Fame

2 #02 Seja minha modelo


Notas iniciais
Ainda não me decidi sobre o shipp secundário que na fanfic anterior era faberry. E graças aos inúmeros comentários que recebi (lê-se dois) estou mais confusa ainda. Pooooor favooooor, me ajudem!

– Essa foi a ideia mais imbecil que você já teve.

Quinn gritava de dentro de um pequeno cubículo qual não poderia ser chamado de provador. Kurt apenas revirava os olhos e continuava a mexer em seu celular, porém só conseguia pensar no fato de Blaine estar pousando para Vogue e ele não.

As revistas estavam começando a especular que Blaine Anderson chegaria aos pés de Kurt Hummel a qualquer momento. “Por favor” pensava Kurt enquanto navegava no celular lendo às inúmeras notícias sobre seu rival das passarelas. Perdeu a conta de quantos minutos se passaram desde que pesquisara o nome do outro modelo num site de pesquisa, pois Quinn parecia ter morrido dentro daquele quarto enquanto Barbra batia os pés impaciente ao lado de fora, olhando em seu relógio de pulso de cinco em cinco minutos.

– Isso que dá trabalhar com amadores. – A baixinha resmungou imitando a frase que ouvira da loira antes de entrar no estúdio.

– Acho que estou pronta. – Disse a voz trêmula de Quinn enquanto a porta do quarto se abria lentamente. Ao ver a mulher loira, a produção inteira parou. "A­quela é Quinn Fabray?!" pensaram todos por alguns instantes. A mulher loura com os cabelos presos, que geralmente vestia um terno cinza ­morto, estava vestindo nada mais nada menos que um vestido que lhe marcava a silhueta de uma maneira espetacular.

– Mon dieu. – Soltou Kurt em seu francês requintado.

Tanto o maquiador quando o figurinista tinham um sorriso de orelha a orelha, satisfeitos com o resultado de seu trabalho. Quinn Fabray poderia oficialmente largar o emprego de assessora e empresária para entrar nas passarelas.

– O que foi? Por que estão todos olhando assim pra mim?!

Rachel percebeu por um momento que estava de boca aberta então a tratou de fechar. Limpou a garganta, chamando a atenção de todos ali e começou a armar seu tripé e iluminação. Kurt guardava o celular em algum canto do estúdio, sabendo que ele vibraria durante a sessão, certamente alguém lhe mandando mensagem para marcar um encontro.

– Acho que podemos começar. Como quiserem... – Falou Rachel olhando pelo visor da câmera para o casal de modelos. – Devíamos começar nesse banco.

Quinn estava insegura pela primeira vez em sua vida. Não estava satisfeita com as roupas que vestia, ou com o sapato que calçava. A loira nunca havia se acostumado a ser aquele tipo de mulher que se arrumava, que escolhia um vestido colado à uma roupa qualquer. Ela simplesmente não via a hora disso terminar para que pudesse voltar para sua sapatilha e seu terno de cor morta.

As fotos iam sendo tiradas e Quinn se soltava cada vez mais, para a surpresa de todos na sala e principalmente de Kurt. Aproveitando o momento, Kurt sugeriu que a mulher tirasse algumas fotos sozinhas, e depois de muita insistência do modelo Quinn acolhera a ideia. Ele sabia que Quinn tinha talento pra isso, que ela tinha vocação para ser modelo. Ele sabia que por baixo daqueles óculos que a loira usava havia um par de olhos verdes que nasceram para brilhar.

Rachel tirou sua Nikon do rosto e observou o trabalho feito com um sorriso enorme no rosto capaz de afastar todas as incertezas de Kurt sobre a conferencia da qual participaria. A baixinha estava orgulhosa de si mesma. Era fotógrafa particular de um dos modelos da atualidade, havia sido contratada para um evento grande e tinha apena seus míseros 22 anos. Era uma conquista, e como qualquer outra conquista, era algo grande para Rachel.

– Bom, acho que com as fotos que temos aqui você conseguirá uma ótima posição, Sr. Hummel. Vou passá-­las para o computador e você poderá escolher a que deseja enviar, certo?

