Exchanged Sex 2.
5 Capítulo 4 - Coisas Ruins.
Notas iniciais
Bom, é... Eu sei que vocês estão morrendo de raiva de mim, por causa dessa demora, mas acreditem: eu estou com muito mais raiva de mim mesma. E eu vou dar minhas devidas explicações!
1ª: Eu entrei em período de provas e tive que estudar muito, ficando sem tempo. Graças à isso, consegui tirar vários 10 no bimestre.
2ª: Eu estou com tendinite. Isso me impede um pouco de escrever, por que DÓI! Estou com dores no cotovelo esquerdo e no ombro direito. Parece mentira, né?
3ª: Lembra que eu disse pra vocês sobre ter um namorado? Ele terminou comigo, hehe. Isso me causou um pequeno bloqueio de criatividade, e graças a isso, não consegui postar o capítulo no dia 13 de junho, como havia prometido para a Titania, pois era seu aniversário. Sim, ele terminou comigo no dia 11 de junho. Será que ele estava sem dinheiro para o dia dos namorados? SACANAGEM!
E aí... Eu quero agradecer às lindas pessoas que me deixaram reviews!! Mya-chan (♥), EroCook, TheDifferentGirl, Wendy C, Lonnez(mudou de nome de novo? kkkk), winher chan, Norachan, JkUchiha, Orihime, Panda,Swan Kun, Kahzinhaaa, Roxell, Chimney, Natyy e Winter, obrigada pelos comentários!
E Mrs Blood, Indignação, Portgas D Taylor, lucyfere Sawako Hime: sejam bem-vindos! ^.^
Amai Miho, MUITO OBRIGADA PELA RECOMENDAÇÃO À EXCHANGED SEX! FICOU MUITO LINDA! AMEI, AMEI, AMEI E AMEI!
Este capítulo não tem nada de especial... Acho que é mais como uma mini-introdução para os acontecimentos seguintes. Enfim, vocês vão entender!
Boa Leitura!
P.S.: Neste capítulo, há alguns palavrões e uma pequena luta.
P.S.: Feliz aniversário super atrasado, Titania! Me perdoe por não ter postado no dia, mas mesmo assim, quero te desejar os parabéns e muitos anos de vida! ♥ ♥
Capítulo 4
POV Sanji
Acordo com o som do chuveiro sendo desligado e a porta do banheiro sendo aberta. Zoro sai de lá, com a toalha de banho presa na cintura.
– Ohayo. – fala, olhando pra mim. Me sento na cama, sentindo o peso de cinco cobertores.
– Pra você também. – respondo. Levanto, arrastando comigo toda roupa de cama – Vou tomar banho.
– Te vejo lá em cima. – fala. Quando vou dar o primeiro passo, caio de joelhos. Minhas pernas estão fracas. Mas como? Minhas pernas sempre foram a parte mais forte do meu corpo! – Sanji?
Meu quadril dói. Minhas costas doem. Meus lábios doem. Minha bunda dói. E meu ventre... Dói menos, mas também dói.
– Desgraçado... – murmuro. – Eu estou todo dolorido, seu boi!
– Dolorido? – pergunta. Logo em seguida, dá um sorriso safado – Era de se esperar, hehe.
– Ah, mas aquela parte não está nem ardendo! – falo, irritado. Que convencido!
– Aposto que isso é mentira. – fala, colocando a cueca por baixo da toalha. Muito convencido!!
– Não tenho culpa se você tem o pitinico pequeno, Marimo-chan. – murmuro. Imediatamente, ele vira estátua. Haha! Atingi seu ponto fraco, né!? Todo homem fica com raiva quando alguém diz que ele tem o pau pequeno! Muaháháhá!
– Você parecia estar gostando muito do meu pitinico pequeno esta madrugada. – fala. Eu me calo. Nossa, ele está sério.
– Oi, oi... Eu estava brincando. Não leve a sério tudo o que eu digo, Zoro.
– Na verdade, eu levo a sério a maioria das coisas. Porque você fala coisas importantes, as vezes. – continua, terminando de colocar a cueca. – E por mais estranho que pareça... Sua voz me atrai, e eu não consigo não prestar atenção. E você disse que eu tenho o pau pequeno, então...
– Você me faz sentir culpado. – falo, me levantando e andando a passos lentos até ele. – Gomennasai.
