Notas iniciais
Muito obrigada a quem comentou no capítulo anterior e muito, mas muuuuito obrigada por favoritar a história Lucy Dragneel Fulbuster! Espero que gostem! Nos vemos lá em baixo! ;)

Assim que saí da guilda fui até minha casa. Falei com a velhota sobre o aluguel. Eu lhe contei tudo o que se passou. Depois de desabafar duas vezes, o coração começava a doer menos, o resto eu não me importava. Ao me ver naquele estado deplorável, ela decidiu que pagaria o aluguel enquanto eu estivesse fora, assim como também limparia a casa todas as semanas.

Abracei-a. Um abraço caloroso, a única coisa que eu precisava neste momento.

Subimos até o meu quarto e ela me ajudou a fazer as malas. Tomei um banho e coloquei curativos nas feridas. Vesti uma roupa que tapasse o menos possível, não exagerando claro, porque o tecido doía ao raspar nas feridas; os curativos não chegaram para todas.

Despedi-me da velhota e deixei as malas no quarto mesmo, depois viria buscá-las. Comprei uma passagem de metro que me levava até à floresta e fiquei-me por lá.

Comecei a andar por entre os arbustos, mas as feridas continuavam a doer muito, e quando dei por mim, estava perdida no meio da floresta. Fechei os olhos, não aguentando mais a dor e a fome que surgira de repente e embati no chão duro e frio.

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–Ei! Acorda! Acorda! – Senti o meu corpo ser abanado freneticamente. Abri os olhos, vendo tudo desfocado – Ah! Você acordou, pensava que ia morrer! – Pisquei os olhos umas vezes até ver normalmente outra vez e notar uma mulher ajoelhada ao meu lado.

–Quem é você…? – Perguntei, tentando me levantar.

–Vamos, não faça esforços. – Ela me deitou novamente. Foi aí que percebi, como sua voz era maternal. Tão doce e tão quente…Podia ouvi-la falar todo o dia. Ela tinha os cabelos rosas presos em um coque e os seus olhos eram verde esmeralda. Usava uma blusa e uns shorts com umas havaianas.

Me embriaguei no calor daquele sorriso, parecia-se muito com o de minha mãe. Sorri e fechei os olhos. Assim que os abri, notei uma expressão confusa no rosto da mulher.

–Que foi? – Ela perguntou.

–Nada, não. – Respondi ainda sorrindo – Mas…o que se passou comigo!?

–Apenas estava passeando na floresta e te notei desmaiada e com bastantes ferimentos, então fiquei ao seu lado até acordar. Não sei de nada antes disso. – Me toquei. O Natsu, fora ele que fizera estes ferimentos. A minha expressão mudou para raiva. – Já vi que não foi um animal que fez isso à você.

–Ah, na verdade foi um animal sim. Só que um animal muito especial. – Falei num tom de desprezo.

–Tens garra minha jovem. Como te chamas?

–Lucy, Lucy Heartphilia. E a senhora?

–Por hora vou apenas te levar para minha casa, lá eu te respondo a essa pergunta. – Não fiz nada para ela me soltar. Coloquei os braços à roda do pescoço da senhora e começámos a andar. Algo me dizia que estava a fazer o correto.

Fomos andando até que avistei uma casa de longe. Era bem grande, tinha dois andares e um campo de treino enorme. Adentramos a mesma e subimos as escadas. A senhora me deitou numa cama e quando já ia sair do quarto eu falei.

–Espere. Você ainda não me disse o seu nome. E quem é você?! Não é como se as pessoas morassem na floresta sem recursos com uma cidade logo ao lado! – Falei irónica. A senhora se virou falando com calma.

–Meu nome é Asalor, e minha querida Lucy, eu sou um dragão. – Arregalei os olhos, não por medo, mas por surpresa. Como um dragão, um dragão me trouxe para sua casa e me joga na sua cama para descansar. Ela sorriu. – Provavelmente você não vai acreditar em mim, por isso assim que descansar, eu te mostro. – Assim que Asalor acabou de falar, ouvi a porta de fora bater.

–Quem chegou? – Perguntei com certo receio.

–Meu aprendiz, Katsu!

