Fairy Tail: Vida Noturna
4 DR's Amorosas
Notas iniciais
Pov. Mirajane
Logo que entramos na boate e fomos para a multidão acabamos perdendo Lisanna, Natsu e Bickslow de vista. Laxus quis ir pegar bebida, então, em seguida nos separamos de Bisca e Alzack também por que eles quiseram ficar dançando. Ou sozinhos.
Quando chegamos no balcão fomos atendidos por Bacchus, o outro bartender, porque Gajeel estava ocupado consertando um cano que estragou. Nós dois pedimos um Maxi, que é Vodka com energético só que mais Vodka do que energético.
– Gaahh! – reclamou Laxus ao tomar um gole e eu ri. – Essa porra é forte.
– É. – concordei. Tomei um gole e inconscientemente fiz uma careta. – Forte. – falei e ele riu.
– Olhando assim para você eu diria que você não tem cara de quem bebe. – comentou. – Mas eu estaria completamente errado. – brincou.
– Eu nem bebo tanto. Você bebe mais. – contestei rindo.
– É. Tem razão. – ele concordou entornando o copo e depois batendo no balcão. – Bacchus!
– Já?! – debochou o bartender. – Outro?
– Aham! – gritou Laxus por cima do som.
Bacchus pegou o copo vazio, e em poucos segundos retornou com ele cheio.
– Não é bom beber demais. – falei.
– É sim. Não sou eu quem está dirigindo. – retrucou.
Às vezes me irritava muito esse jeito do Laxus. Ele era uma boa companhia, exceto quando começava a beber. Depois que começava, ele não parava mais. Se tornava o fodão e pegava um monte de garotas. Quase sempre transava com elas.
Eu, por outro lado, não gostava muito disso. Quer dizer, eu gostava de madrugar na Fairy Tail, de pegar uns caras e às vezes eu até ia para a cama com eles, porém tudo perdeu um pouco a graça depois da noite em que eu e o Laxus ficamos.
Aquele dia nós tínhamos bebido muito, mas ainda estávamos um pouco sóbrios. A Levy tinha colocado uma musica muito boa e a gente estava dançando muito quando ele chegou em mim e me beijou. Eu nem me preocupei muito quando eu vi que era o Laxus e retribui, a gente nem sabia o que estava fazendo, estávamos um pouco bêbados.
O clima estava tão quente entre nós que acabamos indo para um dos quartos que tem depois dos banheiros e transamos. Depois disso, nunca mais falamos desse assunto, mas a gente sabe que transou.
Fim Pov. Mirajane
Pov. Laxus
Eu já fui para a cama com a Mirajane. Não sei se para ela significou alguma coisa, mas para mim significou. Naquela época eu já gostava dela, então criei coragem e a beijei. Não achei que fossemos acabar fazendo sexo, mas depois a gente nunca mais tocou no assunto.
Eu continuei pegando várias garotas depois, só que nunca mais dei a sorte de pegar a Mira de novo. Não é nem o fato de que houvesse a chance de irmos para a cama novamente. O fato é que eu não consigo mais parar de pensar nela, cara. Eu sou louco pela Mirajane, mas perto dela eu perco toda a minha coragem e não consigo dizer o que eu sinto. Eu amo ela, mas eu realmente não consigo dizer isso a ela.
Fim. Pov Laxus
Pov. Bisca
Eu e Alzack não éramos muito de beber. Por tanto Mira e Laxus foram para o bar e nós dois ficamos na pista dançando. Eu adorava dançar, mas Alzack preferia era namorar mesmo. Se ele não estivesse me namorando eu aposto que estaria com outra pessoa. Ele não era safado, mas garotas simplesmente vinham nele. E continuavam vindo mesmo sabendo que ele tinha namorada.
É claro que ele não dá atenção para elas, mas igual eu sinto ciúmes. Na verdade eu tenho medo de perdê-lo por que eu sei que ele quer fazer comigo o que casais fazem e eu não estou pronta ainda. Eu tenho medo de não fazer isso certo, e eu tenho mais medo ainda de que ele prefira outra garota mais experiente, assim como ele.
E o pior é que não consegui parar de pensar nisso a semana inteira. Eu mal olhava para a cara dele, de tanta vergonha que eu sentia de ter esse dilema. Era como se o mundo estivesse me pressionando, me obrigando a fazer algo que eu não quero. Eu estava me sentindo sufocada. Então, quando uma garota loira de minissaia olhou para o Alzack e ele percebeu o olhar dela sobre ele, eu saí correndo.
Era óbvio que eu não era suficiente para ele. Por isso eu fugi.
Fim Pov. Bisca
Pov. Mirajane
Laxus não parava de beber. Eu o convidava para ir dançar, mas ele grudou no balcão e não saia de jeito nenhum. Só para você ter uma noção, Gajeel já tinha consertado o cano nesse tempo.
– Laxus! – gritei por cima do som. – Vamos dançar! — chamei.
– Eu não estou afim, Mira. – era a sua desculpa.
Eu já não aguentava mais.
– Gajeel!! – gritei me apoiando no balcão.
– Sim, Mira?
– Eu quero quatro doses de Vodka! – pedi, fazendo com que a atenção de Laxus se voltasse para mim.
– Quatro?! — Gajeel se surpreendeu. – É tudo para você? – ele perguntou.
– Sim. – respondi. — Dá para ser rápido? – pedi com educação.
– Tem certeza que aguenta? – ele insistiu.
– Sim. – repeti.
– Tudo bem, vou lá pegar.
– Não, Gajeel. – falou Laxus se levantando.
– O que...? – comecei, mas ele me interrompeu.
– Você vai acabar fazendo merda. – explicou.
