Exchanged Sex 2.
12 Capítulo 11 - O que eu deveria fazer?
Notas iniciais
Ah, como eu sou desgraçada. Sou muito filha da puta. Podem me apedrejar se quiserem (mas não usem muita força, por favor) KKKKK
Me desculpem, me perdoem. A escola me tomou, e eu não mexi na fic por um tempo. Mas, porque eu fiquei totalmente empenhada nos estudos, consegui ficar com oito médias 10 (Matemática, Biologia, Inglês, Filosofia, Sociologia, História, Geografia e Arte), três médias 9 (Física, Química e Ed. Física) e uma média 8 (Português, matéria do satanás ¬¬). Enfim, eu pensei em vocês o bimestre inteiro. Quando acabaram as minhas provas, eu saí igual doida para escrever o capítulo, e finalmente consegui finalizá-lo. Me desculpem novamente.
Deixe-me agradecer você! >////< Agradeço à EroCook (menina doida, amo seus reviews, kkkk), Undertaker, Sawako Chan, Wendy Yamazaki, Luluca200, Marcella Alexandrin, Ryusth Lunya, JkUchiha, Swan, Kuina chan, Kahzinhaaa, Mokocchi, Lady Rukia, Asami Chan, Titania, MissFantasy e Orihime. Obrigada pelos reviews de vocês! *o* Mesmo eu não merecendo... Vocês são demais! Amo vocês!
E à Brendanicolle, seja bem-vinda! ^.^
Ah, agradecimentos especiais à Titania! Mulher eu acho que você está querendo explodir meu coraçãozinho de tanta felicidade. Que recomendação maravilhosa, nossa... Eu choro só de lê-la. Muito obrigada, sou ETERNAMENTE grata. Além de sempre conversar comigo por meio dos reviews, mesmo ocupada com a faculdade... Muito obrigada, sua linda! T.T
E à Sawako Chan, que me deixou uma recomendação tipo... Muito perfeita! Assim meu coração ara de funcionar de vez, viu? Ficou tão, tão, mas tão bonita, que eu tive que lê-la três vezes!! Muito obrigada!
Bom, o capítulo... Está sangrento, dramático e muito triste. Bom, vocês conhecem o meu drama, mas eu acho que este capítulo está mais fraco do que os meus outros dramas. Ah, vamos acabar logo com essa tensão, né? eu quero alegria em vocês, okay? Sem chororô, viu? KKKKKKK
Boa leitura!
P.S.: LEIAM AS NOTAS FINAIS, É URGENTÍSSIMO!
Capítulo 11
Acordo com uma ótima sensação em toda a parte da frente do meu corpo. É quente e muito confortável. Aperto meus braços em torno dessa sensação.
– Ah! – ouço, e abro os olhos. A “sensação” que aperto é Sanji, que está quase sufocando com meu aperto. Solto-o.
– Tudo bem? – pergunto, preocupado. Ele respira com força, mas assente.
– Desgraçado! Quer me matar!? – grita, e me dá um cascudo. Eu caio na risada. – Não ria! Não me aperte desse jeito, Marimo!!
– Sim, senhora. – murmuro, sorrindo. Ele fica vermelho de raiva.
– Senhora é a tua mãe! Eu sou homem, porra! – exclama, corado. Eu começo a rir outra vez.
– Ok, ok. Acordou de mau humor, é? – pergunto, colocando a mão suavemente em seu rosto.
– Não. É só que você me acordou de um jeito muito ruim. Achei que fosse morrer... – fala, com o rosto emburrado. Que lindo!
– Desculpe. – peço, deslizando a mão para sua nuca e infiltrando dedos em seus cabelos. – Mas sabe, eu posso fazer esse seu mau humor ir embora rapidinho...
– H-Hai? – gagueja, chegando para trás na cama. Me inclino para frente, e mordo meu próprio lábio inferior, percebendo seu olhar grudado na minha boca.
– Com certeza é falta de sexo. – sussurro, e ele se arrepia. Suas reações ao meu corpo são ótimas.
– Impossível. A gente fez ontem, e já era fim de tarde. – comenta, encostando na cabeceira da cama.
– Você é muito insaciável. – explico, e ele cora até a raiz dos cabelos.
– Culpa sua! – exclama, e sai da cama, se levantando.
– Nada disso. É seu corpo quem gosta tanto do meu, então... – brinco, e parecia impossível, mas ele cora mais.
– Eu vou tomar um banho! – avisa, e contorna a cama, indo na direção do banheiro. Porém, ao dar cinco passos, ele trava.
– Que foi? – pergunto, curioso. Me ajoelho da cama e sento sobre os pés. Sanji olha para mim com uma expressão não muito legal.
– Minhas costas. Estão doendo bastante. – fala, sereno.
– Ah...Uau. Eu sou mesmo bom na foda.
– Cale a boca! Convencido! – grita, e pula sobre mim, agarrado nos meus cabelos. – Eu vou te deixar careca, Marimo!
– Não vai não. – afirmo, e troco nossas posições na cama.
– Merda!
– Eu posso te fazer uma massagem, sabe? – ofereço, prendendo seu corpo entre minhas pernas e agarrando seus braços. – Você vai relaxar. Sabe, tem pessoas por aí que acham que eu tenho dedos muito habilidosos.
