Família Salvatore

5 Infantilidade.


Notas iniciais
Olá, dei uma sumida né? Eu sei. Mas irei recompensar vocês postando hoje e amanhã! Feliz ano novo! Não tem Stelena, lamento informar. O capitulo é sobre a festa e ficou bem legal, já que... bem, leiam!

Capitulo 5 — Infantilidades.

Jovens. Jovens para todo o canto. Os adolescentes eram como formiguinhas por todo o canto, andavam para lá e para cá com seus copos vermelhos e azuis de plásticos.

Graças a Deus a festa não ficou de acordo como Spencer queria. Nela tinha musica alta e eclética, na piscina no fundo da casa tinha garotos saltando dela, meninas de biquínis justos e Damon tinha certeza que em alguns dos quartos tinha adolescentes transando.

Ele já começava a ter dor de cabeça em pensar quem irá lavar os lençóis e arrumar tudo no dia seguinte e ver qual o prejuízo. Deus, por que ele estava pensando nisso mesmo? Parecia que sua alma estava ficando velha, que ele estava ficando velho. Tecnicamente em sua certidão ele tinha números a mais que esses jovens daqui e eles não são poucos.

Damon deu mais um gole no seu Whisky que avia pego da coleção secreta de Stefan que ele tinha descoberto a alguns minutos atrás quando estava procurando algo melhor que cerveja no galão que os adolescentes bebiam. Cerveja já não fazia tanto efeito assim em seu organismo. Era como um liquido amargo, não como agua ou suco, era um liquido amargo e ruim que em sua adolescência ele se deleitava.

Sorriu enquanto se movimentava pela casa com seu copo na mão, colocou as mãos nos Jeans de sua calça preta justa e ajeitou seus cabelos negros revoltos.

Damon sobressaltou para traz quando sentiu o impacto com a figura pequena em seu corpo pela frente, ele estava tão absorto em seus desaveio que não viu a pobre garota em sua frente. A cerveja escorreu por sua blusa preta molhando-a, não fez uma mancha visível por conta da cor, entretanto lhe causou um frio que começou pelo tórax.

― Deus, perdão. Eu sou muito desastrada. ― a garota começou a se desculpar, ainda de cabeça baixa sem fazer contato com ele.

Ela procura algo em sua pequena bolça, tirando de lá um lenço branco e esfregando na camisa de Damon sem se dar conta de nada.

― Desculpa, desculpa... Deus ― ela continuava a se desculpa, limpando a camisa de Damon como se pudesse tirar o cheiro de cerveja e a umidade que ficou nela. ― Merda. ― Diz baixinho, quando seu lenço cai na grama.

Ela se agacha para pegar o lenço na grama e Damon a para, pondo suas mãos nos dois braços da garota em sua frente.

― Ei, calma. Tudo bem, é apenas um blusa, mesmo ela custando duzentos dólares. ― e quando ela levanta o rosto Damon pode finalmente contemplar sua beleza.

Seus olhos estão alarmados com o preço.

Sua pele é negra como chocolate, seus olhos são de um castanho claro puxado para o verde e seus cabelos são curtos estilos Chanel. Ela está de calça colada e preta e uma blusa marrom com jaqueta. Mas Damon não se importou muito com isso e sim com seu rosto desenhado e olhos curiosos.

― Me desculpe mesmo, eu irei pagar. ― garantia.

― Que isso, não é preciso. ― diz Damon, sorrindo, vendo a face dela se acalmar, aliviada. ― Eu apenas quero que me ajude a escolher outra blusa.

― Certo. ― concorda.

Damon põe uma de suas mãos nas costas dela, a guiando em direção a casa. A garota vai meio desajeitada, com os olhos curiosos olhando tudo.

― Meu nome é Damon. ― se apresenta.

― Bonnie.

***

― Apesar de não sair como planejei, até que deu tudo certo, não acha Toby? ― pergunta Spencer, encostada no peito do namorado enquanto observa sua animada festa.

Toby concorda um pouco entediado. Ficar parado com Spencer naquela festa completamente agitada, borbulhando alegria era muito ruim. Spencer se recusa a sair do lugar e também não largava seu copo azul com cerveja barata, ao qual ela teimou muito em beber, dizendo que isso a deixaria ela inchada e com vontade de urinar – era verdade –, mas, depois que Toby a avisou que ela teria que ficar sóbria durante a festa inteira ela concordou virando o copo.

Mas tinha uma coisa que Toby não conseguia quebrar em Spencer; fazer ela dançar sem se importar com nada em publico.

― Concordo. Acho até que esta aqui é melhor do que a sua ficaria. ― Tyler bebe um pouco, a bebida gelada e amarga desce pela sua garganta.

Spencer sai de seus braços e se vira para ele com rugas na testa. Toby levanta suas sobrancelhas confuso.

― Que? ― pergunta.

― Como assim “Que?” Toby, minha festa ficaria muito mais legal que isso aqui. ― Spencer esbraveja. ― Isso aqui está parecendo festa de... de...

― Colegiais. Colegiais normais. ― Toby a respondeu.

Ele poderia gosta muito de Spencer, mas aguenta-la às vezes era um trabalho. Ela não crescia, vivia no mundinho dela, conforme as coisas que ela premeditava, tinha tudo o que queria. Ninguém nunca pode ter tudo o que almejar, a vida é assim. Não se pode ter nada de mãos beijadas.

O rosto de Toby ferveu, ficando vermelho. Céus, ele nunca ficava com raiva de Spencer, claro que ele ficava chateado com algumas de suas atitudes no colégio, em qualquer lugar na verdade.

