Exchanged Sex 2.

4 Capítulo 3 - Irresistível. (Parte Dois)


Notas iniciais
E esta é a parte dois!
E esta, sim, contém HENTAI! Finalmente a Sanjiko vai se entregar ao Zoro! Esperei tanto por isso! >////<
Espero que gostem e me desculpem pelos palavrões!
Boa leitura!

Parte Dois

Saio da cama e olho para meu próprio corpo. Estou vestido com uma calcinha de tamanho normal e uma blusinha de alças finas. É, eu não posso sair assim. Abro a porta do guarda-roupas e pego o robe roxo da Robin-chan. Por ela ser maior do que eu, a barra quase arrasta no chão.

Abro a porta e saio para o convés, cruzando os braços. A brisa da noite é desagradável para a minha nova pele sensível. Atravesso o convés em passos rápidos e giro a maçaneta do banheiro, me lembrando do que aconteceu ali. Com que cara eu vou olhar o Zoro daqui para frente? Eu fui tão... Ah, que embaraçoso!

Empurro a porta, abrindo o banheiro. E tenho uma surpresa... Não muito legal.

Em pé na frente da pia, Zoro analisa o próprio rosto no espelho, cheio de espuma no lugar da barba.

- Hm? – resmunga, e olha em minha direção – Sabe, você deveria estar dormindo.

- Tive um sonho... – murmuro, e coro. Ele volta o olhar para o espelho — ...Um pesadelo.

- E veio até aqui por que teve um pesadelo? – pergunta. Cadê aquele homem gentil que fez coisas tão boas aqui neste banheiro comigo?

- Não. Eu vim até aqui por que quero usar o banheiro. – respondo. – Não é óbvio?

- Numa hora dessas, não. – responde, passando o barbeador da ponta da costeleta até o fim do maxilar, perto do pescoço. – Você está com alguma coisa? Tipo... Febre?

- Não que eu saiba. – respondo. De repente, dá um estalo em minha mente. – Perguntou isso por que meu rosto está vermelho?

- É. – responde, olhando para mim em seguida. – Gostei da sua roupa. Mas é da Robin, certo?

- Como você sabe? – pergunto. Ele dá de ombros. Se importe um pouco mais, maldito!

- Pelo tamanho.

- Como assim? – pergunto.

- A altura. A Robin é mais alta do que eu. Se ela colocar a roupa que você está usando, com certeza ficaria num tamanho médio. – responde. Que merda é essa? Você está sabendo demais, Marimo!

- Falando nisso... Isso não é hora de fazer a barba, Marimo. – falo. Tira os olhos do espelho e me mostra o barbeador.

- Quer fazer para mim? – pergunta. Eu coro mais ainda. É... Quem sabe eu não arranco um pedaço da cara dele com isso? Seria tão legal...

- Claro. – falo, pegando o objeto de sua mão.

Dou a volta em seu corpo, virando seu rosto na direção da luz. Levanto os braços, segurando seu rosto com o esquerdo e com o direito, o objeto cortante. Passo a primeira vez, tirando a espuma do barbeador embaixo d’água da torneira da pia.

Fico na ponta dos pés, sem muito esforço. Compenetrado em minha tarefa, sinto os braços de Zoro abraçarem minha cintura de leve. Coro violentamente.

- Quer parar? – mando.

- Não. – fala, descendo as mãos.

Com mais alguns minutos, termino o serviço. Ele passa água no rosto, tirando a espuma.

- Pronto. Agora cai fora. – falo, empurrando-o na direção da saída.

- Ok. Boa noite. – fala, me dando as costas e saindo do banheiro, encostando a porta.

Como assim? Desde quando ele é tão frio? O que está acontecendo, Zoro? Isso está estranho! Você não é assim. Normalmente me provocaria de algum jeito. Não que eu esteja sentindo falta, lógico...

Na pia, lavo o rosto e passo a mão molhada na nuca, tentando amenizar o calor daquele sonho que ainda ronda minha mente.

De repente, meu cérebro dá outro estalo.