– Não quero! Seu sem vergonha! – xinga, e se sacode em baixo de mim.
– Prometo que não vou tentar nada safado.
Ele reconsidera por alguns segundos.
– T-Tudo bem. – aceita, e desvia o olhar do meu.
– Vire-se. – peço, e ele obedece.
Me levanto e vou até o banheiro, onde pego o óleo que ele usa no corpo depois do banho. Aproveito para fazer minha higiene e escovar os dentes.
– Voltei. – anuncio, e ele se levanta.
– Preciso mijar.
– Nossa, que sutileza. – brinco. Não é como se eu me importasse com palavras bonitas, afinal. Minutos depois ele volta e se deita novamente. Sento sobre a parte de trás de suas coxas, admirando sua bunda redonda. Seguro a barra de sua camisola curta e levanto, tirando-a de seu corpo.
Observo suas costas lisas e macias, e a calcinha de renda branca. Uma calcinha normal, nada pequeno ou grande. É muito delicada.
– Você estava pensando em me provocar, não estava? – pergunto, sorrindo maliciosamente enquanto como sua bunda com os olhos.
– O quê? – pergunta, se apoiando nos cotovelos. – Como se eu precisasse de algo assim para fazer você ficar duro...
– Hm... Eu acho que você tem razão. – confesso, e me abaixo. Beijo sua nuca suavemente. – Mas você é muito convencido.
– Olha só quem fala... – murmura, mas eu ouço.
– Eu consigo te excitar muito mais rápido do que o contrário. – sussurro, e ele se arrepia.
– Até parece... – responde. É isso que eu queria... Um desafio. Vamos jogar então, Ero-Cook.
– Bom, deixa eu pegar o cronômetro. – falo, me levantando. Ando até o criado-mudo e abro a primeira gaveta.
– Para quê? – pergunta, se esticando no colchão.
– Você vai ver.
Volto para cima dele, sentando sobre suas coxas novamente. Coloco minhas mãos sob seu corpo e deslizo-as para cima, apalpando seus seios.
– Ei!
– Cinco minutos. – falo.
– Hã?
– Cinco minutos para você ficar excitado. – explico, e mordo seu ombro.
Me endireito e pego o vidrinho de óleo corporal, derramando um pouco na mão. Ao terminar de espalhar, encosto as mãos suavemente na parte de baixo de suas costas, forçando um pouco os polegares na sua coluna, em círculos.
POV Sanji
Sua massagem é realmente relaxante. À medida que ele sobe com seus dedos em minha coluna, ouço um estralo diferente. É uma ótima sensação. Mas... Ele nunca vai conseguir me excitar só com isso.
– Você não espera conseguir o que quer só com isso, né? – pergunto, provocando. Ouço sua risadinha.
– Não se preocupe. Eu comecei faz dez segundos.
Quando termina a minha coluna, sobe para meus ombros, e... Inesperadamente, começa a massagear minha nuca. Nuca, um dos meus pontos fracos.
Zoro percebe o tremor em meu corpo e para a massagem, trocando para uma carícia suave e quente. Seus dedos sobem até minhas orelhas e descem até a curva do pescoço, onde ele aperta com um pouquinho de força.
– Huh... – solto, perante as sensações.
– Levanta os braços, Sanji. – pede, e eu obedeço. Então ele desce suas mãos, passando-as por minhas costelas. Com meus seios descobertos, ele encosta nas laterais, sem querer (pelo menos eu acho que foi sem querer).
Seus lábios encontram a pele do meu pescoço.
– Veja. Já está dando resultados. – sussurra, e sinto um desconforto na intimidade. Na verdade, já me sinto excitado e adivinhem: ansioso por seus beijos.
– Pare de falar e continue, seu lerdo. – mando. Ele desce as mãos e aperta minha bunda.
– Você não manda em mim. – responde, e massageia mais para baixo.
Ao invés de massagear minhas coxas, ele sobe e... Começa a massagear um lugar um pouco diferente.
– Zoro, espera! Ah! – gemo, e mordo o travesseiro. Ele massageia meu clitóris. Sem me obedecer, e abaixa minha calcinha e movimenta os dedos rapidamente em meu ponto de prazer. Abro mais as pernas, por reflexo, e acabo empinando o quadril para trás. Já não consigo pensar em mais nada.
Chego ao orgasmo.
– Eu disse cinco minutos para ficar excitado... Acho que eu subestimei nós dois. – fala, pegando seu cronômetro e apertando o botão. – Deu dois minutos. E você não só ficou excitado, como chegou ao orgasmo. Cara, eu realmente sou muito bom.
– Cala... Essa boca, seu imbecil... – murmuro, respirando com força. Tenho raiva por meu corpo ser tão submisso ao dele, por ser tão sensível à ele... Merda.
– Mas não sou só eu. – continua, e me vira do frente para ele. – O seu corpo é o melhor.
Zoro se inclina para frente, e seus lábios perigosamente chegam perto dos meus. Porém, ele beija minha testa.
– Zoro? – pergunto.
– Vou sentir falta deste corpo. – confessa, e me olha nos olhos, acariciando meu rosto. – Vou sentir falta do Sanji Mulher, até porque... Assim, é muito mais fácil saber o que você está pensando. Você cora e gagueja. É um livro aberto para mim.
