Faça Tudo Fazer Sentido
4 Father
− Howard, você está pirando. Vou conversar com o Coronel e pedir que você se retire do campo. Está delirando, a guerra não está fazendo bem para você.
− Você ouviu alguma coisa do que eu disse? – perguntou o moreno, exasperado.
− É claro que eu ouvi. Você quer que eu acredite que esse homem é um enviado do futuro? Que provas você tem disso?
− Todas. Aquela armadura não foi feita nessa época, o sistema de ligações entre as partes... eu nunca vi nada igual.
− O Caveira Vermelha pode fazer armas incríveis extraindo energia de uma pedra. E você quer que eu acredite que este homem – disse Steve, apontando para Stark deitado na cama – é uma pessoa que veio do futuro?
Tony observava toda a cena à sua frente e não conseguia acreditar. Seu pai era realmente muito esperto. Ficou até feliz pensando que havia herdado bons genes dele. Até se lembrar que ele o havia internado em vários colégios internos e raramente o via.
− Você não está achando que ele é um espião, não é?
− Mas é claro que eu acho que ele é um espião. Eu seria um idiota se achasse que não. E você quer parar de falar na frente do detento. Ele pode estar coletando informações a nosso respeito para usá-las depois contra nós.
− Ele não vai fazer nada disso, ele mal consegue andar. – Howard tocou de leve o braço de Steve, tentando fazer o loiro se acalmar.
− Filho da mãe – deixou escapar Tony. Ele não acreditava no que estava vendo. Sentiu que rolou um clima entre o pai dele e o Capitão. Viu que o loiro se desvencilhou da mão de Howard e caminhava em sua direção.
− O que foi que você disse? – perguntou Steve, cheio de cólera.
− Calma Capitão, ele deve estar delirando.
− Eu acho que você está delirando, Howard. – disse por fim Steve, se dirigindo para fora a passos largos.
− Não ligue pra isso, ele está assim porque a Agente Carter ainda não voltou a falar com ele. – disse Howard, arrastando uma cadeira e sentando-se ao lado da cama de Stark.
− Oi?
− História longa. Alguns membros da corporação fizeram uma aposta. – tagarelava Howard – Eu apostei que eles nunca iriam se beijar. Por enquanto eu estou ganhando.
Stark sentia sua cabeça girar, era difícil acompanhar o pai falando.
− Não foi isso que eu vi agora pouco... – disse Stark, por fim.
− Isso? Há, não é nada. Eu tenho uma noiva, ela está me esperando na América. – piscou Howard – Cara, eu preciso que você me diga uma coisa.
− E o que é?
− No futuro, os carros voam? As comunicações são via telepatia? Já tem casas em Marte?
− Porque você acha que eu vim do futuro?
Ele olhava para o pai e se deu conta que a pergunta era estupidamente idiota. Claro que ele chegaria a essa conclusão. O pai estava na vanguarda das invenções nessa época.
− Por dois motivos. Eu fiz um estudo da sua armadura. Fantástica. Tem uma espécie de controle via ondas que eu nunca vi antes, essa tecnologia simplesmente não existe nessa época. A outra é isso – e tocou com o indicador o ponto brilhante no peito de Stark. – Eu sei o que é.
− É claro que sabe – afirmou Stark.
− Então, se eu sei o que é e você sabe que eu sei o que é, logo eu sei que você não é dessa época. Eu projetei isso como uma forma de substituir as termoelétricas, energia limpa, mas não consegui encontrar uma forma de construí-lo.
− Você está achando estranho o tamanho e o fato disto estar entranhado no meu peito.
− Exatamente.
− Eu peguei suas ideias originais e as adaptei. – disse Stark, percebendo que seria inútil mentir — Eu preciso disso para sobreviver. Eu tenho dentro do peito estilhaços provindos de uma explosão, sem isso esses estilhaços entrariam direto dentro do meu coração, causando minha morte.
− Fascinante!
− Ah sim, tirando o fato de que estou correndo risco de vida 24 horas por dia. É, é fascinante.
− Qual é o seu nome, rapaz?
− Jarvis.
− Eu falei do seu nome de verdade, e não do codinome para situações de risco.
− Anthony S-Simons. – respondeu Tony.
− Anthony, eu sou Howard. Howard Stark. Me anteciparei ao seu pedido. Vou te ajudar a voltar para casa.
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