Exchanged Sex 2.
14 Capítulo 13 - A dúvida cruel de Zoro.
Notas iniciais
Capítulo 13
POV Zoro
Eu nunca achei que pensaria nisso, mas... O amor não é lindo?
É, você deve estar pensando: “Como assim? O Roronoa Zoro, machão, todo emburrado, falando sobre o amor deste jeito? Como ele mudou tanto?” E o fato, é que... O amor muda as pessoas. E eu sou a prova viva disso.
Nunca imaginei que acordaria de manhã com vontade de acariciar aqueles cabelos louros ou cheirar seu pescoço. Jamais. Nunca imaginei que ficaria tão feliz em vê-lo sorrindo – mesmo que por causa da Nami ou da Robin... Ou de qualquer outra periguete que ele gosta.
E é verdade que eu sinto ciúmes. Um pouquinho. É sério, nem dá para perceber.
– Ero-Cook! – grito, do ninho do corvo. Ele aparece na porta da cozinha, olhando na minha direção. – Venha até aqui!
Ele me encara por dois segundos, antes de mostrar seu dedo do meio. E ainda por cima, gesticula com a boca: “Me obrigue, seu folgado!”.
Minha boca se forma num sorriso malicioso. Faço a forma de um círculo com os dedos indicador e polegar da mão esquerda e, com o indicador da mão direita, penetro o círculo da mão esquerda. Gesticulo: “É para já!”
Vejo-o corar e voltar para dentro da cozinha. Isso! Consegui uma guarda baixa! Depois de três dias sem nem um beijo! Agora eu tiro meu atraso!
Saio correndo dali e desço para o convés, atravessando-o e indo até a cozinha. Giro a maçaneta devagar, em silêncio. Vasculho o cômodo com os olhos e o encontro jogando uma água no rosto, inclinado sobre a pia. Tentação, tentação...
Com passos lentos e extremamente silenciosos, chego por trás dele. Felizmente, nenhuma reação. Dou um passo para frente, já encaixando meu membro entre suas nádegas. Antes que ele possa me empurrar, me seguro em suas costas, encostando o nariz em sua nuca.
– Hm... Eu não me canso desse cheiro. – murmuro, já sentindo sua pele com minha língua quente. Ele estremece em meus braços. Minha voz fica mais rouca e eu a pronuncio mais baixa – Nah, Sanji... Durante esses três dias... Você fez sozinho?
– S-Sai de cima... – fala, mas não se debate e nem tenta realmente sair do meu abraço.
Desço as mãos por seu tronco, e quando toco um pouco mais embaixo, ele se vira bruscamente e fica de frente pra mim.
– O que foi? – pergunto, e quando fecho os olhos para piscar, seus lábios tomam os meus, possessivos. A surpresa é tanta que, inicialmente, não tenho reação. Mas isso passa rápido. Ele conduz o beijo como quer, roçando deliciosamente nossas línguas, dando mais atenção aos lábios. O barulho que esse tipo de beijo faz me excita muito.
Seguro sua perna junto à minha cintura e o empurro para trás, fazendo-o se sentar na parte lisa da pia. Aperto-o contra meu corpo, ouvindo-o gemer suavemente, quase um sussurro. Deixo sua boca e sinto sua barba cerrada com os lábios.
Suas mãos descem de minha nuca até as laterais do pescoço, onde, de repente, agarra a gola da minha camiseta e muda nossas posições, com tal força que bato a parte de trás da cabeça no armário.
– Oi. Isso doeu. – falo, respirando mais pesadamente. Este ser arranca todo o meu controle de meu corpo. Toda a minha sanidade vai embora acenando. Sanji me obriga a sentar sobre a pia e entra no meio de minhas pernas, ainda segurando o pano de minha camiseta.
– Aham. – concorda, mas não me dá ouvidos. Sua mão sobe por minha coxa esquerda, passando devagar sobre minha barriga e peitoral, até meu ombro. Percebo que, onde sua mão passa, deixa um rastro muito quente.
Ele quer me controlar? Bom... Vamos ver até onde isso vai. Gosto de provocá-lo, acima de tudo.
