Exchanged Sex 2.

13 Capítulo 12 - A Volta de Sanji.


Notas iniciais
Olá! Demorei menos desta vez, mas mesmo assim, demorei, né? Foram exatos 15 dias de espera!

Bom, sem mais delongas: à Mya Albarn (renascida, kkkk), Sawako Chan, Mokocchi, Undertaker, Wendy Yamazaki, Luluca200, Ryusth Lunya, Asami Chan, Dudu McJack, Brendanicolle, Titania, JkUchiha, Kuina chan, EroCook, MissFantasy e Swan, obrigada pelos reviews de vocês! Amei todos! *o*
E à Cute CrystalMoon, Graymarker, Hiwaii, Hikari Aya, Kuroko Mei e Yeru, sejam bem vindos à fic!

Minha gente, o negócio tá pesado! Bom, para escrever metade deste capítulo eu ouvi esta música: https://www.youtube.com/watch?v=WNIPqafd4As (se quiser ouvir, pula logo pro 2:50, kkkkk)
E para a outra metade, esta aqui: https://www.youtube.com/watch?v=45wH_HHnJBg (é super sexy, em minha opinião, hihi)

Hm... Como último recado das notas iniciais...
RECOMENDO QUE, AOS LEITORES QUE NÃO GOSTAM DE VER DOIS HOMENS GOSTOSOS E XEROSOS SE PEGANDO, NÃO LEIAM ESTE CAPÍTULO! Ja entenderam? É isso aí, meu povo!

CAPÍTULO R-18!

Boa leitura! ^.^

Capítulo 12

Olho o corpo por mais alguns minutos antes de suspirar.

– Então é isso. – concluo, coçando a cabeça. – Acho que eu preciso de um pouco de sakê.

– Zoro-boy, bebida não vai afogar suas mágoas. – fala Ivankov. Não sei se isso foi para me animar ou ele queria acabar comigo.

– De qualquer forma... – começo, me sentando na cadeira do Chopper. – Doutor, você fez um ótimo trabalho. Deu tudo certo.

Ele não responde de imediato, e percebo seus dentes apertados.

– Chopper-chan? – chama Ivankov.

– O que deu certo, Zoro? – pergunta ele, e olho em meu rosto. Ao focalizar seus olhos, percebo-os cheio de mágoa, tristeza e culpa. – Não tem nada certo. Deu tudo errado. Tudo errado.

– Não, Chopper-chan. – tranquiliza Ivankov, limpando as pontas dos dedos. – Sanji-boy está bem. Sem ferimentos e sem o demônio da maldição. Nossa “operação” foi um sucesso.

– Não foi um sucesso! – grita ele, e começa a chorar. – Eu fui obrigado a perder as memórias preciosas do Sanji! Tudo o que ele viveu por quase cinco meses! Droga! Porcaria!

– Ei, Chopper! – chamo. – Acalme-se. Ele está saudável, não está?

– Sim. Ele está completamente saudável. Mas só isso, Zoro. O corpo dele está perfeito. Mas a mente...

– Chopper. Acredite: o Ero-Cook tinha a mente muito mais saudável antes de isso tudo acontecer. Por isso, não se preocupe comigo. – peço.

– Eu sou um médico muito ruim. Se fosse a Doctorine, com certeza conseguiria. – murmura ele, e eu ouço.

– O que importa é que você se esforçou ao máximo. – responde Ivankov. – E... Eu vou embora amanhã cedo, para ele não achar estranho o fato de não se lembrar que eu cheguei.

– Quanto tempo vai levar para ele acordar? – pergunto.

– Provavelmente ele acordará só perto do meio-dia. – responde o médico, e eu assinto.

Até lá, estarei preparado.

– Vou avisar aos outros que ele está bem. – falo, me levantando e indo em direção à porta.

– Ah, Zoro! Espera! – pede a rena, e eu olho para trás.

– Hm?

– Sanji me pediu... Para te dizer uma coisa. – continua. Em seguida, ele leva o braço até o bolso de trás da roupa e me entrega uma concha.

– Você gravou o que ele disse? – pergunto, e ele acena com a cabeça.