Ele pressiona a boca na minha, de leve. Eu me senti culpado quando ofendi um homem, e ainda por cima pedi desculpas. O QUE ESTÁ ACONTECENDO COMIGO? Sinto sua pele refrescada e encosto com rosto em seu peito. Ele me abraça, e eu fico perfeitamente aconchegado.
– Está tudo bem. – fala, e eu ouço sua voz ressoar dos pulmões até seus lábios – Mas eu estou com vontade de te provar o contrário do que você disse.
– Eu estou com dores. Então, por favor... Agora não. – peço. Ele ri. Estou com uma sensação estranha... Estou com medo de alguma coisa, mas não sei do quê. O abraço dele é reconfortante, me deixa seguro.
– Nami, uma ilha!! – ouço Usopp, do convés. Me separo dele e ando até o banheiro.
– Até daqui a pouco. – fala.
E eu começo a tomar meu banho, ainda com uma sensação estranha de algo ruim vai acontecer.
POV Zoro
Vários minutos depois...
– Franky, preciso que vá direto para aquela ilha! Você sabe que precisamos de Cola, certo? – pergunta Nami, do outro lado do navio.
– Sim, eu sei! – grita ele de volta. – Zoro, pegue o leme!
– Hein? Eu? – pergunto, me desencostando da árvore. – Tem certeza?
– Eu SUPEEEEER tenho certeza! Anda logo! – fala. Eu dou de ombros e subo as escadas até a proa. – Eu preciso tirar a água do joelho.
– Entendi. Pode deixar comigo. – falo. Ele assente e desce correndo até os banheiros.
Pego o leme e começo a pensar na vida, e em como ela é louca. Já aconteceu tanta coisa comigo... Virei pirata, levei uma surra do melhor espadachim do mundo, lutei contra a marinha, quase morri em Thriller Bark, lutei contra um polvo bêbado espadachim, cortei a cabeça de um dragão e depois comi, virei mulher, fui acusado de ser Okama, comecei a amar o cara que pensei que odiava...
E o que aconteceu de madrugada... Foi além das minhas expectativas. É totalmente estranho pensar nisso, mas percebi que nossos corpos são perfeitamente compatíveis. Eu como mulher, servia perfeitamente para o corpo dele. Seu corpo de mulher se molda perfeitamente no meu. E os nossos corpos originais... Odeio admitir, mas têm a sincronia perfeita.
– O que você está fazendo, Fran... – começa Nami – O QUE O ZORO ESTÁ FAZENDO NO CONTROLE DO NAVIO!?
– Não me enche, sua bruxa mercenária. – resmungo.
– Aaah, a Nami-san fica tão bonita quando está brava! – ouço. Sanji acaba de chegar ao convés, com os cabelos ainda úmidos por conta do banho.
– ZORO, A ILHA FICA PARA O OUTRO LADO! – grita ela. Eu suspiro. Não tem como eu ter...
– Ué, cadê a ilha? – pergunto. Eu podia jurar que estava na direção certa...
– Está na direção contrária, Marimo. – Sanji fala, apontando para o outro lado. Neste momento, Franky chega e pega o leme de minhas mãos, e eu desço da proa pelo escorregador. Ao chegar no convés, deito na grama, já sentindo o sono tomar conta.
Antes de começar minha soneca, olho para o Ero-Cook. Hoje ele está estranhamente quieto e angustiado. É como se tivesse alguma coisa incomodando. Será que seu corpo está doendo mesmo? Hm... Não, é bobagem.
Deito na grama e durmo.
Acordo com Chopper colocando sua pata gelada em minha testa.
– Ancoramos, Zoro. Vamos descer. Todos já estão lá embaixo. – fala ele, com um sorriso gentil.
– Todos desceram? Mas nós não viemos só comprar refrigerante? – pergunto. Ele assente.
– Sim, mas é muito refrigerante. Vários barris. Por isso, é necessária a ajuda de todos. – fala. Eu suspiro. Robin sobe as escadas com um barril, sustentado por várias de suas mãos.
– Então você acordou! – fala ela. – Nós precisamos de mais uma pessoa forte. O Sanji-kun não está com a gente, então...
– Como assim? – pergunto.
– Ele acabou de conseguir mais um trabalho como garçonete. – fala ela, colocando mais um barril no convés.
Garçonete? Garçonete? De novo, Ero-Cook?
– Eu vou atrás dele. – falo, me levantando do chão.