Será que depois do que aconteceu aqui no banheiro, ele se fartou e não quer mais saber de mim? Ele seria assim tão... Insensível, a ponto de fazer uma coisa dessas?

Suspiro com força, olhando para a esquerda, onde se encontra a banheira e o chuveiro. Acho que não vou esquecer nunca mais o que fizemos aqui. E foi tão... Tão... Tão...

Ponho a mão na maçaneta, girando-a e saindo do banheiro depois de apagar a luz. Sinto o cheiro da grama do convés, junto com a brisa fresca do mar, e com isso, minha pele se arrepia e meu cabelo fica mais bagunçado do que já é.

Percebo que meu robe se move na direção do vento, deixando minhas roupas de baixo à mostra.

- Sabe, eu gosto dessa roupa. – ouço, e viro imediatamente. Zoro está encostado na parede, às minhas costas. – E gosto dessa calcinha também.

Ah, eu achei que ele tinha ido dormir... Graças a Deus, está com um comportamento normal de novo!

- Por que? – pergunto. Ele anda na minha direção e seus dedos afastam o robe de meu ombro.

- Porque você está vestindo ela. – responde, e eu coro de vergonha. – Mas... Honestamente... Prefiro quando você está sem nada.

No mesmo instante, ele me beija de uma forma faminta, mas ao mesmo tempo gentil. A sensação de senti-lo tão perto de mim... Seu cheiro... Seu gosto... A temperatura da sua pele... O modo como puxa meu lábio inferior levemente com os dentes... O jeito que suas mãos apertam meu corpo nos pontos certos... Seus músculos nos lugares corretos e na medida certa... Meus dedos segurando seu cabelos... Sua língua acariciando a minha...

- Calma... – falo, me separando por um segundo. Minha intimidade se contrai de prazer. E porra! Ele não fez nada! O que está acontecendo com o meu corpo!? – Espera... Marimo...

- Eu posso até esperar... – murmura, olhando em meus olhos. – Mas você pode, Sanji?

Ele desce a mão por minha barriga e me toca por cima da calcinha.

- N-Não... – sussurro, antes de soltar um gemido baixo – Nós estamos no meio do convés...

- Estão todos dormindo. – responde. Seguro em seu pescoço com as duas mãos, tentando me manter em pé. Sua boca cobre a minha por alguns segundos, num selinho demorado. – Feche os olhos.

- Hãn?

- Feche os olhos. – fala. Eu assinto, desconfiado, mas fecho os olhos. Suas mão chegam às minhas coxas, por trás, e ele me levanta, fazendo-me prender as pernas ao redor de sua cintura.

- Ei! O que você...

- Não abra os olhos. – manda. O que ele quer, afinal de contas? Não entendo esse cara!

Abraço seu pescoço, tentando me segurar e não cair. Sinto quando ele começa a andar num ritmo um pouco mais lento que o normal. Abre uma porta, fechando-a em seguida, e depois começa a descer escadas. Eu conheço este navio de ponta a ponta, mas não faço a mínima ideia de onde estamos. Na oficina? Embaixo, onde fica o Soldier Dock System?

- Hm... Você conhece este navio o bastante para não se perder... Né? – pergunto, inseguro.

- Claro que conheço. – responde, irritado. – Mas... Pra que lado ficava mesmo?

- Você só pode estar zoando com a minha cara. – respondo, suspirando – NÃO É POSSÍVEL QUE VOCÊ SE PERCA NO SEU PRÓPRIO NAVIO, MARIMO!

- FIQUE QUIETO! EU NÃO ESTOU PERDIDO! – fala. – Acho que é pra esse lado...

Ele anda mais um pouco.

- Achei! – fala. Eu suspiro, pensando em qualquer lugar que ele queira me levar.

Uma porta é aberta, e logo em seguida fechada. Uma luz, acesa.

- Pode abrir os olhos, agora. – avisa. Eu assinto abro os olhos, descendo de seu colo. Na minha frente, vejo uma cama de casal arrumada. Parece até brilhar. O quarto é todo de madeira, assim como qualquer ambiente daquele navio.