– Certo. – Falou confiante.

– Isso significa que acabamos?

– Sim, Srta. Fabray.

– Ótimo!

Quinn saiu em disparada para o provador indo tirar aquela roupa que não a pertencia. É claro que o olhar de surpresa que causou nas pessoas fez a loira se sentir bem, mas aquele não era seu estilo. Trocou de roupa rapidamente e voltou à sala para ajudar na escolha das fotografias.

– Nossa, tinha esquecido com você era feia. — Kurt brincou. Esse era o divertido da relação entre os dois. Eram cliente e agente, mas também melhores amigos. Essa amizade havia começado desde os tempos de colégio, quando tinham apenas dezessete anos. Quinn queria ser estilista e Kurt, bom, Kurt sempre teve em mente ser cantor, porém ambos acabaram escolhendo outras profissões, mas sempre juntos.

Com um sorriso satisfatório no rosto, Rachel virou a tela de seu macbook para Kurt e Quinn escolherem as fotos tiradas. Estavam todas perfeitas e teriam problema em escolher poucas.

– Eu gostei dessa aqui. Você não está com aquela carinha de bebê usual e parece bem mais velho. – Quinn apontou se divertindo o revirar de olhos de Kurt.

– Gostei também, mas prefiro essa porque a luz iluminou melhor. Precisamos escolher a melhor das melhores. Precisamos desse prêmio, entendeu? Eu prometi à Jen e...

– Sim, sim, eu entendo. – Quinn revirou os olhos. – Apenas ainda não compreendi porque você obedece a sua irmã como se fosse um cachorrinho indefeso sem ter pra onde correr.

Kurt sorriu. – Você conhece Jen, Quinn... – Balançou a cabeça ainda com um sorriso no rosto, se referindo ao fato de Quinn ter namorado a irmã do modelo por algum tempo. – Ela foi mimada demais e fazemos desse jeito para evitar conflitos. Até hoje acho que você foi a única que a enfrentou.

– E isso levou a um trágico fim de relacionamento, qual eu ainda tenho cicatrizes. – Gargalharam brevemente. Rachel tinha um olhar confuso no rosto àquela conversa toda, porém interviu mudando de assunto.

– Bom, posso dar a minha opinião? – Perguntou a baixinha e os dois assentiram. – Eu não deveria falar nada, mas... Diante de todas as fotos que eu já tirei para a conferencia em Paris, acho que você teria chance com essa, essa... E essa. – Apontou para a tela. – Preciso enviar três fotos, duas solo e uma com a modelo. Nessas duas você mostra lados diferentes, mostrando que não pode ser estereotipado fácil, e essa com a Srta. Fabray está bem sexy, e... Eu gostei.

Kurt sorriu encarando a tela do computador onde mostrava a foto dele e Quinn quase encostando os lábios com pura luxúria no olhar. Certamente essa iria para a escolha. Discutiram por mais alguns minutos e decidiram realmente quais fotos iriam e quais não iriam para Paris. Quinn aproveitou e salvou suas fotos solo em um pendrive qual carregava.

– Bom... É aqui que termina meu trabalho. Agora lhes desejo uma boa sorte. – Rachel apertou a mão do casal e saiu levando seus equipamentos, atrapalhada do mesmo jeito que entrou. Logo os maquiadores e o figurinista também haviam ido embora e sobrava, mais uma vez, apenas Kurt e Quinn naquele loft vazio.

Quinn pegou sua bolsa e Kurt seu celular, acabaram de fechar as cortinas, apagaram as luzes e assim que a porta estava trancada caminharam até o elevador.

– É estranho eu ter sentido algum tipo de atração pela Streisand? – Quinn perguntou fazendo Kurt gargalhar.

[...]

Rachel subiu as escadas correndo, porque afinal, quem sobe de elevador até o primeiro andar? Não Rachel, ela não era sedentária pra isso. Correu pelos corredores até chegar ao apartamento 104 onde bateu na porta algumas vezes, desesperada para ser atendida.