– Sabe, ser um livro aberto não é muito legal. – falo, e ele sorri um pouco.
– Mas, em compensação... Não posso usar toda a força que eu quero. – fala, e meu rosto se esquenta por inteiro. – Não quero quebrar sua bacia óssea, nem nada.
– Você é muito sem vergonha! Pervertido! – xingo, enrubescido.
– E também... Sanji, não tem como eu pensar em você e imaginar uma figura feminina. – continua, e eu me calo. – Quando penso em você, imagino as reações da parte masculina, que é você por dentro, apesar de os hormônios te afetarem. Por isso gosto tanto de te provocar – nunca sei o que você vai fazer.
– Eu...
– Ero-Cook. – interrompe. – Sinto falta de você. E quando digo “você”, não estou falando do “você” de agora. Estou falando da sua essência, do seu original. Sei que também sente, apesar de gostar desta forma.
– Sim, é verdade. Mas, Zoro... Faz dois meses, já. Não acha melhor eu ficar assim? – pergunto. – Nós estamos mais acostumados.
– O quê? – pergunta, confuso. – Como assim? O que quer dizer?
– Nós fizemos mais sexo enquanto eu estive nesta forma. Nós estamos juntos há mais tempo comigo nesta forma. Eu me declarei para você, nesta forma. Eu até fiz aquilo lá nesta forma... – falo, me referindo ao sexo oral.
– Aquilo foi muito bom. – comenta, sorrindo.
– Sh. – mando. – Enfim... Verdadeiros fatos importantes aconteceram enquanto eu estive assim. E o meu medo... É que você apague tudo isso quando eu voltar a ser homem. Por isso, Zoro... Se você quiser, eu não preciso voltar.
– Mas e a Nami e a Robin? – pergunta, espantado.
– Eu as amo, mas não como você. – confesso, corado. Zoro sorri e me dá um selinho.
– Idiota. Isso tudo é insegurança inútil. – fala. – Qual é, você me conhece. Eu não vou deixar de te amar só por que você vai voltar a ser homem! Você já deveria ter percebido, certo? O que eu tenho que fazer para enfiar isso na sua cabeça?
– Me prove. – peço. Ele sorri e afasta a cabeça para o lado.
– Quando eu te disse que eu amo aquele quadro, não quis dizer que amo a pintura. Quis dizer que amo a forma nele. Por que acha que eu o pendurei na parede?
– Não foi você. Foi o Usopp. – lembro.
– Não interessa. – fala. – Bom, eu acabei de ter uma ideia.
Ele limpa a garganta e olha no fundo dos meus olhos. E naquele olhar, eu vejo tanto amor, tanto amor... Que se fosse algo material, não teria lugar para ele no espaço. Seu sorrisinho não desmancha.
– Eu, Roronoa Zoro... – começa, e eu prendo a respiração. Ele realmente está fazendo isso? Meu Deus!– Prometo lhe ser fiel, te amar e te respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias de nosso vida e além deles. Além disso, prometo te amar sobre qualquer mudança de corpo. Não importa o que aconteça, você não vai conseguir fugir de mim. – fala, com uma voz rouca e baixa.
Meu coração é esmagado e sinto como se tivesse me afogando. Não consigo conter as lágrimas que descem por meu rosto, incontrolavelmente.
Eu sempre tento esconder meus sentimentos, por causa de todo o meu orgulho... Por que esse desgraçado não se importa? Como ele consegue ser tão forte? Ele ignora qualquer indício de fraqueza e sempre me faz ficar mais do que seguro.
Agarro seu pescoço, chorando em seu ombro.
– Ah... – engasgo. Não consigo falar, devido ao choro. – Zoro... Obrigado... Me desculpe... Muito obrigado...
O amor que sinto por esse cara... É simplesmente incompreensível. O amo de forma tão avassaladora que é impossível haver uma explicação.
– Eu te amo... Te amo muito. Eu te amo muito, muito mesmo. E amo cada vez mais. – falo, ainda corando. – Por isso, Zoro... Me ame mais também. Me ame tanto, que você não conseguiria se separar de mim nunca mais.
Solto seu pescoço, e vejo algumas lágrimas em seu rosto. Limpo-as cuidadosamente. Ele faz silêncio.
– Quanto à isso, Ero-Cook... – começa, com a voz embargada. – Não se preocupe. Eu já me sinto assim.
E então, ele me beija apaixonadamente. Sua língua pede passagem gentilmente entre meus lábios, e sua boca se molda na minha.
Nos amamos a manhã inteira.
–-----X------
Na cozinha, termino de fazer o almoço. É lógico que eu tranquei a porta, porque só basta eu começar que já vem o povo (principalmente o capitão) assaltar meus ingredientes. Também não quero nenhum Okama me enchendo a paciência.
– Vejo que você aperfeiçoou nossa técnica de gastronomia. – ouço, e me viro. Falando no diabo...
– Ivan, eu tranquei a porta. – falo, me virando novamente. – Isso quer dizer que eu não quero visitas.
Pego os pratos na bancada e coloco na mesa, já indo tirar o grande pedaço de carne do forno, além do peixe.