- Onde eu estou? – pergunto.

- No quarto de hóspedes. – responde. Hein? Mas pelo que me lembro... O quarto de hóspedes era mais simples que esse! O que aconteceu aqui?

- Mas... Eu não me lembro de no quarto de hóspedes ter uma cama de casal, uma guarda-roupa grande, uma cômoda e ser arrumado e bonito desse jeito. – falo, confuso. Ele sorri um pouco.

- Mas não era. Eu pedi para o Franky arrumar pra mim, porque nós vamos dormir aqui a partir de hoje. – fala, e sinto sua mão em meu cotovelo.

O lugar ficou lindo. Sinto como se meus olhos brilhassem. Merda de pensamentos femininos...

- Agora... Que tal continuarmos o que começamos lá em cima? – pergunta, e eu me sinto acuado. Ele tem uma presença de espírito muito forte. Sua aura é muito dominante. Mais uma vez, estou coberto por seu cheiro doce, mas totalmente masculino.

Ele passa um dos braços por minha cintura e me puxa para frente, chocando nossos corpos com força moderada. Em seguida, inclina o rosto para frente devagar, mirando minha boca. Quando está muito perto, desvia e beija meu pescoço, infiltrando sua mão em meus cabelos e roçando seu corpo no meu.

- Eu não entendi... – murmuro, contendo um suspiro de prazer.

- O que foi agora? – pergunta.

- Eu não concordei em dormir com você em hora alguma. – falo, com o rosto quente de vergonha.

- Sinceramente... – murmura, e me solta. Encosto as costas na parede, e ele põe a mão ao lado da minha cabeça. – Eu estou ficando impaciente com tanta frescura. O Sanji que eu conheço não ficaria arranjando desculpas. Fala logo o que te atormenta.

Ih, merda. Ele ficou irritado. Mas ele tem razão. Porque eu estou com tanta frescura? Eu não sou assim, e nunca fui.. O problema aqui não é a parte feminina entrando em ação. É o jeito machão dele.

- Isso... É-É muito vergonhoso de se dizer... – falo, colocando as duas mãos no rosto. – Não quero falar.

- Isso é sério? – pergunta, com uma voz mais grossa que o normal. Vish. Agora fodeu. Para minha sorte, ele suaviza logo em seguida. – O que foi? Não gostou do quarto?

- Não é isso. – respondo. Essa demonstração de amor foi linda, Zoro. O problema é comigo, mesmo. – Eu estou com medo.

- O cozinheiro mais orgulhoso do mundo admitindo que está com medo... – fala, e sorri em seguida – Essa é uma cena rara.

- É sério, Marimo. – respondo. Seguro uma ponta da roupa, olhando para baixo. – Nós vamos fazer... Não vamos?

- Bom, é o que eu pretendia. – diz ele. Cara de pau! – Confesso que quero MUITO, mas eu não vou te forçar. Justamente por ser sua primeira vez. Mas você tem medo do que?

- Eu não gosto de dor. – respondo. Ele espalma a testa.

- Ok. Então... Não vamos fazer. – decide. De repente, sou suspenso no ar e ele me põe na cama, deitando atrás de mim.

- Você não disse que...

- Cala a boca e dorme, Ero-Cook. – fala, me abraçando por trás e grudando seu corpo no meu.

Passados alguns segundos, percebo que ele mantém distância de mim, apesar de os braços estarem ao redor do meu corpo.

Fecho os olhos, respirando fundo. Bom, deve ser preferência dele.

Ele se mexe uma vez, e seus dedos começam a subir por meu braço, devagar. Chega ao ombro e vai até o pescoço, onde ele tira meu cabelo da nuca. Ali, ele substitui os dedos pelos lábios. Sua boca macia faz pressão na minha nuca, e eu sinto um arrepio violento. Ouço sua risadinha, e em seguida, ganho um chupão forte que acende meu corpo inteiro.