Não demorou muito até o dono do apartamento abrir a porta e deixar a melhor amiga entrar. A garota entrou no cômodo contendo um olhar preocupado no rosto, e arfava rapidamente, como se tivesse corrido Nova Iorque inteira.

– Blaine, eu corri Nova Iorque inteira te procurando! — ­Pausou para respirar, colocando as mãos no joelho. -­ Eu acabei há alguns minutos o ensaio de Kurt Hummel e suas fotos perto das dele não têm chances nenhumas. -­ Respirou finalmente. -­ O homem é um deus!

Blaine passou as mãos pelo cabelo preocupado. Rachel era profissional ­ e até matinha o segundo nome na profissão para não misturarem com sua vida pessoa, mas como melhor amiga de Blaine não negaria alguns spoillers a ele.

– E a modelo que posou com ele, misericórdia. -­ Arfava pois ainda não havia recuperado o ar. ­- Sinceramente acho que você poderia ter seguido minhas sugestões na vez que fomos tirar as fotos, mas não, você e seu ego enorme e... ­ Blaine, você sequer está me ouvindo? — Perguntou com as mãos na cintura.

– Não há mais nada a se fazer. Minha carta à Paris já foi enviada com minhas fotos e a única coisa que nos resta é esperar. -­ Andou até a janela de seu apartamento observando o fluxo na rua. -­ Sabe, Rach... Eu sempre admirei Kurt. De verdade. Ele consegue conciliar beleza, estatura, poder e fama todas juntas e eu me pergunto todos os dias se conseguirei fazer isso...

– Não, Blaine. Não. Absolutamente não. Você não pode o admirar. Você tem que o odiar. Vocês dois são rivais. As fotos dele aniquilam as suas, mas até agora são os dois competidores mais fortes. Blaine, você é o novo, você é o que Nova Iorque precisa. Kurt está no mercado há um bom tempo, e se mostrou mais inseguro que você.

– Tudo bem, eu só... ­- Chacoalhou a cabeça. -­ A firma continua me pressionando e marcando eventos na minha agenda e a única coisa que eu preciso agora é um tempo pra mim. -­ Suspirou, recebendo um abraço de Rach. — Podemos apenas assistir algum filme? — Perguntou receoso.

Blaine era um garoto assustado. Nunca pensou que receberia a fama tão rapidamente. Começou modelando para grifes pequenas e como num estalar de dedos já era considerado uns dos melhores modelos da cidade, crescendo cada vez mais e hoje já chegava no patamar de melhores modelos do país. Se orgulhava de tudo isso, porém sentia falta às vezes de uma vida mais tranquila.

– Claro, B. -­ Beijou a bochecha do amigo e o levou até o sofá. -­ Mas eu juro que se tiver que ver aquele filme de dança mais uma vez, eu coloco fotos comprometedoras suas na internet!

– Ok, ok. Sem Love n' Dancing! -­ Blaine cruzou os dedos.

[...]

– Eu não vou pegar um avião daqui a quarenta e cinco minutos, ir para Irlanda, desfilar em um evento que você se lembrou hoje e voltar logo depois apenas porque você quer, Fabray. — Kurt bufou no celular. — É o segundo compromisso que você esquece de me avisar!

"Kurt, me desculpe, de verdade. Por mim eu tomaria todas as dores e você não iria, mas é o evento que escolherá a abertura da conferencia de Paris. A firma está pressionando e você precisa ir! Sabe quem confirmou presença lá? Blaine Anderson! Vamos lá, Kurt. Você sabe que meu emprego na Pegasus está por um fio, e se perder esse evento vou direto pro olho da rua."

– Você sabe que estou no meio do shopping de Nova Iorque nesse exato momento gritando pelos corredores com você? E você sequer aparece lá em casa para dar essa notícia, apenas me telefona e acha que fica tudo certo. Você estragou meu dia de compras, Quinn. — Disse com um tom como se a loira tivesse cometido o pior pecado de todos.