Sorrindo maliciosamente, pego a barra de minha camiseta e levo até os dentes, prendendo-a e deixando todos os músculos de minha barriga à mostra. Sanji não consegue tirar seus olhos dali, e saber que eu causo e controlo seu corpo deste jeito, é ótimo.
– Anda, Ero-Cook. – falo, e ele me encara. – Ou vai me deixar fazer tudo sozinho sempre?
Sua mão prende meus cabelos.
– Não me provoque. – manda, e descendo um pouco a cabeça, passa a língua por minha cicatriz, um dos lugares mais sensíveis em meu corpo. Por algum motivo desconhecido, minhas pernas tremem e meu corpo esquenta demais.
– Hm... Ei, espera... – peço, fechando os olhos. O prazer que me atinge por seu toque é algo inesperado.
– Não vou esperar. – fala, apertando meu membro sobre a calça. – Zoro...
Neste momento, olho em seus olhos e vejo... Vejo que ele realmente quer ser o ativo. Só que... Eu não estou preparado.
– Eu mandei esperar! – falo, rude. Consigo me desvencilhar de seu abraço e me afasto, meio assustado.
– Entendi... – murmura, amargurado. – Você pode fazer o que quiser comigo, mas... Eu não posso, não é? Você pode me tocar, pegar na minha bunda e depois enfiar essa tora de bambu em mim. Eu posso sentir aquela dor lancinante, mas você não. Eu posso ferir meu orgulho de homem e fazer o que você quer, mas você não pode ceder à minha vontade uma vez sequer.
– Ero-Cook...
– Não me venha com essa de “Ero-Cook”, Roronoa. Você é um egoísta que só sabe pensar em si mesmo. Você chega, me fode, e depois cai fora. Agora, se eu quero... “Ah, espera!”. – fala ele, com raiva. Não o culpo. Ele não está mentindo.
– Sanji. – chamo, abaixando minha camiseta e tentando amenizar a situação.
– Não quero ouvir mais uma mínima palavra dessa tua boca, seu puto! Caia fora da minha cozinha! Não quero ver sua cara pelos próximos cinco meses! – grita, e eu recolho o braço que começava a estender para tocá-lo.
É impossível descrever a sensação. Toda a felicidade, todo o prazer que senti... Parecem nunca ter existido. Não é como se eu pudesse lidar com isso do meu jeito. Normalmente, eu o mandaria para a puta que o pariu e sairia, mesmo. Mas não posso, por que... É ele.
Abaixo a cabeça e suspiro fortemente. Tento não mostrar meu rosto. Tudo parece pegar fogo. Um tipo de fogo que realmente queima e causa muita dor.
– Certo. – respondo, alto. Em seguida, mais baixo. – Você pode ficar com o nosso quarto.
Silenciosamente, vou até a porta e a destranco.
– Ah, Sanji. – chamo, olhando para o lado de fora da porta. – Obrigado por tudo, até agora.
Por fim, saio dali, em direção à minha academia na cabine de observação.
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POV Sanji
A raiva que se manifesta em mim é quase palpável. Tenho raiva por ele não me deixar fazer o que ele faz comigo. Muita raiva. Odeio ser rejeitado.
Sem um pingo de arrependimento por minhas palavras, continuo lavando a louça. “Obrigado por tudo, até agora”, é o cacete. Seu babaca de cabelo verde.
Quando termino, desço para o convés, com dificuldade para descer as escadas. Nada mais natural, já que há três dias ele quase quebrou meu quadril, de tanta força que usou. Meu rabo ainda está ardendo! Meu corpo está cheio de hematomas roxos e marcas vermelhas, por causa de seus caprichos. E aí, eu não posso? Por que só eu não posso?
Ando até a oficina do Usopp, onde ele ainda martela uma de suas ferramentas.
– Yo, Sanji! – fala ele, coçando o nariz e sorrindo. — O quadro ficou bom?
– Ah... O quadro... – resmungo. – Ficou ótimo. Mas eu o odeio. Por isso, não gostei.
– Credo... Ah, me deixa adivinhar! Levou um fora da Nami? O foi da Robin? – brinca ele, rindo. Eu sorrio melancolicamente.
– Não. Dessa vez, eu que dei o fora em alguém. – falo, e vou andado pelo corredor.