- Ah... – gemo, e tampo a boca em seguida. Minha intimidade se contrai.

- Você diz uma coisa, mas... – sussurra, em meu ouvido – Seu corpo te desmente totalmente, Sanji.

Sua mão desce por minhas costas, até chegar na bunda, onde ele aperta. Agarro o lençol da cama e mordo o lábio inferior, fechando os olhos com força. Ele não fez nada! Nada! Porque eu fico desse jeito cada vez que ele me toca? Isso me lembra... No sonho, ele mal me tocou. Merda, aquele sonho... Inclino meu corpo pra trás, querendo senti-lo mais.

E então, sinto sua grande ereção.

- Já que você não quer... Vou usar meus dedos outra vez. – sussurra, com a voz rouca.

Com uma rapidez incrível, ele me põe de barriga para cima e fica sobre mim.

- E já que eu não posso fazer o que realmente quero... Não vou te beijar. – fala, atacando meu pescoço com mordidas fracas e beijos deliciosos. Deliciosos? Porra!

- E no que... Isso te beneficia, Marimo? – pergunto, arfando. Abraço seu pescoço.

- Em nada. Mas também não te beneficia. – murmura. Seus dedos entram em meu robe, deslizando-o por meu ombro até meus pulsos, onde ele tira a roupa de meu corpo. As únicas peças que me tampam são a blusa de alcinhas e a calcinha.

Seus lábios descem por meu pescoço e passam pela minha clavícula. Desliza as mãos pelo tecido fino de minha roupa, mas não toca em nenhuma região íntima. Me contorço na cama, absorvendo seu toque quente.

- Quer parar de me torturar? — pergunto, impaciente. – Isso não é legal!

- Mas parece que gosta. – murmura, me arrepiando. Ele dobra meus joelhos, colocando meus pés no colchão, e em seguida sobe minha blusa, deixando a mostra minha barriga. – Tão lisa... E a sua pele é exageradamente macia.

Seus dedos deslizam ali. Abro um pouco mais a boca para respirar. Com um suspiro e um sorriso, ele se deita sobre mim, sem colocar todo o seu peso. Seu rosto fica a milímetros do meu, tanto que sinto sua respiração quente. Meus olhos miram sua boca, com aquele sorriso sacana. Vamos lá, Kuso Kenshi.

Nossos narizes se encostam, e eu vou fechando os olhos pouco a pouco, à medida que ele se aproxima. Mas ao invés de me satisfazer, ele chupa o lóbulo da minha orelha e acaricia meu pescoço com a ponta da língua. Isso é muito frustrante!

Ele se instala no meio das minhas pernas, olha no fundo dos meus olhos e dá um impulso para frente. Nossas intimidades roçam como nunca antes, por conta do tecido fino da calcinha e sua calça de moletom. Seu peitoral faz pressão em meus seios, e na medida que ele se mexe, sinto ele se esfregando em mim. Cerro os dentes e reviro os olhos de prazer, segurando as mangas de sua camiseta com força. Estou quente. Muito quente. Não vou durar muito, desse jeito.

- É bom... Não é? – murmura, entre um gemido gutural e outro.

- Mn... Haa... – gemo, sem conseguir dar uma resposta. Ele é muito pesado, e ainda se esfregando em mim desse jeito... Merda.

Porcaria. Meu corpo quer mais do que só isso. Posso me sentir contraindo de prazer. Meus peitos desejam o toque quente do Zoro. Porra, eu estou virando um escravo do sexo!!

De repente, ele se apoia no colchão e levanta metade do corpo, me olhando de cima. Desliza seu corpo para baixo, e fica com o rosto em meu busto.

- Eu quero chupá-los, Sanji. – murmura, com sua voz rouca. Filho de uma...

- Você não precisa dizer tudo o que quer fazer! – falo, e em seguida, tampo o rosto com as mãos. Meu rosto está quente por causa da excitação, mas fica ainda mais quente com a vergonha. – Só... Faça.

Ouço sua risadinha e ele levanta minha blusa, me forçando a esticar os braço para tira-la.