–K-katsu!? – O nome me faz lembrar o Natsu, mas de certeza não são iguais.

–Katsu, temos visitas! – Asalor avisou.

–Visitas!? Hahaha, não me faça rir velha. – Vi uma veia quase saltar do rosto de Asalor. Não pude conter um risinho, a cara dela era hilária.

–Vamos, suba logo!

–Já vou, já vou. – Passados uns segundos vi um rapaz, que aparentava ter a minha idade (dezasseis anos) encostado à porta do quarto.

–Te apresento Lucy Heartphilia, Katsu. Lucy, este é o Katsu, meu aprendiz. – Olhei-o de cima a baixo, era muito lindo, fiz os possíveis para não babar. Tinha os cabelos castanhos e uns lindos olhos verdes como os de Asalor. Usava um colete como Natsu e Sting, que dava a mostrar o seu peito bem definido e umas calças. Tinha sido esculpido pelos deuses. Controlo Lucy, controlo! Ò.Ó Não baba Lucy, não baba! Ò.Ó Babei! -.-‘

Tsuna POV

Cheguei em casa com aquela velha me irritando. Visitas! Pois, pois. Subi as escadas e fui até ao quarto de visitas. Deparei-me com Asalor sentada numa cadeira ao pé da cama e uma garota, muito, muuuito linda por sinal, sentada na mesma.

–Te apresento Lucy Heartphilia, Katsu. Lucy, este é o Katsu, meu aprendiz. – Asalor falou com uma expressão séria. – Analisei-a de cima a baixo. Ela possuía lindos cabelos loiros, sendo que uma parte deles estavam amarrados do lado direito. Os seus olhos eram castanhos e muito lindos. Ela usava ligaduras no peito, que naquele momento estavam servindo como top, e um short muito curto. Neste momento ela estava descalça. Dava para notar que estava em forma, além do mais tinha um corpo de dar inveja, com uma cintura fina, grandes seios e curvas bem delineadas. Tinha sido esculpida pelos deuses. No final babei.

–Importam-se de não babar, vocês dois?!

–B-b-ba-babar!? — Lucy gaguejou e ficou mais vermelha que um pimento. Agora é que reparei, ela estava cheia de curativos e ligaduras, mesmo assim conseguia sorrir. Só por isso já a admirava.

–Katsu, vá buscar meu quite de medicina, nós vamos tratar você Lucy. – Atendi ao pedido e fui buscar. Do andar debaixo podia ouvir as duas.

–Vamos, vamos tire logo isso!

–N-não! Kyaaaaaaaah! – Esse foi um grito da Lucy, tenho a certeza! Asarol era incapaz de dizer “Kyah”. Quando entrei no quarto tive literalmente um sangramento nasal. A Lucy já não tinha mais as ligaduras a tapar os seus seios fartos, pois as mesmas estavam na mão de Asarol. – Kyaaaaaaaah! – Foi essa a reacção dela ao me ver. Não a censuro de maneira nenhuma.

–Está à espera do quê para me dar essa caixa? – Asarol falou.

–N-nada. – Entreguei a caixa a Asarol e comecei a curar Lucy. Tentamos ambos ignorar a situação em que estávamos e com muito esforço Asarol e eu curamos Lucy.

Ela gritava e se contorcia de dor, mas quando terminámos, nem as crostas sobravam, pois tínhamos usado magia.

Lucy vestiu uma roupa normal e se sentou novamente na cama. Como ela era linda.

–Bem, agora que te curámos, quero uma explicação garota! – Asarol falou.

Notei que Lucy engoliu em seco, mas logo começou a explicar. Arregalei os olhos; iria matar esse tal de Natsu.

–E agora estou em casa de duas pessoas que até algumas horas eram estranhas para mim. A única certeza que tenho é que me quero tornar forte e derrotar o Natsu. Faze-lo sofrer. – Uma aura negra que me deu arrepios percorreu o seu corpo.

–Admiro a tua força de vontade Lucy, vou te fazer minha aprendiz, assim como Katsu. Você irá se tornar uma verdadeira Dragon Slayer!

Notas finais
Então, não achei nenhuma imagem boa para a Asarol e para o Katsu, fica a vosso cuidado imaginar! Obrigada por ler até ao fim!