– Zoro? Algum problema com ele? – pergunta.
– Com ele? Não! O problema é ele! Aquele desgraçado, egoísta! Kuso Marimo! – solto, com raiva. Usopp fica em posição de defesa.
– O-O q-quê...? V-Vai m-me enfrentar? F-F-Franjudo... – murmura, e eu, sem pensar, solto uma risada.
– Até mais, Usopp...
E vou para o quarto, me jogando na cama desarrumada.
Inspiro o cheiro no travesseiro, sentindo aquele aroma que é tão bom para mim. Porém, isso não faz minha raiva ir embora. Começo a socar o travesseiro.
No instante seguinte, ouço a Nami-san me chamando e corro para a cozinha novamente.
– Nami-san? – pergunto, e ela sai de dentro da geladeira. – Precisa de alguma coisa?
– Ah, sim. Eu quero um suco de laranja. Pode fazer para mim? – pergunta, piscando.
– Claro, Nami-swan! – respondo, sorrindo bobamente. Vejo-a se sentar numa das cadeiras, e começo a espremer as laranjas.
Ficamos vários minutos em silêncio.
– Né, Sanji-kun... – começa ela, e eu me viro.
– Sim?
– Aconteceu alguma coisa entre você e o Zoro? – pergunta, e eu coro minimamente, virando de costas novamente.
– Bom... É, mais ou menos. – respondo.
– Sanji-kun. – pressiona.
– Aconteceu que ele só pensa nele mesmo, aquele babaca de merda. Desculpe o palavreado. – falo, com raiva. Ouço-a se levantar e andar até mim.
– Detalhes? – pede, e eu suspiro.
– Meu orgulho de homem é muito grande para eu conseguir te contar detalhes do que aconteceu, Nami-san. – explico. – Hm... Deixe-me ver... Ele não quer me deixar fazer... O que normalmente ele faz comigo... Entende? E aí eu fiquei com raiva, o mandei para fora da cozinha e disse que não queria vê-lo durante os próximos cinco meses.
Ela olha para baixo e depois respira fundo. Em seguida, levo um bonito, ardido e colossal tapa na cara.
– N-Nami-san? – pergunto, confuso.
– Sanji-kun, pelo amor de Deus! – diz ela, segurando meus braços – Você terminou um relacionamento igual ao de vocês porque o Zoro não quer dar a bunda? Eu não acredito! Você é idiota?
– Mas, Nami-san... – murmuro. Se eu falar mais alto vou levar outro. – Nós não temos um “relacionamento”. Eu não terminei nada, porque nós não temos nada.
– Como assim não têm nada? Vocês se amam, Sanji-kun! Se amam! – exclama ela, inconformada. — Se isso não é nada... Eu não sei mais o que é “alguma coisa”.
Não tenho resposta.
– E outra! De onde você tirou que o Zoro é egoísta? – pergunta, com raiva. – O Zoro é o único que você não pode dizer que é egoísta. Se nós todos estivermos em perigo, ele não vai pensar duas vezes em nos salvar. Se tiver que morrer no nosso lugar, morrerá. Ele só ficou forte para nos proteger, proteger o Luffy e se tornar o melhor espadachim. Só. Zoro se acha fraco porque não conseguiu nos proteger aquela vez em Sabaody, quando Kizaru quase nos liquidou, sendo que ele é um Almirante.
– Eu...
– Tem ideia de como ele sofreu quando você foi sequestrado pela máfia? Tem ideia da culpa que ele sentiu, do quanto ele se achou fraco? Não, não tem. Se você tivesse, não teria dito uma coisa dessas. – fala, e neste momento, Robin-chan entra na cozinha.
– O Zoro está à beira de arrebentar os músculos de tanto levantar peso. – diz ela, como se estivesse falando das nuvens brancas no céu azul.
– Como assim? – pergunto.
– E sempre assim. Você fica doente, ele treina. Você foi sequestrado, ele só treinava. Você estava voltando à forma normal, ele treinava. É como um refúgio para ele, Sanji-kun. – explica ela. – Eu fui lá vê-lo, e ele parece... Angustiado. Como se quisesse espantar algum pensamento.
Robin-chan olha para nós dois, e analisa toda a situação.