– Eu não sei o motivo, mas senti que deveria gravar aquelas palavras assim que ele começou a dizê-las. – fala, corando um pouquinho. Eu dou de ombros e me sento novamente, já apertando o botão de reprodução.

Há alguns sons de ondas e o Luffy gritando “Carne!!” no fundo. Segundos depois, começo a ouvir a voz do Chopper.

“- Não diga isso, Sanji! Vai dar tudo certo!” fala ele.

“– Sh...!” ouço. Em seguida, uma pausa. “- Se eu não conseguir... Diga ao Zoro... Que ele...” meus ouvidos automaticamente captam a voz feminina e suave de Sanji.

“– O quê, Sanji? Fala!” pede Chopper, urgente.

“– Diga que ele... Tem que viver... Por ele, e por mim também...” fala Sanji, e há um pausa moderada. “– Diga... Que eu o amo.”

Doces palavras, ditas por uma voz feminina, suave e calma. Uma voz que eu nunca mais escutaria, pronunciando palavras que eu também nunca mais ouviria. Palavras que fazem meu coração bater muito forte, mas que ao mesmo tempo, fazem-no murchar de tristeza. Palavras que, quando pronunciadas por ele, olhando em meus olhos, me faziam muito feliz. Porém, essas mesmas palavras... Me trazem, agora, uma dor aguda na garganta e ardência nos olhos.

É, Sanji.... Odeio admitir, mas com certeza me sentirei solitário sem você comigo.

E quando me dou conta, já estou tampando os olhos e limpando minhas lágrimas com força exagerada, arranhando minhas próprias bochechas. Os soluços vêm direto do meu abdômen e fazem meu corpo tremer com força na cadeira.

– Eu também te amo, seu idiota. – sussurro, segurando a concha com força enquanto estou com os olhos fechados. As lágrimas correm por meu rosto. – Chopper... Posso ficar com a concha?

Ao vê-lo assentir, travo a mandíbula e saio da sala. Avisto Brook perto do mastro, tocando seu violino. Em seguida, vejo Franky descendo para o convés. Ele olha para cima e, na minha frente, aparece um Luffy preocupado.

– Zoro! – chama, e segura meus ombros. Ele olha meu rosto. – O Sanji... O Sanji...

– O Ero-Cook está bem. – afirmo. Então ele sorri e entra na sala. Ando até o mastro principal e me sento no banco.

Minutos depois, Robin se senta ao meu lado e eu escondo o rosto.

– Zoro? – pergunta. – O Sanji-kun está bem. Porque está chorando?

– Por nada. Um cisco caiu no meu olho e eu não consigo tirar.

– Quer fazer o favor de me contar a verdade? – pergunta, e eu suspiro.

– Robin... – murmuro. – O Ero-Cook perdeu a memória. Todas as memórias referentes ao nosso tempo juntos.

Seguro a concha com força, tentando segurar minha angústia. Sem escutar mais nada, olho para o lado e vejo Robin chorando muito. Está indignada.

– Isso... É muito cruel! – afirma ela, chorando mais.

– Sim, é cruel. – concordo. – Muito cruel mesmo.

Me levanto.

– Vou dormir. Boa noite.

Vou para o meu quarto – só meu, agora – e me jogo na cama, já sentindo o sono querer me levar. Ligo a concha mais uma vez e rolo na cama, ficando com a cara no outro travesseiro. Inspiro com força, sentindo o cheiro tão familiar me invadir. Segundos depois, durmo.

Acordo no meio da noite. Rolo para o lado, procurando aquele corpo que sempre me dá calor. Para minha decepção, encontro o vazio e me lembro de todo o acontecido.

Saio do quarto, subindo até o convés. Penso em treinar, mas me dá preguiça. Então, eu olho para o céu. Milhões de estrelas esperam para ser vistas, brilhando intensamente lá em cima. Quando meu pescoço começa a doer (de tanto olhar para cima), olho para baixo novamente. Meu olhar passa pela porta da enfermaria.

Por que não, né?

Ando até lá e empurro a porta, entrando. Ouço somente o bip do computador indicando que o paciente está vivo. Vejo a bolsa de sangue, assim como uma bolsa de soro. Me sento na cadeira de rodinhas e arrasto-a até a cama, onde posso ver o rosto do Sanji.

