Família Roronoa
1 A jornada começa
Notas iniciais
Há uma pequena vila, em um canto remoto do mundo, cuja localização não tem tanta importância assim, onde nascem os melhores espadachins do mundo. Existem muitos dojôs, e todas as crianças são ensinadas a arte da espada. Esta vila se chama Shimotsuki. Quando atingem a maior idade, é comum os espadachins partirem, alguns vão trabalhar para o governo mundial, outros se tornam piratas, poucos permanecem, por isso, a cada ano a população desse lugar diminui. Mas, houve um tempo em que os espadachins nascidos lá preferiam morrer lá. Nessa época, a vila de Shimotsuki prosperava, era tão grande que tinha um exercito de samurais. É aqui que a historia começa.
Naquela época, as crianças não eram ensinadas a lutar ate que passassem por um exame. Antes de começar a trilhar o caminho do guerreiro, para se tornar um espadachim era necessário se fazer um teste de força, e, como as mulheres são mais fracas que os homens, nenhuma delas tinha conseguido passar, pelo menos até agora.
~ uma turma de 50 alunos esta em um campo aberto, a frente deles, um homem robusto fala em voz alta~
–VOCÊS ACREDITAM QUE SAO BONS O BASTANTE PARA SEGUIR O CAMINHO DO GUERREIRO?
Todos respondem gritando: SIM, SENHOR!
– HAHA- ri o homem com desdém- vocês são apenas crianças, são fracos! São pequenos! Jamais derrotarão ninguém! Vocês são COVARDES!
Ninguém responde.
– vocês irão morrer se falharem no teste. Apenas cinco podem sobreviver a isso, e eu só vejo covardes que não vão conseguir! HAHA todos vocês irão morrer aqui! Querem viver? DESISTAM!
Todos ficaram calados, ninguém se mexia. O homem continuou a falar: se quiserem viver voltem para seus pais, serão a vergonha da família, mas pelo menos estarão vivos, o que me dizem? Alguém quer morrer hoje?
Muitos tremiam de medo, não só do grande homem, mas da vida que teriam que arriscar. Algumas choravam, mas em silencio. Após alguns minutos naquela situação, quase todos que estavam ali desistiram, eram muito novos para morrer. Entretanto, 15 crianças continuaram em pé, olhando fixamente para o samurai, não tinham medo nos olhos, eles eram diferentes dos que foram embora.
– Muito bem — disse o samurai, num tom ameaçador- não sei se vocês são burros demais ou são corajosos. Por terem decido ficar, direi qual será o teste de vocês.
O samurai apontou para a montanha que ficava do outro lado do campo, e disse: atravessem o campo, no pé da montanha vão encontrar algumas katanas, vocês precisarão delas. Subam a montanha, se chegarem ao topo, vão encontrar uma fileira de rochas, devem corta-las com um único golpe. Então gritou:
– CORRAM PARA OS BRAÇOS DA MORTE!
Ao dizer isso, todos começaram a correr. Era um jogo de sobrevivência, o campo estava cheio de armadilhas, mas essa era a parte fácil, porque só havia cinco rochas no topo da montanha, cinco pedras para cinco vencedores.
Após correrem 500m, um deles sentiu um *clique* ao pisar no chão, em um segundo uma bomba explodiu, arremessando as sobras do corpo para longe. Os 14 olharam rapidamente, tudo que viram foi uma fumaça rosa no ar. Continuaram correndo, com os nervos a flor da pele, usavam apenas o instinto para não pisarem nas minas; podiam se ouvir Outros *clique*, seguidos de um barulho estrondoso, mas ninguém olhava para trás.
Do campo até o inicio da montanha eram 30 km de puro horror. Todos estavam distantes entre si, mas mantinham uma distancia equilibrada, de modo que quem estava mais atrás conseguia ver o que estava mais adiante. Já estavam na metade do caminho, e devido ao cansaço já não corriam como no inicio. Até que aquele que estava mais devagar ouviu um barulho, e quando olhou para trás...
– TIGRES! — e correu o mais rápido que pode, passando a frente de todos. Os outros não olharam, pensaram que era uma brincadeira, talvez um modo de fazer com que se cansassem mais rápido?
– ROOOAAAAAAAAAWR!
Eram tigres, a toda velocidade, uma dúzia deles, e já estavam perto demais. A única salvação era correrem mais rápido, com sorte as feras devorariam quem ficasse para trás.
Primeiro ouve-se um berro desesperado, um urro de uma fera, e um som de alguma coisa se rasgando. Quem se atreveria a olhar? As tripas voaram longe. Tudo foi pintado de vermelho. E uma sensação estranha de vitória vinda de uma das feras. Mas, ao contrario do que todos pensavam os tigres não ficaram satisfeitos, e continuaram a correr atrás das pequenas presas. Logo, tudo se repetiu.
A cada passo seus pés ficavam mais pesados, todos estavam a ponto de enlouquecer, já não aguentavam mais aquilo: bombas, arame farpado, buracos que se abriam lanças que saiam do chão, tigres perseguidores, e todo tipo de armadilha que se pode imaginar. Na medida em que seus corações aceleravam, as armadilhas aumentavam, mas a montanha chegava mais perto e isso era suficiente para manter a esperança.
Chegando ao pé da montanha os 10 sobreviventes encontraram uma velha senhora, anciã da aldeia, que segurava algumas katanas. Todos estavam ofegantes da correria, e essa só era a metade do exame. Após alguns minutos descansando, aquela criatura consumida pelo tempo falou:
– Crianças, vejo que estão determinadas. Ha, ha, ha – sorriu simpática – bom, vocês deixaram alguns nakamas para tras, mas, ao subirem essa montanha não poderão fazer mais isso. – o semblante da velha mudou, estava sombrio; continuou a falar:
São quatro pernas, quatro braços e duas cabeças,
Roube a arma que lhe falta,
Mate a outra besta e vença.
Dito isso, todos ficaram confusos e borbulharam os pensamentos naquelas cabeças cansadas:
– Essa velha está louca, ficou tanto tempo no sol que os miolos fritaram... ¬¬
– Roubar a arma? ... mas o Os-san disse que as katanas estavam aqui! e.e
– duas cabeças? Será que vamos matar um dragão? Õo
– eu tô com fome, quanto tempo falta pra acabar?
– daskete kami-sama, vamos TODOS morrer T.T
– obaa-san parece uma uva passa, quantos anos ela tem? 160?
– o que quer dizer esse haikai? Ahn..
– todos estão tão sérios, eu não entendi nada do que ela falou
– duas cabeças? YOSH, CORTAREI AS DUAS! HAHA isso vai ser muito fácil!
– ahãan, não acredito que sujei as calças enquanto corria daqueles tigres...
A anciã então jogou as katanas no chão e se virou, dando a entender que estava de partida, ela gritou: cof* cof* JÁ PO-cof* cof* POD- cof* cof* PODEM IR!
Notas finais
Obs. Essa fic foi feita pela segunda autora (Conis-chan) dessa conta.
~Heso! |m/|
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