– Eu te levo até lá, Zoro! – fala Chopper. Eu nego com a cabeça.
– Não precisa. Estou sentindo o cheiro dele daqui. – respondo.
– Hein? Não, isso é impossível... Nem eu estou sentindo... – fala ele. Ah, então é assim... Suspiro, soltando um sorriso em seguida.
– Vai ver só eu consigo. – falo, e desço do navio, indo em direção à lanchonete. Não tenho cabeça para prestar atenção em qualquer detalhe à minha volta.
Abro a porta do lugar de supetão, e vários pares de olhos viram-se na minha direção. Isso não é uma lanchonete... É um restaurante. E dos bons.
– S-Senhor? – pergunta um garoto, muito menor que eu.
– Algum problema, Senhor? – pergunta um dos funcionários.
– Ah, sim. Eu sou o novo contratado. – respondo. Ele abre um sorriso largo e assente, me pedindo para segui-lo.
Entro no restaurante a passos lentos e observo os detalhes do lugar. Aparentemente é um restaurante de luxo, desses caros. As mesas têm toalhas brancas de seda, e são perfeitamente redondas, com quatro cadeiras estofadas. As paredes são pintadas, imitando madeira, e a iluminação é um pouco amarelada. Mas o que eu mais gostei no lugar, definitivamente... Para todo canto tem o cheiro do Sanji.
Ele me leva até o Chef do restaurante.
– Aqui, chefe. O novo garçom. – fala, me apresentando para o cara. Tem quase o mesmo tamanho que eu e usa roupas brancas, assim com um chapéu de cozinheiro. Nem se vira para me ver.
– Mais um? Cadê o que eu contratei ontem? – pergunta ele, cortando vários legumes de uma vez e mexendo uma panela de ensopado.
– É este mesmo. – responde.
– Hm... Ok. Pode dar a roupa de garçom para ele, e veremos do que é capaz. – fala, experimentando um pouco do ensopado. – Muito bom...
O cheiro de tempero está presente também, e eu fico tentado.
– Seu ensopado está cheiroso... Posso provar? – pergunto, humildemente. Ele dá de ombros e pega um pratinho, desses que os cozinheiros usam para experimentar os molhos.
– Você vai se surpreender com o sabor disso, Novato. Talvez não consiga comer nada além da comida do nosso Chef daqui em diante. – fala o funcionário. Eu sorrio. Bom, vamos ver...
O cara coloca o pratinho na minha mão e eu o levo até a boca, provando do tão bem falado molho.
Realmente, o sabor me assusta. É salgado no começo, mas também é suave. No final, quando estou quase engolindo, o gosto do limão aparece um pouco mais. Porém... Isso não me surpreende.
– Realmente é muito bom, Chef. – falo, lhe devolvendo o pratinho.
– Que reação foi essa? – pergunta. Parece bravo.
– Não me entenda mal.... É só que... A comida que eu como todos os dias é muito melhor. Você deveria melhorar um pouco. – falo. Ele dá um soco na frente do fogão.
– O que você disse? Repita! – diz ele, rude. Eu suspiro.
– Eu vou colocar minha roupa. Com licença. – falo, puxando o outro funcionário comigo. – Para que lado é o vestiário?
Ele me leva para o lugar, e eu troco de roupa lá. O uniforme do restaurante é formal. Uma camisa branca, terno e gravata preta, além dos sapatos também pretos. Prendo minhas katanas na cintura. Isso vai assustar, mas não vou me separar delas.
Abro a porta da saída e pego o caderno de pedidos e uma caneta. Porém antes de entrar na área das mesas, testemunho uma cena cômica.
Sanji está vestido igual à mim, mas ao invés de calças, usa uma saia curta e salto alto. Está com um joelho no chão, pegando a mão de uma mulher sentada na cadeira. Seu olho aparente está em forma de coração, e tem um sorriso muito idiota. Não o culpo. A moça é bonita.
– O amor é fogo que arde sem se ver – ouço. Acho que seu lado masculino está no comando agora. Ele suspira e continua – É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer;
Ando em sua direção, e saio de seu possível campo de visão, indo por suas costas. Estaciona bem atrás dele, em pé.
– É um não querer mais que bem querer; É um andar solitário entre a gente; É nunca contentar-se de contente; — continua, e eu, sem conseguir segurar, deixo um sorriso escapar.