As únicas coisas que permaneceram foram seu cabelo e as sobrancelhas, além de sua pele lisa. Seu cheiro também mudou – agora é um cheiro característico de homem, porém, continua cheiroso.

– Isso é uma droga. – murmuro. Sinto raiva de mim mesmo. Vontade de socar minha própria cara. – Sou um imbecil.

Fico ali por vários minutos. Tanto que começo a cochilar sentado. Depois de acordado, limpo minha baba e me levanto. Olho uma última vez para seu rosto e, num impulso, junto nosso lábios.

– Acho que vou sentir falta disso.

E volto ao meu quarto, me jogando na cama.

–----X-----

Acordo com um som de metal.

– Mas que porra de barulho dos infernos é esse? – pergunto, me sentando na cama. Esfrego meu rosto e consigo enxergar um pouco, apesar de a luz do sol me atrapalhar bastante.

Focalizo uma pessoa dentro do quarto, segurando uma frigideira e uma concha de feijão.

– Mas que zona é essa? – ouço, e meus ouvidos identificam a voz imediatamente. No mesmo instante, eu acordo totalmente.

Dentro do quarto, Sanji olha para toda a bagunça no chão. Há roupas espalhadas para todo lado, a cama está uma bagunça e para completar, meu precioso quadro está torto na parede.

Aquela voz me fere. É estranho, mas sinto dor de cabeça o escutá-la.

– MA...RI...MO... – sussurra ele, e sinto aquela aura maligna. Me enrolo nas cobertas e me deito novamente.

Merda. Não quero ouvir. Não quero aquela dor na garganta outra vez. Não quero ouvir sua voz sem um pingo de amor.

Ele bate a concha na frigideira outra vez.

– Levanta! Anda! Já são três horas da tarde! – grita ele, e ouço seus passos. – Zoro!

Tampo minhas orelhas.

– Hm? Você começou a gostar de artigos marinhos, é? – pergunta, e meu cérebro dá um estalo. PORCARIA!!

Tiro a cabeça das cobertas e tento pegar a concha de sua mão, mas ele desvia e aperta o botão. À medida que a mensagem vai passando, ele fica mais sério.

– Eu não acredito. – fala. Olho seu rosto e percebo-o... Corado? – Não acredito que o Chopper fez uma coisa dessas.

– Do que você está falando? – pergunto. Não era para ele ter perdido a memória?

– Não interessa. Vai, levanta logo dessa cama! Se não levantar, eu vou te chutar para fora! – ameaça, e eu me enrolo ainda mais.

– Não enche meu saco. – peço.

Instantes depois, sinto um calor exagerado sobre meu corpo. Meu rosto é descoberto.

– Você vai sair por bem ou prefere que eu utilize alguns métodos? – pergunta ele, com um sorriso totalmente malicioso nos lábios. Focalizo seus olhos azuis e procuro algum indício de brincadeira. Não. Ele está falando sério.

– Peraí. – peço, e me sento na cama, com ele sobre minha coxas. – Ero-Cook, onde você estava ontem de manhã?

– Na cama, dormindo. Óbvio. – responde. Ah, eu sabia. A memória já era.

– Ah, entendo.

– Depois do café da manhã, fiz a comida preferida de todo mundo. – fala.

Não acredito.

– E de noite? Você lembra o que aconteceu à noite? – pergunto, desesperado.

– Deixa de ser burro, Zoro. Ontem à noite eu estava sedado. Você não me viu? – pergunta. Não posso responder. Ou melhor, não consigo responder.

– Você... Se lembra de tudo? – pergunto.

– Tudo o que? – pergunta, se levantando. – Acho que você realmente enlouqueceu. Será que aquele papo de o meu corpo masculino de deixar louco é verdade?

– Você não perdeu a memória? – pergunto. Ele suspira e sorri minimamente.

– Então era isso. O Chopper me contou. – responde ele. – Zoro, quando ele disse que eu sou mais forte mentalmente do que você... Ele não estava mentindo. Eu só perco minha cabeça se eu quiser.

– Se lembra de tudo? Absolutamente tudo? – pergunto, e ele revira os olhos.