– Eu não pude resistir. Cheira bem. – elogia, e meu rosto esquenta. Qual é! Por que eu coro por qualquer coisa? Não gosto dessa parte em ser mulher!
– Obrigado. – agradeço, e tiro a jarra de suco da geladeira.
Ando até a porta, e ao abri-la, Luffy entra correndo.
– COMIDA! – grita, se sentando na cadeira da ponta. Começa a comer – daquele jeito sem modos e com as mãos. Suspiro.
– Pessoal, o almoço está pronto! – grito. Eles vão chegando um por um.
– O que tem para mim? – pergunta Usopp, entrando primeiro.
– Nada em especial para você, mas eu assei seu tipo de peixe preferido. – falo.
– Yahoo! – festeja. Em seguida, vem o Franky.
– Yo, Sanji. – cumprimenta.
– Sente-se na cadeira da ponta, por favor. – peço. Ele dá de ombros. Ao se sentar e abrir o prato, dá de cara com hambúrgueres e batata frita.
– Uau! SUPER! – exclama, pegando sua garrafa de refrigerante na geladeira.
– Você fez comida especial para todo mundo? – pergunta Chopper, com os olhinhos brilhando. Eu sorrio.
– É, mais ou menos. Que tal sentar na cadeira ao lado do Luffy? – pergunto, e ele sai correndo. Abre o prato e vê suas duas coisas preferidas: algodão doce e chocolate.
– Ah, Sanji! Eu te amo! – fala. Kawaii!
Brook vem em seguida.
– Takoyaki ao lado do Franky. Pegue seu chá na garrafa em cima do balcão. – falo.
– Sanji-san, você é o melhor cozinheiro da face da Terra! – elogia.
– Eu não quero elogio de homens, seu esqueleto tarado! Agora vai logo comer! – mando, e ele obedece.
Robin-chan entra na cozinha.
– Robin-chwan! Você está excepcionalmente mais linda hoje! – falo. Ela sorri amigavelmente. – Sua refeição especial está ao lado do Chopper.
Robin se senta graciosamente, colocando os cabelos lisos para trás dos ombros. Abre seu prato e vê que fiz alguns sanduíches – não muitos, porque sei que ela come pouco. Para a sobremesa, preparei um bolo não muito doce ou calórico.
– Aqui, seu café. – ofereço, colocando um pouco em seu copo.
– Obrigada, Sanji-kun. – fala. – Amei tudo isso.
– De nada, Robin-chan. E Luffy, pare de roubar a comida dos outros! – mando, nervoso.
Volto para a pia e termino de guardar as coisas limpas.
Sinto o cheiro da Nami-san, e corro para abrir a porta.
– Nami-swan! – falo, sorrindo. – Tem um almoço especial para você hoje!
– Obrigada, Sanji-kun. – agradece.
– Está ao lado na Robin-chan. – instruo, e ela fica feliz ao ver uma salada de frutas completa.
Sirvo-a de suco de laranja. Enquanto todos comem, me sento no sofá embutido na parede.
Olho para a mesa e percebo um lugar vazio. Cadê aquele idiota?
Ando até a porta e a abro. Sinto o cheiro dele de longe. Ele está treinando.
– Ei, Marimo! Se você não vier almoçar, não vai comer o dia inteiro! – ameaço, e segundos depois, ele desce para o convés e chega na cozinha.
– Pronto, cheguei. – fala, colocando a camisa no ombro. A visão de seu tórax musculoso, brilhando por causa do suor... Ah, meu Deus. – Qual a gororoba de hoje?
Ele quer apanhar, só pode.
– Sente ao lado do Ivankov, e vai ver. – falo, mas antes de ir, ele aperta minha bunda. – Ei!
– Ops... Escapou. – mente, sorrindo maliciosamente.
Abre seu prato e, quando vê, já ataca a comida. E, ao invés de me pedir, se levanta e pega seu sakê na geladeira.
– Ivan, quando terminar... Preciso falar com você. – aviso. Ele assente e continua comendo.
Quando todos terminam de comer e eu limpo a cozinha depois de lavar a louça, desço para o convés. Ivan me espera sentado no banco do mastro principal.
– Então, vamos falar de coisa séria. – diz ele, se levantando. – Conseguiu decidir.
Suspiro, fechando os olhos. Sim, é a escolha certa. Eu não posso morrer.
– Decidi. – respondo, e olho para cima, para seus olhos. Com toda a minha determinação. – Eu vou receber os hormônios.
– Tem certeza? – pergunta. Eu assinto. – Quando?
– Agora. – respondo. Ele assente e eu o levo para a sala do Doutor.
Abro a porta e encontro Chopper mergulhado em um de seus livros grossos.
– Chopper? – chamo, e ele levanta a cabeça. – Preciso falar com você. Eu e... Essa coisa.
Entro na sala e Ivan me segue, fechando a porta atrás de si.
– Não sei o que pode ser importante assim, mas... Sentem-se. – fala, apontando primeira cama. – O que aconteceu?
– Bom, Chopper-chan... – começa Ivan. – Eu tenho um jeito de fazer o Sanji-boy voltar ao normal.
Chopper pensa por três segundos.
– É claro! Por que não pensei nisso antes!? – se pergunta. – Nós podemos usar seus hormônios, não é?