– É um cuidar que se ganha em se perder. – termino a estrofe, murmurando em seu ouvido. Ele vira estátua. – Você deveria estar falando essas coisa para mim, não acha?
– Marimo... – fala, se levantando. – Com licença, minha dama... O que você está fazendo aqui, Midori*?
– Estou trabalhando. – respondo. — Sou o mais novo garçom.
Ele fica em silêncio por três segundos.
– Não. Não é não. – fala. – Como você é intrometido!
– Oooi! Sanji-chan! Venha cá anotar nosso pedido! – chama um tio, do outro lado do restaurante. Sanji se vira com sangue nos olhos.
– Não me chame assim! Velho de merda! – grita, no meio do restaurante. – Ah, minhas damas! Minhas sinceras desculpas pela incômodo na preciosa refeição de vocês. Por favor, continuem.
– E as nossas desculpas, Sanji-chan? – pede outro cara pervertido.
– Vai se foder! – fala, mais baixo dessa vez. Ao invés de se sentir ofendido, ele se diverte.
E nós dois ficamos servindo mesas e anotando pedidos o dia inteiro. No fim do dia temos um intervalo. Sento numa das cadeiras, e ele senta em outra. Uma mesa inteira nos separa.
– Ah, eu estou moído! – fala ele, suspirando. – Eu carreguei mais pratos que você.
– Sem essa! E carreguei muito mais. – retruco. Ele me olha. – Você é bem menor, afinal. Eu carreguei seis pratos por vez.
– Escuta aqui! – fala, e em seguida se levanta, espalmando a mesa. Imito seu movimento, e coloco um dedo em seus lábios.
– Shh. Não precisa falar. – Sua postura muda totalmente, e suas bochechas se tornam rosadas. – Usa essa boca só pra me beijar.
Seguro seu queixo com a ponta dos dedos e trago-o para frente, colando nossos lábios. Sinto seus dedos entrarem em meu cabelo, mas antes que eu possa aprofundar o contato, ouço um pigarreio exagerado. Nos separamos no mesmo momento.
– Então... Roronoa Zoro, né? – pergunta. É o Chef, e anda a passos lentos até nós.
– Algum problema, Chef? – pergunto. Chegando até nós, ele levanta o rosto.
– Tem, sim. – responde – A recompensa pela sua cabeça.
Suspiro e passo a mão no cabelo.
– De novo essa bosta? – pergunto pra mim mesmo – Será que eu não posso ter um minuto de paz, na minha vida?
– Isso que dá ter uma recompensa de 120 milhões. Hehe. – fala Sanji, rindo de mim.
– Você morre de inveja, porque sua recompensa é menor que a minha! – repondo, e mostro a língua. — E da sua foto de procurado... Nem se fala, né...
– Fica quieto, Kuso Marimo! – grita, já com raiva.
– Você não manda em mim, Kuso Cook! – grito de volta. Ouço outro som vindo do Chef.
– Eu não quero escutar discussões de casal. — fala.
– Tampe os ouvidos. – respondo.
– Você está demitido.
– Sou um pirata, não preciso trabalhar.
– E mais um ponto para o espadachim! – Sanji comemora, encenando.
– Vocês já eram. – murmura.
– Porque? Vai me bater, lourinho de bosta? – me irrito. Ele solta um sorriso muito do maléfico.
– Não vou sujar minhas mãos com o seu sangue nojento de pirata. Contratei a elite... Da máfia. – responde. No mesmo momento, vejo sombras saírem das entradas do restaurantes, e vários caras aparecem, vestidos de terno e chapéu. – Eu quero a cabeça do imediato. Com ela... Podem fazer o que quiser. Deve ser a mulher com recompensa de 16 milhões.
Então ele sai. Fecho o olho direito, e quando abro, não tenho mais minhas espadas. Porra! Eu fui roubado em dois segundos!?
– Não toque nas minhas katanas... – ameaço. Um cara vem na minha direção, e antes que possa me acertar com um soco, leva um chute na cara, do Sanji. Encontro o ser que me roubou. – Devolva.
– Devolver? Acha mesmo? – pergunta. Em seguida, tira a bainha da Shuusui. – Acho que vou vendê-las. São muito caras.
Ele dá alguns passos para trás e outros caras tampam minha visão. Merda. Todo mundo com a mesma roupa. Parece que todos são iguais!