– É, eu lembro! Agora cai fora dessa cama que eu tenho mais o que fazer!

– Acho que não dá. Estou com tanta fome que não posso firmar as pernas. – minto. Ele suspira com força e anda até mim. Quando pega meu braço, puxo-o para cima de mim. – Você é tão bobinho.

– Kuso Marimo! Sai de cima de mim! – manda, fazendo força com os braços.

– Você está forte! – observo. Um sorriso maligno toma conta de meu rosto. – Mas vou fazer você ficar fraco em segundos.

De repente, levo um chute no meio das pernas.

– Ah... – solto, e caio encolhido na cama. A dor se alastra até minha barriga. – Acho que vou cuspir minhas próprias bolas...

– Você já escovou os dentes hoje? – pergunta ele, bravo. – Até parece que eu vou deixar você fazer alguma coisa comigo com esse bafo horroroso!

– Eu acho... – começo, segurando minha parte íntima para parar a dor. – Que sua mulher interior ainda não foi embora...

– Vai ver o mulher interior na sua cara, se você não levantar e arrumar esse quarto! – ameaça, se levantando da cama.

– Eu não vou arrumar sozinho! – falo, me levantando. – Você vai me ajudar, Kuso Cook!

– Quê? E eu virei faxineiro, por acaso?

– Vai! Mexe essa bunda e me ajuda logo! – mando, e ele me olha fixamente.

– Você não manda em mim, Kuso Kenshi. – solta, e sinto aquela veia pulsar na minha testa.

– Mal voltou e já vem me tirar a paciência! – eu digo.

– Vai logo lavar essa boca, seu podre! Aproveita e passa um pouco de água sanitária, porque eu estou sentindo seu fedor daqui! – grita. Mas que filho da puta!

– Se fodeu! Eu sei que é mentira! – falo, rindo da cara dele. – Acha que me engana, taradão?

– Ah, seu... – começa, e voa em cima de mim, me fazendo cair sobre as roupas no chão. – Eu sou tarado, é? Você não viu nada.

Em um instante, ele tira minha camiseta e observa meu corpo com olhos nada puritanos. Vejo sua língua percorrer o lábio superior. Em seguida, suas mãos entram na minha calça.

Socorro! Esse cara vai me foder!

Tento sair debaixo dele, e me agarro no pé da cama. Ele me segura.

– Não! Me larga! – mando, mas não adianta. Meu Deus! Eu estou com medo! Ele vai me possuir!

Levanto a perna e, sem querer, acerto suas costelas. Isso! Uma chance!

Consigo sair e corro para o banheiro, me trancando lá dentro. Aproveito para lavar o rosto e escovar os dentes. Ouço ele colocando as coisas nos lugares certos, e depois de vários minutos, a porta é fechada.

É, ele foi embora. Posso sair agora.

Abro a porta e dou uma espiada para fora. Não vejo ninguém e saio.

– Uh... Que horror... – murmuro, suspirando.

– O que é horror? – ouço, e dou um pulo de susto.

– Você ainda está aqui, sua peste? Cai fora! – grito.

Ele sorri e me empurra com força contra a parede.

– Você não tem ideia de como estou feliz por ter meu pênis de volta. – confessa, e minha espinha gela.

– Nem pensar! – começo, mas ele tampa minha boca com a mão.

– Cala essa boca.

E então, ele me beija. Não um beijo normal, de duas pessoas apaixonadas. Um beijo de duas pessoas... Necessitadas.

Ele puxa meu lábio inferior e o suga em seguida, pedindo passagem com a língua. Sua mão direita entra em meu cabelo, segurando minha cabeça. Calma, rapaz. Eu não vou fugir.

Passo minha mão por seu queixo e seguro sua nuca. Sua língua afaga a minha lentamente, porém com desejo. Com a outra mão, puxo sua cintura e grudo nossos corpos. Sem paciência, jogo-o na cama e fico por cima.

– Ok. Chega de provocação. – falo, desabotoando sua roupa.

– O quê? Eu vou ficar por baixo outra vez?

– Vai. – respondo.

– Nada disso! Por que eu?

– Por que eu quero. – respondo, beijando-o. Sigo a linha de seu maxilar e mordo sua orelha, descendo para seu pescoço. – Senti falta deste cheiro.