"Kurt.... Minha mãe ficou tão orgulhosa quando soube que o Kurt que eu era amiga no ensino médio era o mesmo Kurt da TV. Acho que ela teve princípio de infarto quando contei que seria sua agente..."

– Sem chantagem emocional! — Avisou.

"Eu nunca te peço nada! Sempre faço o que você pede, aliás. 'Quinn, faça isso. Quinn, vá até o outro lado do estado comprar meu suco de laranja natural porque o industrial me dá espinhas. Quinn, vá até a lavanderia mais longe e escondida da cidade pegar meu terno em quinze minutos, e eu não me importo com o trânsito...' Kurt, não é justo."

– Eu não vou ter sossego enquanto continuar negando... Vou?

"Não."

– Ok. Às vezes acho que fui Maria Madalena na vida passada pra merecer uma melhor amiga igual você. Eu vou, mulher. Mas me prometa que de hoje em diante você vai marcar meus compromissos na sua testa, pra sempre que se olhar no espelho, se lembrar. Caso contrário, faço questão de ligar pro seu chefe e exigir que ele te demita. — Disse suspirando fundo.

"Você não pode me ver, mas eu acabei de pular no meio do metrô."

– Eu acredito em você.

"Ok, agora vou te deixar em seu maravilhoso mundo das lojas e acessórios caríssimos e vou atrás de passagens de última hora. Te mando uma cópia por e-­mail."

– Me mande por mensagem. Eu bloqueei seu e-­mail na minha caixa de entrada. — Disse tentando disfarçar um sorriso.

"Por quê?"

– Porque você só fica me mandando sites aonde eu posso comprar um aparelho onde eu aumento meu pênis 30 centímetros em uma semana. — Gargalhou baixo ainda não acreditando nos 22 anos que Quinn tinha com essas atitudes.

"Eu ainda acho que será útil no futuro. De qualquer jeito, preciso ir. Nos vemos à noite, K."

Kurt nem se deu ao trabalho de se despedir da Fabray, apenas sorriu ao olhar o aparelho de telefone enquanto o colocava no bolso. Quinn tinha seu jeito louco de ser e ao mesmo tempo conseguia ser competente confiável a ponto do castanho poder confiar sua vida a ela. Era a melhor pessoa que poderia existir.

.:.

Blaine colocou seus óculos de grau baixo, arrumou sua touca na cabeça e caminhou até o elevador segurando em mãos uma mala grande. Enquanto o elevador não chegava ao térreo checou suas passagens e mandou algumas mensagens para Rachel o encontrar no aeroporto pois já estava atrasado.

Alguns minutos de taxi e o modelo já entrava pelo saguão do aeroporto internacional. Passou pelo check­-in, comprou um chá em uma máquina automática e colocou sua mala na esteira. Sentou-se em uma das cadeiras do saguão e esperou alguns minutos até o avião se posicionar e os passageiros poderem embarcarem. Enquanto Blaine dava esses passos, era cercado de fotógrafos e jornalistas. O moreno adorava a atenção.

Atenção que foi roubada assim que Kurt Hummel e Quinn Fabray entraram pela porta automática do aeroporto. Todos os fotógrafos correram até o modelo tentando tirar alguma exclusiva ou descobrir alguma fofoca, como a que corria por toda a internet que dizia que Kurt e Quinn, além de modelo e agente, eram o mais novo casal da cidade.

Kurt tirou seus óculos escuros e seu olhar se cruzou com o de Blaine que observava a muvuca dos fotógrafos ao seu redor. Quinn foi até o balcão acompanhada do amigo e em alguns minutos fizeram o check-­in. Alguns funcionários do aeroporto recolheram as malas e assim o "casal" pode ir até o café comprar alguns quitutes. Quinn comprou algumas guloseimas para comer durante o voo e Kurt ficou apenas com sua coca diet.

Seguiram até o saguão novamente e se sentaram à frente do outro modelo, que nessas horas ligava preocupado para Rachel que ainda não havia chegado . Os fotógrafos aproveitaram o fato de ter dois supostos rivais sentados frente a frente para arrancar notícias para suas manchetes.