Entro em posição de luta, levantando os braços na frente do rosto, com as mãos em punho. Sanji encosta as costas nas minhas.
– Eu vou pegar 25. – falo.
– Eu vou pegar 30.
– Até parece que eu vou pegar só cinco. – respondo. – Vocês não queriam brigar? Estão esperando o quê?
Com um grito, cinco deles vêm para cima de mim. Acerto um com um soco no rosto, sentindo o nariz dele quebrar na minha mão. No outro eu dou um chute. Dos três que sobraram, cada um fica de um lado meu e o outro na frente. O mais forte, da frente, está um pouco mais longe. Os dois das laterais avançam ao mesmo tempo, mas eu desvio e estes acabam desmaiando sozinhos. O da frente também tenta me bater, mas eu seguro sua mão quando chega perto do meu rosto. Com um pouco mais de força que o necessário, pois ele começa a gritar de dor.
– Diable Jambe*! – ouço, e olho para trás. Sanji está com a perna direita inteira pegando fogo. Ativa o Sky Walk, subindo um metro do chão. – Flambage Shot*!
E, com um chute em um dos caras, mais oito voam para a parede, levando várias mesas junto.
– É, Marimo. Parece que sem suas espadas, você não é de nada. – murmura. – Conseguiu pegar só cinco, com vários ataques...
Está me provocando mesmo! Suspiro novamente.
– Mutouryuu*... – murmuro, me concentrando. Endureço meus músculos e flexiono meus joelhos. Com a perna esquerda, dou um impulso para a direita. – Tatsumaki*!
O mundo inteiro à minha volta roda, e minha técnica é realizada com sucesso. Não foi um tornado grande por estarmos em um lugar fechado, mas deu pro gasto. – Caham... Já se foram 20...
– Desgraçado...
Eu dou risada, baixando minha guarda. Estar com ele é bom. Me diverte.
Ele dá mais vários golpes com a perna pegando fogo, e eu só o observo. Sua saia levanta por várias e várias vezes, me dando a visão perfeita de sua calcinha. É... Acho que agora entendo o vício do Brook por calcinhas.
Expiro todo o ar de meus pulmões, e quando estou suspirando, um pano tampa meu nariz, por trás. Sinto a umidade, mas logo em seguida desmaio. Merda... Eu inspirei clorofórmio... Como eu sou burro! A única coisa que consigo ver, é Sanji levando uma pancada nas costelas, e logo em seguida, sinto o choque das minhas costas no chão.
Minha cabeça dói um pouco, mas nada que eu não possa ignorar. Não lembro o que aconteceu. Minha mente está... Todas as lembranças reaparecem em meu cérebro de uma vez só, me dando um choque. Merda!! Fiz bosta!
Ainda com metade da minha inconsciência, sinto mãos apertarem meus braços e tentarem me levantar.
– Não adianta. Esse cara é puro músculo. É impossível carrega-lo. – ouço. Há conversas paralelas, e eles tentam de novo. Dessa vez, eu acordo.
– Oi... O que vocês quer com os meus braços? – pergunto. Os dois caras tentando me levantar se assustam, indo para longe de mim. – Não tem um analgésico aí, não? Minha cabeça...
Me sento, e só aí percebo que estou preso numa mesa. Minhas pernas estão presas com algemas e meu quadril também.
– Isso é Kairouseki... – murmuro, passando a mão sobre o material. – Então vocês querem me vender, é isso?
– Não. Quem quer te vender sou eu. – diz o Chef, saindo de trás de um balcão. Ah... Eu estou na cozinha do restaurante.
– Hm... Interessante... – responde. – Você aí.
Aponto um cara do outro lado, encostado no balcão.
– Gostei de você, cara. – falo. Ele me olha de lado. – Tem como pegar esse facão?
– Este aqui? – pergunta, colocando a mão em cima do facão. Eu assinto, e antes de ele me entregar, testa o corte da faca. Em seguida, dá de ombros. – Está cega.
Pego o facão e analiso o corte. Em seguida, passo o fio uma vez de cada lado, no ferro.
– Não está mais. – murmuro. Um deles cai na risada. – Quer vir testar?
Com a maior confiança do mundo, o cara dá passos em minha direção. Pego a ponta de seu terno e deslizo e ponta da faca levemente.
– Pronto. Isso vai dar um ótimo torniquete, quando eu precisar. – e guardo o pedaço de roupa em meu bolso.