Dou-lhe um chupão forte, e ele protesta.

– Sh! – mando. Chupo seu lábio superior e infiltro minha língua entre eles, sentindo a sua.

Desço minha mão por seu peito, até sua barriga, e interrompo o beijo. Passo os beijos para seu peitoral e, indo mais para a direita, chupo seu mamilo.

– Haa... – ouço, sussurrado. Delicio-me com os sons guturais que escapam de seus lábios, além dos pequenos tremores causados em seu corpo por arrepios involuntários. Deixo alguns beijos estalados em sua costela, onde tinha acabado de chutar. E por incrível que pareça, reparo em uma cicatriz; e percebo que é a daquela ferida horrível que me dava a visão de seus ossos.

– Sobrancelha de Bigode... – chamo, me levantando um pouco. – Eu te chutei aqui?

– Hã? – pergunta, se apoiando nos cotovelos, ainda ofegante. – Ah, isso. É, foi bem aí. Mas não foi nada, nem senti.

Orgulhoso como sempre, certo?

– Você não me engana. – respondo, sorrindo falsamente. – Sei que doeu.

– Não, não doeu. – insiste.

– Eu sei que doeu. Porque eu vi essa ferida aberta. – respondo, e ele desvia os olhos. Pego seu queixo e forço-o a olhar para mim. – E era tão funda que, mesmo com todo o seu tecido muscular, eu podia ver quatro costelas suas. Mas eu não entendo... Eu vi suas feridas serem curadas.

– Bom, então... Acho que eu posso te contar o que eu vi. – fala ele, saindo debaixo de mim.

– Hm? – pergunto, me sentando em sua frente. Percebo-o tenso. Bom... Neste momento, meu instrumento pode esperar um pouco.

– Quando Chopper encostou o receptáculo em mim, eu voltei à consciência e realmente senti o demônio saindo de mim. – começa, suspirando. – Eu senti como se alguém estivesse arrancando meus órgãos com força bruta. Mas então, um pouco antes de esta dor cessar, minha mente entrou em um estado de espera. Não sei como explicar direito, mas enfim. Está entendo?

– Sim. Continue, continue.

– Eu vi uma mulher. Uma mulher de cabelos escuros e ondulados, branca. Parecia realmente a encarnação de Afrodite. Realmente linda. Seu corpo tinha uma cintura bem fina, e quadril mais largo. Usava um vestido azul claríssimo, brilhando com milhares de pequenos diamantes. – fala.

– Vai contar o negócio ou vai continuar descrevendo a mulher? – pergunto, impaciente.

– Não precisa ficar com ciúmes. – fala, e meu rosto esquenta. – Enfim...

– Não estou com ciúmes! – falo, envergonhado. – Meu pau está latejando por sua causa, sabia? Anda logo com isso!

– Como eu ia dizendo... – responde, ignorando minhas necessidades. – Inicialmente, eu a vi de costas, e quando ela virou, pude ver seus olhos negros e suas feições diabólicas. Na verdade, eu não entendia se ela era boa ou ruim. Só sei que era linda.

– Aham. – respondo, impaciente.

– Então ela disse: “Sanji, estou levando suas lembranças comigo. Tudo o que está relacionado à mim, infelizmente, está sendo levado.” – diz ele, fazendo uma pausa. – Lembro-me que, nesta hora, entrei em desespero. Por mais que odiasse isso, não queria perder minhas lembranças. Respondi algo como: “Você é a maldição?”. Ela apenas acenou com a cabeça, e andou até mim. “Tudo o que você viveu com Roronoa Zoro, aquele que me adquiriu primeiramente, ficará comigo... Assim como todas as feridas que te causei tentando permanecer aqui. Você não se lembrará do cheiro dele, da sensação de estar junto com ele e muito menos do amor que nutre por ele. Esquecerá tudo. E seu amante, o espadachim, sofrerá eternamente por ter perdido você, por ter feito um trabalho incompleto. E tudo isso, por culpa dele mesmo. Irônico, não?”

– Eh... – murmuro, prestando atenção.

