não vai tentar descobrir meu nome? – Inclinei minha cabeça o observando, muitos homens passaram a noite em meio a galanteios e perguntas, tentando descobrir meu nome, e quem eu era, o fato de eu está vestida de forma diferente passou despercebido a alguns homens, que não imaginavam que eu estava aqui por que estava sendo paga.

– Não perderei meu tempo com perguntas. – Retrucou com voz rouca, capaz de levar pequenos arrepios por todo meu corpo. – Nada que você me diria seria verdade. – A acidez nas palavras me tornou mais ciente ainda de que ele na verdade não queria estar aqui.

– Diga-me Oliver. – Seus olhos brilharam intensamente quando murmurei seu nome. Ergui-me invadindo seu espaço pessoal. – Se me odeia, por que entrou nesse quarto?

– Por que não preciso gostar de você para o que vamos fazer. – Respondeu prontamente. – Por que a única coisa que quero de você é seu corpo. – Fiquei surpresa pela forma como suas palavras caíram dentro de mim, já haviam me chamado de puta, vadia, e nada disso havia me ofendido, nada havia me ferido, engoli a decepção, e não deixei que ela chega-se a ser vista em meus olhos, tornei a ergueu meu rosto em desafio e espalmei minha mão em seu peito, coberto pelo terno caro. Seus olhos desceram até onde eu o tocava.

– Pois você o tem. – Murmurei em retorno. Se antes ele me olhava com desejo, eu não saberia descrever o que seus olhos demonstravam agora, sua mão espalmou minha coluna, e me aproximou de si, seu rosto se aproximou do meu e eu recuei meu rosto surpresa, não esperava um beijo, maioria dos homens apenas abriam suas calças e terminavam logo com isso, mas este não era um homem qualquer, se estranhou minha reação não demonstrou, apenas segurou minha nuca com a outra mão, mantendo-me presa enquanto seus lábios devoravam os meus. Essa era outra coisa a qual eu não esperava... Gostar do beijo. Oliver sabia como usar sua boca, correspondi seu beijo com ardor, enquanto sua mão descia pela lateral do meu corpo, suspirei. Um suspiro provocado quando suas mãos voltaram para minha bunda me encostando intimamente a ele, eu podia sentir sua ereção, o quanto ele estava excitado.

– Dispa-me. – Exigiu. Ergui minhas mãos com rapidez, livrando-o do terno, suas mãos ávidas cuidaram do nó de sua gravata, enquanto me livrava do seu cinto e puxava sua camisa branca para fora da calça, quando abri seus botões apressada, me dediquei a olhar seu torso bem feito, Oliver era todo feito de músculos, sem uma só grama de gordura, corri meus dedos pelo seu tórax até chegar ao botão da calça. A abri e deslizei minha mão por dentro do cós da cueca, o gemido em resposta foi tudo que ouvi antes se inclinasse para me beijar novamente, seus lábios eram viciantes, e a medida que eu o estimulava... Mais exigentes, sua mão encontrou a minha afastando-a de si, ao mesmo tempo em que murmura um palavrão e passa a correr seus lábios pelo meu pescoço até minha orelha, ele me deixa ofegante, mordo o lábio ao sentir a pressão de seus dentes em minha orelha e levo minhas mãos até seu cabelo curto. Quando me afasta é para gira-me em seus braços e descer o zíper do vestido, sua mão desliza pelas minhas costas desnudas e serpenteia minha cintura, ela sobe lentamente até encontrar meu seio, esse não era um vestido para usar com o sutiã, e ele parece aprovar o livre acesso, sua boca volta a tomar posse do meu pescoço e seus dedos brincam com o bico do seio, enquanto a outra desce entre minhas coxas por dentro da calcinha, eu me desfaço, derreto contra seu corpo e gemo seu nome, ele me sustenta, minhas pernas não são capazes de me manter em pé.

Chuto meu vestido que havia feito um circulo em volta dos meus pés e viro-me para ele, seus olhos descem pelos meus seios, analisando-os atentamente.