- Eu nunca tive muita atração por peitos, mas... – murmura – Os seus parecem terem sido feitos sob medida para mim.

- Vou tomar como uma elogio. – sussurro, ainda tampando o rosto.

- Não tampe seu rosto, Ero-Cook. – pede, colocando a mão sobre meu braço. – Eu quero ver suas reações.

Devagar e com o pouco de coragem que me resta, tiro as mãos do rosto e coloco em sua nuca, segurando seus cabelos.

- Eu confio em você. – murmuro, olhando no fundo dos seus olhos. De repente, seus olhos claros são invadidos pela pupila.

Ele devora meus seios com os olhos para, logo em seguida, devora-los com a boca. Um choque percorre meu corpo inteiro assim que ele dá o primeiro chupão. Minhas mãos se apertam em seu cabelo, e ele solta um rosnado. Minha intimidade lateja com força, querendo um alívio.

- Ah! Zoro... Esp... Espera! Por favor, mais devagar... – peço, urgente e no meio de gemidos. Putz. Está vindo. Está vindo.

E ele para, olhando para meu rosto. E por incrível que pareça, suas bochechas assumem um tom de rosa.

Abocanha o outro, com a mão ocupada apalpando o esquerdo. Mais uma vez, mordo o lábio inferior, só que dessa vez, sinto gosto de sangue.

Seus dentes puxam meu mamilo devagar, e logo em seguida soltam, e ele continua me sugando. Com a mão, ele aperta o outro, entre o dedo indicador e o polegar, com um pouco mais de força.

Meu coração está muito acelerado. Minha excitação, muito grande.

- Será que podemos fazer você gozar assim? – pergunta, me provocando. Sinto que está vindo. NÃO! SEGURE! NÃO GOZE AGORA! NÃO! AINDA NÃO!

Mas meus pensamentos não adiantam em nada, e eu sinto os espasmos percorrendo meu corpo, me contraindo com força e soltando um grito de prazer. Flexiono minhas pernas mais ainda e aperto seu corpo contra o meu. Minha boca está seca.

Ele sobe e finalmente, me beija. Sua boca se molda na minha e sua língua entra, rodeando a minha de um jeito possessivo. Ele chupa meus lábios com força, enquanto ainda sinto os efeitos do orgasmo.

- Você é muito sensível. – fala. O quê? Isso é um defeito? – Eu gosto disso.

- Isso que você fez foi muito safado. – murmuro.

- Caso você não se lembre, eu posso muito bem refrescar sua memória. – fala. – Eu já fiz coisas piores com você. Se lembra daquela vez no banheiro? Quando você não conseguiu gozar porque ficou duro demais? Não se lembra do que eu fiz para te aliviar?

Ah, aquilo... Foi tão bom...

- Lembro. – respondo. – Como poderia esquecer? Foi o melhor dia da minha vida.

- Melhor dia... Da sua vida? – pergunta. Eu sorrio.

- É. Com certeza. – falo, e lhe dou um selinho – Foi o dia que você se confessou para mim.

- Falando nisso... – murmura. – Faz muito tempo que eu não ouço aquelas três palavrinhas da sua boca, não acha?

- O mesmo tempo que eu não ouço da sua. – respondo.

- Sempre afiado, né? – pergunta. Me beija novamente.

- Sabe, isso não é justo. – falo. Ele parece confuso. – Tire a roupa, Zoro.

- Ih, é mesmo. Por que eu estou todo vestido? – pergunta para si mesmo. Abro bem os olhos, esperando ele tirar a roupa. Se senta, tirando a camiseta branca devagar, liberando sua pele morena.

No mesmo instante, coloco minha mão ali, deslizando-a sobre sua barriga dura. Com o dedo indicador, sinto as fendas entre os gomos. Ele parece gostar.

- O plano não era usar os dedos? – pergunta.

- Eu estou usando os dedos. – respondo. Ele tira minha mão de si.

- Usar os meus dedos. – fala, com a voz baixa, mas rouca.