Seus olhos brilham de animação. Ele parece realmente feliz.
Ivan toma as rédeas da conversa e explica toda a situação ao médico – inclusive meu risco de morte.
– Entendi... – fala ele, suspirando. Abre uma das suas gavetas e pega um livrinho. – Bom, Sanji... Para você ter vindo aqui... Você já se decidiu, né?
– Sim. – respondo.
– Então, o que estamos esperando? Você não está com medo por causa disso, né? Impossível! – encoraja ele, anotando algo no livrinho. – Vamos começar? Tenho o anestésico perfeito para você.
Assinto e me deito na cama, procurando ficar o mais confortável possível.
– Cadê o Zoro? – pergunta Chopper.
– Por quê? – pergunto, confuso.
– Ah, eu pensei que você quisesse a companhia dele, sei lá... – responde.
– Não precisa, Chopper. Não quero que ninguém me veja enquanto estou gemendo de dor por causa desses hormônios. – respondo, e ele assente, compreendendo.
– Você já tomou banho hoje? – pergunta.
– Já.
– Então, tudo certo. – fala. Vai até sua geladeira e pega uma garrafinha de plástico e um pacote de algodão, além de uma pinça.
– Para que isso? – pergunto.
– É iodo. Para proteger as feridas que vão acontecer. Tenho certeza que seu corpo vai desfigurar e vai acontecer o mesmo que aconteceu com o Zoro. – fala.
– Que maravilha. – solto, sarcástico. – Vamos começar logo com isso?
– Vamos. Tire suas roupas. – fala. – Todas, sem exceção.
Espera. Tem um homem aqui. Ah, mas... É um Okama. Acho que não tem problema, né?
– Quer ajuda, Sanji-boy? – pergunta Ivan.
– Não! Sai daqui, seu tarado! E eu só permito você tocar meu corpo porque está me ajudando! Só por isso, entendeu? – pergunto. – E não, eu tiro minha roupa sozinho!
Passo meu vestido pela cabeça e tiro, depois, as roupas íntimas. Não posso evitar tampar minha intimidade com as mãos.
– Ok, deite-se novamente. – pede Chopper, e quando o faço, ele abre a garrafinha e pega um pano macio, deixando o algodão de lado. Joga o conteúdo da garrafa numa tigela, um líquido marrom e com um cheiro esquisito. Depois, ele mergulha o pano no líquido e torce-o um pouco.
Ao encostar em minha barriga, sinto uma arrepio imenso. O líquido está gelado, mas suportável.
E ele faz isso com meu corpo inteiro – repito, meu corpo inteiro, sem falta. Em todos os cantos externos possíveis.
– Você está parecendo um negro. – fala Ivankov. Ninguém merece! Além de estar pelado na frente de dois “caras” tenho que aturar as piadinhas de um deles!
– Certo, agora... A anestesia. Ela é aplicada por meio de injeção, mas é tão forte que te fará dormir em instantes. – avisa a rena. Eu suspiro e assinto.
– Okay. Vamos. – peço.
Ele vai até a geladeira e mexe em sua escrivaninha. Segundos depois, volta com uma seringa de vinte centímetros, feita de metal, com uma agulha grossa.
– Você vai me anestesiar ou me dar uma injeção letal? – pergunto, espantado. – Olha o tamanho disso!
– Não esquenta. Só vai doer um pouquinho, nada que te fará entrar em coma. – fala.
– Isso aí foi para me tranquilizar?
Sem mais cerimônias, ele enfia a agulha inteira em minha barriga, forçando o líquido para dentro. Devo acrescentar que doeu e foi bastante desagradável? Acho que não precisa. Começo a me sentir grogue.
– Chopper, pode me fazer um favor? – pergunto, segurando seu braço. Ele assente, e com uma voz lerda, tento dizer o que está entalado em minha garganta. – Se eu não... Conseguir...
– Não diga isso, Sanji! Vai dar tudo certo! – encoraja ele, e eu sorrio. Meus olhos não querem se manter abertos.
– Sh...! – peço, e chamo mais para perto com a mão. Ele pula em meu peito e coloca o ouvido perto da minha boca. – Se eu não conseguir... Diga ao Zoro... Que ele...
– O quê, Sanji? Fala! – pede, e algumas de suas lágrimas caem em meu ombro.
– Diga que ele... Tem que viver... Por ele, e por mim também... – sussurro, e por incrível que pareça, também começo a chorar. E isso porque... Eu sinto um enorme medo de sair deste mundo. Não quero, de forma alguma, abandonar ninguém que eu gosto. Seja Chopper, Ivankov, Nami, Robin ou toda a tripulação... Quero continuar com eles. Principalmente, com Zoro. – Diga... Que eu o amo.
Não consigo mais segurar meus olhos.
– Ivan, conto com você. – falo, e vejo-o assentir antes de cair no sono.
–-----X------
POV Zoro
À noite...
Desço da cabine de observação, onde estive treinando. Finalmente, tive um pouco de sossego.
Vou para o quarto, tomar banho. Abro a porta e fico surpreso ao ver que Sanji não se encontra.
– Ué... Onde ele se meteu? — me pergunto, tentando raciocinar. Desisto logo e tomo banho. Afinal, pensar nunca foi muito o meu forte.