– Neste momento, eu pedi para ela ficar. – confessa. – Eu pedi para ela não me deixar, para permanecer dentro de mim. Mas ela disse ser impossível, porque o receptáculo do Chopper era muito potente. “Não, precisa ter um jeito”, eu falei para ela. E então, ela sorriu para mim e disse que sim, tinha um jeito. “Use sua determinação, Sanji. Você é forte. Se realmente quiser, conseguirá permanecer com suas memórias. Mas em compensação, seu corpo vai sofrer alguns danos. Bem... Tenho que ir agora, seu médico me chama. Até mais.” E foi embora. Quando acordei, estava com esta cicatriz aí e mais uma que pega minha coxa direita por trás.

– Posso ver? – pergunto, e ele me olha, desconfiado. – Não vou tentar nada, fica de boa.

Ele assente se levanta, tirando as calças juntos com as meias e os sapatos. Não consigo deixar de reparar em seu traseiro coberto pela cueca boxer, e me seguro para não apertá-lo. Um pouco abaixo do começo da perna, se estende uma cicatriz que vai até a dobra do joelho. Não é como a minha – cheia de pontos. A cicatriz de Sanji é algo como... Se ele tivesse feito uma operação por meio de laser. Deixou uma marca fina e uniforme.

Levanto a mão e toco sua perna.

– A tal mulher tinha razão. Isso tudo foi culpa minha. – afirmo, e ele se vira para mim, se abaixando na minha frente.

– É, foi sua culpa. – responde. — Mas não quer dizer que eu me arrependa de tudo o que vivi. Se você não adquirisse a maldição, nós nunca seríamos como somos hoje. Por isso, sou grato.

– Está me agradecendo? – pergunto.

– Por que? Não pode? – pergunta, e em seguida, se interrompe. – Eu esqueci uma coisa. Zoro, eu só consegui voltar, porque lembrei de uma conversa que tivemos enquanto você ainda era mulher. Se lembra?

– Ah, não sei. Nós tivemos muitas conversas, Ero-Cook.

– Um pouco antes de você voltar ao original. – explica ele. – Eu falei que estava com medo, lembra? “Eu tenho medo de que isso tudo que nós passamos evapore assim que você virar homem novamente. E se você perder a memória, por exemplo?”, eu disse. Então, você, com seus grandes e carinhosos olhos claros: “Não vou. Você é minha pessoa importante, Sanji. Não esqueceria isso por nada no mundo.” Você tinha muita certeza de que aquilo não aconteceria, de jeito nenhum. E foi lembrando dessa sua frase, que consegui voltar.

– Hm... Que coisa mais romântica, Ero-Cook. – admiro. Levo minha mão direita até seu queixo e o levanto, juntando nossos lábios por alguns segundos. – Isso me deixou mais duro ainda.

– O quê? Eu disse algo para te deixar excitado? – pergunta, irritado.

– Não, mas... Ah, foda-se.

Agarro-o e jogo-o na cama, me deitando por cima. Ele solta uma risada divertida, o que, por reflexo, me faz sorrir também. Seguro seus braços, sentando sobre sua barriga.

– Não me assuste mais desse jeito, idiota. – murmuro. Me abaixo um pouco e mordo seu ombro. Deslizo meu nariz até a curva de seu pescoço, capturando todo o seu cheiro natural que tanto me excita. Um arrepio deixa os cabelos da sua nuca um pouco arrepiados. – Ah, esse seu cheiro...

– Espera... Zoro... – pede, quando aliso seu tórax sem delicadeza. – Ainda é dia!

– E desde quando você se importa com isso? – pergunto, sentindo seus músculos abdominais com a língua. – Nós fizemos duas vezes de dia.

– Mas... Era diferente... – murmura, e arqueia o corpo para cima. – Agora... Somos dois homens...

– E é por isso que eu quero te comer agora. – respondo, abaixando sua cueca e tirando-a de seu corpo. – Eu não disse que o seu “eu” masculino me dá mais tesão do que o feminino?

– Disse. – afirma, com o rosto corado.

– E sabe por que? – sussurro, encostando nos narizes levemente. Ele nega. – Porque, quando você está excitado, perde o controle, entra em transe. Da última vez, quando você entrou em transe, disse algo como: “Me foda até me quebrar”. E o bom disso, é que eu realmente não preciso reprimir minha força.