Encosto a faca na barra que me prende na mesa e fecho os olhos, me concentrando.
– É inútil. Você não vai conseguir sair daqui. É inútil contra usuários. – fala um.
– Que bom. – respondo. Me concentrando ainda mais, levanto o faca, e a baixo suavemente, cortando o ferro no meio. Em seguida, arrebento as algemas que prendiam meus tornozelos. – Completamente livre.
– Impossível... Nem mesmo o nosso melhor... – começa um.
– Cadê minhas katanas? – pergunto. Eu ainda estou com sono... Acorde, Zoro!! Sinto uma picada no braço, e vejo um cara aplicando uma seringa inteira de injeção em mim. – Que diabo é isso?
– Relaxante muscular. – no mesmo momento, dou uma cotovelada em seu queixo, fazendo-o desmaiar. Me levanto e um cara que pegou a faca tenta me segurar, sem sucesso. Dou-lhe um pisão no pé, e ele grita de dor.
– Sobraram três. – murmuro, já entrando em posição de luta novamente. Meu braço começa a formigar, e eu já não tenho mais a mobilidade total. – Cadê minhas katanas!?
– Você não deveria estar preocupado com suas espadas... – fala o Chef, entrando em posição de luta também. – Deveria estar preocupado com aquela mocinha bonitinha que estava com você.
– Não, não deveria. – respondo, com raiva. – “Ela” é mais forte do que todos vocês juntos.
– É? Não parecia... Não quando levaram ela embora. – provoca. Levaram ele embora? Como assim, levaram ele embora!?
– Do que está falando?
– Sua namoradinha vai virar o brinquedo do chefe da máfia, Zoro-kun. – fala. Meu estômago arde.
– Eu vou acabar com a sua vida, Chef. – murmuro.
– Naquela seringa não tinha só relaxante muscular, Zoro-kun. 25% era veneno. – fala.
– Foda-se. – respondo. Um cara vem na minha direção com uma frigideira na mão. Tá zoando com a minha cara? Pego uma também, com e fosse um taco de baseball.
Ele tenta me acertar, mas eu desvio facilmente. Quando eu tento acertá-lo, não consigo por pouco.
– Entendi... Você usa o Haki da Observação. Interessante. – falo, mas em menos de cinco segundo, consigo bater com a parte de trás da frigideira em sua cabeça, entortando a panela por completo. – Mas não o suficiente.
– Você é normal? – pergunta o outro que sobrou. O único.
– Eu me considero normal, perto da minha tripulação. – falo. – Me parece que você está quase cagando nas calças. Quer um penico, cara?
– Não zombe de mim! – grita, apontando uma faca de cortar pão na minha direção.
– Claro que não. Mas está vendo o cabo dessa frigideira? – pergunto. – Se você não sumir da minha vista agora mesmo, ele vai parar dentro da sua bunda.
E o covarde foge, com o rabo entre as pernas.
– Então, Chef. – falo, e uma raiva absurda toma conta de mim. “Sua namoradinha vai virar o brinquedo do chefe da máfia, Zoro-kun.” – Eu ainda não descobri o motivo para tudo isso, e nem quero descobrir, mas... Eu quero minhas katanas de volta.
– Não estão comigo. – responde. – A máfia levou embora. Mais coisas que a máfia leva de você, Zoro-kun.
– Coisas?
– Claro. Cara, aquela garota loura de olhos claros... Tem uma cara de puta! Eu fiquei louquinho para vê-la naquele uniforme do restaurante! – fala. Fecho as mãos, apertando os punhos com força. – Acho que vou comprá-la da máfia...
– Comprá-la? – pergunto, um pouco confuso.
– Você é tão burro! – debocha. – É ISSO MESMO, RORONOA ZORO! SUA PUTA VAI SER LEILOADA!
Desfiro um murro em seu rosto, e ele cai para trás. Subo em seu corpo, sentando em sua barriga. Dou outro soco. Mais um. Dois. Três. Quatro. Cinco. Seis. Sete. Meus dedos ficam manchados com o sangue de seu rosto.
Seguro seu pescoço, apertando.
– Espere... – pede. Eu aperto mais. – Tenha... Piedade... Misericórdia... Eu ainda tenho minha vida inteira pela frente... O que é uma vida para você?