Já limpo e com roupas trocadas, subo até o convés e vou até a cozinha.
Luffy, Franky, Nami, Robin, Brook e Usopp estão sentados, encarando a madeira da mesa, e a tensão no ar é quase palpável.
– O que aconteceu? – pergunto, olhando para todos. – Alguém morreu?
Vejo um arrepio percorrer o corpo da Nami, e ela olha para mim.
– Não, ninguém morreu. – responde, séria. Na verdade, parece à ponto de chorar.
– Sabe, aquela pergunta... Era retórica. – explico. Olho para os outros, que continuam encarando o tampo da mesa. – Certo. O que está acontecendo aqui?
– N-Nada. – responde Usopp. Seu tom.... Foi como se estivesse tentando se livrar das minhas perguntas. Merda, isso me irrita.
– Como assim, nada? Todo mundo com cara de velório e você me diz que nada aconteceu!? – grito, sem paciência. – Que merda está acontecendo? Respondam!
Dou um soco na mesa.
– Zoro. – ouço, da ponta da mesa. Um simples, baixo, curto e rouco “Zoro.” E isso... Veio do Luffy. – Todo mundo aqui está nervoso.
– Por quê? – pergunto.
– Enquanto você esteve na academia, Zoro... Tem ideia de onde o Sanji-kun esteve? – pergunta Nami, se levantando.
Demoro três segundos para responder.
– Não me diga que ele sumiu outra vez... – peço, colocando a mão na testa. Nami levanta meu rosto com as mãos.
– Ele se decidiu. – explica.
– Sim, isso eu sei. Ele vai voltar a ser homem, certo? – pergunto.
– Não. Está errado. – responde. Como? Ele vai continuar mulher?
– Então ele não vai voltar a ser homem? – pergunto, e ela nega. – Então fala logo, mulher!
– Ele está voltando a ser homem. – explica, e meu cérebro dá um nó. – No presente.
– Espera. – peço. Nami me solta, e eu me sento numa das cadeiras, encarando meus companheiros.
A verdade me atinge como um soco de Busoushoku no Haki bem no meio da cara.
– Vocês estão me dizendo... – começo, e suspiro. – Estão me dizendo que o Sanji está se transformando em homem agora? Neste momento?
Todos assentem de uma vez só.
– E POR QUE NINGUÉM ME CONTOU, PORRA!? – grito, com raiva e medo ao mesmo tempo.
Me levanto rudemente, fazendo um barulho horrível com a cadeira.
– PORRA! – grito novamente, e acabo socando a parede, deixando um buraco.
– Por que você está tão nervoso, Zoro!? Se acalme! – pede Nami.
– Me acalmar? – pergunto. – Escutem. Eu, mais do que ninguém, sei da dor que ele está sentindo. Por isso, deveria estar lá, junto com ele, como ele fez comigo. Mas... Por que eu não fiquei sabendo de nada?
– É simples. – fala Robin, vindo em minha direção. – Por que ele não quer que você o veja.
– O que...!? – pergunto, num sussurro. – Por que essa bosta agora? Eu vou até lá.
Ando até a porta, mas antes de chegar lá, várias mãos me seguram. Travo os joelhos a tempo de não cair. Luffy se enrola em mim, prendendo meus braços em minhas costas.
– Me soltem. – peço, com firmeza. Nenhum dos dois se mexe.
– Você não pode ir, Zoro. Ele não quer que você o veja. Não quer que você sinta o mesmo que ele sentiu. – fala Luffy, e isso faz arder meu estômago.
– E você acha que eu posso aceitar uma coisa dessas, Capitão? – pergunto, seco. – Não posso ficar parado enquanto ele está sofrendo lá embaixo, sozinho. Nós já passamos por muitas coisas juntos.
– Você é problemático. – fala Nami.
– Entenda, Nami. – peço. – Ele pensa tanto nos outros, que não tem tempo para si mesmo. E vocês não entendem isso, certo?
Faz-se silêncio por alguns segundos.
– Me larguem. – mando. Não há nenhum movimento.
Minha raiva é tamanha e tão intensa, que sinto meu corpo esquentar inteiro, como quando brigava com Sanji. Meu corpo começa a exalar o fogo azul que já não me é estranho.
Robin me larga e segura as próprias mãos junto à roupa.
– Ah! Quente! Quente! Quente! Quente! Quente! Quente! – grita Luffy, me largando. Aproveito a deixa e saio correndo, descendo até o convés.
Bato na porta.
– Chopper, abre a porta. – peço, girando a maçaneta.
– Não posso, Zoro! Estou ocupado! – fala ele, e parece ofegante.
– Então peça para o Ivankov! – falo.
– Ele também está ocupado!
– Ah, deixa quieto! – respondo, e dou um passo para trás. Puxo minha Meitou e corto a maçaneta da porta, que escorrega e cai. Abro a porta. – Cheguei.
Guardo minha espada e levanto os olhos. E sinceramente... Penso que não deveria ter entrado na sala.
Cheira a sangue. Tudo cheira a sangue. Tem sangue respingado no rosto de Chopper, e as pontas dos dedos do Ivankov também estão melados com o líquido vermelho.
Não tenho nem o que respirar mais.