– Entendi. Mais uma briga? – pergunta, e Nami-san assente. – Bom... Seja o que for, por favor, resolvam-se. A relação de vocês é muito bonita para ficar tão tensa desse jeito.
– Está vendo? Até a Robin está sendo otimista dessa vez! – fala Nami-san. – Anda logo e vai falar com o seu Marimo! Vocês não são assim! E outra: se ele não retrucou você, quer dizer que ele ficou realmente chateado.
Ah, meu Deus. O que eu faço? Falei merda e acabei magoando ele. A Nami-san está certa. Zoro não é egoísta. Alguém que oferece a cabeça para salvar os companheiros não pode ser chamado de egoísta. Onde eu estava com a cabeça? Ele me salvou também, não foi? Eu fui o tipo de ser humano que mais odeio... Ingrato.
– Acho que você está certa. – murmuro, andando até a porta. – É por isso que vocês são demais. Nami-san, Robin-chan: amo vocês!
Caminho silenciosamente pelo convés, procurando as escadas que dão acesso à cabine de observação.
Quando subo, bato na porta sobre minha cabeça. Ninguém abre, e quando empurro, percebo que está aberta. Coloco a cabeça para dentro do ambiente, e vejo Zoro deitado no sofá embutido na parede. Subo silenciosamente, fechando a porta no chão.
Olho para os equipamentos de musculação à minha direita, todos desgastados e exageradamente grandes.
Chego até ele e observo-o, me ajoelhando ao seu lado. Sua respiração é muito forte, como se tivesse treinado muito e desmaiado de tanto esforço físico. Encosto a mão direita em seu peito e sinto-o estremecer, como se reconhecesse meu toque. Subo um pouco minha mão, passando por seu pescoço e pousando-a em seu rosto. Acaricio a cicatriz em seu olho esquerdo com a ponta dos dedos e faço o mesmo com seus lábios, levemente.
– Ok, eu admito. Você não é egoísta. – começo, baixo. – Reconheço que falei merda. Por isso... Não precisa ficar sem falar comigo durante cinco meses. E eu também não ligo se você não estiver preparado agora, porque sei que, algum dia, eu vou conseguir te seduzir, hehe.
Inclino-me, ficando a centímetros de seu rosto.
– Me desculpe. – sussurro. Eu estou pedindo desculpas para um homem. O que deu em mim mesmo? – Eu estava errado. Eu te amo, Kuso Marimo.
Por fim, me levanto e viro as costas, indo em direção à saída. E agora, pedindo desculpas e me declarando para alguém que está dormindo. Estou no fundo do poço, mesmo.
De repente, sinto uma mão se apertar em meu pulso e sou puxado para trás. Caio de bruços sobre ele e tento me levantar.
– Ei!
– Diga isso quando eu estiver acordado, Ero-Cook. – fala, com um sorriso malicioso nos lábios. Infelizmente acabei sentando em seu colo por causa da força em seu braço. – Ah, eu estou com dores.
– Mas é claro que está! Você é burro? Fica treinando o dia inteiro e ainda quer sair inteiro? – pergunto, irritado.
– Sh. – sussurra, colocando o dedo indicador em meus lábios. Sua voz sai suave e baixa – Repete para mim?
– Repetir o que? – pergunto, com o rosto quente.
– Aquilo que você disse. Quero ouvir outra vez. – sussurra novamente, aproximando o rosto do meu.
– Eu já disse. Muitas vezes. – respondo, mirando seus lábios enquanto ele sussurra.
– Então, deixe-me perguntar. – sua mão sobe por meu braço e entra em meus cabelos. Ele puxa meu rosto para frente, selando nossos lábios por alguns segundos. Ao nos separar, meu coração acelera e sinto vontade de beijá-lo novamente.
– Zoro... – suplico.
– O que você sente por mim?
– Amor. – solto, encostado minha mão em seu pescoço e encaixando-a abaixo de sua orelha.
– Hm... – resmunga, puxando meu lábio inferior e sugando-o. – E quanto ao meu corpo?
– Amo também. – confesso, segurando seus cabelos. – Amo fazer sexo com você.
– Uau. – murmura, penetrando sua língua em minha boca e moldando nossos lábios.