Me beijando mais uma vez, sinto sua mão por dentro da minha coxa. Esta mão sobe, e ele cobre minha intimidade com a mão em forma de concha. Seu dedo mindinho afasta minha calcinha para o lado, e seu dedo médio me acaricia, fazendo-me soltar um gemido longo.

- Você está deliciosamente molhado. – fala, me fazendo corar de vergonha. Quero me esconder, mas seus habilidosos dedos não me deixam fazer nada.

- Mnnn... – gemo, respirando pesadamente – Haa... Zoro... Espera...

Ele prende as laterais da calcinha com os polegares, e a baixa devagar, com cuidado e acariciando minhas pernas enquanto desliza a peça. Quando termina, joga a roupa ao lado da cama e, com os joelhos no colchão, me admira atentamente. Ou come com os olhos, para ser mais exato.

- Você é mais do que lindo, Sanji. – fala, e eu quase chego ao orgasmo só com a sua voz. Seu cheiro preenche meu nariz novamente, e meu corpo desperta de uma maneira incrível. Ele põe a mão por trás da minha perna, apertando-a. – Seu corpo é muito gostoso. Me deixa louco.

Então, ele enfia dois dedos dentro de mim. Com o susto, eu me sento, agarrando seus braços com força e virando o rosto para o lado, fazendo de tudo para conter os gemidos. Rebolo no ritmo das estocadas. Seus dedos fazem atrito dentro de mim, e ele me cutuca em um dos lados. Eu cravo minas unhas em sua pele, e sinto uma lágrima escorrer por meu rosto.

Ele segura minhas costas com a mão esquerda, para que eu não caia para trás, e com esta mesma mão, puxa meu rosto para frente, me beijando profundamente. Merda. O cheiro dele... Enterro meu rosto em seu pescoço, respirando profundamente. Deixo um beijo ali, e passo a língua em seguida, querendo sentir o gosto. Zoro levanta um pouco a cabeça, gostando da carícia.

De repente, ele me vira e eu fico de quatro na cama.

- Ei! – protesto.

- Essa posição me dá uma visão quase perfeita. – murmura. – A única parte que não consigo enxergar, são seus peitos, Ero-Cook.

- Eu não quero ficar assim! – falo, quase morrendo de vergonha.

- Eu acho que você está pensando demais. – fala, e no mesmo instante, sinto seus dedos. Agarro os lençóis. Estou totalmente entregue. Não tem mais jeito. Porcaria.

Em meio aos meus pensamentos enevoados, percebo que meus braços perdem as forças aos poucos, e encosto o rosto no travesseiro. Zoro vira estátua.

- Meu... Deus... – ouço. – Você está totalmente empinado, Sanji. Deste jeito eu não vou me segurar.

Fecho os olhos, tentando me normalizar. Ele retira os dedos, e eu respiro fundo. Isso não foi bom. Foi frustrante.

Sinto outra coisa em minha intimidade. Não é seu dedo. Muito menos a “coisa”. E eu só percebo do que realmente se trata, quando a sensação passa do clitóris e desce até a entrada. Ele está... Está... Está me lambendo!

Sua língua me penetra devagar, e é mais cômodo do que os dedos, por ser menor. Sua boca quente me chupa com força, e eu não sei mais onde segurar ou que ar respirar. Bem devagar, sua língua acaricia meu clitóris, e meu corpo inteiro estremece com a sensação.

- Foi o segundo orgasmo da noite, Sanji. – ouço. Meu joelhos escorregam pela cama, e eu me deito. Tão rápido...

- O que foi isso... – resmungo, me lembrando de sua língua em mim. Fecho os olhos.

- Pronto. Durma bem, Cook. – ouço. Ele me cobre com o cobertor e tira o cabelo do meu rosto.

Eu não estou com sono, idiota. Só cansado.

A cama balança quando ele se senta do outro lado, perto da ponta. Abro os olhos, atento ao que acontece ao meu redor.

Ouço a respiração pesada de Zoro.