Vou devagar até a cama, onde Sanji está deitado, imerso em um cobertor branco, somente com a cabeça pra fora. Sua boca está aberta, e ele morde fortemente um pedaço de pano macio. Mesmo dormindo, sente muita dor.
Engulo em seco.
– Você já... Terminou de injetar os hormônios? – pergunto, baixo.
– Sim, terminei. – Ivankov responde. – Faz três minutos.
– E vocês começaram um pouco depois do almoço... Caramba. – falo. Chopper me olha – Posso vê-lo?
Chopper assente devagar, como se estivesse com medo da minha reação. Não esquenta, Chopper. O máximo que pode acontecer é eu começar a chorar como um bebê recém-nascido.
– Pode. Mas... Tome cuidado.
Suspiro e, com a mão direita, tiro o cobertor de cima de seu corpo. Também devo esclarecer que eu não deveria ter feito isso.
Seu corpo, esticado na cama, está todo ensanguentado – não, ensanguentado é pouco. É como se tivesse tomado um banho de sangue. Do seu braço, sai um tubo que está ligado à uma bolsa de sangue pendurada como se fosse de soro.
Posso ver a parte direita de suas costelas, pois sua carne está rasgada de um jeito medonho. Vejo quatro ossos de suas costelas, sem nenhum músculo atrapalhando minha visão. A parte rasgada libera o que parece uma mini torneira aberta de sangue.
Seus seios já não existem mais. Sanji continua com o rosto de mulher, só que seus ombros estão largos e seu peito voltou ao normal. Sua barriga continua lisa e sua cintura ainda está um pouco marcada. Seu quadril voltou ao normal, assim como as pernas voltaram à forma original – porém, sua parte íntima ainda é feminina.
Há cortes e rasgos espalhados por seu corpo inteiro. A carne rasgada foram seus próprios ossos sendo trocados pelos mais fortalecidos. As cicatrizes feitas pelo Jovem Mestre, todas abertas e escorrendo sangue.
– Esses cortes... Foi você que fez? – pergunto. Chopper assente.
– Precisei fazer alguns cortes controlados, ou sua pele não aguentaria. Usei o bisturi. Quando começou a rasgar, foi muito de repente, e tudo de uma vez. Não foi como na sua vez: lento. – explica ele, e eu assinto.
– Me dê um pano limpo. Eu ajudo a tirar um pouco do sangue. – peço. Ele acena com a cabeça e Ivankov me entrega uma toalha branca.
– Zoro... – chama, enquanto eu seco o pescoço de Sanji.
– Hm?
– A Maldição está muito mais forte no Sanji do que em você. Ela está lutando contra ele, eu e o Ivankov ao mesmo tempo. – fala ele. – Por isso, você deve admitir: o Sanji...
– O quê? O que foi? – pergunto, já entrando em desespero.
– É mais resistente emocionalmente que você. – fala, e eu suspiro.
– Você quer me matar do coração, só pode.
Quando termina de falar, ouço um estalo perto de minha orelha direta e olho no rosto do Ero-Cook. Seu maxilar saiu do lugar, e se quebrou em alguns pedaços. Se move sozinho por baixo da pele. Sanji começa a sufocar e sangue começa a escorrer pelas laterais de seus lábios.
– Tire esse pano, Zoro! Rápido! – grita Chopper, e eu obedeço. — Sente-o!
Faço o que pede, e quando sento seu corpo, mais sangue cai de sua boca. Ela não fecha. Os estalos não param.
De repente, os sons param e começam a vir das laterais do rosto e seu pescoço começa a engrossar. Deito-o novamente.
– Que bom. O rosto já foi. Agora só faltam o resto do tronco, o quadril, o aparelho reprodutor e a estatura. – fala Chopper. – Por dentro também já mudou tudo.
– “Só”? – pergunto. – Isso é muita coisa!
De repente, Sanji começa a tremer na cama, e como quem acorda de um pesadelo, se senta com os olhos abertos.
– Ah, meu Deus! Ele acordou! – exclama Chopper. Porém, Sanji não tem reação. – É a Maldição! A Maldição não quer deixar o corpo dele mudar!
Ivankov corre até a geladeira e pega uma seringa de ferro, de uns vinte centímetros e de agulha grossa.
– E isso aí é o que? – pergunto, desesperado.
– Anestésico!
Quando vou falar novamente, sinto um movimento vindo da cama. As mãos de Sanji sobem até seu pescoço, e quando menos espero, começam a apertá-lo com força. Sem pensar duas vezes, agarro as mãos por dentro, tentando afrouxar o aperto.
– Mas... Que merda! – grito.
– Zoro! Está possuindo o corpo dele! Não quer sair! – grita o médico.
– Ivankov, faça alguma coisa! – mando. – Sei lá, usa essa sua macumba!
Seguro os braços de Sanji contra a cama. Ele volta a respirar.
Chopper pensa por alguns segundos.
– Eu sei o que fazer. – fala ele, e eu o olho, repleto de esperanças. O Erro-Cook para de se debater.
Chopper abre um armário, onde reserva várias vasilhas – algumas com algum tipo de areia e outras, com pedras.
– Você usa isso para fazer remédios? – pergunta o Okama.
– Alguns. Vêm da ilha em que eu treinei durante os dois anos. – explica ele. Volta com um pote transparente em que uma única pedra se encontra. – Isso é um receptáculo.