Faço-o se deitar e deito por cima, segurando seus ombros.
– Por isso, eu quero usar meus últimos fios de paciência para te dizer uma coisa. – falo, parando de beijá-lo. Respiro fundo e me arrependo em seguida, pois seu cheiro inebriante entra em minhas narinas e meu corpo reage a ele.
– Continue. – diz ele, com o sorriso mais sacana que já vi. Vejo-o encarar o meio de minhas pernas, e em instantes, sua mão cobre meu membro sobre a calça.
– Aah... Espera... Deixe-me falar... – peço, num fio de voz. Aperto os olhos, cerrando os dentes.
– Não estou tampando a sua boca. Pode continuar, Ero-Cook.
Esse imbecil gosta muito de me provocar. Acho que já está na hora de revidar.
– Então, se lembra do que você me disse da última vez que nós fizemos sexo, quando eu ainda era mulher? – pergunto, olhando no fundo de seus olhos.
– Eu disse muita coisa naquele dia. – fala, sorrindo daquele jeito.
– “Me faça perder o controle. Me faça ficar louco de prazer mais vezes.” – falo, tentando imitar sua voz – “Ero-Cook, me faça seu.” Lembra de como eu quis ser homem naquele momento?
– Ah, isso. Lembro-me de tudo. Inclusive, lembro que você disse que poderia fazer o que quisesse com o meu traseiro.
– Porque, me explique, você fugiu de mim lá na cozinha? – pergunto, sentindo sua mão me apertar com um pouco mais de força.
– Eu fiquei surpreso, Sanji. – começa, se sentando e me obrigando a sentar também. Zoro afasta minha roupa para o lado e começa a beijar meu pescoço. Absorvo a sensação de seus lábios pressionando a pele sensível de meu pescoço. – Fiquei surpreso por ter sentindo muito prazer quando você começou a lamber minha barriga. Surpreso por ter gostado da sua carícia o suficiente para ter ficado completamente duro. E por fim... Fiquei surpreso por ter gostado de ser o Uke por alguns segundos.
– Isso é... Ótimo. – sussurro, puxando sua cabeça para trás e tomando seus lábios num beijo apaixonado. – Então... Da próxima vez, prometo te fazer perder a cabeça. Agora, vou te dar uma pequena amostra de como posso te controlar, mesmo sendo o passivo.
– Estou ansioso por isso, Sanji. E nunca mais me chame de “Roronoa”. Aquilo foi muito frio. – pede, e eu sorrio.
– Que sensível. – provoco, e ele abre um botão da minha calça, enfiando a mão na minha cueca. Solto um gemido involuntário.
– Acho que tem alguém mais sensível que eu aqui. – sussurra, perto do meu ouvido. Aquilo me arrepia.
Sento sobre seu membro, deixando todo o meu peso sobre seu corpo. Em seguida, começo a fazer uma fricção lenta. Zoro segura minhas roupas com força e solta um gemido rouco.
– Mais baixo, Marimo. Nós estamos embaixo da janela, sobre o convés. Quer que todos ouçam você gemendo? – pergunto, e ele faz movimentos mais rápidos. Para conter meus próprios gemidos, beijo-o com força, sentindo sua língua me acariciar.
– Eu não ligo de eles me ouvirem. – murmura, entre o beijo.
– Eu não quero mais ninguém escutando sua voz sexy. – falo, puxando seu lábio inferior com os dentes.
– Quanta possessividade. – admira ele, segurando minha glande. – Prometo que, da próxima vez, deixarei você fazer o que quiser.
– Que bom. Por que você está me devendo um boquete. – relembro, e ele se assusta.
– Como assim? Desde quando isso? – pergunta, espantando. Eu solto uma risada.
– Nós fizemos um trato, não lembra? Eu te chupei, e você concordou em me chupar também. – falo.
– O quê? Eu já fiz isso! – responde, e eu nego.
– Não. Eu chupei seu pênis. Agora, você tem que chupar o meu. Nada mais justo. – falo.
– Que sacanagem!
– Isso é porque você não pensa no que faz, Marimo. Só toma suas atitudes, mas não pensa nas consequências. Palavra de homem não faz curva. – argumento, e ele cora.