– Que mentira! Eu nunca diria uma coisa dessas, Marimo! – contraria, bravo.

– Você me excita tanto, tanto... – sussurro, puxando seu lábio inferior com os dentes. – Estou no meu limite. Vamos fazer.

– Não quero. – fala ele, e tenta sair de baixo de mim. – Não acredito naquilo.

– Ah, é? – pergunto. Puxo a gaveta do criado-mudo e tiro uma concha, ligando-a. – Vamos ouvir depois, então.

– Hein? Não! Nem pensar! – fala, tentando pegar a concha.

– Quer parar de fazer cu doce? – pergunto. – Eu sei que você me quer, Cook. Vamos, quero ouvir seus gemidos outra vez.

Desço minha mão e seguro seu membro, sentindo-o quente e muito duro. Com a outra mão, levanto sua franja, olhando em seus dois olhos. Começo a movimentar minha mão devagar, e em resposta, Sanji fecha os olhos e cora sensualmente.

– Mm... – murmura, entre os lábios fechados. Sinto-o flexionar as pernas, apoiando os pés no colchão.

– Ero-Cook... A boca... – murmuro, mirando seus lábios. – Abra sua boca...

Ele entreabre os lábios, e sem perder tempo, peço passagem com a língua, chupando seus lábios com gosto. Sanji segura meus braços e geme entre o beijo, aprofundando-o, para que eu possa sentir sua língua se afagando na minha com movimentos possessivos.

Aumento a velocidade de minha mão, o que o faz interromper o beijo.

– Haa! Nnn... – geme, guturalmente.

– Ero-Cook... Tire o resto da roupa... – peço, chupando o lóbulo de sua orelha. Outro arrepio percorre seu corpo.

Com pressa, ele tenta tirar a roupa, mas não consegue.

– Merda. – resmunga, e eu acabo rasgando tudo. – Bastardo! Essa roupa foi cara!

– Sh... – peço, tampando sua boca. Aperto seu pênis e ele arqueia o corpo, rebolando na direção da minha mão.

– Zoro, não mexa sua mão. – manda, e eu viro estátua. Sanji começa a investir contra a minha mão com seus quadris, como se fosse o aparelho genital feminino. Ele vira o rosto, encostando a lateral da cabeça no travesseiro. Em seguida, aperta o objeto macio entre os dedos.

Vejo quando ele aperta os olhos e abre a boca, em busca de ar. Seu rosto está corado devido à excitação. Ele vai gozar.

– Quase... Lá... – solta, num gemido. Ao ouvir isso, afrouxo meus dedos, interrompendo seu orgasmo. – Ei!

– Nada disso. Nós vamos juntos, Sr. Esperto. – falo. – Sei que quando você gozar, vai tentar fugir de mim. Acha que eu sou burro?

– Acho. – responde, o que ocasiona uma veia martelando na minha testa. Observo seu corpo bem feito, vendo seu peito subir e descer por causa da respiração descompassada, seu rosto corado seu pênis – implorando por um alívio.

Alcanço mais uma vez a gaveta do criado-mudo, e quando volto, vejo Sanji se masturbando lentamente, coisa que eu nunca – exceto no depósito – havia visto-o fazendo. É simplesmente... Muito sensual. Não consigo parar de olhar.

Sorrio maliciosamente com a deliciosa visão à minha frente. Seus dentes prendem o próprio lábio inferior, tentando conter sons.

Aperto a bisnaga de lubrificante, lambuzando minha mão direta. Me posiciono entre suas pernas, segurando sua ereção mais uma vez. Levo a outra mão até seu traseiro. Seu corpo se endurece por inteiro, e ele se contrai.

– Uau... E olha que eu nem coloquei...

– Fique quieto! Seu... Ero-Marimo! Espadachim pervertido! Sem vergonha! – xinga, e eu sorrio.

– Sou mesmo. – assumo, colocando dois dedos de uma vez.

Ele crava as unhas curtas em meus braços.

– Filho da mãe... Isso dói! – reclama. – Tira! Idiota!