– O que?
– Ele guarda qualquer coisa anormal que nós tiremos de alguma outra coisa. Como... Um demônio, por exemplo. Ele recebe o demônio e o prende. – explica ele. – Pretendo usá-lo no Sanji e tirar essa coisa dele de uma vez só.
– E está esperando o que? Anda logo! – mando. Sanji se debate na cama. Parece realmente brigar com a Maldição.
– Só que... Tem um grande risco. – fala ele, cauteloso.
– Vai me dizer que ele corre risco de morrer se você usar isso? – pergunto. Ele nega.
– Não pelo contrário. Se eu usar, tanto a Maldição como todos os riscos que rondam o Sanji neste momento vão vir para o receptáculo. – responde.
– Então qual é o problema? Nós estamos sem tempo, Chopper!
– Há uma chance de 85% de ele perder a memória. TODAS as memórias referentes à Maldição. Tudo o que aconteceu enquanto você foi mulher, ele foi mulher e entre esses períodos. – esclarece, e meu cérebro parece murchar.
Por que tudo tem que ser tão difícil sempre?
Não consigo falar. Não consigo raciocinar. Acho que fiquei cego, também.
Porém, minha visão volta e a realidade me machuca.
Este era o meu maior medo: que ele esquecesse tudo o que vivemos e o que sentimos. Como eu poderia conviver com uma coisa dessas?
– 85% é muita coisa. – sussurro. – E há quanto de chance de sobrevivência para ele, agora?
– Me desculpe. – pede a rena. – Eu não queria pensar nisto e muito menos te dizer, mas... O Sanji tem somente 20% de sair dessa são e salvo.
– Então anda logo com esse receptáculo! – exclamo. – Não fique pensando em mim; eu não estou correndo perigo de vida!
– Não estou pensando só em você! – grita ele, e começa a chorar. – Estou pensando nele também. Viver uma história com uma pessoa e de repente esquecer tudo... É muito cruel. Eu não quero que isso aconteça!
– Ivan, segure o Sanji. – peço, e ele assente. Seguro Chopper com as mãos. – Doutor... Eu também não quero que isso aconteça, de jeito nenhum. Mas... Você prefere que ele morra ao perder a memória?
– Não! – grita, espantado.
– Então chega de chorar e tire logo esse troço dele! – falo, colocando-o sobre a cama. – Não tem problema, Chopper. Eu tento conquista-lo novamente.
– Okay. Você está certo. Vamos lá. – responde ele.
Mudo de lugar com Ivankov. Chopper tira uma pedra azul brilhante de dentro do pote e encosta no peito de Sanji.
Olho para o rosto dele, ali na minha frente. Aquele rosto, para onde tantas vezes olhei.
Suspiro e encosto minha testa na sua.
– Você tem que se lembrar... – sussurro.
Assim que Chopper encosta a pedra em Sanji, ela começa a brilhar. Emite uma luz forte e enquanto o troço sai de dentro dele, posso ouvir sons – como se fossem milhares de gritos femininos.
De repente, a pedra para de brilhar e os sons se interrompem.
– Acabou? Já? – pergunto, e ele assente.
– Sinto muito, Zoro.
– Eu já disse que está tudo bem! – tranquilizo. Olho para o corpo na cama e reparo que tudo voltou ao normal, absolutamente tudo. Aquelas cicatrizes feitas pelo Jovem Mestre? Não existem mais, pois foram feitas enquanto ele era mulher. Então, concluo que o receptáculo não arranca só as memórias, mas também tudo o que é relacionado corporalmente.
Então, se as lesões corporais deste período foram embora... Porque as memórias ficariam?
Não se preocupe, Chopper. A culpa disso tudo é minha, originalmente. Acho que posso aguentar.
Ou eu poderia apenas... Me lamentar por ter sido burro o suficiente e ter recebido aquela Maldição. Não, não vou me lamentar, jamais. Não me arrependo de ter a recebido, pois eu vivi uma coisa única, e conheci por mais uma vez, o sentimento mais lindo.
E por mais uma vez, o perdi. Deixei-o escorregar por entre meus dedos.
E a minha história de amor... Acaba aqui.
Notas finais
Não, se acalmem! A fic não acaba aqui, e nem vai acabar no capítulo que vem ou no outro. Vai continuar. Vocês não vão se livrar de mim ainda! Vão aguentar muitos dos meus lemons e cenas quentes, kkkkkkk. Por isso, eu ainda vou ficar mais um tempo com vocês e isso me alegra MUITO.
Senti falta de vocês, mas eu voltei! ^.^
Espero que tenham gostado do capítulo. Ah, é. Aquela parte em que o Zoro "pega fogo azul", eu fiz referência àquela briga que ele teve com Sanji assim que eles chegaram ao Arquipélago de Sabaody. Caso queiram comprovar, assistam lá depois! kkkkk
Então, acho que é isso. Muito obrigada pela paciência de vocês. Uma outra coisa que esqueci de contar, é que a primeira parte do Filler "A filha ZoSan" ficou pronta. Estou aprontando a segunda parte! Acharam que eu fiquei para o mês inteiro né? kkkkkkkk
Beijos, adoro vocês! ♥ ( ゚▽゚)/
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