– Ok, eu faço! – cede, segundos depois. Em seguida, chupa o lóbulo da minha orelha, sensualmente. – Mas, em compensação, quero te comer aqui e agora.
– O quê? Não! – contrario, mas ele me pega no colo e se senta direito no sofá, se encaixando sob mim, que sento em seu colo, de costas para ele.
– Vamos, só uma rapidinha. – pede, já arrancando minhas calças. – Só para reconciliação, Ero-Cook.
– Por que não é você que vai sentir dor! – reclamo, mas suas mãos são fortes me prendendo em seu abraço.
– Vou ser gentil. Olha só. – fala, e coloca e mão esquerda na parte de trás da cueca, tocando meu traseiro junto com meu pênis. E não é como se eu realmente gostasse dessas sensações. É que ele realmente sabe fazer com que seja bom.
Em instantes já estou me contraindo, o que ele não deixa de perceber e enfia dois dedos em mim.
– Itai! – solto, pelo susto. Ele acaricia minha barriga e me masturba, o que me faz esquecer a dor rapidamente. – Haa... Hm...
Sinto-o lamber meu pescoço, me deixando mais excitado ainda.
– Certo. Vou entrar. – fala, e me cutuca lá embaixo.
Zoro entra devagar, e como sempre, sinto bastante dor. Parece que o jeito que estou inclinado para frente me faz sentir mais dor do que o normal. Suspirando, me levanto e viro, sentando em seu colo, de frente para ele. Beijo-o e chupo sua língua, em seguida de seus lábios macios. Vou abaixando devagar, até o fim. Acho que isso se chama cavar a própria cova.
– Você está me esmagando... – murmura ele, e eu sorrio, malicioso.
– Bem feito.
Subo lentamente, vendo-o revirar os olhos de prazer e morder o lábio inferior. Contraio-me e ele solta um gemido rouco e muito sexy.
– Sanji... – murmura, me beijando profundamente em seguida. – Fique parado.
Faço o que pede, e Zoro começa a me golpear com força, estocando com velocidade. Aperto seus ombros e enterro minhas unhas curtas em sua pele, sentindo um prazer imenso com aquilo. Mordo o lábio inferior para não gemer e falho miseravelmente, soltando minha voz, que só é abafada por seus beijos longos e quentes.
Zoro deixa um chupão em meu pescoço e me masturba com força, o que me faz contrair com força.
– Sanji... Quase... – sussurra.
Faço parar de mover e começo a controlar, fazendo-o gozar antes de mim.
– Ficou duro demais outra vez? – pergunta, fazendo-me lembrar de alguns meses atrás.
Ele me faz chegar ao ápice com as mãos.
– Essa foi a rapidinha mais rápida que eu já tive. – resmungo, cansado.
– E também a mais gostosa, tenho certeza. – responde.
– Não seja tão convencido, Ero-Marimo. – falo, rindo. – Eu já estive com muitas mulheres, sabia?
– Está me fazendo ficar com ciúmes, Mr. Hanaji. – responde, dando-me um selinho.
– Na próxima vez, você vai me chupar e eu vou te foder. Sem cú doce nem frescurinha. – decido, e ele se arrepia.
– Eu já disse que sim, não disse? – pergunta, corado. – Só vou fazer porque eu te amo. Só por isso.
– E você acha que eu faço esse tipo de coisa com você por quê? Hm? – pergunto, sorrindo.
Por mais alguns segundos, tento normalizar minha respiração.
– Acho que preciso de um banho. E você também. – fala, e eu saio de seu colo, começando a me vestir. – Que tal tomarmos juntos? Economiza água.
– Não estou a fim. – respondo. – Afinal, com certeza você ia me forçar a fazer alguma coisa pervertida outra vez. Eu te conheço, idiota.
– Droga.
– Venha comer alguma coisa depois do banho. Eu vou tomar no nosso quarto. Você, no quarto coletivo dos homens. – afirmo, e ele suspira.
– Eu não tenho escolha, mesmo.
Deixo aquela cabine com a certeza de que os vidros estavam todos fechados, seguro de que ninguém ouviu nosso “momento íntimo”. Qual é o meu problema? Acho que o amor muda mesmo as pessoas.
Não vejo a hora de “a próxima vez” chegar.
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