– Calma... Eu só preciso achar o ponto certo outra vez... Você se lembra da sensação, não lembra? – pergunto, enquanto procuro seu ponto sensível.

– Eu não lembro de nada, seu... Uah! – geme, quando eu toco no lugar certo.

– Achei. – anuncio, e atinjo o mesmo ponto mais alguma vezes, já adicionando outro dedo. Sanji se contorce de prazer, apertando meus dedos. Abaixo um pouco minha cueca.

Tiro os dedos e jogo lubrificante no meu próprio pênis, espalhando um pouco. Me posiciono entre suas pernas e seguro seus joelhos.

Entro devagar, sentindo-o realmente muito apertado. Chega a quase me esmagar, e isso realmente me faz querer gozar.

– Porcaria... – sussurra. Algumas lágrimas solitárias escapam de seus olhos – Isso dói... Demais!

Seguro seu membro e faço movimentos rápidos, fazendo-o gemer.

– Sanji, pare de se contrair tanto, senão não posso me mover... – peço.

Recuo devagar, entrando em seguida. Sanji puxa minha cabeça, iniciando outro beijo profundo, enquanto segura meus cabelos.

Começo a ir mais rápido, aumentando a força também. Em resposta ele agarra meu corpo e arranha minhas costas, soltando alguns gemidos roucos em meu ouvido. Levanto o rosto e, ao olhar em seus olhos, percebo-os meio fora de foco – seu estado de transe sexual.

– Ero-Cook... – murmuro, e ele acaricia gentilmente meus lábios com a ponta da língua.

– Mais forte... – fala, flexionando ainda mais as pernas. Sanji segura minha cintura com as pernas, travando os pés em minhas costas.

Sorrio maliciosamente e chupo seu pescoço, sentindo o gosto de sua fina cama de suor.

– Me foda com mais força, vai.

Ah, caramba. Eu amo esse transe.

Faço o que ele pede, e nossos corpos começam a fazer barulho ao se chocarem. Começo a masturba-lo na mesma velocidade das investidas, vendo-o se contorcer de tanto prazer. Sanji me puxa para mais um beijo.

– Nhg... Nnn... – geme, rouco, entre os beijos. – Muito gostoso... Zo... Ro!

Meu pênis é esmagado com mais força, e sinto Sanji contrair-se até o abdômen, mexendo os quadris em minha direção e pressionando sua própria ereção em minha barriga.

– Só mais um pouco... – murmura, ainda em transe.

Aumento a velocidade, e segundos depois, chegamos ao ápice juntos, compartilhando as sensações.

– Nossa. Hoje você está incrivelmente sensível. – falo, depois de alguns segundos. Saio de dentro dele e me deito ao seu lado, respirando com força.

– Não diga “sensível”. É esquisito. – manda, e eu solto um riso.

– Foi bom para você? – pergunto, brincando. Ele cora de vergonha e se levanta da cama, levando lençóis com ele.

– Não me faça esse tipo de pergunta idiota, seu imbecil! – fala, irritado. – O que você acha?

– Eu acho... Que você amou. – respondo.

– Ah, quer saber? Vou tomar banho. Kuso Marimo. – fala, e eu me levanto, arrumando a cueca.

– Quer companhia? Eu amaria apalpar você outra vez. – brinco. Seu rosto, já corado, fica ainda mais vermelho.

– Não! – grita, correndo para o banheiro.

Solto um riso e suspiro, tentando normalizar minha respiração. Uah... Aquilo foi intenso...

Me atiro na cama novamente, agarrando-me nos lençóis. Segundos depois, caio no sono.

Ah... Não sei descrever a minha felicidade, de tão grande.

Notas finais
Bom, então... Acho que um demônio também deve ter me possuído. Isso aí ficou TÃO SEXY! >////////< Esses dois me deixam doidinha da Silva! kkkk

Acho que eu não tenho mais nenhum aviso.

Será que vocês gostaram? Como sempre estou muito insegura... Enfim!

Obrigada por terem lido!

Beijos doces e salgados para vocês! *3*

Ah, é! O negócio lá da maldição... Se alguém ficou confuso, me pergunte, tá? Caramba, ainda tô com vergonha... Ai, ai.

Kissus, kissus!