- Merda... – resmunga, muito baixo. – Você não vai abaixar, certo?

Ele tira suas calças, e eu o imagino de cueca. Como no dia em que nós fizemos naquele chalé.

Me sento abruptamente, dando-lhe um susto. Como eu imaginei, ele está de cueca, e eu posso ver seu membro. Completamente duro.

Sem trocar nenhuma palavra, tomo seus lábios num beijo intenso, brincando com sua língua. Ele não perde tempo e me agarra, me colocando sobre si.

- Quer tentar? – pergunta. – Você é virgem, afinal de contas.

- Vamos. – respondo. Ele sorri e assente, tirando a cueca. Por que ele é tão másculo?

- Você está tomando pílula? – pergunta. Eu respondo com um aceno de cabeça.

- Estou. Anda logo, Zoro. Eu estou queimando. – falo. Minha excitação inteira volta mais forte, apesar dos dois orgasmos.

Com uma paciência muito atípica, Zoro suspira, e sei que ele está se concentrando o máximo que pode. Já o vi treinar tanto, que sei o que significa sua linguagem corporal.

- Confia em mim? – pergunta. Eu sorrio. Que pergunta besta, Marimo. Se eu não confiasse, não deixaria você fazer o que quer comigo, deste jeito. E depois de tudo o que passamos juntos... É impossível não confiar. Ponho minha mão em seu rosto.

- Com certeza. – respondo.

- Vai doer. – fala. Eu assinto.

- Eu sei. Mas é uma dor suportável. Pelo menos é o que o Chopper me disse. – falo, me lembrando da conversa que tive com a rena no dia anterior.

- Se doer demais, você tem que me falar. Entendeu?

- Entendi.

Coloco uma perna em cada lado de seu corpo, olhando para baixo. Esse negócio vai me arrombar. Vai caber em mim, mesmo?

Zoro segura meu queixo e me beija. Pega minha mão e põe sobre seu pênis. Seguro a base e me posiciono sobre o órgão, sentindo a ponta. No mesmo instante, Zoro cerra os dentes. Coloca as mãos nas minha cintura, me guiando.

Abaixo o corpo devagar, e sinto-o entrando em mim devagar. Desliza facilmente, e inicialmente, é uma ótima sensação. Consigo abaixar até a metade, até que sinto uma pontada fraca dentro de mim.

- Você vai me esmagar, Ero-Cook. – murmura.

- Eu não tenho culpa. Falta pouco. – falo, gemendo em seguida. E com um último fio de coragem, abaixo em seu pênis, colocando-o inteiro dentro de mim. Sinto um forte beliscão, mas fora isso, nada demais. – Ui.

- Doeu? – ouço, com os olhos fechados. Zoro parece uma estátua.

- Quase nada... – murmuro. – O problema é o tamanho...

- Então eu sou grande o bastante para te deixar desconfortável? – pergunta, com uma voz super rouca.

- Cale a boca, Marimo. – respondo, e seguro em seus ombros. Colocando o peso nos joelhos, deslizo para cima, e Zoro aperta minha cintura, trazendo-me para frente.

- Fique parado. – pede. Eu assinto, abrindo a boca para respirar melhor. Ele me abraça e, se apoiando na cabeceira da cama, levanta o quadril, me dando uma estocada forte e atingindo um ponto muito sensível dentro de mim. Aquilo me faz revirar os olhos de prazer.

Mais uma vez, ele tira o membro quase inteiro de mim, e entra com força. Agarro seus cabelos, procurando um apoio seguro. Faz mais uma vez, e aí, começa a entrar e sair, batendo no mesmo ponto várias vezes seguidas.

- Aaah... Mnn... Marimo... – gemo, entre suas investidas. Quase solto um grito quando suas mãos envolvem meus peitos, e abaixo o corpo, liberando o peso dos joelhos.

O cheiro doce me deixa louco. É como se me atiçasse ainda mais, percorrendo meu corpo.