– Uma vida é muito preciosa Chef. – respondo, trincando os dentes. Sinto lágrimas descerem por meus rosto. Lágrimas de pura raiva e desespero. – É por uma vida que estou te estrangulando. E quanto à piedade e à misericórdia....
Chego perto de seu ouvido.
– Você já viu algum pirata ter piedade ou misericórdia de algum inimigo? – pergunto. Seu rosto é tomado pelo medo, e com mais um apertão, ele desmaia.
Me levanto, e tento limpar as lágrimas de meu rosto, sem sucesso. Chego ao vestiário, e ainda com o corpo um pouco dormente, consigo chegar ao meu armário e pegar minhas roupas. Den Den Mushi.... Den Den Mushi... Den Den Mushi...
Acho-o, no bolso do kinagashi. Pego a roupa e saio dali. Com a entrada da noite, os clientes começam a chegar, mas vão embora imediatamente, ao me ver com as mãos ensanguentadas e o restaurante destruído. Ligo para um dos Den Den Mushis da tripulação.
– Hai? – É o Brook.
– Brook, é o Zoro.
– Ah, Zoro-san! Que foi? Já se perdeu? – pergunta.
– Não, não me perdi. Todos estão no navio?
– Sim. Estamos na cozinha, esperando o Sanji-san para fazer o jantar. – responde.
– Pode transferir a ligação para o Den Den Mushi maior? Tenho uma coisa importante a dizer. – peço. Ele concorda, e quando termina, me dá um aviso. – Estão todos escutando?
– Estamos! – ouço, coletivo. Em seguida, suspiro.
– O que aconteceu, Zoro-san? Você parece muito... Sério. – fala Robin.
– O Sanji não vai voltar para preparar o jantar. – falo.
– O quê? Como assim? E a carne? – pergunta Luffy.
– O que aconteceu, Zoro!? Desembucha! – fala Nami.
– Por descuido meu... O Ero-Cook foi sequestrado. – respondo. Faz-se silêncio por poucos segundos.
– Como assim? Me explica isso direito! – grita ela.
– A máfia levou o Sanji embora. E a única coisa que eu sei... É que ele vai ser leiloado. – falo.
– Leilão... Tipo o que os Tenryuubitos iam fazer com a Camie? – pergunta Luffy. Sua voz está mais séria que o normal.
– Isso mesmo. – respondo. – Capitão... Eu não sei o que fazer... Essa bosta toda aconteceu por minha culpa. Eu havia prometido a mim mesmo que protegeria meus Nakamas, mas... Eu não consigo manter minha promessa...
– Cadê o Zoro que a gente conhece? – pergunta ele. – O meu imediato, aquele que eu tirei da Marinha, nunca ficaria falando essas coisas.
– Isso mesmo! O Luffy está certo, Zoro! Levanta essa cabeça! – fala Franky.
Esse Luffy... Sabe agir como capitão de vez em quando, né?
– Nós vamos achar essa máfia maldita! – grita Usopp.
– E o que acontece depois? – pergunta Nami.
– Eu vou chutar a bunda do chefe! – grita Luffy, e eu solto um sorriso involuntário.
– Entendi... Vocês são a tripulação mais maluca que existe no mundo, podem ter certeza.
– Você já nos protegeu, lembra? – pergunta Robin. Ah é. Ela sabe do que aconteceu em Thriller Bark. – Agora é nossa vez de te ajudar.
– Agora você precisa vir até o navio para podermos formular um plano. – fala Nami.
Tento mexer as pernas, mas caio sentado.
– Hm... Não vai dar. Eles me deram uma injeção de relaxante muscular e veneno. – respondo.
– O QUÊ!? VENENO!? ESTOU INDO PARA AÍ, ZORO! – grita Chopper.
– Se eu pudesse sair daqui, já estaria atrás do Sanji há muito tempo. – respondo, e desligo o Den Den Mushi.
Sanji... Eu vou te levar de volta. É uma promessa.
Notas finais
*Diable Jambe - Perna do Demônio (Ou algo assim)
*Flambage Shot - Chute Flambado.
*Mutouryuu - Estilo sem Espadas
*Tatsumaki - Tornado (Ou algo assim)
O poema é de Luis de Camões, poeta português.
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Então.... Chegamos ao final de mais um capítulo! hahaha
Espero que tenham gostado, e mais uma vez, obrigada pela consideração e peço desculpas! Me arrependo profundamente de ter demorado tanto!
Beijos, e até mais!
♥
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