– Ainda não terminei de despi-lo. – Murmurei sem fôlego, ele assente deixando-me que o livrasse da calça e cueca, quando o encarei completamente nu e em toda a sua glória tive que engolir em seco, eu havia visto muitos homens nus é claro, mas nenhum que houvesse me deixado excitada, nenhum que fizesse com que eu desejasse tê-lo dentro de mim. Suas mãos voltam a deslizar por minhas costas e me pressiona contra si, gemo outra vez, impossível não fazê-lo, eu o desejo tão fortemente agora, que quando encontro seus olhos, sou eu a me erguer e beija-lo envolvendo seu pescoço, ele me empurra para trás e caímos na cama, sua boca não perde tempo, ela está em meus seios, minha barriga e após uma pausa para tirar minha calcinha... Em mim, eu nunca tinha sido tão vocal antes, minhas mãos voltam para seu cabelo por que não onde mais coloca-las, seu rosto se ergue e vejo um pequeno sorriso antes dele voltar a baixar sua boca sobre mim, pisco surpresa em ver seu sorriso, mas minha atenção se esvai, suas mãos seguram firmemente minhas pernas impedindo-me de me afastar, mas eu não quero me afastar.

– Oh Oliver. – Gemo seu nome quando a onda de prazer me desnorteia e respiro com dificuldade, não sei o que sou, quem sou, fico desorientada por mais alguns segundos, apenas o suficiente para ele se afastar e colocar proteção, antes de segurar minhas mãos e prende-las acima da minha cabeça, me penetrou em um único movimento, forte e intenso, sem hesitar, sugo minha respiração e tento mover minhas mãos, ele não deixa, ele as seguras fortemente enquanto segue se movimentando em cima de mim, nos movemos em sincronia, em harmonia e é tão bom que inclino minha cabeça e mordo seu ombro, isso o leva a loucura, seus movimentos são mais intensos, seus gemidos se fazem ouvir e quando inclino minha cabeça novamente, seus olhos se encontram com meus, o que vejo me tira o fôlego, me domina completamente, que quando ele toma pose da minha boca novamente eu me entrego completamente, ele entre e sai repetidas vezes, o ritmo aumentando gradualmente até que após uma explosão em nossos sentidos começa a diminuir, sinto mais uma vez a onda de prazer se espalhar desde meu ventre por todo meu corpo ao mesmo tempo em que ele estremece em seu próprio orgasmo. Sua cabeça está encostada em meu ombro, sua respiração quente e suave em minha pele, reparo que minhas mãos estão livres quando envolvo seu rosto com uma, ele me encara com um sorriso, e como percebendo essa sua pequena falha recua deitando-se de costas, fechando-se novamente. Fecho meus olhos brevemente “A única coisa que desejo de você é seu corpo”, as palavras vem em minha mente novamente, penso em me enrolar com o lençol enquanto me levanto da cama para procurar minhas roupas, mas desisto, não havia sentido em ser recatada agora, e isso só traria comentários sarcásticos dele, ele permanece na mesma posição, mas posso sentir seus olhos em mim. Não o deixo perceber o quanto esse encontro havia me abalado, e me visto rapidamente.

– Eu ainda não terminei com você. – O escutei, embora quisesse xinga-lo tanto quanto beija-lo, não fiz nenhum dos dois, exibindo um falso sorriso o encarei.

– Eu sim. – Murmurei, desci meus olhos por seu corpo ainda desnudo e me perguntei se seria tão mal um último beijo, mas tirei isso da minha mente rapidamente. – Como você bem sabe Oliver, a noite é só uma criança para mim, preciso cumprimentar outros... Amigos. – Falei antes de deixa-lo para trás, era uma mentira, assim que saísse desse quarto iria pegar um táxi e iria para minha casa. O pagamento já havia sido efetuado antes mesmo de eu chegar nessa festa, isso era entre meu empreendedor e Tommy nesse caso, então eu não havia nada mais para fazer ali. Voltar para aquela cama, aquele corpo, era uma tentação, uma que deveria ignorar. Caminhei novamente pela festa decidida a ir embora, esbarrando em uma ou outra pessoa, eu estava tonta, tonta pelo o que havia acontecido. Não o sexo, é óbvio, mas o fato de que havia gostado.

Meu último pensamento antes de ir para o carro foi de que se antes eu era totalmente avessa (apesar de ter de fazê-lo) ao sexo com os outros homens, o que dirá agora que Oliver havia me arruinado.

Notas finais
Espero que tenham agradado, só postarei novamente quando finalizar Mr. Queen. Xoxo LelahBallu