Ele nos vira na cama, me deixando por baixo. Levanta minhas duas pernas flexionadas para cima, e me sinto constrangido pela posição, porém... Meus pensamentos vão embora quando ele se abaixa na minha direção e me beija, indo na direção da minha orelha em seguida. Ouço seus gemidos guturais baixos.

- Bom... Você é muito bom, Sanji. – murmura, e beija meu pescoço devagar. Seus movimentos recomeçam e o vai-e-vem está presente novamente, fazendo a cama ranger e meu corpo estremecer. Ele vai cada vez mais forte. Muito bom. Isso é muito bom! Quando eu ouvi sobre as sensações femininas serem mais intensas... Era tudo verdade!

- Pode fazer... Mais forte... – sussurro, querendo mais – Eu não vou quebrar... Nem nada parecido...

Sem ao menos terminar minha frase, Zoro fica mais rápido e mais forte.

- Caralho... – ouço, muito baixo, quase inaudível. – Como eu pensei...

Sua mão desce por minha barriga e pressiona meu clitóris, acariciando-o. Aperto seus braços com força e minhas unhas entram em sua pele. Isso o faz rosnar.

Seus dedos ficam mais ágeis, e mais uma vez, meus corpo começa a esquentar muito e sinto o orgasmo chegando.

- Haa... Zoro, está... Está vindo... – murmuro, e ele faz com mais força.

- Dessa vez, nós vamos juntos. – fala. Meu corpo estremece e eu arqueio o corpo, sentindo o orgasmo me possuir. Ele também chega ao seu ápice e suspira.

Solta minhas pernas e com cuidado, sai de dentro de mim e se deita ao meu lado. Em seguida, me abraça. Sinto seu corpo suado e sua respiração bastante acelerada.

- Seu corpo é bastante resistente pra essas coisas... – ele fala. Eu o olho.

- Não mesmo. Eu estou morto de cansaço. – respondo.

- E as três palavrinhas? – pergunta. Eu tomo um susto e viro o rosto para o outro lado.

- N-Não me faça dizer. – murmuro, mas ei que ele ouve.

- Sabe, eu estou bastante paciente hoje, percebe? – fala. Passados alguns segundos, eu suspiro.

- ...A-Amo... – murmuro, quase um sussurro.

- Não fale tão baixo!

- ... Te amo... – falo, um pouco mais alto. Que vergonha!

- Olha para cá! – manda, e eu viro a cabeça na sua direção. Ele está surpreendentemente perto. – Diga isso olhando nos meus olhos.

Meu rosto esquenta com o nervosismo.

- Zoro, eu te amo. – murmuro. Sim, isso é muito gay. Mas eu estou num corpo de mulher, então... Foda-se.

- Finalmente. – fala, sorrindo um pouco. Me olha da cabeça aos pés. – Vamos par o segundo round?

- O quê!? – falo, espantado. – Se eu fizer mais alguma coisa, morro de exaustão.

- Você não gostou? – pergunta. Depois de tudo o que eu fiz você me pergunta se eu gostei, Cabeça de Brócolis?

- Superou minhas expectativas, basicamente. – respondo. Vejo um sorriso malicioso preencher seu rosto. Que cara safado... – Agora... Durma.

Ele puxa as cobertas para cima e nos cobre, me abraçando em seguida. Deito a cabeça no travesseiro, passando em minha cabeça cada momento da noite. Com uma satisfação imensa, vou caindo no sono aos poucos.

Quase dormindo, sinto os lábios de Zoro no meio da minha testa e sua voz, agora completamente suave e acolhedora.

- Obrigado por existir. – murmura, e ouço uma risadinha. – Tenho eu agradecer aos seus pais, depois.

Idiota... Você tem que me agradecer é por te aguentar.

E por fim, adormeço, sorrindo internamente.

Notas finais
Então? Gostaram?
Honestamente, espero que sim! Tomara que tenha ficado tão bom de ler quanto foi de escrever!
Enfim, é isso.
No próximo, teremos acontecimentos estranhos... kkkk
Beijos e bom feriado antecipado para vocês!