– Senhor Anderson, uma pergunta. -­ O moreno assentiu. -­ Meu nome é Martha, da revista Fashionist. O que você tem a dizer sobre Kurt Hummel? Você o considera um concorrente? — Perguntou chamando a atenção do modelo citado que ouvia tudo atentamente.

– Eu já vi algumas fotos, e o garoto sabe o que faz. Eu não considero ninguém meu concorrente porque não entrei pro mundo da moda pra fazer inimigos e pra tirar alguém do topo. Apenas estava no lugar certo, no momento certo e aqui estou. — Respondeu humilde.

– E o que tem a nos dizer sobre a conferência de Paris? Soube que você e o senhor Hummel já enviaram suas fotos e estão esperando a data do evento. Fontes confiáveis dizem que os dois estão com a disputa acirrada. — Perguntou outro jornalista.

– Bom, é meio clichê dizer que o melhor irá ganhar, mas é isso que irá acontecer. A fotógrafa é perfeita, e se os modelos são bons irão fazer a fama por si mesmo. – Sorriu ao se lembrar da amiga.

– Você está indo para o evento anual de moda que acontece na Irlanda, que esse ano escolherá os modelos para a abertura da conferencia de Paris? — Gritou uma repórter baixinha perdida no meio da multidão.

– Isso. -­ Falou enquanto tomava um gole do seu chá.

– Você sabia que Kurt irá fazer o encerramento, e não você? — Perguntou novamente Martha, tentando fazer alguma fagulha sair daqueles depoimentos.

Não. Blaine não sabia dessa e provavelmente ligaria para sua agência assim que desembarcasse no outro país. Não ter um agente era possivelmente o problema nessas horas. O combinado era Blaine abrir o show e Blaine fechar o show. Respirou fundo e tentou não transparecer sua raiva.

– O cara tem mais experiência nisso, está há mais tempo no mercado que eu. ­- Sorriu humilde. A repórter agradeceu, descontente por Blaine ter mantido a linha, e anotou algumas coisas em seu bloco de papel.

Até o instante atual, não havia nenhum sinal de Rachel no aeroporto. Do outro lado do saguão, os repórteres agora tentavam tirar alguma palavra de Kurt. – E sua relação com Blaine é saudável? ­- Perguntou um cara alto.

– Eu não sou seu melhor amigo. Aliás, nunca tive a oportunidade de falar com o garoto. Acho que se ele está no topo foi porque mereceu, e quem sou eu pra julgar o que consideram atraente hoje em dia? – Respondeu um pouco ríspido.

– Isso significa que você não o acha atraente? — Perguntou o rapaz.

"Jesus, não." Pensou Kurt. Ele poderia não ter empatia com o jovem modelo que estava a sua frente observando sua entrevista, mas não poderia em momento nenhum negar a boa aparência de Blaine. Seu charme era inconfundível e quando se falava em beleza era quase um paradoxo para Blaine Anderson.

– Acho que deu de perguntas por hoje, não acha? -­ Kurt gargalhou.

Os repórteres se desculparam e aos poucos sobraram apenas alguns curiosos com câmeras tirando algumas fotos e pedindo autógrafos. Porta adentro entrava uma baixinha atrapalhada, tropeçando em sua própria mala e sem tempo de arrumar seus óculos de grau. Blaine gargalhou e esperou a amiga caminhar até si.

– Kurt, é a tal Barbra. -­ Quinn cutucou o amigo que agora via a aproximação de Blaine e a morena do outro lado do saguão.

– Pensei que você perderia o voo. ­- Disse Blaine ajudando Rachel com a mala enquanto ela fazia corria para o check-­in.

– Você acreditaria se eu te falasse que Lucy fugiu e eu a achei em cima do telhado de uma casa na esquina? Até a convencê-la a descer e ir até o petshop perdi algumas horas. Não sei porque eu ainda tenho essa gata.