– Olha aqui, quem é você para me dizer o que devo ou não devo fazer? – retruquei.
– Eu pego ou não pego? – perguntou Gajeel.
– Não! – respondeu Laxus.
– Sim! – gritei.
– Sim ou não? – repetiu o bartender.
– Não! – gritou o loiro.
– Sim! – falei.
– Não! – ele insistiu e então pegou meu braço e saiu me arrastando com ele.
Fim Pov. Mirajane
Pov. Alzack
Eu e Bisca acabamos separados do resto do grupo e fomos dançar.
Primeiramente não notei nada de errado, mas depois percebi que ela estava com uma cara estranha. Aquilo começou a me deixar preocupado e eu ia perguntar se ela estava tudo bem, só que tinha uma garota dessas bem vulgares que ficava me encarando e bem na hora ela olhou para mim de novo. Então eu virei o rosto para olha-la de cara feia, porque talvez fosse isso que estava incomodando a Bisca.
Só que quando eu voltei o rosto para puxar minha namorada mais para perto de mim, ela tinha sumido. A única coisa que vi foram seus cabelos verde turquesa escorregar pela multidão antes que eu a perdesse de vista.
Aquilo me deixou com muita raiva. Será que Bisca ficou com ciúmes ou teria ficado chateada?
Comecei a andar para tentar sair da multidão, mas fui interceptado pela loira, o motivo da minha irritação.
– Você tá sozinho? – perguntou com um sorriso.
– Não. Não estou. – respondi com firmeza. – E você sabe disso. – acrescentei.
– Eu?! Como é que eu vou saber disso? – ela olhou ao redor e continuou: — Não estou vendo ninguém com você, só se você tem um amiguinho imaginário. – falou arqueando as sobrancelhas.
– Acho que você precisa de um amigo imaginário para te aquietar. – falei à queima roupa.
Ela arregalou os olhos, mas logo se recompôs.
– Você tá irritadinho, hein?
– Eu só quero encontrar a minha namorada. – falei não aguentando mais aquela menina.
– Na-namorada?! — ela repetiu, seu sorriso sumindo do rosto.
– Com licença!? – pedi impaciente, tentando passar sem sucesso por culpa da multidão.
Nisso fomos atingidos pela bebida de alguém na multidão alucinada.
– Ei! – gritamos juntos.
– Ah! Merda! – a loira gritou sacudindo a blusa com as pontas dos dedos. – Filho da puta molhou toda a minha blusa! – ela xingou. – Ai que droga! Maldito!
Quando olhei para ela enquanto falava essas coisas, me arrependi no mesmo instante. Sua blusa estava realmente toda molhada, marcando bem seus peitos, que, depois eu percebi estavam sem sutiã.
Caramba! Acho que Bisca nunca se vestiria assim.
Empurrei a loira para o lado e corri em direção à porta a procura da minha namorada.
Fim Pov. Alzack
Pov. Laxus
Quando escutei Mira pedir quatro doses de Vodka eu fiquei muito puto. Eu sabia que ela não era de beber, a não ser que quisesse mesmo ficar bêbada. Ou seja, ela queria.
Na hora eu impedi que Gajeel trouxesse as doses, mas ela foi firme e disse a ele que trouxesse, e ainda por cima perguntou para mim quem eu era para lhe dizer o que devia ou não fazer. Nossa discussão deixou o bartender confuso e ele perguntou se era ou não para ele trazer as doses. Mirajane disse que sim, porém eu fui insistente e disse não. Mas, vendo que ela não ia desistir tão fácil, cheguei mais perto e a puxei para longe dali pelo braço.
– Laxus! Me solta, você tá me machucando! Laxus! – ela se debatia, mas eu não soltei seu braço. Eu estava muito bravo.
Levei-a mais para um canto e perguntei no que ela estava pensando. Perguntei se ela queria ficar completamente bêbada e depois passar de mão em mão pela festa e no outro dia nem se lembrar de nada. Se era isso que ela pretendia.
– É claro que não, Laxus! – ela respondeu. – Eu só queria me divertir já que você não saia daquele balcão! Quer dizer que você pode e eu não?! – gritou com aquela voz doce. – Quem é você para me dizer o que fazer, Laxus?!
Aquela pergunta me pegou em cheio. Eu não era ninguém para ela, ninguém. Eu não tinha o direito de lhe fazer perguntas ou de repreendê-la. Eu podia fazer isso como amigo, mas nada mais. Ela era maior de idade e fazia o que bem entendia. Aquilo me acertou em cheio.
O que eu estava sentindo era ciúmes. Eu estava muito puto, cara. Eu queria socar alguma coisa de tanta raiva. Fechei os punhos e respirei fundo. Quando abri os olhos Mirajane estava se afastando de mim.
– Mira! – chamei. – Mira! Volta aqui! Me desculpa! Mira! – vociferei chamando a atenção das pessoas em volta.
Ela virou e ficou me olhando.
Eu tinha que tentar dizer para ela pelo menos, o que eu sinto. Eu tinha tido uma crise de ciúmes, cara! Fui até ela e a puxei pela mão atravessando a multidão.
Paramos depois dos banheiros e eu a encostei na parede.
– L-Laxus...? – ela questionou.
– Desculpa. – pedi. – É que eu gosto muito de você.
– Você me machucou. – comentou esfregando o braço.
Puxei seu braço e dei um beijo.
– Melhor? – e ela deu um sorrisinho. Criei coragem e falei de uma vez por todas: — Fica comigo, Mira? Só hoje. – acrescentei enquanto colocava as mãos na parede e aproximando meu rosto do seu.
Fim Pov. Laxus
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