Ela era birrenta. Ela ainda era uma garotinha.

― Você só pode estar brincando. ― Spencer coloca uma de suas mãos na cintura.

― Não Spencer, quem brinca é você. A criança aqui é você. Eu estou cansado já, cansado de ficar com uma menina mimada. Estamos no ultimo ano e você parece que não sai da sexta serie! Ano que vem estaremos na faculdade, você não pode continuar assim, você tem que crescer. Não pense que eu falo isso para o seu mau. ― Toby eleva um pouco a voz. Ele percebe o quanto atingiu Spencer, pois ela está com os olhos um pouco úmidos, e seus ombros se encolhem por um momento, mas logo ela volta à postura anterior, com o nariz empinado e o ar superior.

― Você... é um trasgo, Lockwood! ― Spencer realmente tinha tentando buscar uma palavra mais madura. Afinal, ela era madura, certo? Sim, Spencer se considerava madura e responsável. ― Eu não sou uma criança.

― Spencer, você só assim por que acha que é certo. Acha-se a rainha da escola, querendo colocar as pessoas para baixo por conta do dinheiro que tem.

― Você também tem muito dinheiro.

― Eu não esbanjo. ― justifica. ― Eu não ando por ai como se fosse á tal. Você humilha garotas, você humilha todo mundo. Que futuro você quer com isso?

― Se acha tudo isso de mim, se acha todas essas coisas ruins de mim, por que ainda continua comigo? ― Toby poderia ver as lagrimas caindo dos olhos cor de chocolate.

Ele sabia a resposta, ele com certeza sabia. Mas porque falar? Isso não iria mudar. Isso não iria muda-la, e o que mais Toby queria vê era a Spencer do jeito que ela realmente é, a Spencer que ele se apaixonou desde pequeno.

Mas antes de ele ao menos tentar dar a resposta, que ele sabia que não iria conseguir por para fora, ela se virou, os cabelos castanhos cacheados cobrindo-lhe as costas desnudas por conta do tipo de vestido, a pequena mão enxugando as lagrimas.

Toby olhou ao redor e viu que tinha algumas pessoas olhando para eles, para aquela discussão.

Ele queria correr e pedir desculpas, mesmo achando errado. Ele queria ir lá e pedir desculpas a sua namorada por ter sido idiota, mas ele não era idiota. E Toby sabia que era para o bem de Spencer.

***

Ela queria fazer ele se sentir do mesmo jeito que ela estava se sentido agora. Idiota. Magoada. Ferida. A verdade era assim? Mas aquela não era a verdade para Spencer, com certeza aquela não era. Ela não era assim, não era criança, não era metida, amava seus amigos e as pessoas próximos a ela.

Toby estava completamente errado! Ele não podia jogar a verdade na cara dela, a fria e crua verdade. Espera, aquilo não era verdade! Garoto idiota. Menino, criança, chato, verdadeiro... O que? Verdadeiro? Puft!

Uma coisa que ela teve certeza que ele não era.

Spencer sentiu o frio da noite em sua pele pela primeira vez. Ela sentiu um pequeno buraco começando a se abrir em seu coração. Fazia quanto tempo mesmo que estava Toby? Ela não tinha a mínima ideia. Não sabia mais de nada agora. Toby estava com ela desde que ela se entende como gente.

Spencer ouvia o som da musica eletrônica bombeando seus tímpanos, tirando um pouco do sentindo dela naquele momento, alias, o sentindo para ela avia acabado a alguns minutos.

Ah, como ela queria beber uma vodca e não cerveja barata. Sua amiga Nadia, tinha desaparecido e ela se sentia uma formiguinha do meio de toda aquela gente.

Spencer tentava pensar nas coisas mais mirabolantes que poderia fazer para ferir Toby. Ela poderia quebrar o troféu do campeonato do ano passado, poderia quebrar o vidro do carro que os pais deram para ele. Spencer riscou o ultimo pensamento, ela gostava demais dos seus tios/sogros Tyler e Caroline para fazer isso, mesmo o filho deles merecendo muito.

Então ela encontrou uma coisa que poderia deixar Toby se sentindo um idiota, magoado e ferido.

Dando a volta na piscina iluminada cheia de garotas de calcinha e sutiã e biquínis ela encontrou uma solução. Poderia ser pior burrada já feita por ela, mas quem liga?

Loiro. Malhado. Mais velho. Olhos azuis e com um sorriso perfeito. Esse com certeza seria seu pior erro ou talvez o melhor.

Spencer não queria pensar e nem fazer o garoto pensar também, ela ficou em sua frente, atrapalhando a conversa que ele estava tendo com outra pessoa. Ele a comprimento e quando foi elogiar sua festa ela grudou seus lábios nos do dele, envolvendo os cabelos loiros entre seus dedos.

Ela pode o ver soltando um sorriso durante o beijo. Pode ouvir os suspiros atrás dela e alguns cliques do aparelho celular. E por um segundo ela percebeu que estava sendo infantil, mas não se focou nesse pensamento enquanto se entorpecia com o aroma de Nate Archibald.

Notas finais
*eles não terminaram* Olá amores, acho que eu já espero as pedras que vcs jogaram, mas podem passar lá na minha nova fanfic de TVD? Please? E deixar um comentário com a sua verdadeira opinião, fico grata. http://fanfiction.com.br/historia/590088/Heavy_In_Your_Arms/ Até amanhã!