– Porque talvez você queira ter uma desculpa para Jesse voltar. -­ Disse sincero. -­ Rachel, livre-­se desse gato. Ele foi embora há três meses. Deixou sujeira na sala, uma bagunça no seu coração e essa gata que olha pra gente e começa a rosnar igual a um cachorro bravo. Você a cria porque tem a esperança que um dia Jesse volte, mas acorde, ele não vai. — Dizia em um tom um pouco feroz.

– Choque de realidade? Essa hora da manhã? Dá um tempo, Anderson!

Rachel ajeitou seus óculos e praticamente arrancou a mala dos braços do modelo, que deu de ombros e foi até o café comprar um suco de caixinha para a amiga, sabor uva, seu preferido. Se sentou ao lado dela no saguão, ainda em silêncio após o pequeno gelo, esperando alguma voz anunciar que o avião estava pronto para embarque.

– Não olhe agora, mas você viu quem está sentado à nossa frente? Kurt Hummel e Quinn Fabray. — Rachel disse discreta.

– Sim, eu sei. Você nem sabe o sufoco que passei com os paparazzis. — Entregou o suco para a amiga. -­ Por que esse avião está demorando tanto, afinal?

"Senhores passageiros com destino à Dublin, Irlanda. O avião está posicionado e pronto para embargue. Posicionem ao portão seis. Decolagem em quinze minutos."

– Parece que é o nosso voo. -­ Disse Kurt se levantando com Quinn.

– Parece que é o nosso voo. ­- Disse Blaine se levantando com Rach.

Caminharam lentamente até o portão onde um guarda conferia os bilhetes e liberava acesso à pista de pouso. Quinn entrou na frente, seguida de Rachel e dos meninos. Andaram até o pequeno avião e embarcaram (de primeira classe, claro).

– Bem vindos à American Air Lines. Quer ajuda com seu assento? – Perguntou a aeromoça em frente à porta que dava acesso às poltronas.

– 5­A. -­ Disse Quinn.

– À esquerda do avião, quinta fileira. ­- Quinn agradeceu e foi se sentar. -­ Posso ajudá­-los com seus assentos? -­ Se referiu à Rachel, Kurt e Blaine.

– O da senhorita fica aos fundos, pela direita, 20­A. -­ Rachel agradeceu e foi se sentar. ­- Posso ajudar os cavalheiros?

– 19A.

– 18­A.

Falaram ao mesmo tempo.

– Vocês sentarão juntos. Meio do avião, à esquerda. — Sorriu, dando passagem aos demais passageiros para acomodá-los. Kurt e Blaine seguiram em silêncio até suas poltronas. O Hummel desejou mentalmente a morte de Quinn pelas passagens de última hora. Já sentados, a aeromoça pegava o alto-falante e soava pela primeira classe.

– Bom dia, passageiros da primeira classe da American Air Lines. O voo durará cerca de nove horas e trinta minutos. Fiquem à vontade, desejamos uma viagem confortável. Para chamar o serviço de bordo pressione o botão vermelho ao lado de suas poltronas. A American AirLines informa que é expressamente proibido trocar de assentos antes ou durante a viagem. Reclamações no 0800. Mantenham seus aparelhos telefônicos ligados por, no máximo, cinco minutos antes da decolagem. A American AirLines agradece a compreensão de todos, tenham uma boa tarde.

Assim esperavam.

Notas finais
Pra quem já leu a fanfic, espero não estar confundindo vocês com as mudanças que estou fazendo. Não me sentia bem com a escrita antiga e estou mudando e adequando aos meus jeitos atuais. Uma das coisas que estou fazendo é juntar dois capítulos de mil palavras pra formar um grande, espero que entendam e não fiquem confusos! Comentários são muito bem vindos. É horrível repostar uma história, pois se tem os capítulos prontos e não tem como mudar caso os leitores não estejam satisfeitos, mas espero que vocês comentem pra eu saber o que estão achando. Não tenham medo da caixinha de texto ali em baixo, ela foi feita pra distribuir amor! hahaha Obrigada por lerem até aqui. Nos vemos no próximo! ♥